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Posted in Mapa do Site on outubro 27, 2010 by plauns

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Produção do grupo: Informes semanais do grupo, zine NeoMitoSofia 1, zine NeoMitoSofia2, cartazes convite, cartazes do café filosófico. desenhos scaneados do grupo, textos do grupo.

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HOMO BABILONICUS by Tibs.A.Breu & Prof.RégizY.

Posted in MUTANTES on maio 12, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

PROFECIAS DO APOCALIPSE

Profecias do Presidente Presente do futuro, os últimos passos dos seres humanos, caminhando rumo ao apocalipse. O triunfo da vontade de uma nação de involuir. Joga fora no lixo.

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mano só dizendo q se vc fizer mesmo o post no nms dos babilon.. cola pur favor o album do imorrível.. (ele cita os vamps na última musica) disco sensacional!!! mto foda!!

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HOMO BABILONICUS
Ser um homem da Babilônia é confundir-se com qualquer homem na Babilônia. É flagrar-se exclamando pra si mesmo incrédulo “QUE DIABOS ISSO QUER DIZER?!” várias vezes por dia/mês/ano.
É dizer “NADA A VER” praquilo que causa dúvida ou espanto e bradar eficientemente “mm-hum” pra um monte de coisas que acha NADA A VER.
É submeter-se a poderes invisíveis e andar sempre com medo. É falar sem entender. É aceitar sem gostar. É ferir sem sofrer e foder sem amar. Um compromisso concreto e material com O NADA. Celebrar sua ignorância. Aplaudir a desgraça. Acha que sabe, mas só repete as manchetes e propaga boatos. Um desespero discreto por qualquer certeza, sentimento oculto mas perceptível. Muita fé, nenhuma garantia. Jamais permitir que a depressão o torne contraproducente. O homo Babilonicus não para. Empilha tijolo sobre tijolo. Põe pedra sobre pedra. Empareda as ideias vivas num constructo-prisão. Põe a natureza em cárcere privado. Faz do planeta cativeiro das águas, minerais, fauna e flora. A torre, o projeto civilizatório, a grande torre de vigilância, de onde, do alto, o trabalhador babilônico vigia e expia, sem entender porra nenhuma do que tudo o mais quer dizer. Não importa. O sentido, o significado, a significância. Nada disso importa. O que importa é o trabalho, a ilusão de mais empregos, a fé de que isso é bom. O que importa é dinheiro. Não muito [não, as fortunas, essas são doadas em sacrifício & oferenda para os arquitetos da Babilônia], o que importa é algum dinheiro. Só o necessário pra seguir escravo da própria mediocridade.

O JARDIM DAS BESTÍCIAS

voltamos a nos reunir no qg secreto comunista da nossa Liga da Bestiça, comendo pão com mortadela, e nossas camisas vermelhas que não lavamos a dias, na cabiceira estava o livrão vermelho do Mao Tse tung, e o pôster do jovem Marx anunciava a volta dos que não foram no fórum, que comece o bestiário do mimimi minimim mimimesmo

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– O que importa é os inimigos derrotados! – bradará o homo Babilonicus mais exaltado. Mas entre os seus ele também não entende a guerra. No vai-e-vem das ideologias ele se perde nas ilusões projetadas acerca de quem é aliado ou ameaça. Então traduz pra si do jeito mais fácil o inimigo como “mais fraco”. E o que importa, fora o trabalho e o dinheiro, é ver o mais fraco subjugado. Execrado. Humilhado. É poder dizer “foda-se” imaginando tantas outras vezes em que alguém lhe disse algo noutra língua estranha que provavelmente quis dizer o mesmo. É contentar-se com dar o troco indiretamente. É terceirizar algo tão íntimo e pessoal como o ressentimento, o rancor e a vingança. É afeiçoar-se à própria amargura.

13178906_10208561899301447_6444938955898511459_n repeat repeat repeat………

PAÍS BUNDA
Ser um homem da Babilônia não é só não entender ninguém. É abraçar o não entendimento, suas qualidades técnicas e suas vantagens metodológicas. É preferir não saber. É querer não entender. Bem vindos ao país Bunda visitantes de outro planeta. O informante do espaço, o espião dos americanos, o visitante tomador de formas, enganador de trouxas, trouxas no sentido Harry Potter.

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Como naquele filme de John Carpenter, The Thing (1985), O enigma de outro Mundo, a Coisa de outro mundo, Kurt Russell diz:”-Alguém aqui não é o que diz ser”, repete brilhantemente em Hateful Eight(2016) de Tarantino, alguém aqui faz parte de um esquema cósmico de possessão alienígena, demoníaca, vampirica, sugadora de energia e mudadora de forma, o sussurrante da escuridão que escraviza com a mente os mais fracos, Cytorakk o inparável, que veio do espaço inferno dimensional, a palavra Stephen e Strange se veem presente neste conto de Lovecraft – A cor que caiu do Espaço, aerolitos como aqueles do Chapolim – Hey can you think of a colour that you’ve never seen? Can you reminisce on places you’ve never been? – Nas & Damian Marley – In His Own Words

O homem da babilônia não tem irmãos, só sócios & concorrentes. Não precisa se esforçar pra enganar, o próprio ambiente – A Babilônia – faz isso por ele. Basta que não se esforce pra impedir. Basta não se importar.
O homem da Babilônia está conformado, pronto pra aceitar o pior. O homem da Babilônia está confiante, acredita que há um algo melhor, a ser construído. Melhor que a vida ao redor, em todo seu esplendor. O homem da Babilônia aposta a sua e todas as vidas na Grande Empreitada. A Empresa. A negação suprema do ócio. Só que todos os negócios estão ligados à mesma obra, a construção da torre. Civilização, sociedade, conjuntura política, realidade… tem muitos nomes nossa Babel.
& nela é proibido a verdade.
go&tiA Breu em 11/5/2016

Pare Pense Porque, volta ao brasil com P

As bestas anfíbicas que agora governam, sussurram vozes de conquista, como nessa que o Temer mudou de voz, uma possessão que agora assustadoramente vem nos assombrar. Todos calados. “A selvagem e solitária região, misteriosamente inclinando-se por detrás da casa, as pegadas na estrada, o nojo, destes sussurros imóveis no escuro, os cilindros e máquinas infernais, e acima de todos os convites para estranhas cirurgias e suspeitas viagens para longe – essas coisas, todas tão novas e decorrente sucessão, me aceleraram a mente me concedendo um poder que culminou em uma força física descomunal.”(H.P. Lovecraft – Whisperer in Darkness – pg.256)

eles dizem que não valemos nem um caralho, esses contra a corrupção batendo panelas, creem que peleam pela patria, vcs nao lutam nem pela sua mãe.

“VOCÊ VIVERÁ PARA VER O HOMEM CRIAR HORRORES PARA ALÉM DE SUA COMPREENSÃO” TESLA

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Onde se destrói o mundo em que vivo
aí estou.
Onde há destruição, aí se define meu caminho.
Onde os deuses se desmoronam é que apareço
sem rosto
atrás de suas formas feitas de noite e de medo.
Onde se morre, onde se nasce.
Onde se morre é que renasço. (MOACYR FELIX, 1964, p. 39).

Tibs e Régis de volta nárea a dupla mais dinâmica anti babilônica que Bacamarte e Chumbinho…

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O calor da Brasília, o calor da abraguilha, na navalha, na agulha, da água, da águia, Abismu, Abismundo, Abismudo. Dentro do Abismo do mundo, eles vivem, estes seres sem espinha, querem te amar, amar na marra, amarra, armar o amar, quando rolava um Diabólico e Sinistro na Cartoon Network crianças aprendem q seria preciso levar o conceito badass de sobrevivência política pra outro nível. Subjugar a família, subjugar a morte, subjugar a própria inteligência reconhecendo q empirismo e ciência é pouco mais q comer a própria meleca só pra ver q gosto tem

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BACK TO THE 90s

fechai os olhos tragai a cura mudante mutante eu vou sabotar você vai se amarrar, sabotai e amarrai, pq eu to escrevendo assim…ai.. “Você sabia que Eistein está errado, e que certos objetos e forças podem se mover com uma velocidade maior do que a da luz” (H.P. Lovecraft – Whisperer in Darkness-pg.248)

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Mais uma vez te confundindo pra poder te explicar, o que que há velhinhos com mais de 70 anos ? Novo governo de velhos caducos de volta para os anos 90, back to the 90s, Biff Turner Temer assumiu o controle do país. “O quê adianta construir a ponte do futuro com tijolos do passado?” Poeta Sergio Vaz

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Se preparando para voltar aos anos 90 com o novo Presidio presidente conhaque ugly kid joe mtv cerveja no posto fumar desesperadamente twin peaks cartuns psicoticodelicos baseado ruim inflação tabelinha de preços street fighter desemprego poster dos xmen da fase jim lee na parede ioio da coca cola discman no bolso da calça arquivo X é o tchan não é a mamãe roubadinha de queijo no mercado trombadinha trombadão independence day .cafetina cafetão… será q todos os sobreviventes do grunje tão fadados a fazer uma permanente cara de cú?

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“Ninfetas fazendo sexo

os estudantes tao no congresso

kafka fez o processo

marx o manifesto

a tela do apple quebrou no boteco

o leite da vaca pingou no seu teco”- Ninfetas (Bode e Buda)

Gasolina, garrafa, pedaço de pano
A arma do povo contra o estado é o próprio povo
Um novo homem, nova sociedade baseada em liberdade

https://kataklysma.noblogs.org/?p=3774

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Só uma co-incidência o novo filme dos X-Men serem com os Cavaleiros do Apocalipse nos anos 90 ( Sarney, Collor, Franco e Cardoso) ou mais ainda passarmos pela onda maniqueísta NÃO VAI TER GOLPE vs FORA DILMA com posteres do Capitão América: Guerra Civil ilustrando todo o cenário: DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? (ora, não me venha com essa!)

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“Aquela Sensação Aquela nostalgia” – SOM(Giraffha King e Professor Régis)

de ser assaltado na rua, me senti hoje como se alguém fosse me roubar por nada, mas ao mesmo tempo senti vontade de roubar um azeite de uma mesa, pelo simples, “por favor só não quero ter de voltar a morar com meus pais” a culpa é de quem se deputados cheiram bebem matam roubam e não vão para a prisão, é vocês tão certinhos…a culpa é do povo mesmo o triunfo super trunfo da nação, supremacia da vontade, todos calados.

