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Posted in Mapa do Site on outubro 27, 2010 by plauns

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Produção do grupo: Informes semanais do grupo, zine NeoMitoSofia 1, zine NeoMitoSofia2, cartazes convite, cartazes do café filosófico. desenhos scaneados do grupo, textos do grupo.

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A Lenda de Jubiros & Jibérion

Posted in Imaginarium on setembro 27, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

Esta lenda tem muitos nomes, como todas a palavras podem ter muitos significados. A NMS Crew, ou Eqipe, Team, group, tem linguisticamente discutido muitas palavras: Cultura, Contexto, Conteúdo, Propaganda, Amor, por um lado pejorativo, por outros carrega sentidos tão ultrapassados e escrotos, como bichos escrotos de contos de fadas,  como que a palavra “estupro” pode ser uma cultura, como a cultura humana se rebaixa e transforma hábitos, tradição e cultura em coisas tão carregadas de negatividade.

Gotta Live the positive way. unkle régis in da house YO!

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A LENDA DE JUBIROS E JIBÉRION

(Trad. Régis Yasuoka do conto dos Irmãos Grimm)

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(para meus amig@s T,J&V) provavelmente o tibs vai complementar o post com alguma coisa mais pra frente…

A lenda de Jubiros e Jibérion, ou a Lenda de Jorinda and  Jorindel, ou Jorinde und Joringel, ou A Flor Violeta, ou a Flor do Orvalho,  escolha como desejar só sei que foi assim

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Era uma vez um castelo tão velho que ficava sempre ali parado e pesado no meio de uma floresta densa, e nesse castelo vivia uma velha fada malvada. Todos os dias ela voava na forma de uma coruja  e se esgueirava na forma de uma gata, mas as noites ela voltava a ser uma velha de novo. Quando algum jovem do sexo masculino se aproximava a alguns passos perto do castelo, ele se congelava e não podia dar mais nem um passo, até que ela viesse e o libertasse: mas se alguma jovem donzela se aproximasse, elas se transformavam imediatamente em pássaros; e a fada vinha e as botava dentro de uma gaiola e a pendurava na câmara do castelo. Ela já tinha setecentas gaiolas penduradas no castelo, e todas com belíssimas passarinhas dentro.

Agora vou lhe contar também, que existia uma moça que se chamava Jubiros: ela a mais bonita ali do Reino do Rei Johnny Days; e também tinha um professor chamado Jibérion que gostava muito dessa moça, e eles planejavam se casar. Um dia eles foram passear pela floresta para que pudessem ficar a sós. Então Jibérion disse, “Temos que tomar cuidado pra não chegarmos perto do castelo”. Era um maravilhoso entardecer, 18 horas ali naquela região fica tudo meio congestionado, os últimos raios do sol que se punham brilhava através dos longos galhos daquelas árvores adentrando o verde pantânoso, e pássaros azuis bluejays cantavam lamentosamente dos mais altos galhos.

Jubiros sentou pra admirar o sol; Jibérion sentou a seu lado; ambos se sentiram tristes, eles não sabiam porque. Sentiram-se que fossem se separar para sempre. Eles deram mais uma caminhada e perceberam que haviam perdido o caminho de volta.

O Sol estava desaparecendo bem rápido, e metade de seu círculo já tinha desaparecido através da colina: Jibérion olhou para trás e percebeu que sem querer querendo, eles haviam sentado bem perto das velhas paredes do castelo, ele encolheu de medo, ficou pálido, bem acovardado. Jubiros estava cantando;

“A Pomba-Gira piando no Borrifo do Salgueiro,

Mas que lindo-dia! Lindo-dia!

Ele chora pelo fato

De seu adorado amado.

Lindo-dia!”

A música parou de repente. Jibérion se virou para ver porque,  no lugar de Jubiros tinha uma rouxinol; e sua música terminou com um lamentoso jub, jub, jub. Uma coruja de olhos flamejantes voou tres vezes em volta deles, e tres vezes ela gritou uwhu !uwhu! uwhu!

Jibérion não conseguia se mover: fixou-se como um golem de pedra, e não conseguia nem falar, nem chorar, nem mexer uma mão ou um pé. E agora já não havia mais sol; a escura noite havia chegado; a coruja voou para um arbusto; e logo após a velha fada apareceu, pálida e magra, com olhões esbugalhados, e um nariz e queixo que quase se encontravam.

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Jibérion congelado paralisado como se num passe de break.

Ela murmurou alguma coisa para ela mesma, agarrou a Rouxinol, e saiu fora com ela na mão. Pobre Jibérion viu sua Jubinol ser levada – o que ele podia fazer? Ele não conseguia nem sair do lugar em que estava. Por fim a fada apareceu de novo, e cantou com sua voz rouca,

“Prenda o preso bem depressa,

E sua sorte bem escassa,

Fique aí! Vai ficar !

Quando a simpatia encanta ela,

Como um pássaro canta ela,

E se esconde! Foge dela!”

Por um momento Jibérion se viu livre. Então caiu de joelhos diante da fada, que mais parecia uma bruxa, e pediu para ela devolver sua amada Jubiros: mas ela disse que ele nunca mais veria ela de novo e vazou, saiu fora mais uma vez.

Ele rezou para Jah, ele chorou, resmungou, mas tudo em vão. “O que que eu vou fazer?”

Ele não podia voltar para sua própria casa sem Jubiros, então ele foi para um vilarejo vizinho, arrumou um trampo de cuidador de cachorros e ovelhas. Ele corajosamente muitas vezes andava com seus cães rosnando nas redondezas das muralhas do castelo que ele tanto odiava. Milagrosamente uma noite, ele teve um sonho  em que achava uma linda flor roxa, e no meio desta uma pérola brotava; ele sonhou que pegava a flor, e ia com ela em mãos para dentro do castelo, e em tudo que ele encostava a flor, começava a se desenfeitiçar, e assim ele encontrava sua querida Jubiros de novo.

De manhã quando ele acordou, ele começou a procurar no Vale do Anhangabaú por sua preciosa flor de cor violeta; e oito dias se passaram em que el ficou procurando em vão: mas no nono dia numa manhã se bem me lembro, ele encontrou sua maravilhosa flor Violeta; e no meio desta existia mesmo um orvalho tão grande quanto uma pérola preciosa.

Então ele colheu a flor-menina-Violeta, e foi em direção a seu destino, dia e noite até chegar de volta no castelo. Andou mais que cem passos para a perto do castelo e percebeu que não estava mais paralisado, até que chegou na porta.

Jibérion muito contente de ver toda sua façanha: encostou na porta com a flor, e isso logo se abriu, e assim já foi se aprochegando para a corte do castelo, até que ouviu o som de milhares de pássaros cantando.

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Ali ele viu em uma câmara onde ficava a fada bruxa velha, os setecentos pássaros cantando em suas setecentas gaiolas. Quando a bruxa viu Jibérion ela ficou super brava, e gritou de raiva; mas ela não conseguia se aproximar mais dele; a flor em suas mãos o protegia. Ele olhou em volta todo malandrão agora, essa bruxa vai se ver, procurou um rouxinol, mas encontrou tantos, que ele não poderia nem saber qual era Jubiros. Enquanto pensava o que fazer, ele viu que a velha pegou uma das gaiolas e se preparava para arredar o pé pela porta. Ele pulou para cima dela, mas hoje acredito que ele praticamente voou para lá e encostou a gaiola com sua flor, – e sua Jubiros apareceu diante dele novamente. Ela atirou-se num abraço em volta de seu pescoço e se olharam como se o tempo tivesse parado naquele por do sol na floresta.

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Então como um justiceiro ele encostou sua florzinha violeta em todas as outras gaiolas, para que todas pudessem voltar a suas verdadeiras formas; levou sua Jubiros e sua Florzinha Violeta que havia se transformado numa linda menina e a pérola de orvalho que nascia era um dente que saia do meio de suas gengivas, e assim viveram felizes juntos por muitos e muitos anos num Rainbow Country.

 

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olha o tibs chegando aí devagar devagarinho no post…

 

ORAÇÃO PRO ALÉM

Minha mãe, meu pai, meus avós, meus ancestrais. Todos os saberes primordiais, a força radical. Herança. Unganga, Palo, minha voz, Criumba, Winti, meu nome, Catimbó, Cabula, Babassuê, Kimbanda e Maria Lionza, Capoeira e Maculelê. Abakua, todos os deuses gatos, ganja de Pukumina, Cybersansara, culto de São Gonçalo,  os correlários de Santo Amaro, O que você lança? Já parou pra se perguntar quem é você? O cheiro de azeite de dendê. Fumaça. Pajelança. Não confunda voodoo com hoodoo nem olho de Agamotto  com olho do Rá. Enquanto eu olho pra Hórus, tem quem ora pra uruca  e pede pelo amor de deus por mais desgraça. E macumba é só um jeito de falar tambor. E batuque é religião sim, assim como Jarê e Tererecô, os cultos de Jurema e do Bosque Sagrado. No Caribe, como em outras culturas de diáspora, não se distingue muito bem o que é o nome da entidade do que é o nome da prática. Originária de Gana, África, a Obeah de Trinidad y Tobago e outras ilhas caribenhas próximas diferenciava-se consideravelmente de localidade para localidade. A feitiçaria é uma forma de religiosidade que respeita e considera a autonomia de seus praticantes. Posso ser/fazer Obeah sem jamais tratar com wintis relacionados a outros obeahmans. Cada qual faz sua magia do seu jeito. O suspense & mistério quanto ao procedimento é recurso narrativo, objeto de pesquisa ou instrumento de poder, de dominação da ação alheia. Sabendo disso, é só libertar-se de culpa e medo. Agora, se Papa Bones, Barão Samedi e Exú Caveira são diferentes alcunhas pra mesma entidade, se são diferentes formas da mesma força, ou se encontram-se os 3 às quintas-feiras pra jogar dominó entre corvos falantes e serpentes carinhosas, só tem realmente um jeito de saber, e é aproximando-se pra escutar sua voz. Suas vozes na sua voz. Sua voz sendo muitas vozes dentro da sua voz. A voz da sua mãe, do seu pai, dos seus avós. Yorka, seus antepassados. Memória ancestral. Seus segredos e fofocas. Obi, a força criadora da natureza, emanando quintessência, exalando feito perfume todos os saberes primordiais que do outro lado do muro são fruto proibido. Elos primievos. O caminho sagrado de Hoggoth. O lugar de poder não tem poder por si só. O poder do lugar vem da postura de quem está lá. Onde e como a alma  fica protegida. A alma é água. Condutora e transmissora de vidas. Kra. Tanto pra saber. Tanto pra imaginar. Minha fé, é pra mim, assim tão sagrada, que nunca se curvaria à fé de outrem. A fé que move o juggernaut esmagando fiéis sob seus pés é contraditória como qualquer fundamentalismo teocrático. Até Caim vai se tocar que cyttorak não é o canal ideal pra andar, porque o caminho irrefreável do fanático não é abastecido por uma rocha mística mas pelo medo de falhar. Medo vira ódio. Ódio vira medo. Mas um sábio mano meu disse que fé é ausência de medo; como então explicar tanta incompetência religiosa? É que nem sempre algo é o que parece. E o ilusionista vê o que acontece através do véu dos truques e dos espelhos e toda ilusão perece ante a graça da sua percepção. O olho do mago sabe que o que muitos alegam ser fé, na verdade é só certeza. Uma certeza covarde e desesperada, as vezes um pouco mais outras vezes um pouco menos… Nesse jogo de ilusionismo religioso e discursivo, não raro um torna-se instrumento da fé do outro. A tal da regência. Dizer para o outro como ele deve entender, como ele deve sentir, como ele deve saber. Bonecos de pregação alheia. Uma ferramenta cujo único deus é a mão que a opera. Amar deus e uns aos outros somente é possível obedecendo exclusivamente a si mesmo. Conhecendo de onde vem cada impulso íntimo. Erguendo a cabeça. Ori. Axé. Minha deusa é minha mulher. Deusa materializada, divinizada pelo encontro de um corpo inacreditável com um olhar incrédulo. O mojo de mama Juju, Gris-Gris moara e seu gran grimoire, casamento do céu com o inferno, faz filho, goza e chora na terra, todo dia nova Encantaria, todo dia cantoria, todo dia café, cafuné e zombaria. O riso mais verbo põe magia em feitiçaria. Bruta como uma flor, delicada como infantaria, ensina que a MÁGICKA, a magia potencial, essa poderosa energia, é coisa que vem de dentro do ventre, de trás do ás de copas, onde vivem cegonhas e se celebra a bruxaria. As três feito uma. Muié, véia, donzela. Tá posto o panteão, o altar e a adoração. Simples como quem põe a mesa pra comer um pão. Toda culinária é feitiçaria, também toda arte e toda paixão. Fé pura e intensa não se mancha com discurso nem explicação. Nem amor sagrado carece expiação. No máximo uns versos, um poema, uma canção. Uma prece, uma reza, vela acesa na viela, presentes em encruzilhadas, descoberta, acaso, sincronia, intersecção. Respeito profundo, calma e silêncio, oração. Então pelas mães, ancestrais, pelos saberes primordiais, faço essa do fundo do peito. Sem presa. Obrigado.  Sou muito grato mesmo, de coração. Por me fazer refletir, por me deixar relembrar, deuses lhe paguem, deusas lhe protejam, totens te inspirem pra que também aprendam e não se esqueçam. & se for pra pedir ou querer algo, que seja além do bem, enxergar mais além. Amém.

Tiago Abreu

SIMPATIA DE VIOLETA do Doutor Boo-Yah-Yah-Suoka e Prof.Tyberius A.Bear

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on setembro 26, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

 

SIMPATIA DE VIOLETA

retirado do livro: Livro de Feitiços Voodoo do Doutor Cobra. 2000. St. Martin’s Press.

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“José Newton já dizia, se subiu tem que descer.”

(Como Vovó Já Dizia – Raul Seixas)

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Já dizia o Vuduísta de New Orleans, o Doutor Yah Yah, que VIOLETAS são excelentes amuletos protetores para evitar e derrotar qualquer doença ou machucado. Ele acreditava que essas lindas florezinhas roxas emanavam poderosas vibrações curativas. (repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -healing hoodoo-healing hodoo-healing hoodoo).

Para harmonizar com os benefícios destas vibrações, coloque algumas Violetas numa bolsinha de flanela vermelha, amarre bem a abertura, com um barbante de algodão e use-a em volta de seu pescoço para proteção. Troque as flores dentro da bolsinha a cada 7 semanas. Para atingir uma maior potência, salpique algumas Violetas dixavadas em cada canto de seu quarto em sua casa.

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Doutor Yah-Yah violou a tradição de que todos os Mestres Voodoo eram livres, por que ele mesmo era um escravo, cujo nome real era George Washington. Seus talentos incluíam leituras da sorte e cura. Sua carreira veio a tona no fim de 1861, contudo, quando ele foi preso por vender veneno a um comerciante de frutas Italiano, que tinha pego a poção para dar a um químico, que por sua vez aceitou-a como uma cura para o reumatismo. O mestre do Doutor Yah-Yah teve de pagar uma alta multa para soltá-lo e então enviá-lo de barco para o fim de sua vida trabalhando numa plantação de violetas.

Não se deixe levar pela ideia de que você tem de aprender tudo de uma vez, para manter-se junto do resto da comunidade. Não existe uma corrida! Você se sentirá muito menos sobrecarregado se você se focar em um ou dois temas por quanto tempo for necessário. Esta jornada é sobre preencher você mesmo, e não preencher as expectativas das outras pessoas. Lembre-se sempre haverá MÁGICKA nos processos. O seu café-da-manhã-sinta-se-bem é um ritual de alegria. Arrumar sua cama é a dedicação para clarear e acalmar a mente. Varrer a casa é capturar & banir pequenos diabretes e homúnculos parasitários que se encostam na gente roubando a energia do ambiente. Andar para o trabalho ou para escola todo dia é uma afirmação de suas intenções para alcançar o futuro.

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -magick-magick-magick)

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -feelgudbreakfast-feelgudbreakfast-feelgudbreakfast)

NOM VANITAS EST.

NOTHING IS MEANINGLESS.

NADA É SEM SIGNIFICADO.

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Terry Gi.lliam Vs. Zack Snydr Vs. SM. VS. B. Vs. Gradmasta Professa Boo Ya Régiz

Posted in novidades on setembro 2, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

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Hello sou eu Deus de novo, possuindo corpos alheios e estragando a vida de virgens inocentes. Tentando me comunicar com vocês novamente, mas ultimamente anda cada vez mais difícil, existe um tal de Terry Gilliam por aí, tentando deturpar todos os seus sonhos, seja como a água já disse Bruce Lee, tão lindo, forte e belo como Muhammad Ali. Bom deixo esse post transmidiako, transmidiartico, transmirdiadico, bosta não sei escrever essa merda… Que seus sonhos se realizem e nada é verdade, tudo é permitido, como diria aquele meu filho cabeludo…O tema de hoje criançada é como ficar quietinho  ouvir mais.

