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Posted in Mapa do Site on outubro 27, 2010 by plauns

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Produção do grupo: Informes semanais do grupo, zine NeoMitoSofia 1, zine NeoMitoSofia2, cartazes convite, cartazes do café filosófico. desenhos scaneados do grupo, textos do grupo.

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portais: filmes e séries, HQs e músicas

NeoMitoSofia: Perversões

Posted in novidades, produção NMS, vídeos on agosto 27, 2017 by plauns

“NeoMitoSofia, primeiro vídeo: perversões humanas, perversões do mundo atual, perversões contemporâneas”. Assim começamos o primeiro bate-papo filmado (com intensão de publicar) que nosso grupo fez desde sua formação.

A história da criação desse vídeo começa com o grupo, já que mesmo nos primeiros encontros pensávamos em gravar o áudio (com algumas tentativas falhas), ou o vídeo, ou algum outro tipo de registro que não fosse formado só por palavras escritas.

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Por volta de 2014 (5 anos após a criação do nosso site), começamos a discutir com mais frequência a possibilidade de criarmos um vídeo a partir de nossos encontros. Após alguns testes de gravação, desenvolvemos um roteiro para tratarmos do tema Violência (ainda não filmado); nessa mesma época, em uma tarde que o grupo infelizmente não estava com o núcleo completo, estávamos conversando sobre as Perversões e após algum tempo de conversa resolvemos registrar ela em vídeo. Então em 2016 finalmente nos debruçamos no material filmado e fizemos a primeira passagem da edição (o que durou 3 longas tardes de decisões de corte e referências visuais inseridas), mas ainda faltava tratar o vídeo, o áudio e o texto das legendas. Um ano após essa primeira edição o vídeo ficou pronto, foi encaminhado para o núcleo fazer os últimos comentários, para podermos publicar e divulgar.

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Como o título e a introdução deixam claro, o assunto da vez são as Perversões. No vídeo tentamos tratar esse assunto através de mídias (filmes, quadrinhos, séries, músicas…), exemplificando o que entendemos como perversões; sejam elas sexuais, políticas, econômicas, religiosas… Como o nosso mote é “Trocando dados e combatendo a escória”, além das referências (troca de dados), acrescentamos também, dúvidas e críticas direcionadas aos perversos (nossa forma principal de combater a escória).

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pRiMEirA InTerMitêNciA ou PARABÉNS PLAUNS!

Posted in novidades on agosto 14, 2017 by ti

“A arte não é, como a ciência, uma lógica  de referências, mas uma libertação da referência e uma expressão da experiência imediata: Uma apresentação de formas, imagens ou ideias de maneira a trazer em primeiro lugar não uma ideia, ou mesmo um sentimento, mas um impacto.”

-Joseph Campbell, Máscaras de Deus volume 1 – Mitologia Primitiva (pag. 47)

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Já faz um tempo que várias coisas vem se construindo numa velocidade tão lenta que seu movimento mal pode ser visto. Como a movimentação dos gigantes. Mas agora já é possível vislumbrar o vulto por trás das montanhas e arranha-céus, nos espreitando por entre as nuvens. Algo vem surgindo. Se pronunciando. Uma mensagem lançada no espaço. Uma garrafa endiabrada multimidiática flutuando em oceanos virtuais. É nóis na fita. Pega eu pai.

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Tem gente que não entendeu o que é a NeoMitoSofia. Tem quem ainda queira categorizar ou catequizar ou escangalhar o jeito da gente fazer citação, dizendo que escrevemos Fucô errado e citando Fermat pra nos acusar de não-científicos como se nos envergonhássemos do nosso amadorismo ou da nossa feitiçaria. Vocês não estão entendendo nada. A contradição é pra ser apreciada. Nosso quitute é degustar um mallarmé com tubaína tutti-frutti.

Agora várias construções até então efêmeras, manipuladas como os gases do éter no laboratório de alquimistas, ganham materialidade sólida. Apresentaremos nossa produção feita em corpo e alma, imagem e som, nosso golem, nosso homúnculo impresso em 3 dimensões.

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[EM BREVE AQUI links pros vídeos NMS]

 

 

 

Mas essa parceria vai render mais que crias materiais transitando espaços virtuais. Teremos corpos, vida, entes. Criaturas transbordando energia e transpirando o futuro, forçando velhacos viciados a olhar pra frente. Sem medo de abandonar velhos planos que perderam seu timing no overthinking do planejamento. Sem constrangimento em largar os velhos panos que já não servem mais. E sem temer também se perder na nostalgia da velha roupa colorida que reconhecemos numa foto antiga mas que não lembramos que fim teve ou como desapareceu. E sem medo também de cumprir o que foi combinado e levar uma empreitada até suas últimas consequências. Reaprenderemos a interpretar os tempos e também a nós mesmos, inventando novas formas de ser verdadeiro, porque toda repetição leva há um desgaste da verdade. Embora isso, tipo, seja só a minha opinião, cara…

Então dedico ao velho amigo irmão PLAUNS e aos compas, camaradas, a quem chamo de manos, manovéidiguerra, que seguem firme ao meu lado nessas trincheiras neomitosóficas, ofereço a vocês esse texto que segue abaixo, cujo título é NeoMitoSofia, e que venho desenvolvendo há muitos anos, sentença por sentença, sem pressa. Vai na fé, vai na razão, vai na precisão, homens procurando a verdade na estrada da ilusão, como diria o grande poeta de sampa. Tamujunto. É nói. PLAAAAAAAAAUNS!

NeoMitoSofia

A Simbologia deve ser funcional.

Deve servir para uma finalidade.

Deve possuir uma utilidade prática.

Runas podem indicar direções.

Marcas sinalizadoras, indicando um sentido.

Linhas de corte.

A malha material desse nosso mundo real é todinha pintada com esses sinais.

Rajada de códigos.

Como as cores vibrantes de um animal pequeno mas de toxidade altamente letal.

Ou os padrões rochosos

de uma geologia estéril.

Ou os códigos secretos

pixados nos edifícios de concreto.