Antigamente com 2 reais eu ia no mercado e comprava 5 pirulitos , 3 doritos , 2 batatas , 5 biscoitos e 3 garrafas de coca cola.
Hoje em dia…
Eles botaram câmera…

e aí seus pais entram no seu quarto, imagina essa, tá loko truta…

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de volta aos 90 fiz umas rimas assim(PRFSSOR-RGIZY):

“Qc tá pensando não pode

Ve se não me fode

Dando Role de Escort

Trovao Azul nos Corte

Apreende o Passaport

Sansão que era Forte

Cos cabelo Dreadlocke

peço mais uma dose

Cachaça lá do norte

Mesmo que falte sorte

e que aborte a Dona Morte

Mesmo que se suporte

Com porte de Teletransporte

E arrombam o caixa forte

um chero de enxofre forte

mas é chiq de importe”

2 Respostas to “AS 7 fuçAs do dotô CÃo………………………(homo Canidae Santamarensis)”
PRFSSOR-Regiz-Y. Says:
maio 10, 2016 às 10:20 am e
“Language is a virus” William Burroughs The Ticket That Exploded
“This is Heavy Doc” Marty Mcfly Back To The Future
“The book will kill the edifice” Victor Hugo – The Hunchback of Notredame
“Life is a lot like Skateboarding” Lil’Wayne

ti Says:
maio 12, 2016 às 2:07 pm e
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http://yogui.co/10-estrategias-de-manipulacao-em-massa-utilizadas-diariamente-contra-voce/

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NO FUTURE

O Partido Maligno e Diabólico assume novamente. PMDB que fique bem explícito como esses cinemas do centro. Já diriam os Sex Pistols, No future. Vi isso em algum lugar…

Em uma São Paulo racista como você nunca viu, um jovem advogado comete um deslize fatal e passa a ser perseguido pelo crime organizado, na mesma noite em que a cidade é atacada.

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Ele ia andando pela rua meio apressado
Ele sabia que tava sendo vigiado
Cheguei para ele e disse: Ei amigo, você pode me ceder um cigarro?
Ele disse: Eu dou, mas vá fumar lá do outro lado
Dois homens fumando juntos pode ser muito arriscado!
Disse: O prato mais caro do melhor banquete é
O que se come cabeça de gente que pensa

agora azeitem aceitem o que escolheram a involução-uma hora chega de se fuder tanto assim. O que será que será, Será o presidente mais zuado desse país

foi um golpista. caindo no golpe

trote seu troxa…

http://radiocut.fm/audiocut/michel-temer-radio-el-mundo/

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DO PÓ VIEMOS E  AO PÓ VOLTAreMOS. Gênesis 3:19

do po ao pó ST F –  PRESTO PRONTO – ACABEI um PÓ-ST PÓS-SP – 2 mãos 2 celebros 2 celebres 5 celeiros enfurnados numa 5ª feira 4 malandros em volta para viver o golpe e vivemos  e aí a gente vem e escreve de ultima hora 0 hora valsa da horas e vai assim e deixa andar.

Quero estar, onde estão
Os sonhos desse hotel
Muito além do céu
Nada a temer, nada a combinar
Na hora de achar meu lugar no trem
E não sentir pavor
Dos ratos soltos na casa
Minha casa

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

 “Já naquela altura, depois de tanto abuso, era impossível distinguir homem do porco.” (A revolução dos bichos, George Orwell)

Esse é o golpe dos homens que queriam ser presidentes. Esse é o golpe dos homens que foram derrotados nas urnas. Esse é o golpe dos homens que não se conformaram em perder as eleições para um ex-metalúrgico. Esse é o golpe dos homens que não aceitaram a derrota para uma mulher. Esse é o golpe dos homens sérios que não levam as regras democráticas a sério. Esse é o golpe dos caciques do PSDB. Serra, Aécio, Alckimin. Esse é o golpe do homem que queria ser rei. FHC. Esse é o golpe dos traidores do PMDB. Esse é o golpe do vice-presidente que também queria ser presidente. Temer. Esse é o golpe dos congressistas da bala. Da bíblia. Do boi. Dos bancos. Da propriedade. Da família. Esse é o golpe dos lobistas infiltrados na política. Esse é o golpe dos fascistas. Esse é o golpe dos homens que pregam a tortura. Dos Bolsonaros. Esse é o golpe dos réus. Cunhas. Renans. Malufs. Esse é o golpe dos tecnocratas. Cristóvãos. Miros. Moreiras. Esse é o golpe dos homens que rasgam a constituição. Moros. Janots. Gilmares. Esse é o golpe dos moralistas sem moral. Esse é o golpe dos homens que comandam as grandes corporações. Dos barões da mídia. Dos soldados do capital financeiro-especulativo. Dos magnatas das armas. Dos monarcas do petróleo. Dos senhores da guerra. Dos soberanos do tráfico. Dos imperadores das finanças. Dos tiranos da indústria cultural. Dos magos da moeda virtual e eletrônica. Esse é golpe do velho jeito de fazer negócio dos velhos congressistas de negócios. O golpe dos eternos coronéis da política. Esse é o golpe do conservadorismo jurídico dos homens togados. Esse é o golpe dos homens da Fiesp, da Febraban e da OAB. O golpe da dominação masculina entranhada nas nossas instituições ainda patriarcais e retrógradas. Esse é o golpe dos homens que não suportam as minorias. Esse é o golpe dos homens homofóbicos. Esse é o golpe dos homens que odeiam o povo. E não suportam a diversidade. O multiculturalismo. A democracia. Esse é o golpe da mentalidade escravocrata e senhorial. Esse é o golpe dos bigodes pintados, das cabeleiras falsas, das gravatas encurtadas pairando sobre a deselegância indiscreta de suas barrigas. Esse é o golpe de homens que ostentam a cafajestice. Esse é o golpe do chauvinismo cínico. Da misoginia. Da plutocracia. Da antidemocracia. Esse é o golpe das mulheres que pensam como os piores homens. Esse é o golpe dos homens que representam o pior do homem.

Os homens que queriam ser presidentes

Fonte: ( https://ulyssesferraz.blogspot.com.br/2016/05/os-homens-que-queriam-ser-presidentes.html )
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A primeira Possessão demoníaca é só o início, mas é só o FIM…Se o chão abriu sob os seus pés. E a segurança, sumiu da faixa. Se as peças estão todas soltas. E nada mais encaixa. Ôh, crianças! Isso é só o fim. (Camisa de Vênus – Só o Fim)

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taí o golpe Tainha tá dado carimbado selado prontificado não tem mais nada somente buracos de bala no corpo, já diria Dona Florinda advertindo seu rico tesourinho contra os petistas maloqueiros: “Não se misturem com essa gentalha”
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Lugar reservado para fascistas, direitosos e olavetes

Paredão: o lugar ideal para se colocar fascistas, homófobos, latifundiários, representantes de grandes corporações, banqueiros, malandros federais e estaduais, empreiteros, vagabundos que poluem o facebosta, igrejentos, capitalistas e vermes nocivos em geral.

Lugar de todos que se aproveitam do trabalho de outros, que vivem de juros extorsivos. Lugar de vagabundos aproveitadores, empresários sacanas e nojentos em geral.

Paredão com uma bala de fuzil no meio dos cornos. E liberdade para o carrasco.

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É ÓDIO ENTRE CLASSES, NUNCA FOI CONTRA A CORRUPÇÃO !

Ode ao Burguês

Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Mário de Andrade

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mario gambezinho apaixonado ali do beco

um cão come o outro, ninguém se mexe e ninguém se machuca, nunca vamos nos dar bem cos canas, pq eles vêm e arranca nosso coro que nem cachorro.

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– É a hora de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!

Charles Baudelaire , Petits poémes en prose, 1869.

O lance é subverter assim que nem Baudelaire se entorpecer de vinho, poesia e virtude ? WTF…algo desse tipo…mas embriaguem-se. é rir pra não chorar… Mas sobretudo não parar, não se assombrar d + (golpe e usurpação política/econômica e psíquica é nada de novo no reino da babilônia) não a ponto de vacilar, não pasmar, não panguar, se manter em movimento, sair pra andar, manter-se curioso, procurando & se encontrar

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ë assim que tratamos a Babilônia, não aceito e não aguento é de noite é de dia mão na cabeça e documento, taca fogo em Babylon. Se não é agora que nos censuram agora ninguém nos segura mais !

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[França] Suspeita de sabotagem em enorme incêndio numa instalação de pesquisa da Monsanto

https://kataklysma.noblogs.org/?p=3837

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Quinteto no Outono
(2a. versão)
A Fátima Pires dos SantosI
Escrever um poema não é brincar
de ser com palavras e sons
sobre a brancura sem defesa
do papel ou da vida que não foi vivida.
No fundo dos becos sem saída
é que o poema se encontra
lado a lado com as mortes
inumeráveis e indefinidas
na mão que o escreve.
Morre e transforma-te!
Não há outro caminho:
o poema é sempre uma autópsia.II
No lixo da praça os ossos do mundo
brilham como luas doentes.
No lixo da praça o poeta
quer ser apenas um homem
com uma canção nos gatilhos
de uma revolução necessária.
No lixo da praça os ossos do mundo
brilham como luas doentes
à espera da poesia, cadela
feroz e machucada, cadela
que ao poeta se amarra
sobre o represar da vida
mais forte que as voragens
do desejo de matar-se.
No lixo da praça, o poeta e a sua poesia
perambulam entre os ossos do mundo
a violência do sol aprisionada nas luas.III
No fundo do prato havia um rosto.
Eu nunca pude decifrá-lo;
sua velocidade era diferente da minha,
nessas horas a minha esperança era
um pano velho que nem mais vestia
a fadiga da vida espantada.
No fundo do prato em meu país os ratos
usavam a cara dos poderosos
e comiam e comiam este rosto.
Um rosto que jamais sumia
diariamente enterrado e recomposto
no rosto de cada morte operária
dentro de cada coisa que eu via.
No fundo do prato havia um rosto
que eu nunca pude decifrar.
Além de mim, no entanto, ele era meu rosto, o rosto
em que nem sequer me encontrei
como quem cumpre, de fato, a sua própria lei.
(…)
In: FÉLIX, Moacyr. Antologia poética. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1993.
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INTERVENÇÃO INT(ib)ERINA
Esse é sujeito esperto & sabe bem o Q faz
Diferente do tipo Q C vê perdido numa selva de feras e animais
PQ QTO + burro 1 + idiotas ficam os demais
Seres banais D+ articulando esse leva e trás
Sociedade . Cidade. Muros de Alcatrás.
A burrice impregna mata, ruas, vielas e quintais
A saída é desligar a TV, ir pra fora, desconfiar dos jornais
Integridade ainda preserva muitos amigos do jaiz
Prisioneiros buzinam ódio em suas celas de metais
Carcereiros burocratas desviam verbas descomunais
Putas celebridades sorriem nas revistas semanais
Polícia leva tiro sempre em guerra nunca em paz
& a Babilon parece Q é eterna e até biológica, mas…
Resistir à burrice estampada em cores ao redor
Enfrentar a sandíce, ostentar a verdade
Evitar Q a base te deixe pior
Olhar para cima, levantar a cabeça
Liberto do teco, tabaco e do pó
Afie o pensamento, irmão, afie o pensamento
Sabedoria não é saber nada de cor
Pense direito, parceiro, caminhe estreito
Posicionamento só seu, seu e só
Não entra pra grupo, moleque, ninguém é normal
Fazendo o Q todos fazem sem querer fazemos o mal
Não seja vítima, amigo, não se vitimiza
Ajuda teu próximo sem sentir dó
Fica forte, fera, fica feroz
A vida não tá fácil aqui na terra de Óóó
E esteja ligeiro, colega, olho aberto
Hoje em dia não tem pipa sem camada de cerol
tibes – profetizado em 7/8/2012
“desde dois mile doze eu já sabia Q tudo ia terminar em ruína
mas Q apesar da aflição e dor, a ruína vai desbotar em flor”
FIM DE FESTA
no final ficou assim o post mano, tava cansado correndo voando tentando publicar isso ainda no dia de hj quinta 12/05/16 amanhã é Sexta feira 13? É… pesquisas rápidas, se quiserem mexer depois mandem um salve-se quem puder…já não me responsabilizo mais pelos meus posts…é o que temos pra hoje…acordando de madrugada com a mente a mil por hora..com medo que o oficial de justiça bata na minha porta e leve o meu Capital do Marx, que nem li direito durante a faculdade. boa noite com a voz do Cid Moreyra Satangoss
Meu amor por você chegou ao fim
É tudo que tenho a dizer
Também não precisa sair assim
Espere o dia amanhecer