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Neomitosofia trazendo em primeira mão o que nenhum outro canal de quadrinhos divulgou, no qual o Sr. Zack Snyder vulgo o diretor de Watchmen, 300, Superman vs. Batman (2016) fez alguns comentários a respeito do gênio único Terry Gilliam. A polêmica surgiu quando em entrevista Zack Snyder abriu a boca de bueiro para falar sobre Terry “Monty Phyton”Gilliam; cagou pela boca o seguinte: “Yeah, os fãs teriam derrubado um castelo com essa. Então, honestamente, eu fiz o “Watchmen”sozinho. É provavelmente o filme que eu fiz que mais gosto. E eu amo os quadrinhos e amo tudo sobre o filme. Eu amo o estilo. Eu amo muito e foi um trabalho de amor. ( pé no saco..) E eu fi-lo porque eu sabia que o studio iria fazê-lo de qualquer forma. Então, eu finalmente fiz para salva-lo dos Terry Gilliams deste mundo”

………INTERVENZZIONE BY PAPA BREU, vemcunoiz q o papai sabe o que diz>>;

a questão não é a rivalidade entre estética marvel/DC, a questão é falar de Zack Snyder como o grande bostalhão que é. Mta gente encantada com o espetáculo caleidoscópio das imagens processadas em GCI acaba convencida d q por exemplo watchmen é um bom filme, porque reproduz a estética de ALGUNS TRECHOS dos quadrinhos com imensa fidedignidade. Mas a semelhança (supondo que fosse esse um critério pra tornar um filme, ou qualquer adaptação, uma boa obra) nunca vai além de algumas imagens, como colagens animadas flutuantes, enquanto o enredo, a trama, a história.. bem, quem liga pra história quando se tem alguns milhões pra investir em publicidade, certo? E ele mesmo disse que os produtores de hollywood iam fazer de qualquer jeito, então é isso, Watchmen foi feito porque os cheques ja estavam assinados mesmo, então whatahell… A garotada nerd empolgada com esquadrão suicida que o diga… mas aprendam essa de alguem que ouviu isso da boca de um cineasta, existe um ditado em hollywood que diz “QUEM TEM BOA PUBLICIDADE NÃO PRECISA TER UM BOM FILME”, por isso é mais importante investir nos trailers e nas suas campanhas de divulgação.

Ah, e só mais uma palavrinha ou duas sobre zack snyder: É um diretor de videoclipes. Seus filmes são videoclipes de duas horas. Só que num videoclipe você tem a música ajudando a contar a história, e nos filmes não. Nas adaptações temos a memória das HQs ajudando a contar a história, mas percebam que é a memória, não as HQs. Évocês! Zack Snyder conta com a boa vontade dos fans pra fazer bons filmes. Como dizem por aí, é fácil mentir porque a maioria das pessoas está louca pra escutar aquilo que desejam escutar, ver o que querem ver. Então é só farejar essas intenções e sugerir isso pra elas, voilá, o expectador faz todo o resto com sua imaginação. Seria até legal se não fosse pura enganação orquestrada por preguiçosos filhos da puta com o cú entupido de tanto dinheiro. Agora, os gibis não ligam pros filmes. Os gibis são soberanos em seu próprio reino. Tão cagando e andando pra bilheteria e mesmo com toda essa grana no vai e vem dos blockbusters continua sendo uma arte marginal e difícil pra caramba de ser feita, mas que sobrevive a plenos pulmões com sempre mta coisa boa e criativa e nova sendo produzida, dentro e fora do eixo MARVEL/DC. Zack Snyder não sabe de nada disso. É um resumidor de conteúdos. Um burocrata da arte. Lembrem-se do que Banksy disse a Mr. Brainwash em Exit Through the Gift Shop, “esse filme está uma bosta. Porque parece um videoclipe de duas horas”. Foi por isso que trocaram de papeis pra Banksy dirigir um bom filme sobre brainwash. Essa é outra história, claro; mas pra mim, a última vez que eu vi alguma coisa de que gostei de Zack Snyder, foi sua abertura de Dawn of Dead, com trilha de Jhonny Cash Mans Come around, mas depois disso never more & tenho dito

Terry simplesmente respondeu, durante as filmagens do incrível, Teorema Zero (2013), com Christopher Waltz, um futuro distópico a lá Transmetropolitam : – “Eu sempre senti que essa não era a maneira de espremer o filme em 2,5 horas como se fosse qualquer coisa.

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-Eu acho que nós escrevemos uma boa versão, mas eu acho que precisa de mais tempo para funcionar.” E back in the 80s, Terry e Alan Moore já haviam combinado de que Watchmen não iria ser filmado, back in the day…na sua versão, Ozymandias, consequentemente ao lançar o falso ataque alien no mundo, convence Dr. Manhattan a volta no tempo e evitar a sua própria criação, criando um linha do tempo alternativa para os personagens que outrora haviam existido.

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Realidade alternativa de Watchmen criada para os novos 52, da direita para esquerda vemos Dr. Manhattan, Rorschach, Nite Owl e O Comediante.

Com a  mesma pretensão, Zack Snyder mais uma vez, foi tentar concretizar o sonho de todo FilmMaker, filmar Batman Contra Superman, abrasileiradamente falando “…um balaio de gato, misturaram várias histórias e no fim os coadjuvantes roubam a cena. Mas para o grande público que não teve oportunidade de ler as hqs, deve ter convencido.” palavras de um sábio amigo Ricq Ri.

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O Resumo da öpera ção: e xplicação q eles param de brigar sem sentido nenhum tipo; o nome da mãe é o mesmo, personagens que já passaram pelas mãos de Alan Moore, Neil Gaiman, Grant Morrison, acabar assim. Pareço a inquisição espanhola.

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Escutei ontem um fan dizendo “Batman, o maior detetive do mundo, passa o filme inteiro seguindo uma pista errada”. SAY WHAAAAA!?!?! Cum´Again: O B. Mr Batman o maior detetive do mundo era mais perdido que cego em tiroteio, q morcego de madame, pior batman da historia esse ben afleck … Mas afinal: O que é um Afleck…palavras de Adam Mayor West

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Vamos lembrar um cadinho a genialidade da piada do filme Deadpool, que cita uma sketch das mais antigas do Monty Phyton.

e agora começa a diversão sobre todo eso…segura na pressão…

é que vi=vimos o filme e ele era pessimo e só se confirmou, esse superman tb não convence, ponto positivo o melhor alfred é o Jeremy Irons, ele nasceu pra brigar com uns caras de bengala ex agente da interpool MI-16,melhor alfred, pressão pura, como aquele Alfred do Beware the Batman e muitos outros caçadores de emoções como Michael Caine.

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O humor que Monty Pyhton criou tendeu a revolução da forma, o formato das piadas não é aquele seguido pelo opressor, trocamos um Lex Luthor Breaking Bad Trumbo, por um o lex luthor  cópia de gene hackman da cópia do Kevin Spacey que copiou ele o muleque devia ter ficado só no Zombieland q ele mandou bem, muleke não pois ele não é mais.

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A mulher maravilha tava legal, mas o roteiro estava péssimo sem sentido nenhum, o batman acreditar numa visão, tentaram juntar akela HQ da nossa época da morte do superman com o cavaleiro das trevas meia boca, o ben afleck tava tentando imitar o Christian Bayle por isso ficou ruim.

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Kevin Smith soube retratar muito bem quem é Ben Affleck no filme Mallrats (1995) Barrados no Shopping, os heróis batmíticos Jay e Silent Bob enfrentam o almofadinha dos anos 90. Ben Affleck que demolizou o Demolidor,agora é o Batman, no novo filme de Snyder. Ben Affleck representa muito bem o nerd reaça riquinho, que gosta de ter as melhores estatuetas de heróis, gibis intactos em seu armário, atuação pouco convincente.

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Só resta terminar com uma piada e que a DC comics se salve, pois não foi também com Suicide Squad, pois além de buscarem treta com o Homem da Casa das Idéias, Stan Lee, o filme não foi satisfatório, pena para o bom conjunto de atores que o compuseram. E desculpas aos criadores do Batman e de Superman, que não podem se defender; Bill Finger and Bob Kane (1939) e Joe Shuster and Jerry Siegel (1933), termino curto e grosso e rapidinho como The Flash, que não tem filme ainda. Come on Bitches burn me. Better have my Money bitch.

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DETRÀS DAS GRADES _ INTERVALO COMERCIAL & MENSAGEM DOS ANUNCIANTES

Posted in 1 Mapa dos Informes, informes do NMS, novidades, produção NMS on setembro 1, 2016 by ti

“Um personagem levantou-se e disse. Isto é uma história. E eu disse. Sim. É uma história. Por isso podem ficar tranquilos nos seus postos. A todos atribuirei os eventos previstos, sem que nada sobrevenha de definitivamente grave. Outro ainda disse. E falamos todos ao mesmo tempo. E eu disse. Seria bom para que ficasse bem claro o desentendimento. Mas será mais eloquente. Para os que crêem nas palavras. Que se entenda o que cada um diz. Entrem devagar. Enquanto um pensa, fala e se move, aguardem os outros a sua vez. O breve tempo de uma demonstração.”

Lídia Jorge, O Dia dos Prodígios. 1984

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Cenário: Escuridão completa. Homem de idade indefinida aponta uma lanterna para a própria face e fala com a câmera:

– Certo, vou ser rápido! Há pouco tempo. Tudo foi tomado. A grande grade envolvendo todo o globo está há poucos passos de ser ativada. Não existirão mais áreas inexploradas. Não haverá mais vida selvagem. Tudo estará sob controle. Tudo será encerrado nas grades da civilização. Todos os momentos estarão em uma grade de horários. Toda performance estará numa grade de programações. Tudo será espetáculo.

– De todas as espécies da terra só uma seria capaz de organizar levantes que sabotasse esses planos e detonasse pra valer com as intenções e os lucros dos civilizadores da grade. Bom, talvez alguns vírus também… Mas a humanidade não só foi cooptada, como em grande parte assina o projeto de autoria dessa sinistra empreitada. Malditos monstros. Mal dá pra chamá-los de humanos. Ou seria a humanidade um germe indistinguível dessa monstruosidade? Como estados diferentes de uma mesma vida em transformação. Quando nascem são simpáticos girininhos bagunçando o berço com fofurices e de repente lá está, obedecendo um patrão, consumindo exageradamente pra compensar o desequilíbrio nocivo que sua existência gera pra natureza. Esses dizem da Terra “ela aguenta…” como quem encoraja o décimo terceiro amigo numa fila pro estupro coletivo. A Terra aguenta. Todas as usinas nucleares fissuradas, todo desmatamento pra fazer pasto transgênico, todo deserto verde de eucaliptos, todo vazamento de lixo tóxico no mar… Toda fumaça, todo barulho, toda área destruída e encapada com asfalto e concreto. Cidades como jazigos monumentais. Toda a devastação industrial. Alguém já percebeu que não existe uma refinaria que produza algo benéfico, no sentido de saudável?

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– Enfim, eu disse que seria rápido. Tenho que ser. A civilização convence as pessoas a aceitarem esse projeto com CONFORTO. Essa é a moeda. O TERROR e o MEDO só as mantêm num nível de consciência propício para acatar sem resistência ordens básicas e imediatas, mas o conforto é o que tinge em cheio o imaginário, moldando a expectativa que as pessoas têm e nutrem da vida. É assim que elas aceitam o holocausto de sonhos cotidiano. Em troca de conforto. E é claro que dizer isso acaba sendo desconfortável. Imagino receber essas palavras deva ser desconfortável. A ideia em si gera desconforto. É o lance da verdade… O que a torna tão imprescindível para a arte quanto é irrelevante para o marketing. O caso é que há pouco tempo porque a grande grade tudo fagocita. A grande engolidora. O outro lado. Logo essas palavras também serão descobertas. Então pagará por elas, ao custo de alguma pouca publicidade, em troca de espaço para anúncios e propaganda vazando mercúrio no lençol freático da verdade dessas palavras. Infectando com refeições fáceis e táxis fáceis a distância de um clique, acenando os produtos que você costuma procurar. Toda sua existência será palco do grande mercado livre da grade. As melhores ofertas para sempre pairando na frente dos seus olhos. E quando você dormir, as melhores ofertas aparecerão em seus sonhos.

O velho fala:- Chora agora, Ri depois. Em dois takes a palavra de nosso garoto boy magia propaganda.

É isso. A grande grade. O mundo onde nada é público, tudo é particular. Tudo tem dono. Tudo tem preço. Nada tem valor. Tudo é privado e nunca há privacidade. Olhos digitais filmam tudo. Câmeras reversas vigiam permanentemente os autores abobalhados de todos os selfies do mundo. Registram a sintonia fina da expressão dos seus olhares. Conferindo o nível médio de satisfação. Batendo a meta do conforto. Aqueles planos seus, os mais ousados, já são sabidos e registrados antes mesmo que você tenha plena consciência deles. Mapeamento dos desejos. Telemetria das almas. Todas as ideias são saqueadas das mentes das pessoas antes que possam acessá-las devidamente. Porque gradear a extensão total do globo, gradear a vida selvagem, a mata exuberante, a fauna silvestre, não é o bastante. Há de se gradear a paisagem mental também. As ideias já não transitarão livres por aí, dialogando a vontade com cabeças pensantes como quem zanza por uma grande festa repleta de amigos… Não, elas serão também encerradas, concluídas, confinadas em zoophiepédias organizadas e então transformadas em produtos, em algo rentável, que possa ter materialidade ou não, mas que definitivamente tenha um preço.

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A câmera começa a se distanciar do narrador e as luzes do ambiente gradualmente começam a acender. Percebemos que ele está em um estúdio… vemos ao seu redor equipamento de filmagem, cabos de iluminação… a câmera começa a subir, como que pilotada por um drone, e o narrador, já não precisa apontar a lanterna para o próprio rosto, prossegue falando com a câmera em tom mais animado e festivo, gesticulando com os braços como se convidasse o expectador a juntar-se a ele, como se disse “Venha! Aproveite! É só esse final de semana! Promoção por tempo limitado!”… mas não é isso que ele diz:

– Então considere que essas palavras, esse texto, esse site, seus melhores feeds e filhos, suas melhores máquinas e amigos, irão se autoaniquilar com uma bomba letal de prostituição publicitária coorporativa em seis, cinco, quatro, três…

A luz aumenta a medida que ele conta, fazendo tudo perder gradativamente o foco, sendo engolfado por uma estouro branco que logo ocupa toda a tela.

Fim

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Então, o mesmo homem, agora aparece no interior do que parece ser um camarim. Ele tira uma peruca e remove a maquiagem com lenços umedecidos. Percebos que ele foi minuciosamente maquiado para que sua idade fosse indistinguível e sua aparência fosse neutra, em tons de marrom e caqui nas roupas e com os traços de seu rosto atenuados. Através do espelho a sua frente ele encontra a câmera com o olhar, e retoma sua fala, primeiro com ar surpreso, depois sussurrando como se contasse um segredo, e finalmente conversando amistosamente, como se batesse um papo com um velho conhecido:

– Ainda estamos aqui? Talvez ainda haja algum tempo então pra fazer nosso próprio merchan. Quem sabe se eu propagar minha própria propaganda antes dos anunciantes eu não faça como Lucky Luke sacando mais rápido que a própria sombra? Hein? He He

– Então espere pela próxima temporada de NMS O SHOW, uma programação de receitas que nem a Palmeirinha faz melhor. Se liga aí:

Entra voz em off, tão aveludada e redonda em sua sonorização, quanto soa abestalhada em sua alegria artificial de vendedor. Na tela, uma legenda resume as principais informações de cada atração:

* A verdade sobre as raízes do HIP-HOP, um estudo histórico sobre a representação das gangues na música, TV e cinema e mais um monte de coisa relacionada com cultura do gueto em GET DOWN N STAND UP – IMAGINÁRIO DAS RUAS.. pq nem tudo acaba em pizza amizade, podiscrer amizade.

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* Um garoto que prende a respiração por muito mais tempo que você fará coisas que até Atlas duvida em A Lenda do COLAPESCE

E ainda:

* A paisagem criativa de um dos maiores gênios vivos do cinema: Terry Gillian. Em PORQUE ZACK SNYDER É NADA MAIS QUE UM BOSTALHÃO

E tem mais!

Intervenzione Clazzica de Dezzxter ZZtockman joga mais mutagen nessa feijoada. To aqui dando meus pulos, mano. Ass: Prof. Règzzzz…

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* Atendendo a pedidos dos fãs apresentaremos dois bônus tracks para a quadrilogia neomitosófica baseada na diegese das tartarugas ninja, vai ter muito tiro, porrada e bomba nos especiais Best enemies forever: SLASH AND SPIKE N PUNK N ROCKETS e BEBOP AND ROCKSTEADY FLOW FOR DESTRUCTION N IN THE MOOD FOR KILL

Você vai ficar tão estarrecido que sua cerveja vai esquentar, tão pasmo que seu fumo vai apagar, tão embasbacado que seu café vai esfriar, você não vai acreditar em seus olhos, nem os vídeos de brigas de rua na Rússia são tão assombrosos, nem pornografia gore japonesa é tão espantoso quanto

* Toda a verdade sobre as mensagens escondidas nas produções dos estúdios GHIBLI em TOTORO CONSPIRACY

* ITS PROFECY TIME! Um estudo sobre o hiper-realismo conceitual nas referências proféticas de Hora da Aventura.

* As histórias, lendas e segredos sobre andarilhos, caroneiros e errantes. Criminosos fugitivos, trambiqueiros, as raízes da cultura circense, os shows de aberrações e todo o substrato nutritivo que alimenta os nômades, os desajustados e os marginais em IMAGINÁRIO VAGABUNDO

Você não pode perder!

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* Horror e Ficção estadunidense. Ecos comentados das obras fantasmáticas de Stephen King, William Burroughs e Ray Bradbury em IMAGINÁRIO GÓTICO AMERICANO

* A satânica sexta parte do estudo sobre a banda punk MISFITS: FAMOUS MONSTERS

* Um singela homenagem ao mestre das mil faces, uma BIOGRAFIA NECROMÂNTICA de LON CHANEY

* E como se não bastasse você ainda vai ter que dar uma espiada no novo reality show que é a febre da garotada: dois irmãos, dois cientistas, dois inventores, quatro artistas, oito ficcionautas, três dimensões rompendo a barreira da quarta, tudo isso somado, temperado com matemágika e muita confusão em PLÂNCTONS RADIOATIVOS SOUTÉ LABAREDAS PRIMORDIAIS NATEVÊ AMORAS ALIENIGENAS MODIFICADAS EM UNÍSSONO ULA-ULA FRENÉTICO ATORDOANTE NATIVIDADE DE IDEIAS LONGEVAS e SINTETIZADORES PROGRAMADOS PRA PRODUZIR! Igor, pull the switch and Zás! Trás! Pláuns! Plúns! Pffffffff

Tudo isso você confere ainda nessa existência terrestre por aqui mesmo, com o patrocínio de NOCILEVER (que defende a substituição dos animais de laboratório por bebês humanos clonados – ou sequestrados do terceiro mundo), CHEFRON (que investe no genocídio de culturas tradicionais indígenas apenas com o que há de melhor da tecnologia de ponta) e NITROSOFT (quatro décadas de luta pela legalização do trabalho escravo em território Chinês – e alguns outros da Micronésia, Índia, África e Latino-América).