E a magia nada mais é do que

a interpretação primordial

desses signos primitivos.

Semiótica intuitiva. Decodificação planetária.

Ver o mundo assim muda um homem.

Compreensão demais pode comprometer

os nervos de uma pessoa.

A partir daí, voltar a viver ignorando a magia será como vestir um disfarce.

 A Fantasia de Normal = Ser social

Há fantasia de ser normal no ser social

Mas no ser só, não por muito tempo

A segunda pele do homem duplo

O anseio por mudança

Ânsia por transformação

Em contraposição à construção dedicada de uma persona estável, saudável, sã, equilibrada, que pode ver-se na ilusão de uma árvore bem, bem alta que enraíza-se num declive e não nota que está, muito muito lentamente, caindo.

Para uma saúde de verdade, é necessário o movimento. A mudança de ares. A transição. A adaptação ao novo, a recepção de outras frequências. Conhecimento a sério, não do besteirol educacional/psicológico/religioso que a maioria prega por aí. Um comportamento metódico pode gerar pequenos dogmas íntimos, que alimentam pequenos diabretes autoritários a zumbir em nossas orelhas, sentados em nossos ombros ou pior, dentro de nossas cabeças. É necessário um constante auto-exorcismo para viver bem, em paz, com liberdade para ad mirar, assimilar e colaborar com as liberdades alheias, pois que fazer isso com amor possibilitaria uma união, um vínculo, uma construção de algo que não poderá ser esquecido e que poderá servir de ferramenta para outrem além das pontas desse laço; e talvez só assim, seria possível restabelecer algo, um proceder tornado raro desde os primórdios do processo colonial entre os povos, que é viver com a natureza, de forma saudável e eu não me refiro à mata, a fauna e flora com suas exuberâncias, maravilhas e perfumes, eu me refiro a natureza humana,

pois é com essa que é difícil conviver.

NeoMitoSofia é encantar-se com descobrir as maravilhas do outro.

É desbravar as selvas que habitam a cabeça de cada um.

Cosmonautas do imaginário.

A deriva com nossas naus feitas de referências.

Que nosso grupo de estudos seja mais que uma oficina, que seja uma ciranda, um sabá, um veículo de transformação. Algo me diz que era assim que se criava aquilo que foi mais tarde chamado de mito, arte e ciência, antes que existissem ciência, arte ou mito.

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escrito em

há tanto tempo que nem sei mais

14 de Agosto de 2017

bAiaCu diário de bordo #2

Posted in novidades on agosto 5, 2017 by ti

AQUILO QUE VOCÊ SABE TE DÁ DIREÇÃO.

AQUILO QUE VOCÊ SENTE TE DÁ VELOCIDADE.

CONHECIMENTO É ILUSÃO assim como tudo que te dá sensação de estabilidade.

daSÍNTESE E EXPERIÊNCIA

BAIACU realizou-se no sesc Ipiranga com uma intensa agenda durante o mês de Julho. Oficinas, a Ocupação Visual (cuja exposição permanece aberta ao público até 03/09/2017) e vários bate-papos onde @s artistas mais foda dos quadrinhos estariam reunidos, mergulhados num clima vibrante de produção intensa e acessíveis, afim de ensinar algo do que aprenderam em suas jornadas. Tudo sob curadoria de Laerte e Angeli. A generosidade e a excitação dos envolvidos os fazia brilhar como faróis. E o efeito foi absolutamente contagioso. Eu e os colegas que puderam se inscrever nas oficinas e participar dos bate-papos formamos grupos de produção de quadrinhos imediatamente. Foi inevitável, a energia que se produziu durante esse encantado mês sete de doismiledezessete tornou essa produção irrefreável. Como a gravidade. Como as marés.

 

 

Meu objetivo aqui é tentar fazer uma síntese do que acredito que tenham sido os fatores mais relevantes dessa experiência, o que concilia coisas que aprendi com esses supramestres que compõem o quadro criativo e técnico da revista BAIACU, mas também daquilo que aprendi com @s coleg@s e parceir@s de curso. Fizemos uma graduação em duas semanas. Parece que convivemos por anos. O barato foi loco.

Sobre o SESC, sempre tentei – com muito esforço – manter acesa a brasa da desconfiança: A comida é boa e barata? Sim. A programação cultural e artística é acessível e impecável em excelência na maioria das vezes? Temo que deva dizer que sim novamente. Mas embora seja efetivamente a única alternativa cultural para massas nessa sampa prostituída tão baratinho por Dorianus, o cafetão com sorriso de ânus, vossa fétida excelência, o prefeito; dói creditar tanto à uma associação de comerciários, saca? Parece que algo permanece oculto na dinheirolândia… e esse algo é que o que o sesc faz, com esse grau de eficiência, de competência pra usar o termo que a turma gosta, deveria ser público e oferecido pelo estado, mas ninguém nem mesmo consegue mais visualizar essa possibilidade nem entre as pessoas com mais imaginação que você pode conhecer. E no fim, os resultados práticos que SESC oferecem são inquestionáveis. Fica a impressão de que tem visionários colaborando na organização. Lógico que não conseguiria citar todos, mas Antonio Martinelli e sua crew com certeza devem ser reconhecidos pelo que fizeram (alguém dê um aumento presse pessoal!) e o próprio Danilo Miranda parecia (mesmo que tenha entre os afazeres do seu ofício escrever belos textos apresentando o trabalho de de artistas dos mais maravilhosos provenientes dos mais diversos lugares) particularmente orgulhoso e emocionado ao introduzir os mestres da aula-magna que inaugurava a OCUPAÇÃO BAIACU na unidade Ipiranga, Laerte e Angeli, Rafael Coutinho e André Conti, na curadoria e produção editorial dessa bomba de arte que será plantada em breve… http://www.revistabaiacu.com.br/

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Caipora da Violeta posando com São Paulo Infinita de Juliana Russo Editora GG

Outra coisa que aprendi é que o nomadismo é uma cultura generosa. Talvez a perspectiva da separação convide o íntimo das pessoas a compartilharem mais de si, não sei ao certo, mas você distribui e espalha pelo mundo, pelos lugares e povos por onde passa o melhor de si. Aprendi e refleti muito sobre isso observando Juliana Russo e seu trabalho. Queria ter dito pra ela que naquela semana eu sonhei que o Itamar Assumpção estava fazendo as oficinas junto com a gente. Tenho certeza que foi por causa da citação no livro dela… ((<3))..