AS 7 fuçAs do dotô CÃo………………………(homo Canidae Santamarensis)

Posted in Imaginarium, Monstros no Espelho, novidades, produção NMS, Seres Prometéicos, Textos on maio 7, 2016 by ti

«Mas a linguagem tem seu próprio objetivo e razão de existir. Os parapsicólogos podem argumentar em favor da percepção extra-sensorial; psicólogos e neurologistas podem declarar que tal coisa não existe; mas aqueles que amam os livros e amam a linguagem sabem que a palavra escrita é realmente uma espécie de telepatia. Na maioria dos casos, o escritor faz seu trabalho em silêncio, expressando pensamentos em símbolos compostos de letras em grupos, separadas uma das outras por espaço em branco, e , na maioria das vezes, o leitor faz seu trabalho em silêncio, lendo os símbolos e reintegrando-os em pensamentos e imagem. Louis Zukofsky, o poeta (A, entre outros livros), defendia que até mesmo a aparência das palavras sobre a página – a abertura do parágrafo, a pontuação, o lugar da linha onde termina o parágrafo – tem sua própria história para contar. “A prosa”, dizia Zukofsky, “é poesia.”»

– Stephen King, Dança Macabra 

Contos da Crypta-HQ

Temos uma revista estilo Cripta do Terror nas mãos. O topo da capa abriga o título em caixa alta e fonte macabra. Junto à lombada, na borda esquerda, temos sete personagens, personas esquisitas, alter egos anfitriões, recebendo-nos e convidando-nos a mergulhar nas ideias adiante… Não serão exatamente contos, nem tampouco crônicas. Também não se tratam de tratados, artigos ou teses. Estão mais pra relatos, pedaços de registros de pensamentos que flutuam e orbitam ao redor de alguns estudiosos de temas obscuros em comum… Com vocês, AS SETE FUÇAS DO DOTÔ CÃO apresenta:

Um não tão aplicado estudante chamado Goetius, a luz das palavras de Tibérius N. discorre acerca da…

CICATRIZ HISTORIOGRÁFICA

Dotô, Doutor, douto: aquele que recebeu supremo grau em uma faculdade. Há muitas formas de se doutorar na vida. Se for homem, branco e de família abastada então, tudo fica bem mais fácil. Antigamente era só graduar-se em direito ou medicina, qualquer advogado ou homem formado era um doutor para a sociedade. Mas há a definição de doutor relacionada não apenas a uma patente de autoridade latente no homem formado, mas à sua competência no ofício de curar. Para o conhecimento civilizado, o douto é aquele imbuído das altas ciências e linguagens superiores, algo reconhecido por diplomas, trabalhos, graduações e dotoridades distintivas, mas para a sabedoria primieva, para os saberes selvagens, o doutor sempre será, antes de qualquer outra coisa, o curandeiro. E você chama de dotô, aquele em quem você reconhece a capacidade de te curar.

Nunca soube se aquele tal Tiberius N. tinha ou não doutorado, mas a julgar por seus hábitos parecia improvável que fosse qualquer tipo de curandeiro. Parecia mais do tipo pesquisador, investigador cabeção de coisas que fisgassem o seu interesse. Como uma criança velha obstinada por assuntos específicos, incansável até esgotá-los por completo. Filosofia, quadrinhos, filmes, desenhos animados, televisão, música… sua ideia de vida após a morte era responder um quiz épico sobre esses temas diretamente pra deus, diabo, o Incal, São Pedro, Jesus, Khrishna, Kali Durga, Exú, Ampú, Galactus, o Leão de Judá e o Lagarto Rei. Costumava ajudar com interpretação de documentos e fontes diversas. Era esse seu ofício, era isso que fazia. Ajudava a interpretar as coisas. Ajudava as pessoas a lerem melhor a intenção de determinados autores por trás das informações por eles registradas. Pelo menos era o que gostava de fazer. Quando eventualmente conseguia ser pago por isso, melhor. Costumava dizer que “O trabalho de texto científico nada mais é que emendar citações sobre citações ao redor de uma linha narrativa necessariamente atrelada à base teórica pré determinada.

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E ainda que “A verdade é objetivo dos investigadores, mas sobretudo dos espíritos mais tenazes. A verdade é muito mais facilmente percebida do que bradada. A aceitação é inimiga da verdade. A verdade só encontra ambiente fértil para vingar, no exercício da procura. A agonia da dúvida é seu oxigênio, seu habitat natural. Será a verdade mais algo que se procura do que algo a se produzir? Nove em dez vezes ou mais, uma verdade oferecida como resposta ou dogma não passará de outra ilusão fugaz e vulgar. Uma ofensa à inteligência viva e esperta de quem a escuta.

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Nessa época eu lia Clive Barker pela primeira vez, e foi uma sincronicidade danada ele ter dito isso ao mesmo tempo que eu, sentado no fundão, cabeça baixa, tentando ignorar seus discursos e tentativas de evocar a atenção das pessoas ao meu redor, acabava de devorar a passagem da narrativa em que Kirsty, a donzela insegura e meio abobada que flertava com os prazeres do inferno se deparava com seu algoz, Frank, nesse diálogo sublime:

“- Isto não está acontecendo – murmurou para si própria, mas a coisa riu.

– Eu costumava dizer isso pra mim mesmo – ele falou – Todo santo dia. Costumava tentar sonhar pra espantar a agonia. Mas não é possível, acredite em mim. Não dá. A agonia tem que ser sentida.

Ela sabia que ele dizia a verdade, o tipo de verdade repugnante que somente os monstros têm liberdade para contar. Ele não tinha necessidade de lisonjear ou adular; não tinha filosofia para debater ou um sermão a dar. A horrível nudez era um tipo de sofisticação. Ele superara as mentiras da fé e adentrara reinos mais puros.”

– Clive Barker, Hellraiser

Não foi algo que ele disse, ou algo que eu li. Foi o momento de confluência. Foi escutar aquilo ao mesmo tempo em que tentava ler isso. Foi o choque que me fez fechar o livro e prestar atenção no cara…

Esse dotô Tiberius costumava defender a tese de que as ideias são seres vivos. Que habitam as mentes, sorvendo delas a energia para seu sustento. Depois de ouvi-lo falar por um tempo, as ideias que passavam a te acompanhar… ficava difícil saber se eram suas ou dele… Mas ele era enfático ao afirmar: “Ideias não são de ninguém! Quanta arrogância pensar que “teve” uma ideia. As pessoas são acessadas por ideias. Não se possui uma ideia assim. Não deveria se possuir nada assim! Pelo menos não seres vivos…”.

Difícil suspender a húbris intelectual pra admitir-se como pouco mais que um cavalo espiritual pra ideias que vem e vão da tua cabeça ao seu bel prazer… Mas não se trata só disso, não é? A monstruosidade de certas verdades é descortinar os horrores e atrocidades da história. É mostrar onde as coisas foram (em muitos casos ainda são) mutiladas, distorcidas; e quais são as sequelas. Esse dotô Tiberius desenvolveu com mais uns parceiros cientistas loucos estudos que tratam desse tema, chamaram de Abnormal Brains, uma série de artigos sobre os assim chamados Seres Prometéicos, mas outros títulos foram trazidos à vida para denunciar a maneira como, pela perversão da techne pra se criar egrégoras, as ideias podiam ser corrompidas. O mito do prometeu foi multiplicado em infinitas reencarnações, pra frente e pra trás no tempo, desde Osíris até o Incrível Hulk e em todas elas, faz parte fundamental da narrativa, além da conquista do fogo divino (representação do molde e fundição da realidade segundo a luz da razão e o calor da vontade) e a vitória sobre a morte, um eterno suplício, o sofrimento acerca de sua própria natureza monstruosa. Continuar curando a si próprio só pra ser devorado por abutres, vermes, baratas novamente, no ciclo sem fim de pós-vida e não-morte. O caminho desviante da pós-humanidade. A outra alternativa afora o final feliz.

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Quando aplicado em uma persona individual, temos uma narrativa apaixonante de monstruosidade, quando aplicada a um modelo de sociedade, temos o projeto artificial vigente de modernidade contemporânea.

Agne Tijuca comenta sobre seu velho conhecido Tican:

Abnormal Brains meets Mirror Monsters

Eu tava conversando a toa com ele. Falávamos bobagens de como a era da internet trouxe mais informação para as pessoas ou acabava por aliená-las ainda mais. Dilema já clássico em mesa de bar. Lembrou-me que, quando menina nos anos 80, era muito comum as pessoas confundirem Drácula com vampiro. Dizendo coisas como “Aí o mocinho foi mordido e se transformou num Drácula”. Nossa, como isso me irritava! Ele comentava que hoje em dia era difícil ver alguém cometendo esse tipo de erro. Camadas e mais camadas de mercadorias de vampiros e/ou do Drácula já se acumularam na vivência de seus imaginários o bastante para que já saibam distinguir uma coisa da outra. Mas depois, anos mais tarde, percebi que também fazia isso com relação à Medusa, que era apenas o nome de uma das três irmãs com serpentes no lugar dos cabelos e cujo olhar petrificava todos aqueles que as encarasse. Górgones. Havia também Esteno e Euríale. E vai saber quantas mais hoje em dia…

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99% de toda lenda é puro exagero” – um general de Drácula em

FEAR ITSELF: HULK VS DRACULA #2 (Novembro 2011)

Tican riu. Não era nem pretendia ser doutor de porra nenhuma, pelo contrário, pra ele quanto menos erudição melhor, uma vez que quanto mais erudição mais trabalho e evitar todo e qualquer esforço era seu objetivo máximo. Todavia acompanhava essas rodas de debate e discussão a qual chamavam por aí de neomitosofia. Ele gostava principalmente por causa dos gibis, primeiro pra apanhar alguns emprestados pra ler, e depois pra conversar sobre… Tican, não fazia alarde das ideias que balizava, mas fumando um cigarro no corredor era capaz de apontar ângulos bem inusitados para analisar velhos temas. Numa tarde preguiçosa assuntava assim “Outra coisa comum é confundir o registro das ideias com as ideias em si. Há muitas ideias que podem ser acessadas com determinadas combinações de palavras. Como chaves, selos, sigilos, como encantamentos de evocação e conjuração de ideias, mas que por si mesmos, não possuem mais do que o valor artístico, ínfimo e supremo que toda obra de arte tem. Veja por exemplo o Frankenstein:”

Recuperava o fôlego, fazia um triângulo de pele com o franzir da testa, e você já sabia por aquele olhar que ele ia longe.