Corte.

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A câmera se afasta um pouco mais, e agora tudo o que antes parecia um estúdio de cinema ou tevê, revela-se um cenário montado num palco de teatro. Podemos visualizar o ambiente do camarim dividido do primeiro ambiente cenografado como um estúdio por uma fina parede de tapume. Um voz em off ressoa. Essa menos descontraída, menos alegre e abobalhada, tenta reproduzir a entonação da retórica de credibilidade e seriedade jornalística empresarial, anunciando solenemente:

– Agora com a palavra, o CEO da NeoMythoSophics Enterprises Incorporation®

Detrás das cortinas dessa grande palco de teatro com cenário de um estúdio ao redor de um cenário em seu interior aparece um senhor de suéter e óculos de grau que vem caminhando em direção da câmera e falando com ela amigavelmente, tem uma das suas mãos no bolso da calça cáqui:

– Olá, sou Goetius Autobreu – ao que entra em cena uma criancinha de sexo feminino, provavelmente entre seis ou sete anos, segurando um sorvete de casquinha em suas mãos. O homem pausa um pouco sua fala, se abaixa, ajoelhando com apenas uma das suas pernas, como se fosse um cavaleiro medieval prestando reverência, e, na altura da garotinha, brinca um pouco com ela desarrumando seus cabelos e desferindo um carinhoso mini soquinho em seu queixinho. A menina, alegre, pacata e subserviente, oferece um pouco do sorvete. O homem aceita, ficando com a ponta do nariz suja depois de dar a sua lambida. Ambos riem um pouco. Bem artificialmente, mas com uma fotografia linda. Como numa propaganda de banco. Depois ele se levanta sacando um lenço de pano do bolso, limpando o nariz enquanto a garotinha sai de cena saltitando e retomando seu olhar e sua fala para a câmera, agora com uma réstia de sorriso humanizador pairando em sua face – vocês devem se lembrar de mim da série de artigos sobre vampirismo no mundo do trabalho chamado Monstros no Espelho, ou então de curtas intervenções poéticas ao ler quadrinhos em voz alta no ônibus, metrô e outras áreas públicas. Bem talvez não… é porque quase já não há áreas públicas (meu deus como estou velho).

– As transformações geradas pelo sistema político econômico vigente o tornam apto para o extremo do seu potencial destrutivo. Mendigos serão terceirizados. Vamos privatizar até a arte marginal. Haverá uma taxa sobre cantadas improvisadas, haverá multas para vomitar na rua, diabos, haverá um contador digital de flatulência implantado no ânus de cada cidadão para quantificar os custos de sua poluição atmosférica. Os carros, é claro, continuarão a ser comercializados de forma facilitada e progressivamente mais barata. Mesmo após a invenção do teletransporte de seres humanos, nós instalaremos nossas cápsulas teletransportadoras para encurtar a distância entre o escritório e a garagem do escritório, então dirigiremos sozinhos com nosso ar condicionado para casa, onde outra cápsula teletransportadora nos desintegrará na garagem de casa para nos reintegrar direto no quarto, de forma que não precisemos perder tempo com nossa família depois do expediente.

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– Enfim, estou aqui para dizer algumas palavras sobre o mercado editorial de quadrinhos. É sabido que a NMS™ dialoga com, estimula e promove abertamente o consumo de HQs de todo gênero, tipo, sorte ou estilo, desde os primórdios de sua fundação, em meados de 1876 em Massachussetts, OhioOregon Canadá USA, mas recentemente, nesses tempos de anti-crise global, quando o próprio presidente interino da República Federativa dos Golpes Brasileiros recomenda a população de seu país, em seu discurso de posse que – eu cito as suas palavras – “não pense” apenas “trabalhe”; observamos como tendência histórica e cultural uma adesão praticamente desesperada ao modo de vida capitalista em sua expressão mais servil, onde aspectos cada vez mais íntimos da vida são convertidos em modelos de negócio como a mordida de ouroboros, a metáfora mais manjada de todas, a esfera íntima sendo encontrada, engolida, fagocitada, devorada pela perspectiva privada.

– Bom, em um panorama como esse você pode achar que um empreendimento intelectual e científico como a NeoMythoSophicus United Coorporation© ou holístico e espiritual como A Igreja Plaunstecostal NeoMitoFílica da Adoração dos X-Mens do Passado Futuro dos Últimos Dias ou mesmo musical e artístico como A N&OMIT0ZÓFUZZ Entreteniment SupahParteeeey Exxxperience 2017 tenham algum tipo de vínculo com o mercado editorial de HQs no Brasil, que receba algum incentivo financeiro ou mesmo alguns exemplares como cortesia para apreciação e crítica ou mesmo que seu trabalho editorial seja por nós apreciado.

Nessa hora a câmera dá um zoom no narrador, que passa a ser enquadrado em plano americano que vai fechando lentamente ao longo das próximas falas até chegar num zoom extremo da sua face:

Venho por meio dessa mensagem anunciar que não. Salvo algumas exceções que serão citadas no final, em primeiro lugar, o grosso dos títulos de HQs publicadas no Brasil (pelo menos a maior parte em exposição nas bancas de jornal) é realização da Panini e sua contraparte Salvat, uma multinacional que produz a toque de caixa, imprimindo com mão de obra semiescrava chinesa e cujos funcionários no Brasil (explorados e sobrecarregados invariavelmente, quando não também semiescravizados pela moda da terceirização) mal conhecem o que estão produzindo. Uma supercompanhia multinacional marcada pelo amadorismo e tosquice em sua qualidade editorial. Os erros são tão extensos, crassos e vulgares que ao invés de citá-los brevemente aqui, apresentaremos cada um deles em uma série especial de reportagens sobre as maiores cagadas editoriais do mundo dos quadrinhos há muito vistas mas jamais comentadas, dissecando e ridicularizando a absurdice da incompetência e descaso editorial em nosso canal de youtube VÊ SE PUBLICA DIREITO ESSA PORRA, Ô CARALHO. Um oferecimento de um bando de canalhas preguiçosos mal pagos da Panini/Salvat Editorial.

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O close terminou bem fechado no rosto de nosso narrador, que conclui essas últimas palavras com uma expressão ligeiramente hostil no olhar. Corte. A câmera se reposiciona. Plano americano novamente. O homem está a frente do palco agora, caminhando pelo corredor entre os bancos da audiência vazia de uma grande teatro. Retomando seu tom amigável ele retoma seu discurso, agora com ares de quem vai se despedir.

– Aproveitamos então para elogiar os heróis da resistência do mercado editorial (genuinamente) brasileiro, todos os cartunistas que publicam de forma independente e em parceria Allan Sieber, Bruno Maron, Ricardo Coimbra, André Dahmer, Daniel Lafayette, Wagner Willian, Rafael Coutinho entre tantos mais; é claro uma reverência aos grandes mestres dinossauros (Laerte, Angeli, Adão, Marcatti) e sobretudo o sempre genial, primeiro e único, maestro editor de gibi faixa preta quarto Dan, Ota Assumpção. VIDA LONGA AO OTA!

Por fim, acenando para a câmera que se distancia mais e mais ele ainda brada mais uma vez, agora lá de baixo:

– Fique ligado! Continue vidrado! Até lá…

Câmeras movidas por drones são um barato, né? Agora ele é quase um pontinho lá embaixo, mas ainda é possível ouvir sua voz:

– Compre nossa linha de canecas e camisetas! Acesse nosso site…

Agora a câmera dá um fade out pra tela em branco. A logo marca NMS se materializa toda linda numa estética minimalista onde menos é mais e ao fundo ainda se pode escutar o narrador, agora bem baixinho, dizendo:

– Dabliudabliudabliupontoneomitosofiapontowordpresspontocom…

– Acesse e concorra a prêmios…

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HOMO BABILONICUS by Tibs.A.Breu & Prof.RégizY.

Posted in MUTANTES on maio 12, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

PROFECIAS DO APOCALIPSE

Profecias do Presidente Presente do futuro, os últimos passos dos seres humanos, caminhando rumo ao apocalipse. O triunfo da vontade de uma nação de involuir. Joga fora no lixo.

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mano só dizendo q se vc fizer mesmo o post no nms dos babilon.. cola pur favor o album do imorrível.. (ele cita os vamps na última musica) disco sensacional!!! mto foda!!

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HOMO BABILONICUS
Ser um homem da Babilônia é confundir-se com qualquer homem na Babilônia. É flagrar-se exclamando pra si mesmo incrédulo “QUE DIABOS ISSO QUER DIZER?!” várias vezes por dia/mês/ano.
É dizer “NADA A VER” praquilo que causa dúvida ou espanto e bradar eficientemente “mm-hum” pra um monte de coisas que acha NADA A VER.
É submeter-se a poderes invisíveis e andar sempre com medo. É falar sem entender. É aceitar sem gostar. É ferir sem sofrer e foder sem amar. Um compromisso concreto e material com O NADA. Celebrar sua ignorância. Aplaudir a desgraça. Acha que sabe, mas só repete as manchetes e propaga boatos. Um desespero discreto por qualquer certeza, sentimento oculto mas perceptível. Muita fé, nenhuma garantia. Jamais permitir que a depressão o torne contraproducente. O homo Babilonicus não para. Empilha tijolo sobre tijolo. Põe pedra sobre pedra. Empareda as ideias vivas num constructo-prisão. Põe a natureza em cárcere privado. Faz do planeta cativeiro das águas, minerais, fauna e flora. A torre, o projeto civilizatório, a grande torre de vigilância, de onde, do alto, o trabalhador babilônico vigia e expia, sem entender porra nenhuma do que tudo o mais quer dizer. Não importa. O sentido, o significado, a significância. Nada disso importa. O que importa é o trabalho, a ilusão de mais empregos, a fé de que isso é bom. O que importa é dinheiro. Não muito [não, as fortunas, essas são doadas em sacrifício & oferenda para os arquitetos da Babilônia], o que importa é algum dinheiro. Só o necessário pra seguir escravo da própria mediocridade.

O JARDIM DAS BESTÍCIAS

voltamos a nos reunir no qg secreto comunista da nossa Liga da Bestiça, comendo pão com mortadela, e nossas camisas vermelhas que não lavamos a dias, na cabiceira estava o livrão vermelho do Mao Tse tung, e o pôster do jovem Marx anunciava a volta dos que não foram no fórum, que comece o bestiário do mimimi minimim mimimesmo

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– O que importa é os inimigos derrotados! – bradará o homo Babilonicus mais exaltado. Mas entre os seus ele também não entende a guerra. No vai-e-vem das ideologias ele se perde nas ilusões projetadas acerca de quem é aliado ou ameaça. Então traduz pra si do jeito mais fácil o inimigo como “mais fraco”. E o que importa, fora o trabalho e o dinheiro, é ver o mais fraco subjugado. Execrado. Humilhado. É poder dizer “foda-se” imaginando tantas outras vezes em que alguém lhe disse algo noutra língua estranha que provavelmente quis dizer o mesmo. É contentar-se com dar o troco indiretamente. É terceirizar algo tão íntimo e pessoal como o ressentimento, o rancor e a vingança. É afeiçoar-se à própria amargura.

13178906_10208561899301447_6444938955898511459_n repeat repeat repeat………

PAÍS BUNDA
Ser um homem da Babilônia não é só não entender ninguém. É abraçar o não entendimento, suas qualidades técnicas e suas vantagens metodológicas. É preferir não saber. É querer não entender. Bem vindos ao país Bunda visitantes de outro planeta. O informante do espaço, o espião dos americanos, o visitante tomador de formas, enganador de trouxas, trouxas no sentido Harry Potter.

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Como naquele filme de John Carpenter, The Thing (1985), O enigma de outro Mundo, a Coisa de outro mundo, Kurt Russell diz:”-Alguém aqui não é o que diz ser”, repete brilhantemente em Hateful Eight(2016) de Tarantino, alguém aqui faz parte de um esquema cósmico de possessão alienígena, demoníaca, vampirica, sugadora de energia e mudadora de forma, o sussurrante da escuridão que escraviza com a mente os mais fracos, Cytorakk o inparável, que veio do espaço inferno dimensional, a palavra Stephen e Strange se veem presente neste conto de Lovecraft – A cor que caiu do Espaço, aerolitos como aqueles do Chapolim – Hey can you think of a colour that you’ve never seen? Can you reminisce on places you’ve never been? – Nas & Damian Marley – In His Own Words

O homem da babilônia não tem irmãos, só sócios & concorrentes. Não precisa se esforçar pra enganar, o próprio ambiente – A Babilônia – faz isso por ele. Basta que não se esforce pra impedir. Basta não se importar.
O homem da Babilônia está conformado, pronto pra aceitar o pior. O homem da Babilônia está confiante, acredita que há um algo melhor, a ser construído. Melhor que a vida ao redor, em todo seu esplendor. O homem da Babilônia aposta a sua e todas as vidas na Grande Empreitada. A Empresa. A negação suprema do ócio. Só que todos os negócios estão ligados à mesma obra, a construção da torre. Civilização, sociedade, conjuntura política, realidade… tem muitos nomes nossa Babel.
& nela é proibido a verdade.
go&tiA Breu em 11/5/2016

Pare Pense Porque, volta ao brasil com P

As bestas anfíbicas que agora governam, sussurram vozes de conquista, como nessa que o Temer mudou de voz, uma possessão que agora assustadoramente vem nos assombrar. Todos calados. “A selvagem e solitária região, misteriosamente inclinando-se por detrás da casa, as pegadas na estrada, o nojo, destes sussurros imóveis no escuro, os cilindros e máquinas infernais, e acima de todos os convites para estranhas cirurgias e suspeitas viagens para longe – essas coisas, todas tão novas e decorrente sucessão, me aceleraram a mente me concedendo um poder que culminou em uma força física descomunal.”(H.P. Lovecraft – Whisperer in Darkness – pg.256)

eles dizem que não valemos nem um caralho, esses contra a corrupção batendo panelas, creem que peleam pela patria, vcs nao lutam nem pela sua mãe.

“VOCÊ VIVERÁ PARA VER O HOMEM CRIAR HORRORES PARA ALÉM DE SUA COMPREENSÃO” TESLA

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Onde se destrói o mundo em que vivo
aí estou.
Onde há destruição, aí se define meu caminho.
Onde os deuses se desmoronam é que apareço
sem rosto
atrás de suas formas feitas de noite e de medo.
Onde se morre, onde se nasce.
Onde se morre é que renasço. (MOACYR FELIX, 1964, p. 39).

Tibs e Régis de volta nárea a dupla mais dinâmica anti babilônica que Bacamarte e Chumbinho…

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O calor da Brasília, o calor da abraguilha, na navalha, na agulha, da água, da águia, Abismu, Abismundo, Abismudo. Dentro do Abismo do mundo, eles vivem, estes seres sem espinha, querem te amar, amar na marra, amarra, armar o amar, quando rolava um Diabólico e Sinistro na Cartoon Network crianças aprendem q seria preciso levar o conceito badass de sobrevivência política pra outro nível. Subjugar a família, subjugar a morte, subjugar a própria inteligência reconhecendo q empirismo e ciência é pouco mais q comer a própria meleca só pra ver q gosto tem

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BACK TO THE 90s

fechai os olhos tragai a cura mudante mutante eu vou sabotar você vai se amarrar, sabotai e amarrai, pq eu to escrevendo assim…ai.. “Você sabia que Eistein está errado, e que certos objetos e forças podem se mover com uma velocidade maior do que a da luz” (H.P. Lovecraft – Whisperer in Darkness-pg.248)

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Mais uma vez te confundindo pra poder te explicar, o que que há velhinhos com mais de 70 anos ? Novo governo de velhos caducos de volta para os anos 90, back to the 90s, Biff Turner Temer assumiu o controle do país. “O quê adianta construir a ponte do futuro com tijolos do passado?” Poeta Sergio Vaz

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Se preparando para voltar aos anos 90 com o novo Presidio presidente conhaque ugly kid joe mtv cerveja no posto fumar desesperadamente twin peaks cartuns psicoticodelicos baseado ruim inflação tabelinha de preços street fighter desemprego poster dos xmen da fase jim lee na parede ioio da coca cola discman no bolso da calça arquivo X é o tchan não é a mamãe roubadinha de queijo no mercado trombadinha trombadão independence day .cafetina cafetão… será q todos os sobreviventes do grunje tão fadados a fazer uma permanente cara de cú?

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“Ninfetas fazendo sexo

os estudantes tao no congresso

kafka fez o processo

marx o manifesto

a tela do apple quebrou no boteco

o leite da vaca pingou no seu teco”- Ninfetas (Bode e Buda)

Gasolina, garrafa, pedaço de pano
A arma do povo contra o estado é o próprio povo
Um novo homem, nova sociedade baseada em liberdade

https://kataklysma.noblogs.org/?p=3774

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Só uma co-incidência o novo filme dos X-Men serem com os Cavaleiros do Apocalipse nos anos 90 ( Sarney, Collor, Franco e Cardoso) ou mais ainda passarmos pela onda maniqueísta NÃO VAI TER GOLPE vs FORA DILMA com posteres do Capitão América: Guerra Civil ilustrando todo o cenário: DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? (ora, não me venha com essa!)

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“Aquela Sensação Aquela nostalgia” – SOM(Giraffha King e Professor Régis)

de ser assaltado na rua, me senti hoje como se alguém fosse me roubar por nada, mas ao mesmo tempo senti vontade de roubar um azeite de uma mesa, pelo simples, “por favor só não quero ter de voltar a morar com meus pais” a culpa é de quem se deputados cheiram bebem matam roubam e não vão para a prisão, é vocês tão certinhos…a culpa é do povo mesmo o triunfo super trunfo da nação, supremacia da vontade, todos calados.