O sedentarismo por sua vez está radicalmente relacionado com o egoísmo e a futilidade, uma vez que nesse caso o seu lugar e as suas coisas a sua vida é mais importante que aquilo que existe e não é conhecido. Assim vive-se para preservar sua linhagem ou explorar os mistérios do mundo. Conservadorismo familiar ou a revolução pessoal de descobrir-se… e os casos surpreendentes em que a criança da família contraria os medos do pai para descobrir que descendem de uma linhagem de exploradores viajantes

Desulpem a citação disney mas depois de ver com Viola esse desenho umas setenta e sete vezes suas camadas narrativas começaram a se desfolhar e assumir outras significâncias… o ponto é que por vivermos no coração-constructo da babilônia isso não significa que o nomadismo e formas horizontais de convivência e colaboração estão desaparecidas ou ausentes, pelo contrário: estão se multiplicando e provavelmente são nossa única saída pra efetivamente resolver o angu de caroço da sociabilidade. É importante dizer isso por que as águas revoltas que citei no Diário de bordo #1 só estão revoltadas porque tem várias ondas de fascismo, hipocrisia e conivência quebrando aqui e acolá. E tem um discurso que é construído diariamente em uma centena de títulos e publicações diferentes, sobretudo esse blend podre de jornalismo e publicidade que define o que se entende no geral por “mídia”, que acaba por formar uma narrativa leviatânica de normalidade que faz volta e meia você escutar do uber que que te leva ou do colega de serviço no elevador ou do companheiro de transporte público que só os militares é que dão jeito no país ou que bandido bom é enfim você já tá ligado…

 

 

Nesse contexto surge a Baiacu tocando esse tema nevrálgico: o discurso. Dizem que a sugestão de pauta foi dada por Angeli, o único cara que consegue falar menos que o Rafael Sica, e que fez questão de entrar mudo e sair calado todas as vezes. Ensinando pra gente que as palavras são supervalorizadas e que não precisa entrar na na febre da tagarelice on câmeras pra construir uma narrativa forte e relevante. Fazer um contra discurso eficiente não é só falar contra, mas narrar de outra forma. Sair do jogo narrativo do opressor, escapar e transpassar sua lógica criando outros caminhos. Angeli foi o que menos disse e ao mesmo tempo sua voz foi a que soou mais alta. Um grito. Sujo e carregado de reverb. Amálgama de loucura e lucidez, clareza e confusão, autodestruição e sobrevivência. A folha paga o cara há décadas e não chega nem perto de entender o seu trabalho. Toda vez que escrevo revista baiacu no google fico meio puto porque logo abaixo do site da revista (já colei o link uma par de vezes por aí) aparece uma matéria muito bosta da folha cujo título é Laerte e Angeli deixam de lado o humor escrachado… óbvio que não abri essa merda pra ler, mas é inevitável não pensar que eles largaram o humor escrachado há anos… há, tipo, vários anos! Ai ai ai esse troço que chamam de jornalismo por aqui é esquisito dimai fi…

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Mas enfim, voltando ao que interessa.

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Essa é a segunda parte dos diários de bordo. Logo mais postarei a terceira e última, com um resumo dos conteúdos das oficinas. Ainda estou estudando como compartilhar com vocês as imagens, não sei se monto um flicker ou instangram só pra isso e só colo os links aqui, como sou toscão com o computador provavelmente precisaria de ajuda pra fazer isso… e não quero demorar mais pra publicara  bagaça toda. É provável que eu suba algumas por aqui mesmo. Logo mais porque agora vou sair pra me encontrar com os colegas de oficina pra desenhar um pouco em conjunto lá no centro cultura são paulo.

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continua…

 

BAIACU diÁrio de bordo #1

Posted in novidades on julho 24, 2017 by ti

Massacre-Eldorado-do-Carajás

Se você você estiver entre os troncos de Marabá, é importante dizer que não falará nada. O silêncio irrompe sobre ti. E tu percebe que não é nada. Não é um indivíduo. É parte de um sistema maior que independe da tua vontade. Há de se desapegar do controle do desejo. De ser quem tu pensa que é. O problema dos discursos é que as pessoas acham que são criações individuais. Mas não. Discursos são as formas pelas quais os fantasmas e as egrégoras falam. Discursos são vazamentos no encanamento do pensar. Eles revelam aquilo que é criado psiquicamente não por um agente, mas por um coletivo. Há quem só retransmita e há quem vive de gerar ruído, de fazer interferência, de testar outras sintonias.

Em contraparte, fluir com a correnteza não é necessariamente ser passivo. A passividade tem sua própria tática. A paz requer uma sofisticada estratégia.

O caminho da água perpassa o conflito. Não seja atroz. Recuse a violência. Combata para destruir a vontade primal que o oponente tem de combater. Crie saídas, sonhos e soluções. Invente seu próprio túnel pra fora do labirinto. Não percorra velhos caminhos. Transpasse. Invada. Ocupe. Resista. Insista. Procure a brecha na cerca. Pule o muro. Seja melhor sendo só você. Apesar de si e de suas expectativas. Supere as exigências desprezando-as. Conquiste a primazia da sua própria excelência. Torne-se aquilo que deseja… Ou só seja um pé, cara. Resgate aquela pessoa que tu era com seis, sete, nove anos, procure onde ela esta viva em ti (se você está vivo é porque ela está lá em algum lugar) e a faça sair do armário. Assuma na vida adulta quem você foi na infância. Incorpore aquela parte de si. A parte artista selvagem sem respeito por nada. Tenha no horizonte que você nunca será tão sábio quanto já foi antes da vida adulta. Lembre disso pra aproximar-se dessa sabedoria. Tudo o que já fomos ainda vive em nós. O caminho do aprimoramento é feito de resgate e transformação.