“Frankenstein contém os horrores da primeira infância e seus longos prelúdios. Trata de como experiências de vidas pequenas e recém formadas influenciam os hábitos de toda uma rede cultural ao redor, e de como alegoricamente podemos pensar esse choque entre modernidade e contemporaneidade. Quer dizer, considerando nossa crença e fé cega no fenômeno de emancipação racional prometido, quase como um milagre democratizado pela modernidade, encaramos em nossas mãos trêmulas de ópio e estimulantes a habilidade e potencial de ressurreição instrumental, mas usar pedaços de ladrões e estupradores enforcados fará o que pela criatura? Se aquelas são suas mãos, pernas, corpo – entre uma e outra sutura – então como esperar que sua alma seja pura? Os corpos carregam sua história na pele. Na carne. Cada remendo uma narrativa, metáfora metalinguística da união entre o que foi, o que é e o que será. Do ponto de vista do apanhado de acontecimentos gerais que chamamos de história, essa neomitosofia serve pra nos fazer indagar que tipo de novo mundo bravio pode ser construído a partir dos horrores e atrocidades dos antigos impérios? Mesmo que esses estejam apodrecendo vivos, eternamente devorados e devoradores de sua condição monstruosa, ou ainda que sejam reduzidos a pedaços, desmembrado como os vampiros devem ser, para que sua sepultura possa descansar em paz.”

Hecate ia passando e Tican me deixava pensando.

O monstro vive, sim. Mas talvez a pergunta seja quantos monstros viveram para que esse se formasse? E quantos mais viverão só como consequência da sua existência? E lógico o grande dilema budista. A subversão da samsara. Como quebrar a lógica da repetição? Que transformações são necessárias?

Essa foi a indagação que Tican plantou na minha mente. Hoje eu olho pras práticas e costumes próprios da nossa sociedade e percebo o anacronismo da sua condição. Ainda sob efeito da colonização. Ainda sob ameaça da escravidão. Uma ameaça aprimorada até a invisibilidade. Onde a vergonha e indignidade da vítima é tamanha, que ela já não admitiria sua condição de escravizada, pelo contrário, imbuir-se-ia de violência e soberba para proteger os interesses e imagem de seu dominador, como se esse fosse seu deus.

Vampire_Children Ubud, Floresta dos Macacos, Bali, Indonesia.

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E quando Tican fala de “ideias que podem ser acessadas com determinadas combinações de palavras. Como chaves, selos, sigilos, como encantamentos de evocação e conjuração de ideias” ele está dizendo que esses encantamentos e conjurações não estão limitados a ritualística de estética mística que estamos acostumados a ver nas ficções de suspense, mas em ritos do cotidiano. Acostumar a repetir certas ações. Acostumar às sensações que essas ações repetidas geram em nossos corpos, à forma como essa produção emocional se propaga para as pessoas que convivem ao nosso redor. Criando uma cadeia de repetições. Uma cadeia invisível. A grande fazenda humana que é a civilização do trabalho. A exploração parasítica como cerne vital da nossa sociabilidade. Vivendo como gado. Marcados e felizes, como disse o poeta. Dominados e apaixonados. Amantes da própria dominação.

“Obedecer é morrer. Cada instante em que o homem se submete a uma vontade estranha é um instante que na sua própria vida ele elimina.
Quando um indivíduo se vê constrangido a efetuar um ato contrário ao seu desejo ou impedido de agir de acordo com a sua necessidade, deixa assim de viver a sua vida pessoal; ao mesmo tempo que o homem que dá ordens aumenta a sua dominação da vida, sugada à energia dos que se lhe submetem, aquele que obedece aniquila-se, vê-se absorvido por uma personalidade que lhe é estranha, passando a ser apenas força mecânica, ferramenta ao serviço de um dono.
Quando se trata da autoridade exercida por um homem sobre outros homens, por um soberano despótico sobre os súditos, por um patrão sobre os empregados, por um senhor sobre os criados, imediatamente se percebe que esta personalidade emprega a vida dos que lhe estão submetidos para dar satisfação aos seus prazeres, às suas necessidades ou aos seus interesses; ou seja, para melhorar e ampliar a sua vida pessoal em prejuízo da deles.

Aquilo que em geral não se percebe tão facilmente é a nefasta influência, em tudo isto, das autoridades de ordem abstrata: as idéias, os mitos religiosos ou de outro gênero, os costumes, etc. E no entanto todas as manifestações exteriores de autoridade têm origem numa autoridade mental. Nenhuma autoridade material, seja ela a das leis ou a dos indivíduos, contém atualmente força e razão em si. Nenhuma se exerce realmente por si mesma, todas se baseiam em ideias.”

– Alexandra David-Néel

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Os vampiros existem, é a primeira verdade que te faz arrepiar a nuca e dormir um sono agitado. Os vampiros governam, é a segunda verdade que te priva de todo sono e sossego e transforma sua consciência da sociedade em lampejos de ojeriza, asco e terror. A partir daí é entender os vampiros. Observar como funcionam. Como operam. A diversidade de sua cultura. A complexidade de seu projeto. E sabotá-los. Bom, é isso ou sucumbir ao seu poder de encantar e transformar todos seus amantes em putas.

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Não há diálogo aqui senão de um homem solitário com as vozes em sua cabeça. É chamado Tibes pelos amigos, dos quais se vê cada vez mais distante. Procura registrar, escrevendo avidamente em cadernos e mais cadernos, tudo o que descobrira sobre o império dos vampiros nas comunidades humanas. A forma como o contágio se transmite por pouco mais que um olhar e algumas palavras. No canto do quarto, escuta a respiração da sua mulher e filha. Só quer prepará-las para o pior. Garantir que saibam identificar o opressor oculto a primeira vista. Evitá-lo no geral, erradicá-lo da face da terra quando for oportuno e sabotar seus planos sempre que possível. Mas sobretudo descolonizar-se, para resistir a sua influência nefasta e permanente. Tibes escreve sobre…

AS TENAZES DA LINGUAGEM

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A linguagem é um vírus vindo do espaço

Esse código mágiko pra vetorizar pensamentos e emoções. A comunicação de ideias é muito mais do que simplesmente “comunicação de ideias”. Há transmissão de estados emocionais, vivenciados pela experiência da identificação. A chave para uma identificação efetiva é uma boa narrativa. E toda linguagem é parte de alguma narrativa.

“Três cara simples gostavam mais de ouvir e aprender até que fatalidades com certeza e é o seguinte sempre assim, maquiavelic maldade se percebe aqui cuidado é falsidade estopim dois mil grau é ser sobrevivente E nunca ser fã de canalha a luta nunca vale a experiência é Santo Amaro a Pirituba o pobre sofre, mas vive a chave é ter sempre resposta àquele que infringe a lei na blitz pobre tratado como um cafajeste nem sempre polícia aqui respeita alguém em casa invade dá soco ou fala baixo ou você sabe, maldade: uma mentira deles dez verdades.” – Sabotage, Um Bom Lugar

Há palavras capazes de gerar certos sentimentos e influenciar os comportamentos. Há palavras que geram reações imediatas. Há outras que ficam maturando na bile do ressentimento. Podemos estar inclinados a achar que isso depende apenas da personalidade de quem protagoniza o contato com as palavras, cabendo ao sujeito a autoridade ou autonomia para deixar-se abalar ou permitir-se ignorar as tais certas palavras. Mas não. Não só, pelo menos. As próprias palavras possuem seu poder. Sua força. Sua energia inerente. E vibram com efêmera radioatividade dentro dos corpos que as geram ou que as recebem.

Primeira regra da liderança: Se você não pode ganhar suas mentes, então ganhe seus corações.” – Samuel Sterns, vulgo Líder, ensinado os fundamentos da publicidade de Ed Bernays para crianças no episódio Future Shock (6º da 2ª temporada) na série de desenho animado HULK and the Agents of S.M.A.S.H.

Há pessoas que sabem fazer e ganhar muito dinheiro antevendo tendências e manipulando o consumo em massa devido ao uso aplicado da linguagem, através da construção de uma narrativa com grande poder de engajamento. A identificação emocional está sempre no cerne desse tipo de empreitada. Como um literal coração, músculo pulsante que confere força e faz circular o sistema vivo dessa linguagem. Exemplos incluem propaganda publicitária, patriotismo e outros discursos que transmitem o desejo de inserção em determinado grupo ou sociedade ou ainda a sensação de conforto com o estabelecimento de certos padrões de poder, tais como a meritocracia, a hierarquia, a fé religiosa. Todo o discurso que reforce a naturalização dessas narrativas encontrará maior facilidade de aderência, conferindo empuxo para que as ideias sob essas narrativas permaneçam em movimento e exercendo influência sobre as identidades.

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Em praticamente toda ação da vida diária, tanto nas esferas da política ou dos negócios, em nossa conduta social ou nosso pensamento ético, somos dominados por um número relativamente pequenos de pessoas. Aqueles que puxam os fios com o controle da mente pública.” – Edward Bernays, um puto que merece ser estudado. https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Bernays Em outra passagem ele diz: “Se entendermos a mecânica e os motivos da mentalidade de grupo, será possível controlar e regimentar as massas de acordo com nossa vontade, sem que tomem consciência disso.” – Interessante como ele muda sua associação de uma citação para a outra. Na primeira nós somos a massa dominada, na segunda nós somos os poucos controladores ocultos. Típico de alguém que aplicaria os preceitos da psicologia na publicidade e propaganda, mudando de lado segundo os sabores do vento. Os ventos dos negócios, por assim dizer http://www.activistpost.com/2015/09/the-american-dream-brought-to-you-by-edward-bernays.html. Ed Bernays será importante para fazer-nos entender como fundamenta-se o casamento entes os conceitos do simulacro e do cancro. Essenciais para nossos estudos anti-vampíricos: https://dewthedawn.com/2014/12/16/edward-bernays-and-mass-delusion/.

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Controla a língua, porque nela estão os maiores estragos da vida humana.” – o cão Cipião em O Colóquio dos Cachorros de Miguel de Cervantes (1613).

Há também a linguagem bruta da força. A linguagem da violência. Falar alto. Dar um cala a boca. Que pode estar associado à indignação – dar um basta – ou à autoridade (você sabe com quem está falando [meu bem]?). A autoridade oficial expressa já na sua imagem essa linguagem. Um rato fardado não precisa perguntar “você sabe com quem está falando?!”, a farda fala por si, [& com a identificação escondida no bolso ele provavelmente prefere que seu interlocutor nem saiba com quem está “falando”]. A oficialidade encurta as etapas de comunicação na linguagem da violência. A hierarquia naturaliza essa oficialização. Deixa de existir o humano com quem eu posso me identificar enquanto humano e surge o outro, aquela entidade (in)coorporativa do discurso oficial. Nada pessoal, eu só trabalho aqui. Ordens são ordens. Você tem que aceitar o deus pai. Está comprovado, é científico!