Antigamente com 2 reais eu ia no mercado e comprava 5 pirulitos , 3 doritos , 2 batatas , 5 biscoitos e 3 garrafas de coca cola.
Hoje em dia…
Eles botaram câmera…

e aí seus pais entram no seu quarto, imagina essa, tá loko truta…

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de volta aos 90 fiz umas rimas assim(PRFSSOR-RGIZY):

“Qc tá pensando não pode

Ve se não me fode

Dando Role de Escort

Trovao Azul nos Corte

Apreende o Passaport

Sansão que era Forte

Cos cabelo Dreadlocke

peço mais uma dose

Cachaça lá do norte

Mesmo que falte sorte

e que aborte a Dona Morte

Mesmo que se suporte

Com porte de Teletransporte

E arrombam o caixa forte

um chero de enxofre forte

mas é chiq de importe”

2 Respostas to “AS 7 fuçAs do dotô CÃo………………………(homo Canidae Santamarensis)”
PRFSSOR-Regiz-Y. Says:
maio 10, 2016 às 10:20 am e
“Language is a virus” William Burroughs The Ticket That Exploded
“This is Heavy Doc” Marty Mcfly Back To The Future
“The book will kill the edifice” Victor Hugo – The Hunchback of Notredame
“Life is a lot like Skateboarding” Lil’Wayne

ti Says:
maio 12, 2016 às 2:07 pm e
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http://yogui.co/10-estrategias-de-manipulacao-em-massa-utilizadas-diariamente-contra-voce/

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NO FUTURE

O Partido Maligno e Diabólico assume novamente. PMDB que fique bem explícito como esses cinemas do centro. Já diriam os Sex Pistols, No future. Vi isso em algum lugar…

Em uma São Paulo racista como você nunca viu, um jovem advogado comete um deslize fatal e passa a ser perseguido pelo crime organizado, na mesma noite em que a cidade é atacada.

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Ele ia andando pela rua meio apressado
Ele sabia que tava sendo vigiado
Cheguei para ele e disse: Ei amigo, você pode me ceder um cigarro?
Ele disse: Eu dou, mas vá fumar lá do outro lado
Dois homens fumando juntos pode ser muito arriscado!
Disse: O prato mais caro do melhor banquete é
O que se come cabeça de gente que pensa

agora azeitem aceitem o que escolheram a involução-uma hora chega de se fuder tanto assim. O que será que será, Será o presidente mais zuado desse país

foi um golpista. caindo no golpe

trote seu troxa…

http://radiocut.fm/audiocut/michel-temer-radio-el-mundo/

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DO PÓ VIEMOS E  AO PÓ VOLTAreMOS. Gênesis 3:19

do po ao pó ST F –  PRESTO PRONTO – ACABEI um PÓ-ST PÓS-SP – 2 mãos 2 celebros 2 celebres 5 celeiros enfurnados numa 5ª feira 4 malandros em volta para viver o golpe e vivemos  e aí a gente vem e escreve de ultima hora 0 hora valsa da horas e vai assim e deixa andar.

Quero estar, onde estão
Os sonhos desse hotel
Muito além do céu
Nada a temer, nada a combinar
Na hora de achar meu lugar no trem
E não sentir pavor
Dos ratos soltos na casa
Minha casa

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

 “Já naquela altura, depois de tanto abuso, era impossível distinguir homem do porco.” (A revolução dos bichos, George Orwell)

Esse é o golpe dos homens que queriam ser presidentes. Esse é o golpe dos homens que foram derrotados nas urnas. Esse é o golpe dos homens que não se conformaram em perder as eleições para um ex-metalúrgico. Esse é o golpe dos homens que não aceitaram a derrota para uma mulher. Esse é o golpe dos homens sérios que não levam as regras democráticas a sério. Esse é o golpe dos caciques do PSDB. Serra, Aécio, Alckimin. Esse é o golpe do homem que queria ser rei. FHC. Esse é o golpe dos traidores do PMDB. Esse é o golpe do vice-presidente que também queria ser presidente. Temer. Esse é o golpe dos congressistas da bala. Da bíblia. Do boi. Dos bancos. Da propriedade. Da família. Esse é o golpe dos lobistas infiltrados na política. Esse é o golpe dos fascistas. Esse é o golpe dos homens que pregam a tortura. Dos Bolsonaros. Esse é o golpe dos réus. Cunhas. Renans. Malufs. Esse é o golpe dos tecnocratas. Cristóvãos. Miros. Moreiras. Esse é o golpe dos homens que rasgam a constituição. Moros. Janots. Gilmares. Esse é o golpe dos moralistas sem moral. Esse é o golpe dos homens que comandam as grandes corporações. Dos barões da mídia. Dos soldados do capital financeiro-especulativo. Dos magnatas das armas. Dos monarcas do petróleo. Dos senhores da guerra. Dos soberanos do tráfico. Dos imperadores das finanças. Dos tiranos da indústria cultural. Dos magos da moeda virtual e eletrônica. Esse é golpe do velho jeito de fazer negócio dos velhos congressistas de negócios. O golpe dos eternos coronéis da política. Esse é o golpe do conservadorismo jurídico dos homens togados. Esse é o golpe dos homens da Fiesp, da Febraban e da OAB. O golpe da dominação masculina entranhada nas nossas instituições ainda patriarcais e retrógradas. Esse é o golpe dos homens que não suportam as minorias. Esse é o golpe dos homens homofóbicos. Esse é o golpe dos homens que odeiam o povo. E não suportam a diversidade. O multiculturalismo. A democracia. Esse é o golpe da mentalidade escravocrata e senhorial. Esse é o golpe dos bigodes pintados, das cabeleiras falsas, das gravatas encurtadas pairando sobre a deselegância indiscreta de suas barrigas. Esse é o golpe de homens que ostentam a cafajestice. Esse é o golpe do chauvinismo cínico. Da misoginia. Da plutocracia. Da antidemocracia. Esse é o golpe das mulheres que pensam como os piores homens. Esse é o golpe dos homens que representam o pior do homem.

Os homens que queriam ser presidentes

Fonte: ( https://ulyssesferraz.blogspot.com.br/2016/05/os-homens-que-queriam-ser-presidentes.html )
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A primeira Possessão demoníaca é só o início, mas é só o FIM…Se o chão abriu sob os seus pés. E a segurança, sumiu da faixa. Se as peças estão todas soltas. E nada mais encaixa. Ôh, crianças! Isso é só o fim. (Camisa de Vênus – Só o Fim)

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taí o golpe Tainha tá dado carimbado selado prontificado não tem mais nada somente buracos de bala no corpo, já diria Dona Florinda advertindo seu rico tesourinho contra os petistas maloqueiros: “Não se misturem com essa gentalha”
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Lugar reservado para fascistas, direitosos e olavetes

Paredão: o lugar ideal para se colocar fascistas, homófobos, latifundiários, representantes de grandes corporações, banqueiros, malandros federais e estaduais, empreiteros, vagabundos que poluem o facebosta, igrejentos, capitalistas e vermes nocivos em geral.

Lugar de todos que se aproveitam do trabalho de outros, que vivem de juros extorsivos. Lugar de vagabundos aproveitadores, empresários sacanas e nojentos em geral.

Paredão com uma bala de fuzil no meio dos cornos. E liberdade para o carrasco.

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É ÓDIO ENTRE CLASSES, NUNCA FOI CONTRA A CORRUPÇÃO !

Ode ao Burguês

Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Mário de Andrade

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mario gambezinho apaixonado ali do beco

um cão come o outro, ninguém se mexe e ninguém se machuca, nunca vamos nos dar bem cos canas, pq eles vêm e arranca nosso coro que nem cachorro.

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– É a hora de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!

Charles Baudelaire , Petits poémes en prose, 1869.

O lance é subverter assim que nem Baudelaire se entorpecer de vinho, poesia e virtude ? WTF…algo desse tipo…mas embriaguem-se. é rir pra não chorar… Mas sobretudo não parar, não se assombrar d + (golpe e usurpação política/econômica e psíquica é nada de novo no reino da babilônia) não a ponto de vacilar, não pasmar, não panguar, se manter em movimento, sair pra andar, manter-se curioso, procurando & se encontrar

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ë assim que tratamos a Babilônia, não aceito e não aguento é de noite é de dia mão na cabeça e documento, taca fogo em Babylon. Se não é agora que nos censuram agora ninguém nos segura mais !

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[França] Suspeita de sabotagem em enorme incêndio numa instalação de pesquisa da Monsanto

https://kataklysma.noblogs.org/?p=3837

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Quinteto no Outono
(2a. versão)
A Fátima Pires dos SantosI
Escrever um poema não é brincar
de ser com palavras e sons
sobre a brancura sem defesa
do papel ou da vida que não foi vivida.
No fundo dos becos sem saída
é que o poema se encontra
lado a lado com as mortes
inumeráveis e indefinidas
na mão que o escreve.
Morre e transforma-te!
Não há outro caminho:
o poema é sempre uma autópsia.II
No lixo da praça os ossos do mundo
brilham como luas doentes.
No lixo da praça o poeta
quer ser apenas um homem
com uma canção nos gatilhos
de uma revolução necessária.
No lixo da praça os ossos do mundo
brilham como luas doentes
à espera da poesia, cadela
feroz e machucada, cadela
que ao poeta se amarra
sobre o represar da vida
mais forte que as voragens
do desejo de matar-se.
No lixo da praça, o poeta e a sua poesia
perambulam entre os ossos do mundo
a violência do sol aprisionada nas luas.III
No fundo do prato havia um rosto.
Eu nunca pude decifrá-lo;
sua velocidade era diferente da minha,
nessas horas a minha esperança era
um pano velho que nem mais vestia
a fadiga da vida espantada.
No fundo do prato em meu país os ratos
usavam a cara dos poderosos
e comiam e comiam este rosto.
Um rosto que jamais sumia
diariamente enterrado e recomposto
no rosto de cada morte operária
dentro de cada coisa que eu via.
No fundo do prato havia um rosto
que eu nunca pude decifrar.
Além de mim, no entanto, ele era meu rosto, o rosto
em que nem sequer me encontrei
como quem cumpre, de fato, a sua própria lei.
(…)
In: FÉLIX, Moacyr. Antologia poética. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1993.
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INTERVENÇÃO INT(ib)ERINA
Esse é sujeito esperto & sabe bem o Q faz
Diferente do tipo Q C vê perdido numa selva de feras e animais
PQ QTO + burro 1 + idiotas ficam os demais
Seres banais D+ articulando esse leva e trás
Sociedade . Cidade. Muros de Alcatrás.
A burrice impregna mata, ruas, vielas e quintais
A saída é desligar a TV, ir pra fora, desconfiar dos jornais
Integridade ainda preserva muitos amigos do jaiz
Prisioneiros buzinam ódio em suas celas de metais
Carcereiros burocratas desviam verbas descomunais
Putas celebridades sorriem nas revistas semanais
Polícia leva tiro sempre em guerra nunca em paz
& a Babilon parece Q é eterna e até biológica, mas…
Resistir à burrice estampada em cores ao redor
Enfrentar a sandíce, ostentar a verdade
Evitar Q a base te deixe pior
Olhar para cima, levantar a cabeça
Liberto do teco, tabaco e do pó
Afie o pensamento, irmão, afie o pensamento
Sabedoria não é saber nada de cor
Pense direito, parceiro, caminhe estreito
Posicionamento só seu, seu e só
Não entra pra grupo, moleque, ninguém é normal
Fazendo o Q todos fazem sem querer fazemos o mal
Não seja vítima, amigo, não se vitimiza
Ajuda teu próximo sem sentir dó
Fica forte, fera, fica feroz
A vida não tá fácil aqui na terra de Óóó
E esteja ligeiro, colega, olho aberto
Hoje em dia não tem pipa sem camada de cerol
tibes – profetizado em 7/8/2012
“desde dois mile doze eu já sabia Q tudo ia terminar em ruína
mas Q apesar da aflição e dor, a ruína vai desbotar em flor”
FIM DE FESTA
no final ficou assim o post mano, tava cansado correndo voando tentando publicar isso ainda no dia de hj quinta 12/05/16 amanhã é Sexta feira 13? É… pesquisas rápidas, se quiserem mexer depois mandem um salve-se quem puder…já não me responsabilizo mais pelos meus posts…é o que temos pra hoje…acordando de madrugada com a mente a mil por hora..com medo que o oficial de justiça bata na minha porta e leve o meu Capital do Marx, que nem li direito durante a faculdade. boa noite com a voz do Cid Moreyra Satangoss
Meu amor por você chegou ao fim
É tudo que tenho a dizer
Também não precisa sair assim
Espere o dia amanhecer

AS 7 fuçAs do dotô CÃo………………………(homo Canidae Santamarensis)

Posted in Imaginarium, Monstros no Espelho, novidades, produção NMS, Seres Prometéicos, Textos on maio 7, 2016 by ti

«Mas a linguagem tem seu próprio objetivo e razão de existir. Os parapsicólogos podem argumentar em favor da percepção extra-sensorial; psicólogos e neurologistas podem declarar que tal coisa não existe; mas aqueles que amam os livros e amam a linguagem sabem que a palavra escrita é realmente uma espécie de telepatia. Na maioria dos casos, o escritor faz seu trabalho em silêncio, expressando pensamentos em símbolos compostos de letras em grupos, separadas uma das outras por espaço em branco, e , na maioria das vezes, o leitor faz seu trabalho em silêncio, lendo os símbolos e reintegrando-os em pensamentos e imagem. Louis Zukofsky, o poeta (A, entre outros livros), defendia que até mesmo a aparência das palavras sobre a página – a abertura do parágrafo, a pontuação, o lugar da linha onde termina o parágrafo – tem sua própria história para contar. “A prosa”, dizia Zukofsky, “é poesia.”»

– Stephen King, Dança Macabra 

Contos da Crypta-HQ

Temos uma revista estilo Cripta do Terror nas mãos. O topo da capa abriga o título em caixa alta e fonte macabra. Junto à lombada, na borda esquerda, temos sete personagens, personas esquisitas, alter egos anfitriões, recebendo-nos e convidando-nos a mergulhar nas ideias adiante… Não serão exatamente contos, nem tampouco crônicas. Também não se tratam de tratados, artigos ou teses. Estão mais pra relatos, pedaços de registros de pensamentos que flutuam e orbitam ao redor de alguns estudiosos de temas obscuros em comum… Com vocês, AS SETE FUÇAS DO DOTÔ CÃO apresenta:

Um não tão aplicado estudante chamado Goetius, a luz das palavras de Tibérius N. discorre acerca da…

CICATRIZ HISTORIOGRÁFICA

Dotô, Doutor, douto: aquele que recebeu supremo grau em uma faculdade. Há muitas formas de se doutorar na vida. Se for homem, branco e de família abastada então, tudo fica bem mais fácil. Antigamente era só graduar-se em direito ou medicina, qualquer advogado ou homem formado era um doutor para a sociedade. Mas há a definição de doutor relacionada não apenas a uma patente de autoridade latente no homem formado, mas à sua competência no ofício de curar. Para o conhecimento civilizado, o douto é aquele imbuído das altas ciências e linguagens superiores, algo reconhecido por diplomas, trabalhos, graduações e dotoridades distintivas, mas para a sabedoria primieva, para os saberes selvagens, o doutor sempre será, antes de qualquer outra coisa, o curandeiro. E você chama de dotô, aquele em quem você reconhece a capacidade de te curar.

Nunca soube se aquele tal Tiberius N. tinha ou não doutorado, mas a julgar por seus hábitos parecia improvável que fosse qualquer tipo de curandeiro. Parecia mais do tipo pesquisador, investigador cabeção de coisas que fisgassem o seu interesse. Como uma criança velha obstinada por assuntos específicos, incansável até esgotá-los por completo. Filosofia, quadrinhos, filmes, desenhos animados, televisão, música… sua ideia de vida após a morte era responder um quiz épico sobre esses temas diretamente pra deus, diabo, o Incal, São Pedro, Jesus, Khrishna, Kali Durga, Exú, Ampú, Galactus, o Leão de Judá e o Lagarto Rei. Costumava ajudar com interpretação de documentos e fontes diversas. Era esse seu ofício, era isso que fazia. Ajudava a interpretar as coisas. Ajudava as pessoas a lerem melhor a intenção de determinados autores por trás das informações por eles registradas. Pelo menos era o que gostava de fazer. Quando eventualmente conseguia ser pago por isso, melhor. Costumava dizer que “O trabalho de texto científico nada mais é que emendar citações sobre citações ao redor de uma linha narrativa necessariamente atrelada à base teórica pré determinada.

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E ainda que “A verdade é objetivo dos investigadores, mas sobretudo dos espíritos mais tenazes. A verdade é muito mais facilmente percebida do que bradada. A aceitação é inimiga da verdade. A verdade só encontra ambiente fértil para vingar, no exercício da procura. A agonia da dúvida é seu oxigênio, seu habitat natural. Será a verdade mais algo que se procura do que algo a se produzir? Nove em dez vezes ou mais, uma verdade oferecida como resposta ou dogma não passará de outra ilusão fugaz e vulgar. Uma ofensa à inteligência viva e esperta de quem a escuta.

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Nessa época eu lia Clive Barker pela primeira vez, e foi uma sincronicidade danada ele ter dito isso ao mesmo tempo que eu, sentado no fundão, cabeça baixa, tentando ignorar seus discursos e tentativas de evocar a atenção das pessoas ao meu redor, acabava de devorar a passagem da narrativa em que Kirsty, a donzela insegura e meio abobada que flertava com os prazeres do inferno se deparava com seu algoz, Frank, nesse diálogo sublime:

“- Isto não está acontecendo – murmurou para si própria, mas a coisa riu.

– Eu costumava dizer isso pra mim mesmo – ele falou – Todo santo dia. Costumava tentar sonhar pra espantar a agonia. Mas não é possível, acredite em mim. Não dá. A agonia tem que ser sentida.