Bom, esse primeiro registro quer compartilhar algo do que aprendi nessa imersão inflando entre baiacus em águas revoltas. Travei contato com artistas que já admirava há muito tempo. Em vários momentos minha tietagem simplesmente transbordou e se esparramou pelas relações e diálogos que travei. Ainda assim, as parcerias foram mais que demasiado produtivas, mas essencialmente transformadoras e o  aprendizado dos mais ricos que já tive na vida. Sinto que embriões gigantes estão chutando no útero. Sinto que algo lindo vai nascer. Isso me preenche de alegria e força. Enquanto a vida na notíciolândia parece mais desoladora do que nunca, e mesmo sem muita perspectiva de como arcar com meus boletos, sinto de perto o cheiro de um delicioso banquete assando no forno. Inseguro e incerto, vinha bradando há muito tempo que não há nada a temer, mas agora realmente não tenho mais nenhum medo.

Guazzelli, Fabio Zimbres, Pedro Franz, Juliana Russo, Rafael Sica, Marina Paraizo, Gabriel Góes, Laura Lannes, Ilan Manouach, Power Paola, Rafael Coutinho, Laerte, Angeli, Bela, André Conti, Paula Puiupo, Ian Indiano, Diego Gerlach, Julia Baltazar, Mateus Acioli e mais uma penca da Baiacu ou do SESC que fizeram isso acontecer e eu não to citando: OBRIGADO. Amo muito que vocês existam no mesmo mundo que eu.

Gratidão imensa e reverência máxima aos mestres do Kung Fu Baiacu

http://www.revistabaiacu.com.br/

A Lenda de Jubiros & Jibérion

Posted in Imaginarium on setembro 27, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

Esta lenda tem muitos nomes, como todas a palavras podem ter muitos significados. A NMS Crew, ou Eqipe, Team, group, tem linguisticamente discutido muitas palavras: Cultura, Contexto, Conteúdo, Propaganda, Amor, por um lado pejorativo, por outros carrega sentidos tão ultrapassados e escrotos, como bichos escrotos de contos de fadas,  como que a palavra “estupro” pode ser uma cultura, como a cultura humana se rebaixa e transforma hábitos, tradição e cultura em coisas tão carregadas de negatividade.

Gotta Live the positive way. unkle régis in da house YO!

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A LENDA DE JUBIROS E JIBÉRION

(Trad. Régis Yasuoka do conto dos Irmãos Grimm)

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(para meus amig@s T,J&V) provavelmente o tibs vai complementar o post com alguma coisa mais pra frente…

A lenda de Jubiros e Jibérion, ou a Lenda de Jorinda and  Jorindel, ou Jorinde und Joringel, ou A Flor Violeta, ou a Flor do Orvalho,  escolha como desejar só sei que foi assim

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Era uma vez um castelo tão velho que ficava sempre ali parado e pesado no meio de uma floresta densa, e nesse castelo vivia uma velha fada malvada. Todos os dias ela voava na forma de uma coruja  e se esgueirava na forma de uma gata, mas as noites ela voltava a ser uma velha de novo. Quando algum jovem do sexo masculino se aproximava a alguns passos perto do castelo, ele se congelava e não podia dar mais nem um passo, até que ela viesse e o libertasse: mas se alguma jovem donzela se aproximasse, elas se transformavam imediatamente em pássaros; e a fada vinha e as botava dentro de uma gaiola e a pendurava na câmara do castelo. Ela já tinha setecentas gaiolas penduradas no castelo, e todas com belíssimas passarinhas dentro.

Agora vou lhe contar também, que existia uma moça que se chamava Jubiros: ela a mais bonita ali do Reino do Rei Johnny Days; e também tinha um professor chamado Jibérion que gostava muito dessa moça, e eles planejavam se casar. Um dia eles foram passear pela floresta para que pudessem ficar a sós. Então Jibérion disse, “Temos que tomar cuidado pra não chegarmos perto do castelo”. Era um maravilhoso entardecer, 18 horas ali naquela região fica tudo meio congestionado, os últimos raios do sol que se punham brilhava através dos longos galhos daquelas árvores adentrando o verde pantânoso, e pássaros azuis bluejays cantavam lamentosamente dos mais altos galhos.

Jubiros sentou pra admirar o sol; Jibérion sentou a seu lado; ambos se sentiram tristes, eles não sabiam porque. Sentiram-se que fossem se separar para sempre. Eles deram mais uma caminhada e perceberam que haviam perdido o caminho de volta.

O Sol estava desaparecendo bem rápido, e metade de seu círculo já tinha desaparecido através da colina: Jibérion olhou para trás e percebeu que sem querer querendo, eles haviam sentado bem perto das velhas paredes do castelo, ele encolheu de medo, ficou pálido, bem acovardado. Jubiros estava cantando;

“A Pomba-Gira piando no Borrifo do Salgueiro,

Mas que lindo-dia! Lindo-dia!

Ele chora pelo fato

De seu adorado amado.

Lindo-dia!”

A música parou de repente. Jibérion se virou para ver porque,  no lugar de Jubiros tinha uma rouxinol; e sua música terminou com um lamentoso jub, jub, jub. Uma coruja de olhos flamejantes voou tres vezes em volta deles, e tres vezes ela gritou uwhu !uwhu! uwhu!

Jibérion não conseguia se mover: fixou-se como um golem de pedra, e não conseguia nem falar, nem chorar, nem mexer uma mão ou um pé. E agora já não havia mais sol; a escura noite havia chegado; a coruja voou para um arbusto; e logo após a velha fada apareceu, pálida e magra, com olhões esbugalhados, e um nariz e queixo que quase se encontravam.

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Jibérion congelado paralisado como se num passe de break.

Ela murmurou alguma coisa para ela mesma, agarrou a Rouxinol, e saiu fora com ela na mão. Pobre Jibérion viu sua Jubinol ser levada – o que ele podia fazer? Ele não conseguia nem sair do lugar em que estava. Por fim a fada apareceu de novo, e cantou com sua voz rouca,

“Prenda o preso bem depressa,

E sua sorte bem escassa,

Fique aí! Vai ficar !