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“He who covers his mouth, covers his life. God give you two ears and one mouth. You talk less and listen more. Cover your mouth!”

Há de se ter uma preocupação com a linguagem. A linguagem também tem o poder de comprometer um sujeito no tempo e no espaço. A deusa natureza te fez com 2 olhos, 2 orelhas, 2 narinas, mas só 1 boca. Veja muito. Ouça muito. Perceba muito. Fale pouco. O sábio tem fala curta. O tolo tem boca solta. As palavras podem conduzir e também marcar. Todo vício, todo mal, está fadado à repetição. A condição cíclica de tudo. O jeitinho especial do universo tentar ensinar pro espírito errado machucado como se endireitar aprumar. Todo vampiro é secular e imortal porque toda sensação de perfídia traz no cerne da sua dor a eternidade. Toda dor que não é banal, é eterna. Por isso o vampiro é ao mesmo tempo um eterno sofredor e um eterno filho da puta. Outra ideia também recorrente nesses manuscritos, a contaminação vampírica é uma representação eficaz do poder transformador e corruptor da linguagem. Observem que o poder E o ponto fraco do vampiro clássico está em sua boca. A vampirização é uma perversão da amamentação: alimentar a sua prole com o fruto do seu corpo, e assim criar um vínculo com ela, um laço tão poderoso que sobrepuja a vontade do mestre sobre a da sua cria. Agora pense nesse fruto como uma ideia, envolvida num tipo de narrativa. Tive a impressão de que Guillermo DelToro e Chuck Hogan se basearam bastante na antiga revista da Marvel, A Tumba do Drácula, sumo do gótico americano em plena dinastia hippie, quando resolveram bolar a trilogia THE STRAIN (levando o conceito de dominação vampírica universal para o patamar epidêmico). Em THE TOMB OF DRACULA #8 (maio/1973) Marv Wolfman conduz uma trama lindamente ilustrada por Gene Colan e Ernie Chua, na qual vemos o anacrônico, mesquinho, um tanto covarde e misógino Conde Drácula perseguindo o artefato tecnológico chamado apenas de “PROJETOR” e que tem a aparência mais ou menos idêntica a de um projetor de cinema comum já pra depois da metade do século XX. Temos aí um Drácula deslumbrado com as possibilidades que esse projetor poderá propiciar-lhe quando combinado aos seus próprios poderes de dominação. Abraçando o artefato e rindo histericamente, o lorde vampiresco, como manda o dogma-clichê, explica seu plano bradando-o alto: “Percebeu, enfim, o escopo do meu plano? Criar todos os soldados de que preciso normalmente levaria anos… mas com o projetor, poderei fazer essa noite, aqui, no cemitério…” – vai pensando que a indústria cultural é só besteirol inofensivo… Tem muitas camadas narrativas operando, mesmo nas banalidades mais vulgares da tv e da revista. É necessário interpretar direitinho issaê…

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“Me digue me explique direito é bem melhor assim, man… Vou questionar os demais operacionais itens” – Noticiário Estéreo, Sombra do álbum Fantástico Mundo Popular (2013).

Vamos então saltar das páginas de um gibi pra outro, temos alguns pontos em comum buscando sinal pra ligação: vamps, projetores e um plano de dominação mundial. Usemos nossa maçaneta mágica e o giz encantado pra abrir uma porta que nos transporte até INESCRITO em Jud Süss Parte 1: O Mentiroso, no qual Mike Carey & Peter Gross generosamente ensinam como opera o conceito do cancro. As personagens Tom Taylor, o mago, Richie Savoy, o jornalista e Lizzie Hexam, uma genial estudante de literatura, veem-se aportados na Stuttgart de 1940, ocupada (na verdade infestada por todos os cantos) pelos nazistas.

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Flanando entre as incongruências da materialidade, o trio de protagonistas se depara com ninguém menos que Josef Goebbels, o famigerado ministro da propaganda de Hitler, que apresenta para uma plateia de nazistas o filme Jud Süss, dizendo assim:

E esse é o Jud Süss. O nosso Jud Süss. Comentários?” – ao que algum nazi da plateia rasga a seda para a produção, sentindo seu anti-semitismo totalmente contemplado pela obra cinematográfica que acabara de testemunhar, dizendo todo afetado de poder: “Isso… Eu não teria acreditado, Herr Reichsminister. Levando em conta a origem… Esse filme é uma obra-prima da era moderna! Cada cidadão e cada soldado da Alemanha deviam assistir.” – a origem mencionada pelo anônimo nazista será explicada melhor nos próximos comentários, e mais adiante, pelas próprias personagens, quando Lizzie Hexan, como se diz por aí, colocar os pingos nos is explicando-nos tudo tim tim por tim tim. Ainda assim, vamos por partes: Virando a página, temos na mesma cena, outro nazi, esse menos entusiasmado e mais amedrontado, compartilhando com o ministro seu receio: “Mas… as pessoas não vão se lembrar do romance? No romance a religião do judeu é o que o salva.” Ao que herr Goebbels justifica prontamente: “E quantas pessoas da nossa plateia leem ficção literária densa? Eu mesmo respondo: Uma em cada mil. O alcance do cinema é maior do que qualquer romance. E, enquanto as pessoas assistem às belas imagens, absorvem a moral da história.”. Indigesto, né? Mas Mike Carey não vai facilitar nem um pouco pro seu leitor em O Inescrito, e nessa altura da saga ele está só começando. O próprio Goebbels apontando para o pôster de Jud Süss, para a imagem que se tornaria um dos maiores ícones do anti-semitismo, explica placidamente, com a calma hipócrita que só um torturador pode ter: “A nova Alemanha precisa de novos mitos. Novos monstros. Não gigantes e dragões, mas representações pungentes das ameaças reais que nosso reich enfrenta.”. Tenso. Tão atual. É evidente que o cancro como técnica narrativa para finalidade de controle dos imaginários, foi utilizada com eficiência germânica pelos nazistas, mas nos tramites entre Aliados e Eixo (todos sabemos que a relação foi bem mais amigável do que os filmes e gibis de herói costumam contar), Estados Unidos da América não só absorveram e apropriaram-se dessa técnica, como aperfeiçoaram-na a um extremo inimaginável fundando com Hollywood a Meca do controle e domínio mental por meio de imagens projetadas e traumas pontualmente ministrados e alimentados. De toda forma, o ministro da propaganda e avô da publicidade explica o poder da sua obra ao que Tom Taylor aponta para o livro original Jud Süss que repousa emblematicamente sobre a lata do rolo de filme da sua adaptação perversa: “O livro, você diz? Foi o material que usamos para nos inspirar. Um romance escrito por um dissidente judeu que fugiu para os estados unidos. Fizemos certas mudanças, claro. No romance, um judeu mundano serve a um nobre corrupto. Assim ganha fortuna e poder, e usa-os de maneira implacável. Mas quando tem a filha assassinada, se arrepende e descobre uma verdade mais espiritual. Esse aspecto da história não me interessa.” Em algum momento do diálogo, o ferino jornalista Richie Savoy ainda indaga a Goebbels se ele “acredita nessa merda ou só tenta vender essa ideia?”, mas a resposta do nazista é implacável: “Acredito que outros devem acreditar. Crenças são coleiras às quais podemos prender as correias.”. Agora procure indagar-se e investigar: Quais são as crenças predominantes da sociedade em que habita? E quem as controla?

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Mais adiante, outro assassinato depois, na próxima edição intitulada Jud Süss Parte 2: O Cancro, finalmente Lizzie Hexan mata a charada e elucida de forma direta e simples do que se trata o tal terrível fenômeno. Savoy ainda não se deu conta da importância que o imaginário ficcional representa para a realidade como um todo (mesmo estando dentro de um livro que está dentro de uma HQ!), então inquire: “O que tem de tão especial a respeito de Jud Süss?” permitindo a Lizzie nos educar sobre algo que pode ser identificado claramente em 9 de cada 10 filmes produzidos por Hollywood, seja adaptação ou obra original, pois que o proprio modus operandi da relação entre produção, roteiro, casting e direção, no meio cinematográfico, já inclui a perversão da distorção em seu cerne mais cotidiano… enfim, ela vai direto ao ponto respondendo que “Goebbels virou o filme do avesso.Transformou-o no próprio oposto. Foi um romance escrito por um judeu da perspectiva de um judeu. E se transformou no filme mais anti-semita de todos os tempos. Pense bem. É um cancro. Se você tortura uma história, ela se transforma em um cancro.” – Carey & Gross, O Inescrito #11 (Maio/2010).

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Quando pensamos ou vemos o símbolo da Suástica, sempre associamos ao Nazismo. Porém, a Suástica tem origem de pelo menos 5 mil anos a. C., utilizados por diferentes povos e contendo diferentes significados. A palavra Suástica, deriva fo Sânscrito, “Svastika”; ou seja,”AQUILO QUE TRAZ SORTE”. Para termos uma ideia mais clara, o Suástica ou “cruz gamada”, tem diferente significado; se estiver virado para o sentido horário, tem significado de atrair forças de destruição (O sentido da Suástica usada pelo Nazismo), aliás Hitler, sempre teve atração pelo ocultismo e magia, e acreditava que queria atrair a destruição de seus opositores e atração e magnetismo pessoal. Virada para o sentido horário; atração das forcas energias do bem e também uma referência ao deus sol. A Suástica foi usada por exemplo: Mesopotâmia, se cunhava moeda com o símbolo, há 3 mil anos a.C., no tempo dos primeiros cristãos, pelo povos Maias e até por Índios da America do Norte, os Navajos. OBS: O Nazismo utilizada a Suástica, através da Cabala que evocava o elemento terra, o MALCHUT, em números, era representada pelo 666, o nunero da besta. Na foto fica evidenciado o sentido anti horario.

Isso catalisa as possibilidades de agressão por mal-entendimento e ignorância. Isso prolifera hábitos e entendimentos de maneira epidêmica. Isso colabora para que os paradigmas, as visões de mundo que cada um tem, tendam para uma homogeneização. E isso fundamenta as bases das hegemonias político-econômicas vigentes. O substrato da cultura massificada. Provocará a pichação situ: “A CULTURA? Mas essa é a mercadoria ideal, que obriga a comprar todas as outras. Não é estranho que você queira oferecê-la a todos…”; contraponha essa interpretação a definição do mesmo conceito “A Cultura, aquilo que é próprio, entendido como o que nos distingue e singulariza diante de outras culturas.” – Villoro, Luis. Aproximaciones a uma ética de la cultura. Revista Casa Del Tiempo, n.94, março-abril de 1990, PP. 3-14.

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O criquilhar da crítica. O que mais faz infeliz, dizer da ação Ou dizer da pessoa? Palavras que caracterizem alguém são um forma horrível de violência. A maldição. Transformar a pessoa “naquilo”. Como Barnabás Collins, um vampiro contaminado não por mordida, mas por sortilégio de uma bruxa invejosa. Ou mesmo Drácula, o vlad Tepesh de Stoker, que vampirizou-se amaldiçoando a si mesmo (usando deus como interlocutor). E assim também foi, dizem, com os primeiros lobisomens. Homens marcados por praga de feiticeira ou de padre devido à sua animosidade e assim condenados a vagar como animais. E não esquecemo-nos de citar Cain, o maldito original. Foi com dizeres e um símbolo grafado na testa que deus o condenou… Palavras contribuem para a realidade. Fazem-na acontecer. Palavras são oscilações no longo ritmo de Maya, o mundo-ilusão.