Ela sabia que ele dizia a verdade, o tipo de verdade repugnante que somente os monstros têm liberdade para contar. Ele não tinha necessidade de lisonjear ou adular; não tinha filosofia para debater ou um sermão a dar. A horrível nudez era um tipo de sofisticação. Ele superara as mentiras da fé e adentrara reinos mais puros.”

– Clive Barker, Hellraiser

Não foi algo que ele disse, ou algo que eu li. Foi o momento de confluência. Foi escutar aquilo ao mesmo tempo em que tentava ler isso. Foi o choque que me fez fechar o livro e prestar atenção no cara…

Esse dotô Tiberius costumava defender a tese de que as ideias são seres vivos. Que habitam as mentes, sorvendo delas a energia para seu sustento. Depois de ouvi-lo falar por um tempo, as ideias que passavam a te acompanhar… ficava difícil saber se eram suas ou dele… Mas ele era enfático ao afirmar: “Ideias não são de ninguém! Quanta arrogância pensar que “teve” uma ideia. As pessoas são acessadas por ideias. Não se possui uma ideia assim. Não deveria se possuir nada assim! Pelo menos não seres vivos…”.

Difícil suspender a húbris intelectual pra admitir-se como pouco mais que um cavalo espiritual pra ideias que vem e vão da tua cabeça ao seu bel prazer… Mas não se trata só disso, não é? A monstruosidade de certas verdades é descortinar os horrores e atrocidades da história. É mostrar onde as coisas foram (em muitos casos ainda são) mutiladas, distorcidas; e quais são as sequelas. Esse dotô Tiberius desenvolveu com mais uns parceiros cientistas loucos estudos que tratam desse tema, chamaram de Abnormal Brains, uma série de artigos sobre os assim chamados Seres Prometéicos, mas outros títulos foram trazidos à vida para denunciar a maneira como, pela perversão da techne pra se criar egrégoras, as ideias podiam ser corrompidas. O mito do prometeu foi multiplicado em infinitas reencarnações, pra frente e pra trás no tempo, desde Osíris até o Incrível Hulk e em todas elas, faz parte fundamental da narrativa, além da conquista do fogo divino (representação do molde e fundição da realidade segundo a luz da razão e o calor da vontade) e a vitória sobre a morte, um eterno suplício, o sofrimento acerca de sua própria natureza monstruosa. Continuar curando a si próprio só pra ser devorado por abutres, vermes, baratas novamente, no ciclo sem fim de pós-vida e não-morte. O caminho desviante da pós-humanidade. A outra alternativa afora o final feliz.

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Quando aplicado em uma persona individual, temos uma narrativa apaixonante de monstruosidade, quando aplicada a um modelo de sociedade, temos o projeto artificial vigente de modernidade contemporânea.

Agne Tijuca comenta sobre seu velho conhecido Tican:

Abnormal Brains meets Mirror Monsters

Eu tava conversando a toa com ele. Falávamos bobagens de como a era da internet trouxe mais informação para as pessoas ou acabava por aliená-las ainda mais. Dilema já clássico em mesa de bar. Lembrou-me que, quando menina nos anos 80, era muito comum as pessoas confundirem Drácula com vampiro. Dizendo coisas como “Aí o mocinho foi mordido e se transformou num Drácula”. Nossa, como isso me irritava! Ele comentava que hoje em dia era difícil ver alguém cometendo esse tipo de erro. Camadas e mais camadas de mercadorias de vampiros e/ou do Drácula já se acumularam na vivência de seus imaginários o bastante para que já saibam distinguir uma coisa da outra. Mas depois, anos mais tarde, percebi que também fazia isso com relação à Medusa, que era apenas o nome de uma das três irmãs com serpentes no lugar dos cabelos e cujo olhar petrificava todos aqueles que as encarasse. Górgones. Havia também Esteno e Euríale. E vai saber quantas mais hoje em dia…

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99% de toda lenda é puro exagero” – um general de Drácula em

FEAR ITSELF: HULK VS DRACULA #2 (Novembro 2011)

Tican riu. Não era nem pretendia ser doutor de porra nenhuma, pelo contrário, pra ele quanto menos erudição melhor, uma vez que quanto mais erudição mais trabalho e evitar todo e qualquer esforço era seu objetivo máximo. Todavia acompanhava essas rodas de debate e discussão a qual chamavam por aí de neomitosofia. Ele gostava principalmente por causa dos gibis, primeiro pra apanhar alguns emprestados pra ler, e depois pra conversar sobre… Tican, não fazia alarde das ideias que balizava, mas fumando um cigarro no corredor era capaz de apontar ângulos bem inusitados para analisar velhos temas. Numa tarde preguiçosa assuntava assim “Outra coisa comum é confundir o registro das ideias com as ideias em si. Há muitas ideias que podem ser acessadas com determinadas combinações de palavras. Como chaves, selos, sigilos, como encantamentos de evocação e conjuração de ideias, mas que por si mesmos, não possuem mais do que o valor artístico, ínfimo e supremo que toda obra de arte tem. Veja por exemplo o Frankenstein:”

Recuperava o fôlego, fazia um triângulo de pele com o franzir da testa, e você já sabia por aquele olhar que ele ia longe.

“Frankenstein contém os horrores da primeira infância e seus longos prelúdios. Trata de como experiências de vidas pequenas e recém formadas influenciam os hábitos de toda uma rede cultural ao redor, e de como alegoricamente podemos pensar esse choque entre modernidade e contemporaneidade. Quer dizer, considerando nossa crença e fé cega no fenômeno de emancipação racional prometido, quase como um milagre democratizado pela modernidade, encaramos em nossas mãos trêmulas de ópio e estimulantes a habilidade e potencial de ressurreição instrumental, mas usar pedaços de ladrões e estupradores enforcados fará o que pela criatura? Se aquelas são suas mãos, pernas, corpo – entre uma e outra sutura – então como esperar que sua alma seja pura? Os corpos carregam sua história na pele. Na carne. Cada remendo uma narrativa, metáfora metalinguística da união entre o que foi, o que é e o que será. Do ponto de vista do apanhado de acontecimentos gerais que chamamos de história, essa neomitosofia serve pra nos fazer indagar que tipo de novo mundo bravio pode ser construído a partir dos horrores e atrocidades dos antigos impérios? Mesmo que esses estejam apodrecendo vivos, eternamente devorados e devoradores de sua condição monstruosa, ou ainda que sejam reduzidos a pedaços, desmembrado como os vampiros devem ser, para que sua sepultura possa descansar em paz.”

Hecate ia passando e Tican me deixava pensando.

O monstro vive, sim. Mas talvez a pergunta seja quantos monstros viveram para que esse se formasse? E quantos mais viverão só como consequência da sua existência? E lógico o grande dilema budista. A subversão da samsara. Como quebrar a lógica da repetição? Que transformações são necessárias?

Essa foi a indagação que Tican plantou na minha mente. Hoje eu olho pras práticas e costumes próprios da nossa sociedade e percebo o anacronismo da sua condição. Ainda sob efeito da colonização. Ainda sob ameaça da escravidão. Uma ameaça aprimorada até a invisibilidade. Onde a vergonha e indignidade da vítima é tamanha, que ela já não admitiria sua condição de escravizada, pelo contrário, imbuir-se-ia de violência e soberba para proteger os interesses e imagem de seu dominador, como se esse fosse seu deus.

Vampire_Children Ubud, Floresta dos Macacos, Bali, Indonesia.

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E quando Tican fala de “ideias que podem ser acessadas com determinadas combinações de palavras. Como chaves, selos, sigilos, como encantamentos de evocação e conjuração de ideias” ele está dizendo que esses encantamentos e conjurações não estão limitados a ritualística de estética mística que estamos acostumados a ver nas ficções de suspense, mas em ritos do cotidiano. Acostumar a repetir certas ações. Acostumar às sensações que essas ações repetidas geram em nossos corpos, à forma como essa produção emocional se propaga para as pessoas que convivem ao nosso redor. Criando uma cadeia de repetições. Uma cadeia invisível. A grande fazenda humana que é a civilização do trabalho. A exploração parasítica como cerne vital da nossa sociabilidade. Vivendo como gado. Marcados e felizes, como disse o poeta. Dominados e apaixonados. Amantes da própria dominação.

“Obedecer é morrer. Cada instante em que o homem se submete a uma vontade estranha é um instante que na sua própria vida ele elimina.
Quando um indivíduo se vê constrangido a efetuar um ato contrário ao seu desejo ou impedido de agir de acordo com a sua necessidade, deixa assim de viver a sua vida pessoal; ao mesmo tempo que o homem que dá ordens aumenta a sua dominação da vida, sugada à energia dos que se lhe submetem, aquele que obedece aniquila-se, vê-se absorvido por uma personalidade que lhe é estranha, passando a ser apenas força mecânica, ferramenta ao serviço de um dono.
Quando se trata da autoridade exercida por um homem sobre outros homens, por um soberano despótico sobre os súditos, por um patrão sobre os empregados, por um senhor sobre os criados, imediatamente se percebe que esta personalidade emprega a vida dos que lhe estão submetidos para dar satisfação aos seus prazeres, às suas necessidades ou aos seus interesses; ou seja, para melhorar e ampliar a sua vida pessoal em prejuízo da deles.

Aquilo que em geral não se percebe tão facilmente é a nefasta influência, em tudo isto, das autoridades de ordem abstrata: as idéias, os mitos religiosos ou de outro gênero, os costumes, etc. E no entanto todas as manifestações exteriores de autoridade têm origem numa autoridade mental. Nenhuma autoridade material, seja ela a das leis ou a dos indivíduos, contém atualmente força e razão em si. Nenhuma se exerce realmente por si mesma, todas se baseiam em ideias.”

– Alexandra David-Néel

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Os vampiros existem, é a primeira verdade que te faz arrepiar a nuca e dormir um sono agitado. Os vampiros governam, é a segunda verdade que te priva de todo sono e sossego e transforma sua consciência da sociedade em lampejos de ojeriza, asco e terror. A partir daí é entender os vampiros. Observar como funcionam. Como operam. A diversidade de sua cultura. A complexidade de seu projeto. E sabotá-los. Bom, é isso ou sucumbir ao seu poder de encantar e transformar todos seus amantes em putas.

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Não há diálogo aqui senão de um homem solitário com as vozes em sua cabeça. É chamado Tibes pelos amigos, dos quais se vê cada vez mais distante. Procura registrar, escrevendo avidamente em cadernos e mais cadernos, tudo o que descobrira sobre o império dos vampiros nas comunidades humanas. A forma como o contágio se transmite por pouco mais que um olhar e algumas palavras. No canto do quarto, escuta a respiração da sua mulher e filha. Só quer prepará-las para o pior. Garantir que saibam identificar o opressor oculto a primeira vista. Evitá-lo no geral, erradicá-lo da face da terra quando for oportuno e sabotar seus planos sempre que possível. Mas sobretudo descolonizar-se, para resistir a sua influência nefasta e permanente. Tibes escreve sobre…

AS TENAZES DA LINGUAGEM

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A linguagem é um vírus vindo do espaço

Esse código mágiko pra vetorizar pensamentos e emoções. A comunicação de ideias é muito mais do que simplesmente “comunicação de ideias”. Há transmissão de estados emocionais, vivenciados pela experiência da identificação. A chave para uma identificação efetiva é uma boa narrativa. E toda linguagem é parte de alguma narrativa.

“Três cara simples gostavam mais de ouvir e aprender até que fatalidades com certeza e é o seguinte sempre assim, maquiavelic maldade se percebe aqui cuidado é falsidade estopim dois mil grau é ser sobrevivente E nunca ser fã de canalha a luta nunca vale a experiência é Santo Amaro a Pirituba o pobre sofre, mas vive a chave é ter sempre resposta àquele que infringe a lei na blitz pobre tratado como um cafajeste nem sempre polícia aqui respeita alguém em casa invade dá soco ou fala baixo ou você sabe, maldade: uma mentira deles dez verdades.” – Sabotage, Um Bom Lugar

Há palavras capazes de gerar certos sentimentos e influenciar os comportamentos. Há palavras que geram reações imediatas. Há outras que ficam maturando na bile do ressentimento. Podemos estar inclinados a achar que isso depende apenas da personalidade de quem protagoniza o contato com as palavras, cabendo ao sujeito a autoridade ou autonomia para deixar-se abalar ou permitir-se ignorar as tais certas palavras. Mas não. Não só, pelo menos. As próprias palavras possuem seu poder. Sua força. Sua energia inerente. E vibram com efêmera radioatividade dentro dos corpos que as geram ou que as recebem.

Primeira regra da liderança: Se você não pode ganhar suas mentes, então ganhe seus corações.” – Samuel Sterns, vulgo Líder, ensinado os fundamentos da publicidade de Ed Bernays para crianças no episódio Future Shock (6º da 2ª temporada) na série de desenho animado HULK and the Agents of S.M.A.S.H.

Há pessoas que sabem fazer e ganhar muito dinheiro antevendo tendências e manipulando o consumo em massa devido ao uso aplicado da linguagem, através da construção de uma narrativa com grande poder de engajamento. A identificação emocional está sempre no cerne desse tipo de empreitada. Como um literal coração, músculo pulsante que confere força e faz circular o sistema vivo dessa linguagem. Exemplos incluem propaganda publicitária, patriotismo e outros discursos que transmitem o desejo de inserção em determinado grupo ou sociedade ou ainda a sensação de conforto com o estabelecimento de certos padrões de poder, tais como a meritocracia, a hierarquia, a fé religiosa. Todo o discurso que reforce a naturalização dessas narrativas encontrará maior facilidade de aderência, conferindo empuxo para que as ideias sob essas narrativas permaneçam em movimento e exercendo influência sobre as identidades.

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Em praticamente toda ação da vida diária, tanto nas esferas da política ou dos negócios, em nossa conduta social ou nosso pensamento ético, somos dominados por um número relativamente pequenos de pessoas. Aqueles que puxam os fios com o controle da mente pública.” – Edward Bernays, um puto que merece ser estudado. https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Bernays Em outra passagem ele diz: “Se entendermos a mecânica e os motivos da mentalidade de grupo, será possível controlar e regimentar as massas de acordo com nossa vontade, sem que tomem consciência disso.” – Interessante como ele muda sua associação de uma citação para a outra. Na primeira nós somos a massa dominada, na segunda nós somos os poucos controladores ocultos. Típico de alguém que aplicaria os preceitos da psicologia na publicidade e propaganda, mudando de lado segundo os sabores do vento. Os ventos dos negócios, por assim dizer http://www.activistpost.com/2015/09/the-american-dream-brought-to-you-by-edward-bernays.html. Ed Bernays será importante para fazer-nos entender como fundamenta-se o casamento entes os conceitos do simulacro e do cancro. Essenciais para nossos estudos anti-vampíricos: https://dewthedawn.com/2014/12/16/edward-bernays-and-mass-delusion/.

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Controla a língua, porque nela estão os maiores estragos da vida humana.” – o cão Cipião em O Colóquio dos Cachorros de Miguel de Cervantes (1613).

Há também a linguagem bruta da força. A linguagem da violência. Falar alto. Dar um cala a boca. Que pode estar associado à indignação – dar um basta – ou à autoridade (você sabe com quem está falando [meu bem]?). A autoridade oficial expressa já na sua imagem essa linguagem. Um rato fardado não precisa perguntar “você sabe com quem está falando?!”, a farda fala por si, [& com a identificação escondida no bolso ele provavelmente prefere que seu interlocutor nem saiba com quem está “falando”]. A oficialidade encurta as etapas de comunicação na linguagem da violência. A hierarquia naturaliza essa oficialização. Deixa de existir o humano com quem eu posso me identificar enquanto humano e surge o outro, aquela entidade (in)coorporativa do discurso oficial. Nada pessoal, eu só trabalho aqui. Ordens são ordens. Você tem que aceitar o deus pai. Está comprovado, é científico!

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“He who covers his mouth, covers his life. God give you two ears and one mouth. You talk less and listen more. Cover your mouth!”

Há de se ter uma preocupação com a linguagem. A linguagem também tem o poder de comprometer um sujeito no tempo e no espaço. A deusa natureza te fez com 2 olhos, 2 orelhas, 2 narinas, mas só 1 boca. Veja muito. Ouça muito. Perceba muito. Fale pouco. O sábio tem fala curta. O tolo tem boca solta. As palavras podem conduzir e também marcar. Todo vício, todo mal, está fadado à repetição. A condição cíclica de tudo. O jeitinho especial do universo tentar ensinar pro espírito errado machucado como se endireitar aprumar. Todo vampiro é secular e imortal porque toda sensação de perfídia traz no cerne da sua dor a eternidade. Toda dor que não é banal, é eterna. Por isso o vampiro é ao mesmo tempo um eterno sofredor e um eterno filho da puta. Outra ideia também recorrente nesses manuscritos, a contaminação vampírica é uma representação eficaz do poder transformador e corruptor da linguagem. Observem que o poder E o ponto fraco do vampiro clássico está em sua boca. A vampirização é uma perversão da amamentação: alimentar a sua prole com o fruto do seu corpo, e assim criar um vínculo com ela, um laço tão poderoso que sobrepuja a vontade do mestre sobre a da sua cria. Agora pense nesse fruto como uma ideia, envolvida num tipo de narrativa. Tive a impressão de que Guillermo DelToro e Chuck Hogan se basearam bastante na antiga revista da Marvel, A Tumba do Drácula, sumo do gótico americano em plena dinastia hippie, quando resolveram bolar a trilogia THE STRAIN (levando o conceito de dominação vampírica universal para o patamar epidêmico). Em THE TOMB OF DRACULA #8 (maio/1973) Marv Wolfman conduz uma trama lindamente ilustrada por Gene Colan e Ernie Chua, na qual vemos o anacrônico, mesquinho, um tanto covarde e misógino Conde Drácula perseguindo o artefato tecnológico chamado apenas de “PROJETOR” e que tem a aparência mais ou menos idêntica a de um projetor de cinema comum já pra depois da metade do século XX. Temos aí um Drácula deslumbrado com as possibilidades que esse projetor poderá propiciar-lhe quando combinado aos seus próprios poderes de dominação. Abraçando o artefato e rindo histericamente, o lorde vampiresco, como manda o dogma-clichê, explica seu plano bradando-o alto: “Percebeu, enfim, o escopo do meu plano? Criar todos os soldados de que preciso normalmente levaria anos… mas com o projetor, poderei fazer essa noite, aqui, no cemitério…” – vai pensando que a indústria cultural é só besteirol inofensivo… Tem muitas camadas narrativas operando, mesmo nas banalidades mais vulgares da tv e da revista. É necessário interpretar direitinho issaê…

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“Me digue me explique direito é bem melhor assim, man… Vou questionar os demais operacionais itens” – Noticiário Estéreo, Sombra do álbum Fantástico Mundo Popular (2013).