Quando a simpatia encanta ela,

Como um pássaro canta ela,

E se esconde! Foge dela!”

Por um momento Jibérion se viu livre. Então caiu de joelhos diante da fada, que mais parecia uma bruxa, e pediu para ela devolver sua amada Jubiros: mas ela disse que ele nunca mais veria ela de novo e vazou, saiu fora mais uma vez.

Ele rezou para Jah, ele chorou, resmungou, mas tudo em vão. “O que que eu vou fazer?”

Ele não podia voltar para sua própria casa sem Jubiros, então ele foi para um vilarejo vizinho, arrumou um trampo de cuidador de cachorros e ovelhas. Ele corajosamente muitas vezes andava com seus cães rosnando nas redondezas das muralhas do castelo que ele tanto odiava. Milagrosamente uma noite, ele teve um sonho  em que achava uma linda flor roxa, e no meio desta uma pérola brotava; ele sonhou que pegava a flor, e ia com ela em mãos para dentro do castelo, e em tudo que ele encostava a flor, começava a se desenfeitiçar, e assim ele encontrava sua querida Jubiros de novo.

De manhã quando ele acordou, ele começou a procurar no Vale do Anhangabaú por sua preciosa flor de cor violeta; e oito dias se passaram em que el ficou procurando em vão: mas no nono dia numa manhã se bem me lembro, ele encontrou sua maravilhosa flor Violeta; e no meio desta existia mesmo um orvalho tão grande quanto uma pérola preciosa.

Então ele colheu a flor-menina-Violeta, e foi em direção a seu destino, dia e noite até chegar de volta no castelo. Andou mais que cem passos para a perto do castelo e percebeu que não estava mais paralisado, até que chegou na porta.

Jibérion muito contente de ver toda sua façanha: encostou na porta com a flor, e isso logo se abriu, e assim já foi se aprochegando para a corte do castelo, até que ouviu o som de milhares de pássaros cantando.

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Ali ele viu em uma câmara onde ficava a fada bruxa velha, os setecentos pássaros cantando em suas setecentas gaiolas. Quando a bruxa viu Jibérion ela ficou super brava, e gritou de raiva; mas ela não conseguia se aproximar mais dele; a flor em suas mãos o protegia. Ele olhou em volta todo malandrão agora, essa bruxa vai se ver, procurou um rouxinol, mas encontrou tantos, que ele não poderia nem saber qual era Jubiros. Enquanto pensava o que fazer, ele viu que a velha pegou uma das gaiolas e se preparava para arredar o pé pela porta. Ele pulou para cima dela, mas hoje acredito que ele praticamente voou para lá e encostou a gaiola com sua flor, – e sua Jubiros apareceu diante dele novamente. Ela atirou-se num abraço em volta de seu pescoço e se olharam como se o tempo tivesse parado naquele por do sol na floresta.

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Então como um justiceiro ele encostou sua florzinha violeta em todas as outras gaiolas, para que todas pudessem voltar a suas verdadeiras formas; levou sua Jubiros e sua Florzinha Violeta que havia se transformado numa linda menina e a pérola de orvalho que nascia era um dente que saia do meio de suas gengivas, e assim viveram felizes juntos por muitos e muitos anos num Rainbow Country.

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falou meu nome aqui estou, Papa Dipz answering that question who let da birds out hu hu who let da frogs out hu hu hu abrindo as gaiolas do coração e enfiando o dedinho pra brincar com bico de papagaio, homenageando mortos e vivos & amaldiçoando mortos-vivos com versos escangalhados oh sim eu estou tão cansado mas não o bastante pra não trilar o meu trinado, por isso ofereço esses versos pouco treinados  que se declamados certamente seriam desafinados, mas que foram brevemente compartilhados ao redor de uma fogueira na ocasião em que foram registrados nos idos de 16.6.14 as 2:O6 & quase 3 anos passados, enquanto alguém que sabia falar como e com os pássaros se preparava pra alçar vôo e migrar pras paragens do outro lado. Aos vôs que partiram em revoada vai essa, meu blues pros ancestrais, conforme fora uma vez rabiscado:

Tem dias em que tudo o que há me parece mei´ dividido/  Tempero profundo carinho com algo que me deixa aflito/ E no auge do meu sofrimento o dia parece mais divertido/ Você, sujeita de cores, me diz que a vida é pra já e que está pensando em filho/ Eu, P.B. rabugice, deixo manchas com meu silêncio e fantasio com infanticídio/ Você pensando no céu, eu cuidando do piso. Você insistindo nisso e eu repensando naquilo.

Nosso caso – pensa, atenta, reflete – parece em tese louco delírio; mas – percebe, sente; fareja – em sentimento tem o tino pro certo, LÍVIDO ALÍVIO pra, escrava do próprio poder, civilizikaultura violenta do anacronismo. Afim eu tô doutro modo, em paz; mas das veiz faz falta um colírio pra dor pro cansaço prum mundo cada vez mais fora dos trilhos, pro arregaço estafante dum cotidiano tão injusto e doído.

Se tudo fosse sempre mais fácil, diz que a vida perdia o brilho, mas talvez isso seja só nóia, a tal da vozinha do grilo. Ensinar a carne do corpo a aprender a língua do espírito. Ensinar a arte do copo a não ser instalação de suicídio. Brasa, fogueira e fumaça também servem pra espantar mosquitos. Um braseiro pra deuses no peito põe em uivo o que podia ser grito. Remédio pro desespero faz lembrar de enxergar o infinito e de que tudo sempre repete, até o abraço amigo. E quando digo que até logo e até mais lembro que o tempo é bem esquisito. Espremido entre o vais e o fico. Conciso entre a asa e o bico.