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“O passado não acabou. Nem sequer é passado.” – William Faulkner

E tudo que é proferido ecoa nas espirais da existência. DESDIGA! Desdiga já o que disse de mim! Mas não há de verdade essa coisa de “retiro o que eu disse” ou de “não está mais aqui quem falou” (exceto quando literalmente quem falou já não está lá). Entre 4 paredes, o inferno de OZMO é estar permanentemente sob a ótica de alguém, sendo “aquilo” pra sempre. Então talvez o paraíso seja estar sempre entre gente diferente, ou poder estar só; e poder mudar e ser outra coisa. Poder ser melhor. Ser diferente. Mas toda essa paranoia cristã de céuzão e inferninhos depende da auto-permissão, a sensação de merecimento. Um psicótico lúcido e consciente como Ozmo jamais iria prum paraíso. Ele, mesmo não sendo cristão, nem judeu, nem islâmico, nem temente a deus ou fantasma nenhum, sabe que não merece porque conhece o sofrimento que causou. Céu e inferno não tem tanto a ver com a autoridade de um deus quanto com autocrítica. Pensar no inferno de Ozmo me diz que esse tipo místico e transcendental de sofrimento depende de uma memória perfeita. Uma permanente restauração plena de todas as lembranças. Ou melhor ainda, a total privação do esquecimento.

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O passado é um cachorro morto. Você precisa deixá-lo na sarjeta com as folhas molhadas, as camisinhas usadas e o lixo. Vá embora. Não olhe pra trás. Assim não poderá vê-lo caminhando atrás de você.” – Rapunzel em As Mais Belas Fábulas #2 – O Reino Oculto, por Lauren Beukes, Bill Willingham, Inaki Miranda e Barry Kitson

O esquecimento é a morte dos fantasmas. É a extinção do efêmero. O oblívio é o alívio da existência. O momento vazio depois de um longo último expirar. Promessa e prenúncio do nada. Sozinho só descansar.

“Você acredita que o passado pode voltar?

– Mais do que isso. Ele nunca nos deixa. É o que somos.”

Penny Dreadfull – diálogo entre Ethan Chandler e Vanessa Ives no 1º episódio da 2ª temporada Fresh Hell.

As palavras erguem os mortos então. Traz de volta coisas perdidas nonada. As palavras certas proferida de maneira correta podem fatiar nuvens, trazer pra órbita um cometa, ressuscitar os mortos e curar os vivos. Pode transformar substâncias e energias fluídicas, pode dobrar as forças da natureza. Como ter essa certeza? Por todas as vezes em que já testemunhou o contrário. Todas as vezes em que a palavra errada dita da maneira tão errada arruína tudo ao redor, gera medos, vícios e traumas, faz transbordar lama, chover lixo e cultivar veneno. Palavras erradas imperdoáveis. A infâmia. Ódio e desprezo profundo por si. Então repetir qualquer bobagem que escutou por aí. Só pra preencher a calma opressora do silêncio. Aquele estupro particularmente covarde em que se intoxica a consciência de alguém para lhe abusar, aplicada não a uma vítima de carne e osso, mas à noção de verdade e a subsequente construção de uma “realidade comum”. Dois conceitos são necessários à formulação desse debate: o simulacro e o cancro. Ou talvez só seja importante notar como estão envolvidos.

“Eles estão fazendo um fetiche.

– Que é?

– Uma boneca de vodu. Provavelmente. As Necromantes valorizam o simulacro, as coisas que tomam a aparência de outras coisas. Então é mais fácil de enfeitiçá-las” – Vanessa Ives em Penny Dreadfull Episódio 5 da 2ª Temporada – Above the Vaulted Sky

Corte pra outra cena.

Papa Breu, um professor mal pago e maltrapilho, tirado de bêbado, viciado, hippie e vagabundo, tira as cartas de tarô para uma sala de aula. Uma situação totalmente incomum e inusitada, mas que, a despeito de sua anomalia contextual, realiza-se em relativa tranquilidade. É hora de invocar demônios interiores, evocar deuses anteriores, atiçar as curiosidades inferiores e provocar as certezas posteriores. Isto posto, prestemos atenção a aula que será dada hoje na…

PEDAGOGIA ORACULAR

2015 foi marcado como um ano de turbulento conflito entre gestão do governo do estado e unidades escolares do setor público de ensino. Um projeto agressivo de desmonte e sucateamento planejado intitulou-se “reorganização”; e em resposta um imenso levante insurrecional emergiu em centenas de ocupações do espaço escolar, o que forçou uma espécie de reorganização espontânea de verdade. Hoje, em 2016, os professores veem-se obrigados (do ponto de vista do senso de dever moral/ético) a transformar sua metodologia, o que significa democratizar não só o espaço físico escolar, mas o espaço de ensino, aceitar o protagonismo do outro envolve reinventar seus parâmetros pedagógicos com cada estudante, a cada relação. Respeitar o outro em seu tempo, cativá-lo no seu interesse, ajudá-lo a aprimorar-se como puder.

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Esse Papa Breu, ou dotô Breu, vinha com um chapelão de lona tipo de pescador, todo molhado da chuva encardida de sp, tinha barba e bigodão vasto já branqueado pelo cansaço, principalmente nos cavanhaques, de base larga e longa encrespando a ponta do queixo, vestia uma camisa frouxa e toda amarrotada, bem desabotoada nas golas, por onde se viam as guias e colares de contas e tiras de couro pra amuletos e pedaços de tatuagens escapando nas peles daqui nos peitos ou de lá nos braços, usava calças largas e vestia sandálias de couro. Seus dedos eram repletos de anéis. De dentro de uma bolsa pequena e simples que levava a tira colo, retirou um embrulho de pano de couro, um retalho pouco menor que uma toalha, com um furo e algumas runas inscritas, em seu interior estava um saquinho de papel com um maço de baralho dentro de uma caixinha de papelão e alguns objetos sortidos, tais como miniaturas de metal, bolas de gude, botons, um relógio de bolso, uma caixa de fósforo e um pequeno caderninho. Um livrinho das sombras. Dispôs tudo sobre a mesa e apanhou o baralho, que era um baralho normal, dos mais comuns feitos pra jogar canastra, truco, buraco, pôquer, dizendo aos estudantes estupefatos pela entrada estilo intervenção mística do professor esquisitão:

– Normalmente eu cobro pra fazer isso. 77 reais. É simbólico. Não posso ler o tarô sem ser pago por isso, se não, a leitura não acontece… Mas estou em dívida com vocês, então vou presenteá-los com meu segundo ofício oferecendo-lhes uma consulta como cortesia. Digamos um pequeno presente sortilégico pela deliciosa surra política que deram no governador ano passado. Espero que gostem.

Então começou a abrir as cartas.

O jogo constituía-se em virar três séries de três cartas e então interpretar os resultados:

4 de paus, 4 de espadas, 9 de copas.

Depois ás de copas, 5 de ouros, 9 de paus.

E então valete de ouro, 2 de copas e 9 de espadas.

– Algumas cartas possuem significado mais evidente e específico, tal qual o arcano maior do tarô de Marselha, outras serão interpretadas só pelo número e naipe, segundo seus significados simbólicos. Paus representa a madeira que cresce da terra, a natureza. Sua presença sugere criatividade e imaginação. A espada é a representação da mente humana. Sua capacidade mental de transformar o mundo a sua volta e impor sua vontade. O 9 de copas é carta arcana, a primeira do baralho vira-lata do Papa Breu, chamada O Cavaleiro, relacionada a realização ou promoção de projetos pessoais, considerada uma carta muito positiva. Essa primeira trinca era fabulosa porque realmente encaixava com a situação de tirar esse jogo para uma uma turma inteira em seu primeiro dia de aula, considerar isso e que a última carta da primeira trinca é a de número 1, torna tudo mágiko, sincrônico e especial, mas sem alarde, retomemos a interpretação das cartas…

Deu um gole na garrafinha de água ao seu lado na mesa e retomou a consulta:

– O ás de copas é uma perspectiva feminina direcionado aos homens, pra que exercitassem um espelho do gênero, pra se identificarem com suas companheiras enquanto seres humanos, pelo que possuem em comum mais do que por suas diferenças. Seguido de um 5 de ouros que indica uma medíocre estabilidade financeira, e concluída essa segunda trinca em outra carta arcana, a décima quarta, cujo nome é A Raposa, uma carta que é ao mesmo tempo positiva e negativa, uma carta de CAUTELA que adverte à esperteza, a mentira e a falta de escrúpulos.

Todos se entreolharam, uma certa tensão se formou na sala de aula… Breu prosseguiu:

– Concluímos com uma trinca invocadíssima, dois arcanos nas pontas e o 2 de copas no meio. A primeira é uma carta negativa (são raras no baralho), a décima, chamada A Foice. Representa a ceifa, um rompimento, um fim. Abrir mão de algo. As copas estão relacionadas a vida afetiva, a face emocional das coisas – que é onde acontecerá efetivamente a perda dessa turma de estudantes, pois que são do terceiro termo do ensino de jovens e adultos, ou seja, em vias de se formar ao fim do primeiro semestre.

Essa interpretação clara e nítida como relâmpagos numa tempestade elétrica ainda amarrou-se perfeitamente na última carta da última trinca, a qual o professor de história vodu explicava dizendo assim:

– Outra arcana, a trigésima quinta do baralho, de nome A Âncora, que representa segurança, estabilidade tanto financeira quanto emocional, assegurada por vias do desenvolvimento da crença pessoal, da fé em si próprio. Um ano positivo foi previsto pelo oráculo das cartas. E o mais incrível. As cartas que não eram arcanas apresentaram aos estudantes todos os 4 naipes, em seu significado simbólico, mas seus números, quando somados, 4, 4, 5, 2, totalizavam 15 que era exatamente o número de alunos presentes nesse primeiro dia de aula (mais tarde a turma formaria-se com mais de 50 estudantes, mas nesse primeiro dia, houve uma chuva torrencial e o sistema público de transporte entrou em colapso, de novo, resultando que apenas quinze conseguiram chegar).

Desse jeito as palavras, os signos, as marcas e símbolos e runas e algarismos e letras grafadas e inescritas bailam com a realidade, formando-a e transformando-a a cada passo desse tango encarniçado. Ninguém acredita ou aceita destino que for numa escola (ou numa vida) de luta, mas ainda assim o sistema oracular de um baralho vira-lata virado por um professor auto-iniciado em algum tipo de sacerdócio oculto infernal, é capaz de traduzir a verdade em todo seu esplendor.

 “Eu conheci a História tarde demais; em minha adolescência eu era orgulhoso demais para ler historiadores […] E por volta dos 40 anos descobri a história que tanto ignorava. Bem, eu fiquei aterrorizado […] Pegue qualquer época da história, estude-a a fundo e as conclusões que se tira são necessariamente terríveis […] Sempre tive uma visão, digamos, desagradável das coisas. Mas a partir do momento que descobri a história, perdi toda ilusão. Ela é verdadeiramente a obra do diabo!” – Cioran, Entrevistas.