Vamos então saltar das páginas de um gibi pra outro, temos alguns pontos em comum buscando sinal pra ligação: vamps, projetores e um plano de dominação mundial. Usemos nossa maçaneta mágica e o giz encantado pra abrir uma porta que nos transporte até INESCRITO em Jud Süss Parte 1: O Mentiroso, no qual Mike Carey & Peter Gross generosamente ensinam como opera o conceito do cancro. As personagens Tom Taylor, o mago, Richie Savoy, o jornalista e Lizzie Hexam, uma genial estudante de literatura, veem-se aportados na Stuttgart de 1940, ocupada (na verdade infestada por todos os cantos) pelos nazistas.

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Flanando entre as incongruências da materialidade, o trio de protagonistas se depara com ninguém menos que Josef Goebbels, o famigerado ministro da propaganda de Hitler, que apresenta para uma plateia de nazistas o filme Jud Süss, dizendo assim:

E esse é o Jud Süss. O nosso Jud Süss. Comentários?” – ao que algum nazi da plateia rasga a seda para a produção, sentindo seu anti-semitismo totalmente contemplado pela obra cinematográfica que acabara de testemunhar, dizendo todo afetado de poder: “Isso… Eu não teria acreditado, Herr Reichsminister. Levando em conta a origem… Esse filme é uma obra-prima da era moderna! Cada cidadão e cada soldado da Alemanha deviam assistir.” – a origem mencionada pelo anônimo nazista será explicada melhor nos próximos comentários, e mais adiante, pelas próprias personagens, quando Lizzie Hexan, como se diz por aí, colocar os pingos nos is explicando-nos tudo tim tim por tim tim. Ainda assim, vamos por partes: Virando a página, temos na mesma cena, outro nazi, esse menos entusiasmado e mais amedrontado, compartilhando com o ministro seu receio: “Mas… as pessoas não vão se lembrar do romance? No romance a religião do judeu é o que o salva.” Ao que herr Goebbels justifica prontamente: “E quantas pessoas da nossa plateia leem ficção literária densa? Eu mesmo respondo: Uma em cada mil. O alcance do cinema é maior do que qualquer romance. E, enquanto as pessoas assistem às belas imagens, absorvem a moral da história.”. Indigesto, né? Mas Mike Carey não vai facilitar nem um pouco pro seu leitor em O Inescrito, e nessa altura da saga ele está só começando. O próprio Goebbels apontando para o pôster de Jud Süss, para a imagem que se tornaria um dos maiores ícones do anti-semitismo, explica placidamente, com a calma hipócrita que só um torturador pode ter: “A nova Alemanha precisa de novos mitos. Novos monstros. Não gigantes e dragões, mas representações pungentes das ameaças reais que nosso reich enfrenta.”. Tenso. Tão atual. É evidente que o cancro como técnica narrativa para finalidade de controle dos imaginários, foi utilizada com eficiência germânica pelos nazistas, mas nos tramites entre Aliados e Eixo (todos sabemos que a relação foi bem mais amigável do que os filmes e gibis de herói costumam contar), Estados Unidos da América não só absorveram e apropriaram-se dessa técnica, como aperfeiçoaram-na a um extremo inimaginável fundando com Hollywood a Meca do controle e domínio mental por meio de imagens projetadas e traumas pontualmente ministrados e alimentados. De toda forma, o ministro da propaganda e avô da publicidade explica o poder da sua obra ao que Tom Taylor aponta para o livro original Jud Süss que repousa emblematicamente sobre a lata do rolo de filme da sua adaptação perversa: “O livro, você diz? Foi o material que usamos para nos inspirar. Um romance escrito por um dissidente judeu que fugiu para os estados unidos. Fizemos certas mudanças, claro. No romance, um judeu mundano serve a um nobre corrupto. Assim ganha fortuna e poder, e usa-os de maneira implacável. Mas quando tem a filha assassinada, se arrepende e descobre uma verdade mais espiritual. Esse aspecto da história não me interessa.” Em algum momento do diálogo, o ferino jornalista Richie Savoy ainda indaga a Goebbels se ele “acredita nessa merda ou só tenta vender essa ideia?”, mas a resposta do nazista é implacável: “Acredito que outros devem acreditar. Crenças são coleiras às quais podemos prender as correias.”. Agora procure indagar-se e investigar: Quais são as crenças predominantes da sociedade em que habita? E quem as controla?

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Mais adiante, outro assassinato depois, na próxima edição intitulada Jud Süss Parte 2: O Cancro, finalmente Lizzie Hexan mata a charada e elucida de forma direta e simples do que se trata o tal terrível fenômeno. Savoy ainda não se deu conta da importância que o imaginário ficcional representa para a realidade como um todo (mesmo estando dentro de um livro que está dentro de uma HQ!), então inquire: “O que tem de tão especial a respeito de Jud Süss?” permitindo a Lizzie nos educar sobre algo que pode ser identificado claramente em 9 de cada 10 filmes produzidos por Hollywood, seja adaptação ou obra original, pois que o proprio modus operandi da relação entre produção, roteiro, casting e direção, no meio cinematográfico, já inclui a perversão da distorção em seu cerne mais cotidiano… enfim, ela vai direto ao ponto respondendo que “Goebbels virou o filme do avesso.Transformou-o no próprio oposto. Foi um romance escrito por um judeu da perspectiva de um judeu. E se transformou no filme mais anti-semita de todos os tempos. Pense bem. É um cancro. Se você tortura uma história, ela se transforma em um cancro.” – Carey & Gross, O Inescrito #11 (Maio/2010).

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Quando pensamos ou vemos o símbolo da Suástica, sempre associamos ao Nazismo. Porém, a Suástica tem origem de pelo menos 5 mil anos a. C., utilizados por diferentes povos e contendo diferentes significados. A palavra Suástica, deriva fo Sânscrito, “Svastika”; ou seja,”AQUILO QUE TRAZ SORTE”. Para termos uma ideia mais clara, o Suástica ou “cruz gamada”, tem diferente significado; se estiver virado para o sentido horário, tem significado de atrair forças de destruição (O sentido da Suástica usada pelo Nazismo), aliás Hitler, sempre teve atração pelo ocultismo e magia, e acreditava que queria atrair a destruição de seus opositores e atração e magnetismo pessoal. Virada para o sentido horário; atração das forcas energias do bem e também uma referência ao deus sol. A Suástica foi usada por exemplo: Mesopotâmia, se cunhava moeda com o símbolo, há 3 mil anos a.C., no tempo dos primeiros cristãos, pelo povos Maias e até por Índios da America do Norte, os Navajos. OBS: O Nazismo utilizada a Suástica, através da Cabala que evocava o elemento terra, o MALCHUT, em números, era representada pelo 666, o nunero da besta. Na foto fica evidenciado o sentido anti horario.

Isso catalisa as possibilidades de agressão por mal-entendimento e ignorância. Isso prolifera hábitos e entendimentos de maneira epidêmica. Isso colabora para que os paradigmas, as visões de mundo que cada um tem, tendam para uma homogeneização. E isso fundamenta as bases das hegemonias político-econômicas vigentes. O substrato da cultura massificada. Provocará a pichação situ: “A CULTURA? Mas essa é a mercadoria ideal, que obriga a comprar todas as outras. Não é estranho que você queira oferecê-la a todos…”; contraponha essa interpretação a definição do mesmo conceito “A Cultura, aquilo que é próprio, entendido como o que nos distingue e singulariza diante de outras culturas.” – Villoro, Luis. Aproximaciones a uma ética de la cultura. Revista Casa Del Tiempo, n.94, março-abril de 1990, PP. 3-14.

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O criquilhar da crítica. O que mais faz infeliz, dizer da ação Ou dizer da pessoa? Palavras que caracterizem alguém são um forma horrível de violência. A maldição. Transformar a pessoa “naquilo”. Como Barnabás Collins, um vampiro contaminado não por mordida, mas por sortilégio de uma bruxa invejosa. Ou mesmo Drácula, o vlad Tepesh de Stoker, que vampirizou-se amaldiçoando a si mesmo (usando deus como interlocutor). E assim também foi, dizem, com os primeiros lobisomens. Homens marcados por praga de feiticeira ou de padre devido à sua animosidade e assim condenados a vagar como animais. E não esquecemo-nos de citar Cain, o maldito original. Foi com dizeres e um símbolo grafado na testa que deus o condenou… Palavras contribuem para a realidade. Fazem-na acontecer. Palavras são oscilações no longo ritmo de Maya, o mundo-ilusão.

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“O passado não acabou. Nem sequer é passado.” – William Faulkner

E tudo que é proferido ecoa nas espirais da existência. DESDIGA! Desdiga já o que disse de mim! Mas não há de verdade essa coisa de “retiro o que eu disse” ou de “não está mais aqui quem falou” (exceto quando literalmente quem falou já não está lá). Entre 4 paredes, o inferno de OZMO é estar permanentemente sob a ótica de alguém, sendo “aquilo” pra sempre. Então talvez o paraíso seja estar sempre entre gente diferente, ou poder estar só; e poder mudar e ser outra coisa. Poder ser melhor. Ser diferente. Mas toda essa paranoia cristã de céuzão e inferninhos depende da auto-permissão, a sensação de merecimento. Um psicótico lúcido e consciente como Ozmo jamais iria prum paraíso. Ele, mesmo não sendo cristão, nem judeu, nem islâmico, nem temente a deus ou fantasma nenhum, sabe que não merece porque conhece o sofrimento que causou. Céu e inferno não tem tanto a ver com a autoridade de um deus quanto com autocrítica. Pensar no inferno de Ozmo me diz que esse tipo místico e transcendental de sofrimento depende de uma memória perfeita. Uma permanente restauração plena de todas as lembranças. Ou melhor ainda, a total privação do esquecimento.

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O passado é um cachorro morto. Você precisa deixá-lo na sarjeta com as folhas molhadas, as camisinhas usadas e o lixo. Vá embora. Não olhe pra trás. Assim não poderá vê-lo caminhando atrás de você.” – Rapunzel em As Mais Belas Fábulas #2 – O Reino Oculto, por Lauren Beukes, Bill Willingham, Inaki Miranda e Barry Kitson

O esquecimento é a morte dos fantasmas. É a extinção do efêmero. O oblívio é o alívio da existência. O momento vazio depois de um longo último expirar. Promessa e prenúncio do nada. Sozinho só descansar.

“Você acredita que o passado pode voltar?

– Mais do que isso. Ele nunca nos deixa. É o que somos.”

Penny Dreadfull – diálogo entre Ethan Chandler e Vanessa Ives no 1º episódio da 2ª temporada Fresh Hell.

As palavras erguem os mortos então. Traz de volta coisas perdidas nonada. As palavras certas proferida de maneira correta podem fatiar nuvens, trazer pra órbita um cometa, ressuscitar os mortos e curar os vivos. Pode transformar substâncias e energias fluídicas, pode dobrar as forças da natureza. Como ter essa certeza? Por todas as vezes em que já testemunhou o contrário. Todas as vezes em que a palavra errada dita da maneira tão errada arruína tudo ao redor, gera medos, vícios e traumas, faz transbordar lama, chover lixo e cultivar veneno. Palavras erradas imperdoáveis. A infâmia. Ódio e desprezo profundo por si. Então repetir qualquer bobagem que escutou por aí. Só pra preencher a calma opressora do silêncio. Aquele estupro particularmente covarde em que se intoxica a consciência de alguém para lhe abusar, aplicada não a uma vítima de carne e osso, mas à noção de verdade e a subsequente construção de uma “realidade comum”. Dois conceitos são necessários à formulação desse debate: o simulacro e o cancro. Ou talvez só seja importante notar como estão envolvidos.

“Eles estão fazendo um fetiche.

– Que é?

– Uma boneca de vodu. Provavelmente. As Necromantes valorizam o simulacro, as coisas que tomam a aparência de outras coisas. Então é mais fácil de enfeitiçá-las” – Vanessa Ives em Penny Dreadfull Episódio 5 da 2ª Temporada – Above the Vaulted Sky

Corte pra outra cena.

Papa Breu, um professor mal pago e maltrapilho, tirado de bêbado, viciado, hippie e vagabundo, tira as cartas de tarô para uma sala de aula. Uma situação totalmente incomum e inusitada, mas que, a despeito de sua anomalia contextual, realiza-se em relativa tranquilidade. É hora de invocar demônios interiores, evocar deuses anteriores, atiçar as curiosidades inferiores e provocar as certezas posteriores. Isto posto, prestemos atenção a aula que será dada hoje na…

PEDAGOGIA ORACULAR

2015 foi marcado como um ano de turbulento conflito entre gestão do governo do estado e unidades escolares do setor público de ensino. Um projeto agressivo de desmonte e sucateamento planejado intitulou-se “reorganização”; e em resposta um imenso levante insurrecional emergiu em centenas de ocupações do espaço escolar, o que forçou uma espécie de reorganização espontânea de verdade. Hoje, em 2016, os professores veem-se obrigados (do ponto de vista do senso de dever moral/ético) a transformar sua metodologia, o que significa democratizar não só o espaço físico escolar, mas o espaço de ensino, aceitar o protagonismo do outro envolve reinventar seus parâmetros pedagógicos com cada estudante, a cada relação. Respeitar o outro em seu tempo, cativá-lo no seu interesse, ajudá-lo a aprimorar-se como puder.

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Esse Papa Breu, ou dotô Breu, vinha com um chapelão de lona tipo de pescador, todo molhado da chuva encardida de sp, tinha barba e bigodão vasto já branqueado pelo cansaço, principalmente nos cavanhaques, de base larga e longa encrespando a ponta do queixo, vestia uma camisa frouxa e toda amarrotada, bem desabotoada nas golas, por onde se viam as guias e colares de contas e tiras de couro pra amuletos e pedaços de tatuagens escapando nas peles daqui nos peitos ou de lá nos braços, usava calças largas e vestia sandálias de couro. Seus dedos eram repletos de anéis. De dentro de uma bolsa pequena e simples que levava a tira colo, retirou um embrulho de pano de couro, um retalho pouco menor que uma toalha, com um furo e algumas runas inscritas, em seu interior estava um saquinho de papel com um maço de baralho dentro de uma caixinha de papelão e alguns objetos sortidos, tais como miniaturas de metal, bolas de gude, botons, um relógio de bolso, uma caixa de fósforo e um pequeno caderninho. Um livrinho das sombras. Dispôs tudo sobre a mesa e apanhou o baralho, que era um baralho normal, dos mais comuns feitos pra jogar canastra, truco, buraco, pôquer, dizendo aos estudantes estupefatos pela entrada estilo intervenção mística do professor esquisitão:

– Normalmente eu cobro pra fazer isso. 77 reais. É simbólico. Não posso ler o tarô sem ser pago por isso, se não, a leitura não acontece… Mas estou em dívida com vocês, então vou presenteá-los com meu segundo ofício oferecendo-lhes uma consulta como cortesia. Digamos um pequeno presente sortilégico pela deliciosa surra política que deram no governador ano passado. Espero que gostem.

Então começou a abrir as cartas.

O jogo constituía-se em virar três séries de três cartas e então interpretar os resultados:

4 de paus, 4 de espadas, 9 de copas.

Depois ás de copas, 5 de ouros, 9 de paus.

E então valete de ouro, 2 de copas e 9 de espadas.

– Algumas cartas possuem significado mais evidente e específico, tal qual o arcano maior do tarô de Marselha, outras serão interpretadas só pelo número e naipe, segundo seus significados simbólicos. Paus representa a madeira que cresce da terra, a natureza. Sua presença sugere criatividade e imaginação. A espada é a representação da mente humana. Sua capacidade mental de transformar o mundo a sua volta e impor sua vontade. O 9 de copas é carta arcana, a primeira do baralho vira-lata do Papa Breu, chamada O Cavaleiro, relacionada a realização ou promoção de projetos pessoais, considerada uma carta muito positiva. Essa primeira trinca era fabulosa porque realmente encaixava com a situação de tirar esse jogo para uma uma turma inteira em seu primeiro dia de aula, considerar isso e que a última carta da primeira trinca é a de número 1, torna tudo mágiko, sincrônico e especial, mas sem alarde, retomemos a interpretação das cartas…

Deu um gole na garrafinha de água ao seu lado na mesa e retomou a consulta:

– O ás de copas é uma perspectiva feminina direcionado aos homens, pra que exercitassem um espelho do gênero, pra se identificarem com suas companheiras enquanto seres humanos, pelo que possuem em comum mais do que por suas diferenças. Seguido de um 5 de ouros que indica uma medíocre estabilidade financeira, e concluída essa segunda trinca em outra carta arcana, a décima quarta, cujo nome é A Raposa, uma carta que é ao mesmo tempo positiva e negativa, uma carta de CAUTELA que adverte à esperteza, a mentira e a falta de escrúpulos.

Todos se entreolharam, uma certa tensão se formou na sala de aula… Breu prosseguiu:

– Concluímos com uma trinca invocadíssima, dois arcanos nas pontas e o 2 de copas no meio. A primeira é uma carta negativa (são raras no baralho), a décima, chamada A Foice. Representa a ceifa, um rompimento, um fim. Abrir mão de algo. As copas estão relacionadas a vida afetiva, a face emocional das coisas – que é onde acontecerá efetivamente a perda dessa turma de estudantes, pois que são do terceiro termo do ensino de jovens e adultos, ou seja, em vias de se formar ao fim do primeiro semestre.