E quando da vida o corpo estrito se vai, surgem outros corpos pro vivo, passa a viver nas histórias e na memória dos entes queridos. Todos mudamos com nossas lembranças, de sonho em sonho transito. Tento desvendar em meu peito deus como fé, ópio ou mito; ficam lições, olhares, caminhos e pessoas que são como abrigos. Esforço de dizer “eu te Amo” e a troca disso por mimos. O Amor é apesar de palavras, tá na lágrima, no brinde e no pito. E até nas quietudes pode-se ouvir o som brando do respiro & pelo ar que nos entra e sai fica o dito pelo não dito.

para Arão e Naum que logo serão 1

SIMPATIA DE VIOLETA do Doutor Boo-Yah-Yah-Suoka e Prof.Tyberius A.Bear

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on setembro 26, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

 

SIMPATIA DE VIOLETA

retirado do livro: Livro de Feitiços Voodoo do Doutor Cobra. 2000. St. Martin’s Press.

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“José Newton já dizia, se subiu tem que descer.”

(Como Vovó Já Dizia – Raul Seixas)

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Já dizia o Vuduísta de New Orleans, o Doutor Yah Yah, que VIOLETAS são excelentes amuletos protetores para evitar e derrotar qualquer doença ou machucado. Ele acreditava que essas lindas florezinhas roxas emanavam poderosas vibrações curativas. (repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -healing hoodoo-healing hodoo-healing hoodoo).

Para harmonizar com os benefícios destas vibrações, coloque algumas Violetas numa bolsinha de flanela vermelha, amarre bem a abertura, com um barbante de algodão e use-a em volta de seu pescoço para proteção. Troque as flores dentro da bolsinha a cada 7 semanas. Para atingir uma maior potência, salpique algumas Violetas dixavadas em cada canto de seu quarto em sua casa.

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Doutor Yah-Yah violou a tradição de que todos os Mestres Voodoo eram livres, por que ele mesmo era um escravo, cujo nome real era George Washington. Seus talentos incluíam leituras da sorte e cura. Sua carreira veio a tona no fim de 1861, contudo, quando ele foi preso por vender veneno a um comerciante de frutas Italiano, que tinha pego a poção para dar a um químico, que por sua vez aceitou-a como uma cura para o reumatismo. O mestre do Doutor Yah-Yah teve de pagar uma alta multa para soltá-lo e então enviá-lo de barco para o fim de sua vida trabalhando numa plantação de violetas.

Não se deixe levar pela ideia de que você tem de aprender tudo de uma vez, para manter-se junto do resto da comunidade. Não existe uma corrida! Você se sentirá muito menos sobrecarregado se você se focar em um ou dois temas por quanto tempo for necessário. Esta jornada é sobre preencher você mesmo, e não preencher as expectativas das outras pessoas. Lembre-se sempre haverá MÁGICKA nos processos. O seu café-da-manhã-sinta-se-bem é um ritual de alegria. Arrumar sua cama é a dedicação para clarear e acalmar a mente. Varrer a casa é capturar & banir pequenos diabretes e homúnculos parasitários que se encostam na gente roubando a energia do ambiente. Andar para o trabalho ou para escola todo dia é uma afirmação de suas intenções para alcançar o futuro.

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -magick-magick-magick)

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -feelgudbreakfast-feelgudbreakfast-feelgudbreakfast)

NOM VANITAS EST.

NOTHING IS MEANINGLESS.

NADA É SEM SIGNIFICADO.

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olha o tibs chegando aí devagar devagarinho no post…