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Ainda é ambiente escolar, esse, entretanto, mais conservador e decadente. Localizado num antigo casarão colonial em cujos tacos de madeira habitam os rangidos da passagem de pesquisadores de toda sorte e também da fragrância característica de livros velhos de páginas amareladas e capas de couro já refeitas muitas vezes. Tudo ali tem aspecto de restauração… o que talvez seja outra forma de dizer que tudo ali parece decadente e lutando bravamente contra a ação do tempo e do oblívio que a tecnologia impõe com avidez e intransigência. É nesse ambiente que assistiremos a última aula da noite. Uma voz rouca e monótona ecoa pelo corredor amadeirado. Façam anotações se acharem necessário, mas é improvável que esse conteúdo caia em alguma prova… Estamos tratando aqui de…

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SABERES ARCAICOS & CIÊNCIA ARCANA

Corte para o professor velho, encurvado, ressentido. Tiburcius era seu nome, Tiburcino para os poucos amigos que ainda estavam vivos. Que quando fala é todo respingos de perdigotos venenosos pontuando sarcasmos e ironias. Professor de sorriso débil e olhos opacos, professor niilista, que leva repousado em seu ombro um morcego de estimação só para aterrorizar os alunos de nervos mais frágeis. Atrás de si uma lousa imensa, dividida em três grandes colunas, absolutamente preenchida com os seguintes dados:

Russo Arcaico – Upir – Упирь – colofón datado de 6555 (1047 AD) num manuscrito do Livro dos Salmos – escrito por um padre que transcreve o livro do glago lítico para o cirílico, por encomenda do príncipe Volodymyr Yaroslavovych. O padre escreve que seu nome é Upir Likhyi – Оупирь Лихыи – o que é interpretado pelos historiadores como evidência de resistência pagã e uso de alcunhas ao assinar o nome.

Citando, e por citando entende-se lendo em voz alta, Alexander M. da Silva, o professor velhaco esclarece que “o primeiro registro escrito do termo que daria origem a palavra moderna “vampiro” surgiu no ano de 1047 da nossa era na forma de upir. Essa palavra de origem eslava surgiu em uma obra russa chamada O livro da profecia, escrita por Vladimir Jaroslov, príncipe de Novgorod, noroeste da Rússia. Nela um padre era chamado de upir lichy, ou seja, um “vampiro hediondo” dado o seu desvio de comportamento. Essa ligação entre o vampirismo e a religião cristã evoca o fato de a Rússia ter adotado o cristianismo oriental em 980 e, desde então, a Igreja local se esforçou para banir rituais e crenças pagãs eslavas sobre criaturas vampíricas. Ainda que o cristianismo tenha vencido a disputa pelo poder religioso, o vampiro sobreviveu no folclore do povo eslavo, tornando-se a personificação simbólica do convívio conflituoso entre cristianismo e paganismo”. Na coluna do meio ele foi escrevendo enquanto falava, em garranchos apressados de giz, assim:

Tratado antipagão intitulado “Diálogos de São Gregório” – datado entre os séculos XI e XIII – onde é registrado um culto pagão upyri. Então relatos que pipocam por regiões da Bulgária, Macedônia, Croácia, Checoslováquia, pelos próximos séculos e ainda mais tarde pela Polônia, Ucrânia, Russia, Bielorrussia. Escritos dos missionários S. Cirilo e S. Metódio…

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– Percebam por favor que estamos mapeando uma manifestação quase fúngica de pseudovida que irá proliferar nos vincos e umidades da formação dos primeiros projetos de estado-nação europeus… – e na lousa:

Sigismundo de Luxemburgo / Sigismundo da Germânia (14/2/1368 – 9/12/1437) – Rei da Hungria (1410 – 1437) Sacro Imperador Romano-Germânico, Rei da Germânia e Boêmia. Membro da Casa de Luxemburgo, marido de Maria da Hungria. Foi sucedido pelo genro, Alberto, pai ilegítimo de João Corvino, senhor do castelo Hunyadi e seu protegido e conselheiro.

Sobrou um espaço na base da coluna então disse apontando:

– Aqui vai alguns marcos importantes. Alguma historiografia pertinente ao tema. – e escreveu em tópicos:

* 484 – Cisma entre Igrejas (Oriente VS Ocidente); * 1054 – Nova Cisma da Igreja (idem); * 1190 – primeiros relatos sobre vampiros na Inglaterra -> vampiro de Berwick – norte da Inglaterra; * Peste vampírica no século XVII; família Alfort, Dillsboro, Carolina do Norte, EUA -> caça a vampiros em 1788 e 1789.

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Fórmula Montesi

– Entendam que podemos continuar pontuando, sem nem nos dar ao trabalho de levantar literatura, cinema e ficção em geral, através do desenvolvimento colonial e as decorrentes guerras mundiais. Esses períodos meio que dão a impressão de serem o filé dos temas abordados por historiadores críticos do progresso civilizatório. Mas como vocês, estudantes escolados, devem saber, isso daria conteúdo para um curso inteiro a parte… Ainda assim, perceba que as guerras mundiais só abrem as portas para o miolo da problemática contemporânea: a apropriação e subsequente aprimoramento dos métodos e tecnologia nazi-fascista pelas potências liberais do ocidente, o que nos levaria às ditaduras civil-militares ocorridas na América Latina e aí vocês já sabem, outro curso inteiro a parte. Infelizmente, por mais interessante que seja desenvolver esse aspecto de análise, a proposta desse curso é observar pontos de origem e cruzá-los com manifestações o mais contemporâneas possível…

https://en.wikipedia.org/wiki/Darkhold

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Passou então para a última coluna, arremessando um toco de giz na lixeira no outro canto da sala:

DEBT = SLAVERY -> DÍVIDA = ESCRAVIDÃO; Membros e arquitetos da dominação vampiresca: * J.D. Rockefeller; * Paul Wargurg; * J.P. Morgan; * Baron Rottschild -> O CONCILIÁBULO, A CAMARILLA; Peões a governar, escravos a dominar: * Edward Bernays -> mix de Sig Freud com Joseph Goebbels aplicado em Relações Públicas para Controle Social; * Walter Lippmann -> Opinião Pública massificação industrial da doma humana populacional; * Dwight Eisenhower -> Complexo Militar-Industrial, a ferramenta suprema da dominação vampírica; * Frank Carlucci -> Carlyle Group -> LBO – Leveraged Buyout; * George Soros: Atualização e aprimoramento industrial do mercado escravocrata.

– Alguém pode me ajudar com esse conceito? – inquiriu o professor Tiburcius, ao que alguém leu da Wikipédia pelo celular assim:

– Também conhecido como highly-leveraged transaction, refere-se a uma transação onde se adquire o controle acionário de empresa e uma parcela significativa do pagamento é financiada através de dívida.

– Isso. Obrigado. Percebam como a aliança entre cultura do crédito e opressão policial se aliam quase com a mesma harmonia que o clero e a monarquia de outrora, criando um modelo de estado-nação edificado sobre conceitos como, Força Neoconservadora; Políticas do Medo; Alerta de Terror e Estado Policial. – na lousa, é claro, estavam os conceitos na sua grafia original, o inglês:

* NEOCONSERVATIVE FORCE; *POLITICS OF FEAR; * TERROR ALERT; * POLICE STATE. Tudo ligado em flechas e hastes que apontavam para o conceito original, citado aí em cima: DEBT = SLAVERY. Ou seja: Dívida (ou Débito) é igual à Escravidão.

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Corte para outra cena

A ARQUITETURA DA UNIVERSIDADE INVISÍVEL

“Por um salário infame, aqueles Nômades altivos haviam perdido a nobreza e a liberdade e viviam confinados em habitações miseráveis, prostrados por absurdas preocupações materiais, cada vez mais prolíficas, de que antes nem sequer tinham consciência. Eles, que haviam conhecido a eternidade dos horizontes, a limpidez do céu sobre os oásis verdejantes e o bem-estar dos despertares sob as tendas, tinham se tornado exilados dentro de seu próprio reino. Samantar seguidamente lamentava a sorte daqueles infelizes, potentados ambiciosos haviam reduzido à condição de escravos de uma potência estrangeira sem alma, a mais pérfida e a mais venal de todas as nações. Mas enquanto se desencaminhavam essas multidões, submetidas às normas de uma ética bárbara, aqui em Dofa a pobreza do país permitira que a vida transcorresse preguiçosamente e que o povo se dedicasse sem esforço aviltante a ocupações benéficas como a pesca, a horticultura, um artesanato confeccionado na indolência e na dignidade; esse povo assinalara, sobretudo, sua resistência às modas decadentes, continuando a se expressar numa linguagem humana. Era essa linguagem humana que encantava Samantar, uma linguagem que fora, no mundo inteiro, substituída por um idioma bastardo – juntado nas lixeiras do comércio e da publicidade – , que já não tinha a ver com o homem e do qual se excluía toda e qualquer noção de emoção ou sentimento.”

– Albert Cossery, Ambição no Deserto

Há alguns séculos, desde a própria criação da primeira universidade, que se fala aos sussurros em uma universidade invisível. Uma sociedade secreta reunida para estudar saberes ocultos. Místicos, conspiradores, malucos solitários e anarquistas eram o público geral, mas no geral, não se podia nomear unicamente um exemplar de estudante ou graduado nessa antiárea acadêmica. Acerca disso, temos alguns relatos de perspectiva esotérica bem organizados em seu registro, um ótimo exemplo é O Livro do Misterioso Desconhecido, de Robert Charroux, narrativa concebida no seio da AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz), que como tantas outras organizações secretas, brincava de criar uma hierarquia paralela, costurar no verso da civilização uma outra estrutura de empoderamento hierárquico dos saberes. Essas organizações, não raro, se autoafirmarão ser em verdade milenares, existindo desde o encontro da cronologia historiográfica moderna com a contagem mítica do tempo. Desde os dilúvios, desde as primeiras civilizações selvagens, desde o surgimento da cultura hebreia-cristã… etc.

Nada contra a filiação a esse tipo de organização. Independentemente da estética da fé, as pessoas parecem realmente gostar da ideia de que salvadores invisíveis vão moderar seu próprio superpoder em pró do desenvolvimento da nossa civilização. De qualquer forma, o lance com a universidade invisível é que essas seitas e clubes de cavalheiros não traduzem sua manifestação, embora persigam-na avidamente, farejando seu perfume criativo e apontando suas ferramentas em seu encalço. A universidade invisível, pra começo de conversa, não é organizada e nem possui hierarquia. É de magia do caos que estamos falando, então o caos é o método, a justificativa e o objetivo. Acontece que as universidades concretas, essas que possuem nomes e endereços, muito provavelmente hospedarão a universidade invisível, porque o ambiente do campus é favorável á sintonia mental desejada para o estudo. Mas a universidade invisível pode acontecer em qualquer lugar, uma escola, um bar, um beco, um banco de praça, uma plataforma do metrô… basta que dois iniciados se encontrem, se reconheçam (não muito difícil dado a leitura semiótica dos corpos e a empatia psíquica dialogada já nos olhares) e comecem a conversar. Então, respondendo ligeiro o subtítulo, a arquitetura da universidade invisível é qualquer uma. E desnecessária, já que os encontros originais, ao contrário do que pensavam aqueles franceses iluministas rosacrucianos, não era entre edificações e pirâmides de civilizações antiquíssimas, mas na floresta tendo como edifícios apenas a mata, como fruto da engenhosidade humana, no máximo, a fogueira, a dança, o transe e, tendo como margem territorial e vizinhança, as estrelas no céu noturno, a lua em seu balé de fases e as criaturas da noite e do dia.