Essa interpretação clara e nítida como relâmpagos numa tempestade elétrica ainda amarrou-se perfeitamente na última carta da última trinca, a qual o professor de história vodu explicava dizendo assim:

– Outra arcana, a trigésima quinta do baralho, de nome A Âncora, que representa segurança, estabilidade tanto financeira quanto emocional, assegurada por vias do desenvolvimento da crença pessoal, da fé em si próprio. Um ano positivo foi previsto pelo oráculo das cartas. E o mais incrível. As cartas que não eram arcanas apresentaram aos estudantes todos os 4 naipes, em seu significado simbólico, mas seus números, quando somados, 4, 4, 5, 2, totalizavam 15 que era exatamente o número de alunos presentes nesse primeiro dia de aula (mais tarde a turma formaria-se com mais de 50 estudantes, mas nesse primeiro dia, houve uma chuva torrencial e o sistema público de transporte entrou em colapso, de novo, resultando que apenas quinze conseguiram chegar).

Desse jeito as palavras, os signos, as marcas e símbolos e runas e algarismos e letras grafadas e inescritas bailam com a realidade, formando-a e transformando-a a cada passo desse tango encarniçado. Ninguém acredita ou aceita destino que for numa escola (ou numa vida) de luta, mas ainda assim o sistema oracular de um baralho vira-lata virado por um professor auto-iniciado em algum tipo de sacerdócio oculto infernal, é capaz de traduzir a verdade em todo seu esplendor.

 “Eu conheci a História tarde demais; em minha adolescência eu era orgulhoso demais para ler historiadores […] E por volta dos 40 anos descobri a história que tanto ignorava. Bem, eu fiquei aterrorizado […] Pegue qualquer época da história, estude-a a fundo e as conclusões que se tira são necessariamente terríveis […] Sempre tive uma visão, digamos, desagradável das coisas. Mas a partir do momento que descobri a história, perdi toda ilusão. Ela é verdadeiramente a obra do diabo!” – Cioran, Entrevistas.

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Ainda é ambiente escolar, esse, entretanto, mais conservador e decadente. Localizado num antigo casarão colonial em cujos tacos de madeira habitam os rangidos da passagem de pesquisadores de toda sorte e também da fragrância característica de livros velhos de páginas amareladas e capas de couro já refeitas muitas vezes. Tudo ali tem aspecto de restauração… o que talvez seja outra forma de dizer que tudo ali parece decadente e lutando bravamente contra a ação do tempo e do oblívio que a tecnologia impõe com avidez e intransigência. É nesse ambiente que assistiremos a última aula da noite. Uma voz rouca e monótona ecoa pelo corredor amadeirado. Façam anotações se acharem necessário, mas é improvável que esse conteúdo caia em alguma prova… Estamos tratando aqui de…

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SABERES ARCAICOS & CIÊNCIA ARCANA

Corte para o professor velho, encurvado, ressentido. Tiburcius era seu nome, Tiburcino para os poucos amigos que ainda estavam vivos. Que quando fala é todo respingos de perdigotos venenosos pontuando sarcasmos e ironias. Professor de sorriso débil e olhos opacos, professor niilista, que leva repousado em seu ombro um morcego de estimação só para aterrorizar os alunos de nervos mais frágeis. Atrás de si uma lousa imensa, dividida em três grandes colunas, absolutamente preenchida com os seguintes dados:

Russo Arcaico – Upir – Упирь – colofón datado de 6555 (1047 AD) num manuscrito do Livro dos Salmos – escrito por um padre que transcreve o livro do glago lítico para o cirílico, por encomenda do príncipe Volodymyr Yaroslavovych. O padre escreve que seu nome é Upir Likhyi – Оупирь Лихыи – o que é interpretado pelos historiadores como evidência de resistência pagã e uso de alcunhas ao assinar o nome.

Citando, e por citando entende-se lendo em voz alta, Alexander M. da Silva, o professor velhaco esclarece que “o primeiro registro escrito do termo que daria origem a palavra moderna “vampiro” surgiu no ano de 1047 da nossa era na forma de upir. Essa palavra de origem eslava surgiu em uma obra russa chamada O livro da profecia, escrita por Vladimir Jaroslov, príncipe de Novgorod, noroeste da Rússia. Nela um padre era chamado de upir lichy, ou seja, um “vampiro hediondo” dado o seu desvio de comportamento. Essa ligação entre o vampirismo e a religião cristã evoca o fato de a Rússia ter adotado o cristianismo oriental em 980 e, desde então, a Igreja local se esforçou para banir rituais e crenças pagãs eslavas sobre criaturas vampíricas. Ainda que o cristianismo tenha vencido a disputa pelo poder religioso, o vampiro sobreviveu no folclore do povo eslavo, tornando-se a personificação simbólica do convívio conflituoso entre cristianismo e paganismo”. Na coluna do meio ele foi escrevendo enquanto falava, em garranchos apressados de giz, assim:

Tratado antipagão intitulado “Diálogos de São Gregório” – datado entre os séculos XI e XIII – onde é registrado um culto pagão upyri. Então relatos que pipocam por regiões da Bulgária, Macedônia, Croácia, Checoslováquia, pelos próximos séculos e ainda mais tarde pela Polônia, Ucrânia, Russia, Bielorrussia. Escritos dos missionários S. Cirilo e S. Metódio…

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– Percebam por favor que estamos mapeando uma manifestação quase fúngica de pseudovida que irá proliferar nos vincos e umidades da formação dos primeiros projetos de estado-nação europeus… – e na lousa:

Sigismundo de Luxemburgo / Sigismundo da Germânia (14/2/1368 – 9/12/1437) – Rei da Hungria (1410 – 1437) Sacro Imperador Romano-Germânico, Rei da Germânia e Boêmia. Membro da Casa de Luxemburgo, marido de Maria da Hungria. Foi sucedido pelo genro, Alberto, pai ilegítimo de João Corvino, senhor do castelo Hunyadi e seu protegido e conselheiro.

Sobrou um espaço na base da coluna então disse apontando:

– Aqui vai alguns marcos importantes. Alguma historiografia pertinente ao tema. – e escreveu em tópicos:

* 484 – Cisma entre Igrejas (Oriente VS Ocidente); * 1054 – Nova Cisma da Igreja (idem); * 1190 – primeiros relatos sobre vampiros na Inglaterra -> vampiro de Berwick – norte da Inglaterra; * Peste vampírica no século XVII; família Alfort, Dillsboro, Carolina do Norte, EUA -> caça a vampiros em 1788 e 1789.

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Fórmula Montesi

– Entendam que podemos continuar pontuando, sem nem nos dar ao trabalho de levantar literatura, cinema e ficção em geral, através do desenvolvimento colonial e as decorrentes guerras mundiais. Esses períodos meio que dão a impressão de serem o filé dos temas abordados por historiadores críticos do progresso civilizatório. Mas como vocês, estudantes escolados, devem saber, isso daria conteúdo para um curso inteiro a parte… Ainda assim, perceba que as guerras mundiais só abrem as portas para o miolo da problemática contemporânea: a apropriação e subsequente aprimoramento dos métodos e tecnologia nazi-fascista pelas potências liberais do ocidente, o que nos levaria às ditaduras civil-militares ocorridas na América Latina e aí vocês já sabem, outro curso inteiro a parte. Infelizmente, por mais interessante que seja desenvolver esse aspecto de análise, a proposta desse curso é observar pontos de origem e cruzá-los com manifestações o mais contemporâneas possível…

https://en.wikipedia.org/wiki/Darkhold

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Passou então para a última coluna, arremessando um toco de giz na lixeira no outro canto da sala:

DEBT = SLAVERY -> DÍVIDA = ESCRAVIDÃO; Membros e arquitetos da dominação vampiresca: * J.D. Rockefeller; * Paul Wargurg; * J.P. Morgan; * Baron Rottschild -> O CONCILIÁBULO, A CAMARILLA; Peões a governar, escravos a dominar: * Edward Bernays -> mix de Sig Freud com Joseph Goebbels aplicado em Relações Públicas para Controle Social; * Walter Lippmann -> Opinião Pública massificação industrial da doma humana populacional; * Dwight Eisenhower -> Complexo Militar-Industrial, a ferramenta suprema da dominação vampírica; * Frank Carlucci -> Carlyle Group -> LBO – Leveraged Buyout; * George Soros: Atualização e aprimoramento industrial do mercado escravocrata.

– Alguém pode me ajudar com esse conceito? – inquiriu o professor Tiburcius, ao que alguém leu da Wikipédia pelo celular assim:

– Também conhecido como highly-leveraged transaction, refere-se a uma transação onde se adquire o controle acionário de empresa e uma parcela significativa do pagamento é financiada através de dívida.

– Isso. Obrigado. Percebam como a aliança entre cultura do crédito e opressão policial se aliam quase com a mesma harmonia que o clero e a monarquia de outrora, criando um modelo de estado-nação edificado sobre conceitos como, Força Neoconservadora; Políticas do Medo; Alerta de Terror e Estado Policial. – na lousa, é claro, estavam os conceitos na sua grafia original, o inglês:

* NEOCONSERVATIVE FORCE; *POLITICS OF FEAR; * TERROR ALERT; * POLICE STATE. Tudo ligado em flechas e hastes que apontavam para o conceito original, citado aí em cima: DEBT = SLAVERY. Ou seja: Dívida (ou Débito) é igual à Escravidão.

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Corte para outra cena

A ARQUITETURA DA UNIVERSIDADE INVISÍVEL

“Por um salário infame, aqueles Nômades altivos haviam perdido a nobreza e a liberdade e viviam confinados em habitações miseráveis, prostrados por absurdas preocupações materiais, cada vez mais prolíficas, de que antes nem sequer tinham consciência. Eles, que haviam conhecido a eternidade dos horizontes, a limpidez do céu sobre os oásis verdejantes e o bem-estar dos despertares sob as tendas, tinham se tornado exilados dentro de seu próprio reino. Samantar seguidamente lamentava a sorte daqueles infelizes, potentados ambiciosos haviam reduzido à condição de escravos de uma potência estrangeira sem alma, a mais pérfida e a mais venal de todas as nações. Mas enquanto se desencaminhavam essas multidões, submetidas às normas de uma ética bárbara, aqui em Dofa a pobreza do país permitira que a vida transcorresse preguiçosamente e que o povo se dedicasse sem esforço aviltante a ocupações benéficas como a pesca, a horticultura, um artesanato confeccionado na indolência e na dignidade; esse povo assinalara, sobretudo, sua resistência às modas decadentes, continuando a se expressar numa linguagem humana. Era essa linguagem humana que encantava Samantar, uma linguagem que fora, no mundo inteiro, substituída por um idioma bastardo – juntado nas lixeiras do comércio e da publicidade – , que já não tinha a ver com o homem e do qual se excluía toda e qualquer noção de emoção ou sentimento.”

– Albert Cossery, Ambição no Deserto

Há alguns séculos, desde a própria criação da primeira universidade, que se fala aos sussurros em uma universidade invisível. Uma sociedade secreta reunida para estudar saberes ocultos. Místicos, conspiradores, malucos solitários e anarquistas eram o público geral, mas no geral, não se podia nomear unicamente um exemplar de estudante ou graduado nessa antiárea acadêmica. Acerca disso, temos alguns relatos de perspectiva esotérica bem organizados em seu registro, um ótimo exemplo é O Livro do Misterioso Desconhecido, de Robert Charroux, narrativa concebida no seio da AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz), que como tantas outras organizações secretas, brincava de criar uma hierarquia paralela, costurar no verso da civilização uma outra estrutura de empoderamento hierárquico dos saberes. Essas organizações, não raro, se autoafirmarão ser em verdade milenares, existindo desde o encontro da cronologia historiográfica moderna com a contagem mítica do tempo. Desde os dilúvios, desde as primeiras civilizações selvagens, desde o surgimento da cultura hebreia-cristã… etc.

Nada contra a filiação a esse tipo de organização. Independentemente da estética da fé, as pessoas parecem realmente gostar da ideia de que salvadores invisíveis vão moderar seu próprio superpoder em pró do desenvolvimento da nossa civilização. De qualquer forma, o lance com a universidade invisível é que essas seitas e clubes de cavalheiros não traduzem sua manifestação, embora persigam-na avidamente, farejando seu perfume criativo e apontando suas ferramentas em seu encalço. A universidade invisível, pra começo de conversa, não é organizada e nem possui hierarquia. É de magia do caos que estamos falando, então o caos é o método, a justificativa e o objetivo. Acontece que as universidades concretas, essas que possuem nomes e endereços, muito provavelmente hospedarão a universidade invisível, porque o ambiente do campus é favorável á sintonia mental desejada para o estudo. Mas a universidade invisível pode acontecer em qualquer lugar, uma escola, um bar, um beco, um banco de praça, uma plataforma do metrô… basta que dois iniciados se encontrem, se reconheçam (não muito difícil dado a leitura semiótica dos corpos e a empatia psíquica dialogada já nos olhares) e comecem a conversar. Então, respondendo ligeiro o subtítulo, a arquitetura da universidade invisível é qualquer uma. E desnecessária, já que os encontros originais, ao contrário do que pensavam aqueles franceses iluministas rosacrucianos, não era entre edificações e pirâmides de civilizações antiquíssimas, mas na floresta tendo como edifícios apenas a mata, como fruto da engenhosidade humana, no máximo, a fogueira, a dança, o transe e, tendo como margem territorial e vizinhança, as estrelas no céu noturno, a lua em seu balé de fases e as criaturas da noite e do dia.

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Os educadores de vanguarda sabem que as melhores turmas, independente, obviamente, de coisas que as encerram, limitam e atrapalham – como classes e salas – são aquelas formadas pela livre associação. Agrupamentos que se formam emergencialmente, a partir de um tema em comum, de um objetivo, de uma realização. Operando nesse espectro, a transmissão de informação e a própria linguagem em exercício, assume uma amplitude e sofisticação transcendentais. A informação se transmite de muitas maneiras, a comunicação acontece de inúmeras formas. A maioria delas é invisível.

“Quem, inadvertidamente, penetrar neste campo linguístico, depara de súbito com um sistema caótico de referências, como uma rede de nomes de códigos e de símbolos relativos a substâncias arcanas em permanente mutação, em que aquilo que é aparente pode ter sempre um significado diferente e em que o próprio recurso ao léxico barroco especializado e ás listas de sinônimos dos tempos modernos não oferece uma orientação segura. Por outro lado, o crescimento igualmente desordenado de conceitos difusos sempre exigiu medidas de simplificação. Foi o caso da tentativa interpretativa do psicanalista suíço C. G. Jung (1875 – 1961), que veio a ter um enorme impacto. Jung considerava que a forma híbrida ou hermafrodita da alquimia constituía a sua face intrínseca, e que as obras químicas exteriores só podiam ser aceitas como uma projeção de fenômenos anímicos cientificamente manipuláveis.”

– Robb, Alexander, O Museu Hermético Alquimia e Misticismo

Do lado de fora da aula do velhaco Tiburcius há um beco, acesso estreito para a rua de trás, de onde desce uma escadaria até a avenida mais adiante. É o beco onde alguns dos estudantes se reúnem pra fumar antes das aulas começarem. Hoje, devido a chuva que caiu antes, estava vazio e molhado. Do mesmo jeito que a cidade ao redor, ligeiramente menos fétido do que num dia seco. Nesse beco está uma figura a qual chamaremos Tican. Ele está pixando o muro, já bastante carregado de intervenções. Vários atropelos, canetão sobre spray sobre rolinho… Ele assina ti<An. Dois vira-latas o acompanham, farejando ao redor das suas pernas. Ele observa a parede como um todo e percebe que há um padrão se formando naquela imundice informacional. Fareja a discussão sobre vamps do outro lado da parede… o som escapando pelas janelas abertas lá em cima. Sua boca se enche de água, não tem o que goste mais do que fazer os vamps sangrar. ti<An conhece muitos outros caçadores de vamps. A maioria deles é cigana ou rastafári, criaturas cujo habitat natural é a rua, pessoas que conversam mais com estranhos do que com família e amigos em seu dia a dia. Flanadores da cidade. Rastreadores. Rasta Slayahman. Alguns nascidos com sangue de dampiro. Possuem o mal do século nas veias, mas seu corpo é programado pra transformar veneno em antídoto sem laboratório, só com o fígado. Guerrilheiros, sabotadores e amigos.

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http://villains.wikia.com/wiki/Vampires_(Marvel)

Vampire_Killing_Kit. Boston. 1840

ti<AN vive na rua. Depois que lembrou suas vidas anteriores foi desapegando mais e mais das coisas. Objetos passaram a ficar cada vez mais pesados e desinteressantes. Isso acontece porque ele vai e volta na samsara – a roda da vida e da morte e da reencarnação – a cada vez que vem gente, noutras sete vem cão. Na maioria das vezes vira-lata de rua, mas umas ou outras de raças esquisitas e enclausuradas pela sociabilidade vampiresca dos humanos. Umas raras vezes, as suas favoritas, vem como um cão selvagem. Cachorro do mato. Que caça e vive e morre só da terra e dos seres que dela vieram e pra ela voltam. Às vezes sonha em nascer lobo.

Como se chama o folheto? – perguntou casulamente.- Intitula-se tratado do Lobo da Estepe. – Oh, Lobo da Estepe é excelente! E o lobo da estepe é você? Aplica-se a você? – Sim, sou eu. Sou uma espécie de meio-lobo, meio-homem, ou pelo menos alguém que se imagina assim.