ORAÇÃO PRO ALÉM

Minha mãe, meu pai, meus avós, meus ancestrais. Todos os saberes primordiais, a força radical. Herança. Unganga, Palo, minha voz, Criumba, Winti, meu nome, Catimbó, Cabula, Babassuê, Kimbanda e Maria Lionza, Capoeira e Maculelê. Abakua, todos os deuses gatos, ganja de Pukumina, Cybersansara, culto de São Gonçalo,  os correlários de Santo Amaro, O que você lança? Já parou pra se perguntar quem é você? O cheiro de azeite de dendê. Fumaça. Pajelança. Não confunda voodoo com hoodoo nem olho de Agamotto  com olho do Rá. Enquanto eu olho pra Hórus, tem quem ora pra uruca  e pede pelo amor de deus por mais desgraça. E macumba é só um jeito de falar tambor. E batuque é religião sim, assim como Jarê e Tererecô, os cultos de Jurema e do Bosque Sagrado. No Caribe, como em outras culturas de diáspora, não se distingue muito bem o que é o nome da entidade do que é o nome da prática. Originária de Gana, África, a Obeah de Trinidad y Tobago e outras ilhas caribenhas próximas diferenciava-se consideravelmente de localidade para localidade. A feitiçaria é uma forma de religiosidade que respeita e considera a autonomia de seus praticantes. Posso ser/fazer Obeah sem jamais tratar com wintis relacionados a outros obeahmans. Cada qual faz sua magia do seu jeito. O suspense & mistério quanto ao procedimento é recurso narrativo, objeto de pesquisa ou instrumento de poder, de dominação da ação alheia. Sabendo disso, é só libertar-se de culpa e medo. Agora, se Papa Bones, Barão Samedi e Exú Caveira são diferentes alcunhas pra mesma entidade, se são diferentes formas da mesma força, ou se encontram-se os 3 às quintas-feiras pra jogar dominó entre corvos falantes e serpentes carinhosas, só tem realmente um jeito de saber, e é aproximando-se pra escutar sua voz. Suas vozes na sua voz. Sua voz sendo muitas vozes dentro da sua voz. A voz da sua mãe, do seu pai, dos seus avós. Yorka, seus antepassados. Memória ancestral. Seus segredos e fofocas. Obi, a força criadora da natureza, emanando quintessência, exalando feito perfume todos os saberes primordiais que do outro lado do muro são fruto proibido. Elos primievos. O caminho sagrado de Hoggoth. O lugar de poder não tem poder por si só. O poder do lugar vem da postura de quem está lá. Onde e como a alma  fica protegida. A alma é água. Condutora e transmissora de vidas. Kra. Tanto pra saber. Tanto pra imaginar. Minha fé, é pra mim, assim tão sagrada, que nunca se curvaria à fé de outrem. A fé que move o juggernaut esmagando fiéis sob seus pés é contraditória como qualquer fundamentalismo teocrático. Até Caim vai se tocar que cyttorak não é o canal ideal pra andar, porque o caminho irrefreável do fanático não é abastecido por uma rocha mística mas pelo medo de falhar. Medo vira ódio. Ódio vira violência. Violência vira medo. Mas um sábio mano meu disse que medo é ausência de fé; como então explicar tanta incompetência religiosa? É que nem sempre algo é o que parece. E o ilusionista vê o que acontece através do véu dos truques e dos espelhos e toda ilusão perece ante a graça da sua percepção. O olho do mago sabe que o que muitos alegam ser fé, na verdade é só certeza. Uma certeza covarde e desesperada, às vezes um pouco mais outras vezes um pouco menos… Nesse jogo de ilusionismo religioso e discursivo, não raro um torna-se instrumento da fé do outro. A tal da regência. Dizer para o outro como ele deve entender, como ele deve sentir, como ele deve saber. Bonecos de pregação alheia. Uma ferramenta cujo único deus é a mão que a opera. Amar deus e uns aos outros somente é possível obedecendo exclusivamente a si mesmo. Conhecendo de onde vem cada impulso íntimo. Erguendo a cabeça. Ori. Axé. Minha deusa é minha mulher. Deusa materializada, divinizada pelo encontro de um corpo inacreditável com um olhar incrédulo. O mojo de mama Juju, Gris-Gris moara e seu gran grimoire, casamento do céu com o inferno, faz filho, goza e chora na terra, todo dia nova Encantaria, todo dia cantoria, todo dia café, cafuné e zombaria. O riso mais verbo põe magia em feitiçaria. Bruta como uma flor, delicada como infantaria, ensina que a MÁGICKA, a magia potencial, essa poderosa energia, é coisa que vem de dentro do ventre, de trás do ás de copas, onde vivem cegonhas e se celebra a bruxaria. As três feito uma. Muié, véia, donzela. Tá posto o panteão, o altar e a adoração. Simples como quem põe a mesa pra comer um pão. Toda culinária é feitiçaria, também toda arte e toda paixão. Fé pura e intensa não se mancha com discurso nem explicação. Nem amor sagrado carece expiação. No máximo uns versos, um poema, uma canção. Uma prece, uma reza, vela acesa na viela, presentes em encruzilhadas, descoberta, acaso, sincronia, intersecção. Respeito profundo, calma e silêncio, oração. Então pelas mães, ancestrais, pelos saberes primordiais, faço essa do fundo do peito. Sem pressa. Sem fazer preza. Obrigado.  Sou muito grato mesmo, de coração. Por me fazer refletir, por me deixar relembrar, deuses lhe paguem, deusas lhe protejam, totens te inspirem pra que também aprendam e não se esqueçam. & se for pra pedir ou querer algo, que seja além do bem, enxergar mais além. Amém.

Tiago Abreu

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Terry Gi.lliam Vs. Zack Snydr Vs. SM. VS. B. Vs. Gradmasta Professa Boo Ya Régiz

Posted in novidades on setembro 2, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

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Hello sou eu Deus de novo, possuindo corpos alheios e estragando a vida de virgens inocentes. Tentando me comunicar com vocês novamente, mas ultimamente anda cada vez mais difícil, existe um tal de Terry Gilliam por aí, tentando deturpar todos os seus sonhos, seja como a água já disse Bruce Lee, tão lindo, forte e belo como Muhammad Ali. Bom deixo esse post transmidiako, transmidiartico, transmirdiadico, bosta não sei escrever essa merda… Que seus sonhos se realizem e nada é verdade, tudo é permitido, como diria aquele meu filho cabeludo…O tema de hoje criançada é como ficar quietinho  ouvir mais.

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Neomitosofia trazendo em primeira mão o que nenhum outro canal de quadrinhos divulgou, no qual o Sr. Zack Snyder vulgo o diretor de Watchmen, 300, Superman vs. Batman (2016) fez alguns comentários a respeito do gênio único Terry Gilliam. A polêmica surgiu quando em entrevista Zack Snyder abriu a boca de bueiro para falar sobre Terry “Monty Phyton”Gilliam; cagou pela boca o seguinte: “Yeah, os fãs teriam derrubado um castelo com essa. Então, honestamente, eu fiz o “Watchmen”sozinho. É provavelmente o filme que eu fiz que mais gosto. E eu amo os quadrinhos e amo tudo sobre o filme. Eu amo o estilo. Eu amo muito e foi um trabalho de amor. ( pé no saco..) E eu fi-lo porque eu sabia que o studio iria fazê-lo de qualquer forma. Então, eu finalmente fiz para salva-lo dos Terry Gilliams deste mundo”

………INTERVENZZIONE BY PAPA BREU, vemcunoiz q o papai sabe o que diz>>;

a questão não é a rivalidade entre estética marvel/DC, a questão é falar de Zack Snyder como o grande bostalhão que é. Mta gente encantada com o espetáculo caleidoscópio das imagens processadas em GCI acaba convencida d q por exemplo watchmen é um bom filme, porque reproduz a estética de ALGUNS TRECHOS dos quadrinhos com imensa fidedignidade. Mas a semelhança (supondo que fosse esse um critério pra tornar um filme, ou qualquer adaptação, uma boa obra) nunca vai além de algumas imagens, como colagens animadas flutuantes, enquanto o enredo, a trama, a história.. bem, quem liga pra história quando se tem alguns milhões pra investir em publicidade, certo? E ele mesmo disse que os produtores de hollywood iam fazer de qualquer jeito, então é isso, Watchmen foi feito porque os cheques ja estavam assinados mesmo, então whatahell… A garotada nerd empolgada com esquadrão suicida que o diga… mas aprendam essa de alguem que ouviu isso da boca de um cineasta, existe um ditado em hollywood que diz “QUEM TEM BOA PUBLICIDADE NÃO PRECISA TER UM BOM FILME”, por isso é mais importante investir nos trailers e nas suas campanhas de divulgação.

Ah, e só mais uma palavrinha ou duas sobre zack snyder: É um diretor de videoclipes. Seus filmes são videoclipes de duas horas. Só que num videoclipe você tem a música ajudando a contar a história, e nos filmes não. Nas adaptações temos a memória das HQs ajudando a contar a história, mas percebam que é a memória, não as HQs. Évocês! Zack Snyder conta com a boa vontade dos fans pra fazer bons filmes. Como dizem por aí, é fácil mentir porque a maioria das pessoas está louca pra escutar aquilo que desejam escutar, ver o que querem ver. Então é só farejar essas intenções e sugerir isso pra elas, voilá, o expectador faz todo o resto com sua imaginação. Seria até legal se não fosse pura enganação orquestrada por preguiçosos filhos da puta com o cú entupido de tanto dinheiro. Agora, os gibis não ligam pros filmes. Os gibis são soberanos em seu próprio reino. Tão cagando e andando pra bilheteria e mesmo com toda essa grana no vai e vem dos blockbusters continua sendo uma arte marginal e difícil pra caramba de ser feita, mas que sobrevive a plenos pulmões com sempre mta coisa boa e criativa e nova sendo produzida, dentro e fora do eixo MARVEL/DC. Zack Snyder não sabe de nada disso. É um resumidor de conteúdos. Um burocrata da arte. Lembrem-se do que Banksy disse a Mr. Brainwash em Exit Through the Gift Shop, “esse filme está uma bosta. Porque parece um videoclipe de duas horas”. Foi por isso que trocaram de papeis pra Banksy dirigir um bom filme sobre brainwash. Essa é outra história, claro; mas pra mim, a última vez que eu vi alguma coisa de que gostei de Zack Snyder, foi sua abertura de Dawn of Dead, com trilha de Jhonny Cash Mans Come around, mas depois disso never more & tenho dito

Terry simplesmente respondeu, durante as filmagens do incrível, Teorema Zero (2013), com Christopher Waltz, um futuro distópico a lá Transmetropolitam : – “Eu sempre senti que essa não era a maneira de espremer o filme em 2,5 horas como se fosse qualquer coisa.

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-Eu acho que nós escrevemos uma boa versão, mas eu acho que precisa de mais tempo para funcionar.” E back in the 80s, Terry e Alan Moore já haviam combinado de que Watchmen não iria ser filmado, back in the day…na sua versão, Ozymandias, consequentemente ao lançar o falso ataque alien no mundo, convence Dr. Manhattan a volta no tempo e evitar a sua própria criação, criando um linha do tempo alternativa para os personagens que outrora haviam existido.

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Realidade alternativa de Watchmen criada para os novos 52, da direita para esquerda vemos Dr. Manhattan, Rorschach, Nite Owl e O Comediante.

Com a  mesma pretensão, Zack Snyder mais uma vez, foi tentar concretizar o sonho de todo FilmMaker, filmar Batman Contra Superman, abrasileiradamente falando “…um balaio de gato, misturaram várias histórias e no fim os coadjuvantes roubam a cena. Mas para o grande público que não teve oportunidade de ler as hqs, deve ter convencido.” palavras de um sábio amigo Ricq Ri.

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O Resumo da öpera ção: e xplicação q eles param de brigar sem sentido nenhum tipo; o nome da mãe é o mesmo, personagens que já passaram pelas mãos de Alan Moore, Neil Gaiman, Grant Morrison, acabar assim. Pareço a inquisição espanhola.

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Escutei ontem um fan dizendo “Batman, o maior detetive do mundo, passa o filme inteiro seguindo uma pista errada”. SAY WHAAAAA!?!?! Cum´Again: O B. Mr Batman o maior detetive do mundo era mais perdido que cego em tiroteio, q morcego de madame, pior batman da historia esse ben afleck … Mas afinal: O que é um Afleck…palavras de Adam Mayor West

#jásabia

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Vamos lembrar um cadinho a genialidade da piada do filme Deadpool, que cita uma sketch das mais antigas do Monty Phyton.

e agora começa a diversão sobre todo eso…segura na pressão…

é que vi=vimos o filme e ele era pessimo e só se confirmou, esse superman tb não convence, ponto positivo o melhor alfred é o Jeremy Irons, ele nasceu pra brigar com uns caras de bengala ex agente da interpool MI-16,melhor alfred, pressão pura, como aquele Alfred do Beware the Batman e muitos outros caçadores de emoções como Michael Caine.

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O humor que Monty Pyhton criou tendeu a revolução da forma, o formato das piadas não é aquele seguido pelo opressor, trocamos um Lex Luthor Breaking Bad Trumbo, por um o lex luthor  cópia de gene hackman da cópia do Kevin Spacey que copiou ele o muleque devia ter ficado só no Zombieland q ele mandou bem, muleke não pois ele não é mais.

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A mulher maravilha tava legal, mas o roteiro estava péssimo sem sentido nenhum, o batman acreditar numa visão, tentaram juntar akela HQ da nossa época da morte do superman com o cavaleiro das trevas meia boca, o ben afleck tava tentando imitar o Christian Bayle por isso ficou ruim.

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Kevin Smith soube retratar muito bem quem é Ben Affleck no filme Mallrats (1995) Barrados no Shopping, os heróis batmíticos Jay e Silent Bob enfrentam o almofadinha dos anos 90. Ben Affleck que demolizou o Demolidor,agora é o Batman, no novo filme de Snyder. Ben Affleck representa muito bem o nerd reaça riquinho, que gosta de ter as melhores estatuetas de heróis, gibis intactos em seu armário, atuação pouco convincente.

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Só resta terminar com uma piada e que a DC comics se salve, pois não foi também com Suicide Squad, pois além de buscarem treta com o Homem da Casa das Idéias, Stan Lee, o filme não foi satisfatório, pena para o bom conjunto de atores que o compuseram. E desculpas aos criadores do Batman e de Superman, que não podem se defender; Bill Finger and Bob Kane (1939) e Joe Shuster and Jerry Siegel (1933), termino curto e grosso e rapidinho como The Flash, que não tem filme ainda. Come on Bitches burn me. Better have my Money bitch.

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