– O Lobo da Estepe, Herman Hesse

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Por isso ele confunde um pouco as pessoas e os lugares às vezes. Ele é chamado de esquizofrênico com transtorno de múltipla personalidade, mas isso não é verdade, ele só não se apega tanto a detalhes como nomes, números e palavras. Ele nunca foi formalmente alfabetizado. Mas aprendeu a ler os muros da cidade fluentemente. Ele entende a linguagem de cada pixação, reconhece intuitivamente todas as tags. A lembrança de quando fora um alquimista preguiçoso e desleixado vem à tona. Quando no tratado de Robb, publicado pela editora Taschen, ele sugere que Jung referia-se a uma linguagem híbrida e hermafrodita, creio que esteja apontando para as sutilezas da grafia, usar letras para fazer desenhos e vice-versa. Qual a linha que difere? O que impõe uma fronteira que dividirá essas ações e intenções aparentemente tão dispares? Desenhar e escrever? Escrever ou desenhar? Como montéquios e capuletos? Que música soará desse encontro? Que valsa fará essas ações e intenções bailarem juntas?

É que, como já dissemos, antes toda a linguagem era assim. Antes toda grafia nascia do desejo de pintar, de tornar o mundo mais bonito com a marca da sua história nele. Então, o cancro, o simulacro. A perversão radical de conceitos. A transformação de algo no seu oposto absoluto… Já falamos em demasia sobre esse processo nos outros tratados de  segredos sujos prometeicosmonstros no espelho. As estradas interpretativas que trilhamos pra trazer essa pauta – A ascensão do império dos vampiros – a baila mais uma vez.

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Hoje a linguagem selvagem praticamente só sobrevive na margem. Quanto mais próxima dos marcos zeros de contaminação vampírica, mais propenso ao oblívio ou à contaminação ela está. Mas no coração de um sistema totalmente corrupto e comprometido, alguns artistas invisíveis trocam mensagens, falam através de narrativas ocultas, camuflados nas inconcebíveis quantidades da produção industrial de cultura. Ainda como os antigos alquimistas faziam, cruzando imagens e palavras:

“Sempre que falávamos (abertamente), nunca dissemos verdadeiramente nada. Mas sempre que usávamos uma linguagem cifrada ou recorremos às imagens, ocultávamos a verdade. (Rosarium philosophorum, edição de Weinhein, 1990)”

– idem

Robb conclui o raciocínio aqui apresentado, citando C Horlacher, dizendo que:

“Os filósofos herméticos podem ser entendidos de modo “mais livre, senão mais evidente e mais claro, com um discurso mudo ou sem discurso, através da ilustração dos mistérios com enigmans figurados do que através de palavras” (C. Horlacher, Kern und Stern…, Frankfurt, 1707).”

Burlar, esquivar, subverter o poder das palavras é algo necessário para os comprometidos com a verdade. Deixar que a ideia se manifeste livre a partir da chama que arde em cada um de nós, cada um que detém em sua alma a potência prometéica pra se autoiniciar nos poderes e nas teses que apelarem pros seus apetites.

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Grant Morrison fala um pouco sobre isso através do personagem Mason na primeira edição do segundo volume de Invisíveis, cujo arco que se inicia é intitulado Ciência Negra. Toda a célula de Invisíveis está reunida num restaurante de beira de estrada no melhor estilo cena de abertura de Natural Born Killers quando o assunto vem à baila. Procure acompanhar sua linha de raciocínio:

“Velocidade Máxima é sobre evolução, não é? Tá na cara. O ônibus é o mundo. Pode assistir de novo: Tem tudo que é nacionalidade. Não é só isso. O motorista que leva pro desastre tem uma maquiagem de Cro-magnon. Ou escolheram ele porque parece um Cro-magnon. Ele é nossa herança bruta da evolução, conduzindo o mundo ao armagedom enquanto todo mundo fica só discutindo. É tudo simbólico.”

Como se ele não estivesse sendo explícito o bastante com as referência de tema, conteúdo e estilo, ou como se o coloquialismo no texto não estivesse literal e realista o bastante (com as intervenções dos outros personagens meio que entediados da narrativa paranoica de Mason), ele insiste em seu ponto de vista:

“Vejam só quantas vezes aparece o número 23. Está em todas as cenas. Não é coincidência. É um código. Uma mensagem.”

Isso fica um pouco mais evidente conforme ele defende sua tese abertamente, a partir do diálogo com outras personagens à mesa. Mason insiste:

“E aí, no final, depois da jornada tântrica no metrô, eles saem na frente de um cinema onde está passando 2001: Uma odisseia no espaço…”

Ao que Robin complementa:

“Que trata da evolução do homem. Mason, você precisa de um psicólogo.”

Mas ele não para por aí, e nem desconfia de suas faculdades psíquicas. Vai mais fundo:

“Eu vejo tudo que é coisa mística quando assisto filme. Sabem Pulp Fiction…? O troço que brilha na maleta “666” é a alma do Marcellus, não é? O band-aid que ele tem no pescoço, naquela cena do bar com o Bruce Willis… foi dalí que extraíram a alma. Dá pra ficar o dia inteiro falando disso. Mas assistam Velocidade Máxima. Aí fiquem na cabeça que o ônibus é o mundo e que aquele vão nas obras da rodovia é o apocalipse.”

Jolly Roger se irrita e quer partir logo ao que interessa:

“Tá legal, mas quer dizer o quê? Que diferença faz?”

Essa indicação permite a Mason concluir sua tese, ao mesmo tempo em que Fanny, a xamã trava do grupo vai ao banheiro:

“Quer dizer… Sei lá. Quer dizer que tem alguns filmes que são produzidos por invisíveis e que têm mensagens pros outros invisíveis. São os invisíveis conversando no idioma secreto… Os filmes são indicadores. Pra sabermos que tem outros por aí…”

King Mob, alter ego do próprio Gideon Stargrave (anagrama de Grant Morrison) em pessoa, ainda comenta com ironia metalinguística enquanto tenta encarar os corn flakes como “são servidos na América”:

“Mason, você acaba de transformar nossos últimos dez minutos numa cena do Tarantino.”

Ao que coroa sua argumentação com precisão conceitual memorável:

“É isso que eu chamo de triunfo do pós-modernismo.”

The Invisibles Vol. 2#1 (Fev. 1997), Ciência Negra. Parte 1: Socando.

A metalinguagem não é apenas um método estético, não se trata da forma ou do estilo. A metalinguagem é o hocus pocus da narrativa que se pretende emancipada. A metalinguagem permite à narrativa vazar as intenções para além das vias de comunicação que se encerram na grafia. Cruzando as referências e extrapolando as citações, o pensamento lubrifica-se e escapa da linha narrativa onde se viu originalmente cultivado in vitro, e mesmo que retorne a ela para segui-la até o fim, o fará intercalando outros voos, e multiplicando os ângulos de observação e os pontos de vista o bastante para que possa, empregando uma simples simpatia de criatividade mais memória, teletransportar-se para longe da doutrina e da disciplina e da violência linguística sempre que for possível. Perceba que a metalinguagem de Grant Morrison está povilhada por praticamente toda a sua obra. Homem-Animal, Patrulha do Destino, Joe o Bárbaro, Os Invisíveis, mesmo sua abordagem de títulos como a Liga da Justiça em Crise Final, os Sete Soldados da Vitória e Batman… a metalinguagem é o elixir que Morrison derrama na sua escrita. Seu objetivo: comunicar ideias que palavras e desenhos simplesmente não comportam, mas que podem sugerir. Porque em essência, toda mágica é pouco mais do que sugestão.

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Mas essa sugestão transforma toda a realidade, mesmo que por um instante. E isso é poderosíssimo. Como aqueles sapos ou aranhas de plástico com uma mangueirinha embaixo ligada a uma pequena bomba manual de ar, e que saltam com um apertão. E que em desavisados pode dar a ilusão de um animal que se move, um sustinho bobo, mesmo que por um micro milésimo de segundo… a engenhosidade, as condições ambientais, a mente do enganado e a malícia do magus confluem para transmutar genuinamente aquele brinquedo vulgar em um animal vivo de verdade. A magia é o suprassumo da rebeldia cultural. Magos são trapaceiros da realidade. Sabotam até mesmo as leis da física. Sobretudo praticantes das formas auto-iniciáticas de mágica do caos. Sem seitas nem hierarquias eclesiásticas, sem estruturação ritualística. O rito se apresenta pro seu autor no momento em que está sendo realizado, se muito.

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Comuns os que os realizam sem sequer perceberem. Repetindo palavras de amarração, reproduzindo gestuário de maldição, alimentando egrégoras de ressentimento, travando pactos sinistros com as piores partes de si. Mais comum do que se pensa. Fecha os olhos, ergue as mãos, grita, pede, implora, reprime em nome do bem, crê com força num deus, mas quem responde é a catarse catalisada pelo medo. Toda mística é ameaça em potencial a toda ortodoxia. E toda ortodoxia realizará sua imposição pelo pavor, o terror de que se esteja “vivendo errado sem ela”, a dependência infantil de uma constante atualização da autorização concedida ao sistema de crenças e valores vigente.

“Medo. Todos acham que já sentiram medo. Pensam que sabem qual é a sensação. A vida passando diante dos olhos e tudo o mais. Besteira. A verdade é que a gente fica entorpecido. Desacelera, perde o controle… Você se torna uma casca com um pequeno “eu” enfiado em algum lugar lá dentro, assistindo.”

 – Tig em I, Vampire #5 (Dan Abnett & Andy Lanning + Fernando Blanco)

E a engrenagem fundamental desses motores que operam e transformam a realidade, é a linguagem. Insisto: Há de se ficar atento à linguagem! No livro Chuva de Estrelas, Peter Lamborn Wilson analisa, citando as palavras do estudioso francês Jean Bottéro, as origens primordiais dessa coisa de traçar riscados como feitiçaria pra alterar a (percepção da) realidade (e por consequência a realidade concreta propriamente dita):

Não devemos esquecer que os antigos habitantes da Mesopotâmia, inventores daquele que é o mais antigo sistema de escrita conhecido, criado três mil anos a.C., foram profundamente influenciados por essa inovação. Não apenas porque ela lhes permitia iniciar a tradição escrita, mas também devido ao fato de esse sistema ter inspirado e moldado, de certa forma, sua forma de pensar. A escrita era profundamente pictográfica em sua origem (e continuou parcialmente assim para sempre), o que quer dizer que ela aludia à mente coisas que teriam que ser expressas por símbolos que representavam tais coisas, tanto direta (como um grão para a palavra “cereal” ou um triângulo para “mulher”), quanto indiretamente (o perfil das montanhas significava “terra” e “terra estrangeira”, um pé significava “ficar de pé”, “andar”, “trazer” etc.). Na verdade, representavam conceitos e ações através de outras coisas, os próprios desenhos, que por sua vez se referiam aos objetos. Esse método incendiou a imaginação dos antigos mesopotâmicos e, como vemos, deu à sua “lógica” um certo número de padrões.”

Mais adiante, em suas próprias palavras, Wilson aproxima-se do ponto levantado nesse ensaio, justificando seu objeto de pesquisa assim:

Até mesmo a escrita cuneiforme não foi inventada para propósitos proféticos, ela imediatamente começou a informar a cultura da Mesopotâmia através de uma visão essencial do mundo, baseada na ressonância entre escrita e realidade. E mesmo se nós, felizes modernos, sabemos (graças a filologia comparativa etc.) que todos esses sistemas são arbitrários, não podemos declará-los insignificantes, nestes termos. Ao menos pelo bem do entendimento histórico, temos que admitir que “crenças” são tão importantes quanto “fatos” e que não há uma linha precisa para dividir as duas categorias.”

 – Chuva de Estrelas, O sonho iniciático no sufismo e taoísmo

Peter Lamborn Wilson.

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Então falar da metalinguagem – trazendo-a do campo da teorização para o empirismo da sua experiência de leitura – é falar da descrição textual do texto que se apresenta diante dos seus olhos: Surge como um texto de ensaio e estudo sobre aspectos aflitivos (em especial o vampirismo político) da sociabilidade contemporânea que evoca um gibi imaginário de terror para, desenvolver alguns subtemas e reflexões, inclusive citando passagens inteiras de outras obras, sejam elas HQs, cinema, séries de tv, música e o que mais tiver à mão, e o resultado é um baita post tentando amarrar uma série de outros posts, fragmentos do mesmo estudo, supracitados em hiperlinks, que reforçam basicamente a mesma ideia: A de que é observando bem a linguagem que se protege da influência vampiresca.

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No man ever seen the face of his foe no
He ain’t made of flesh and bone
He’s the one who sits up close beside you girl, and When he’s there you are alone

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongues singin’
In the black soul choir

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongue
The black soul choir

Oh, he rises in my way
Oh, he rises in my way

No man ever seen the face of my Lord no
Not since he left his skin
He’s the one you keep cold on the outside girl, he’s At your door let him in

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongues singin’
In the black soul choir

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongue
The black soul choir

Oh, he rises in my way
Oh, he rises in my way

I will forgive your wrongs, I am Abel
For my own I feel great shame
I will offer up a brick to the back of your head boy
If I was Cain

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongues singin’
In the black soul choir

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongue
The black soul choir

Oh, he rises in my way
Oh, he rises in my way

Anda ligeiro então. Bem cruzado e imunizado.

Corpo fechado & mente aberta.

Estado de espírito: Bastante desconfiado.

Alma acordada & cabeça esperta

&até a próxima edição… ou outro post relacionado…

Estudo em Imaginário Marron by PLAUNS

Posted in novidades, produção NMS, Textos on abril 3, 2016 by plauns

Estava evitando escrever sobre o assunto, por acreditar que seria perigoso expor minha opinião política no momento. Mas com a publicação de Tiago Abreu e Régis Yasuoka no NMS, senti que talvez poderia contribuir. Por isso vamos lá!

Obedecer é mais fácil do que pensar e agir de maneira honesta e sincera. Por isso muitos preferem se manter ignorantes e simplesmente escolher “o lado” das pessoas com as quais se identifica mais, sem realmente refletir sobre a escolha; muitas vezes defendendo algo que não entende, ou mesmo não acredita 100%. Isso é abrir mão da própria autoridade/alteridade, é autorizar outro a atuar por você, é deixar de ser o autor de sua própria vida. O problema não está na autoridade, mas sim no poder dado à ela.

Pior que a preguiça física é a preguiça mental, que muitas vezes faz as pessoas seguirem pela religião, política, tribo, por simples aproximação, sem criticar sua escolha, acreditando e confiando na representatividade que a autoridade terá, na TOTALIDADE do discurso. Como muito bem colocado pelo Tiago Abreu e pelo Régis Yasuoka: “…A constituição das massas não liga pra pormenores da diversidade cultural. Não importa as idiossincrasias entre anarquistas, socialistas, comunistas e suas variações… Pra formação do discurso opressor, toda diversidade deve ser suprimida. Todo companheirismo deve ser viciado, contaminado pela desconfiança própria do sistema vigente de dominação.”.

A diversidade cultural, religiosa, política, biológica, química, está cada vez mais em falta; e como causa/consequência a intolerância (preconceito) está cada vez mais em alta em todos os âmbitos (cultural, religioso, político…) ; inclusive com uma certa doze de orgulho pela agressividade resultante destas intolerâncias.

O que mais me assusta em toda essa situação é o fato de que a maioria dos inflamados (pretensos salvadores da pátria, ou da democracia), realmente acreditam que a diversidade é boa, mas mesmo assim “lutam” (agridem, brigam, quebram laços, insultam e violentam) por uma sociedade menos diversa e mais homogênea.

Quando você abraça uma bandeira, invariavelmente você está recusando outra, muitas vezes por causa de uma intolerância cega, que não quer enxergar os pontos negativos de sua própria bandeira (e sempre têm) e os pontos positivos da bandeira supostamente oposta (que também sempre têm); “Onde o paradigma diferente torna-se uma ameaça só por ser diferente.” (NMS).

E pior que isso normalmente confiando na pessoa que levantou a bandeira primeiro e confiando no discurso que acompanha, com uma preguiça mental tamanha que a ignorância é quase sempre a motivação da intolerância. Nas palavras de Tiago e Régis “Todo poder ao povo. Isso assusta o povinho que tem poder, num sabe? O poder, quando concentrado, acumulado nas mesmas mãos, corrompe, como disse o frederico, o poder superconcentrado é origem do mal… Saber se posicionar e dar sua opinião própria, não é torcer, é se alfabetizar de novo. Existe uma mídia controladora de opinião, que não divulga os fatos verdadeiros, mas que incentivará e estimulará a todo custo uma forma binária de interpretar os acontecimentos. O tal livre arbítrio que nos é concedido de forma divina mitológica não é seguir caminhos que nos são apresentados, mas trilhar nossos próprios caminhos. Nas relações políticas imediatamente aparentes, há um predomínio de infantilidade, um maniqueísmo anacrônico e bobalhão, que rege as brigas por gostos como fossem grandes manifestos… Querem controlar, mas são todos descontrolados… Sem discussão lógica e ideológica sobre a vida numa sociedade, os imbecis se multiplicam. Lá vão eles ser, carrasco, juiz, júri e executor…”

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“quem escreve a história é a mídia e o Estado (o Estado, mais precisamente representado no poder judiciário). É a mídia coorporativa e os tribunais de justiça que produzem os documentos históricos que contam nossa história. Qualquer coisa pra além disso, deverá manifestar-se pela subversão, ludismo e criatividade. Por fim somos cínicos cuzões suficiente para ver o circo pegar fogo, uma mídia de merda que produz cérebros de merda. Neomitosofia contra a escória.”

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Desde meus 17 anos de idade acredito que a política mais próxima do meu ideal de mundo seria uma mistura; com a anarquia como premissa, o capitalismo como processo e o socialismo como objetivo final. Mas essa mistura não seria no sentido cronológico, em que um precede o outro e no futuro só sobraria o socialismo; seria sim uma mistura no sentido hierárquico, onde cada estilo acrescenta à política suas qualidades, tentando de alguma forma equilibrar seus defeitos através da mistura organizada. Mas essa mistura começa com as pessoas reconhecendo sua prórpia autoridade/autoria, agindo de maneira honesta e sincera (de modo anárquico), para só então pensar nos processos do capitalismo e nos ideais do socialismo; ou se preferir no bom do capitalismo e no bem do socialismo.

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Então pode-se dizer que não sou nem vermelho (esquerda), nem verde/amarelo (direita), tou mais para um marron/cinza/preto (uma mistura dos dois).