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Os educadores de vanguarda sabem que as melhores turmas, independente, obviamente, de coisas que as encerram, limitam e atrapalham – como classes e salas – são aquelas formadas pela livre associação. Agrupamentos que se formam emergencialmente, a partir de um tema em comum, de um objetivo, de uma realização. Operando nesse espectro, a transmissão de informação e a própria linguagem em exercício, assume uma amplitude e sofisticação transcendentais. A informação se transmite de muitas maneiras, a comunicação acontece de inúmeras formas. A maioria delas é invisível.

“Quem, inadvertidamente, penetrar neste campo linguístico, depara de súbito com um sistema caótico de referências, como uma rede de nomes de códigos e de símbolos relativos a substâncias arcanas em permanente mutação, em que aquilo que é aparente pode ter sempre um significado diferente e em que o próprio recurso ao léxico barroco especializado e ás listas de sinônimos dos tempos modernos não oferece uma orientação segura. Por outro lado, o crescimento igualmente desordenado de conceitos difusos sempre exigiu medidas de simplificação. Foi o caso da tentativa interpretativa do psicanalista suíço C. G. Jung (1875 – 1961), que veio a ter um enorme impacto. Jung considerava que a forma híbrida ou hermafrodita da alquimia constituía a sua face intrínseca, e que as obras químicas exteriores só podiam ser aceitas como uma projeção de fenômenos anímicos cientificamente manipuláveis.”

– Robb, Alexander, O Museu Hermético Alquimia e Misticismo

Do lado de fora da aula do velhaco Tiburcius há um beco, acesso estreito para a rua de trás, de onde desce uma escadaria até a avenida mais adiante. É o beco onde alguns dos estudantes se reúnem pra fumar antes das aulas começarem. Hoje, devido a chuva que caiu antes, estava vazio e molhado. Do mesmo jeito que a cidade ao redor, ligeiramente menos fétido do que num dia seco. Nesse beco está uma figura a qual chamaremos Tican. Ele está pixando o muro, já bastante carregado de intervenções. Vários atropelos, canetão sobre spray sobre rolinho… Ele assina ti<An. Dois vira-latas o acompanham, farejando ao redor das suas pernas. Ele observa a parede como um todo e percebe que há um padrão se formando naquela imundice informacional. Fareja a discussão sobre vamps do outro lado da parede… o som escapando pelas janelas abertas lá em cima. Sua boca se enche de água, não tem o que goste mais do que fazer os vamps sangrar. ti<An conhece muitos outros caçadores de vamps. A maioria deles é cigana ou rastafári, criaturas cujo habitat natural é a rua, pessoas que conversam mais com estranhos do que com família e amigos em seu dia a dia. Flanadores da cidade. Rastreadores. Rasta Slayahman. Alguns nascidos com sangue de dampiro. Possuem o mal do século nas veias, mas seu corpo é programado pra transformar veneno em antídoto sem laboratório, só com o fígado. Guerrilheiros, sabotadores e amigos.

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http://villains.wikia.com/wiki/Vampires_(Marvel)

Vampire_Killing_Kit. Boston. 1840

ti<AN vive na rua. Depois que lembrou suas vidas anteriores foi desapegando mais e mais das coisas. Objetos passaram a ficar cada vez mais pesados e desinteressantes. Isso acontece porque ele vai e volta na samsara – a roda da vida e da morte e da reencarnação – a cada vez que vem gente, noutras sete vem cão. Na maioria das vezes vira-lata de rua, mas umas ou outras de raças esquisitas e enclausuradas pela sociabilidade vampiresca dos humanos. Umas raras vezes, as suas favoritas, vem como um cão selvagem. Cachorro do mato. Que caça e vive e morre só da terra e dos seres que dela vieram e pra ela voltam. Às vezes sonha em nascer lobo.

Como se chama o folheto? – perguntou casulamente.- Intitula-se tratado do Lobo da Estepe. – Oh, Lobo da Estepe é excelente! E o lobo da estepe é você? Aplica-se a você? – Sim, sou eu. Sou uma espécie de meio-lobo, meio-homem, ou pelo menos alguém que se imagina assim.

– O Lobo da Estepe, Herman Hesse

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Por isso ele confunde um pouco as pessoas e os lugares às vezes. Ele é chamado de esquizofrênico com transtorno de múltipla personalidade, mas isso não é verdade, ele só não se apega tanto a detalhes como nomes, números e palavras. Ele nunca foi formalmente alfabetizado. Mas aprendeu a ler os muros da cidade fluentemente. Ele entende a linguagem de cada pixação, reconhece intuitivamente todas as tags. A lembrança de quando fora um alquimista preguiçoso e desleixado vem à tona. Quando no tratado de Robb, publicado pela editora Taschen, ele sugere que Jung referia-se a uma linguagem híbrida e hermafrodita, creio que esteja apontando para as sutilezas da grafia, usar letras para fazer desenhos e vice-versa. Qual a linha que difere? O que impõe uma fronteira que dividirá essas ações e intenções aparentemente tão dispares? Desenhar e escrever? Escrever ou desenhar? Como montéquios e capuletos? Que música soará desse encontro? Que valsa fará essas ações e intenções bailarem juntas?

É que, como já dissemos, antes toda a linguagem era assim. Antes toda grafia nascia do desejo de pintar, de tornar o mundo mais bonito com a marca da sua história nele. Então, o cancro, o simulacro. A perversão radical de conceitos. A transformação de algo no seu oposto absoluto… Já falamos em demasia sobre esse processo nos outros tratados de  segredos sujos prometeicosmonstros no espelho. As estradas interpretativas que trilhamos pra trazer essa pauta – A ascensão do império dos vampiros – a baila mais uma vez.

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Hoje a linguagem selvagem praticamente só sobrevive na margem. Quanto mais próxima dos marcos zeros de contaminação vampírica, mais propenso ao oblívio ou à contaminação ela está. Mas no coração de um sistema totalmente corrupto e comprometido, alguns artistas invisíveis trocam mensagens, falam através de narrativas ocultas, camuflados nas inconcebíveis quantidades da produção industrial de cultura. Ainda como os antigos alquimistas faziam, cruzando imagens e palavras:

“Sempre que falávamos (abertamente), nunca dissemos verdadeiramente nada. Mas sempre que usávamos uma linguagem cifrada ou recorremos às imagens, ocultávamos a verdade. (Rosarium philosophorum, edição de Weinhein, 1990)”

– idem

Robb conclui o raciocínio aqui apresentado, citando C Horlacher, dizendo que:

“Os filósofos herméticos podem ser entendidos de modo “mais livre, senão mais evidente e mais claro, com um discurso mudo ou sem discurso, através da ilustração dos mistérios com enigmans figurados do que através de palavras” (C. Horlacher, Kern und Stern…, Frankfurt, 1707).”

Burlar, esquivar, subverter o poder das palavras é algo necessário para os comprometidos com a verdade. Deixar que a ideia se manifeste livre a partir da chama que arde em cada um de nós, cada um que detém em sua alma a potência prometéica pra se autoiniciar nos poderes e nas teses que apelarem pros seus apetites.

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Grant Morrison fala um pouco sobre isso através do personagem Mason na primeira edição do segundo volume de Invisíveis, cujo arco que se inicia é intitulado Ciência Negra. Toda a célula de Invisíveis está reunida num restaurante de beira de estrada no melhor estilo cena de abertura de Natural Born Killers quando o assunto vem à baila. Procure acompanhar sua linha de raciocínio:

“Velocidade Máxima é sobre evolução, não é? Tá na cara. O ônibus é o mundo. Pode assistir de novo: Tem tudo que é nacionalidade. Não é só isso. O motorista que leva pro desastre tem uma maquiagem de Cro-magnon. Ou escolheram ele porque parece um Cro-magnon. Ele é nossa herança bruta da evolução, conduzindo o mundo ao armagedom enquanto todo mundo fica só discutindo. É tudo simbólico.”

Como se ele não estivesse sendo explícito o bastante com as referência de tema, conteúdo e estilo, ou como se o coloquialismo no texto não estivesse literal e realista o bastante (com as intervenções dos outros personagens meio que entediados da narrativa paranoica de Mason), ele insiste em seu ponto de vista:

“Vejam só quantas vezes aparece o número 23. Está em todas as cenas. Não é coincidência. É um código. Uma mensagem.”

Isso fica um pouco mais evidente conforme ele defende sua tese abertamente, a partir do diálogo com outras personagens à mesa. Mason insiste:

“E aí, no final, depois da jornada tântrica no metrô, eles saem na frente de um cinema onde está passando 2001: Uma odisseia no espaço…”

Ao que Robin complementa:

“Que trata da evolução do homem. Mason, você precisa de um psicólogo.”

Mas ele não para por aí, e nem desconfia de suas faculdades psíquicas. Vai mais fundo:

“Eu vejo tudo que é coisa mística quando assisto filme. Sabem Pulp Fiction…? O troço que brilha na maleta “666” é a alma do Marcellus, não é? O band-aid que ele tem no pescoço, naquela cena do bar com o Bruce Willis… foi dalí que extraíram a alma. Dá pra ficar o dia inteiro falando disso. Mas assistam Velocidade Máxima. Aí fiquem na cabeça que o ônibus é o mundo e que aquele vão nas obras da rodovia é o apocalipse.”

Jolly Roger se irrita e quer partir logo ao que interessa:

“Tá legal, mas quer dizer o quê? Que diferença faz?”

Essa indicação permite a Mason concluir sua tese, ao mesmo tempo em que Fanny, a xamã trava do grupo vai ao banheiro:

“Quer dizer… Sei lá. Quer dizer que tem alguns filmes que são produzidos por invisíveis e que têm mensagens pros outros invisíveis. São os invisíveis conversando no idioma secreto… Os filmes são indicadores. Pra sabermos que tem outros por aí…”

King Mob, alter ego do próprio Gideon Stargrave (anagrama de Grant Morrison) em pessoa, ainda comenta com ironia metalinguística enquanto tenta encarar os corn flakes como “são servidos na América”:

“Mason, você acaba de transformar nossos últimos dez minutos numa cena do Tarantino.”

Ao que coroa sua argumentação com precisão conceitual memorável:

“É isso que eu chamo de triunfo do pós-modernismo.”

The Invisibles Vol. 2#1 (Fev. 1997), Ciência Negra. Parte 1: Socando.

A metalinguagem não é apenas um método estético, não se trata da forma ou do estilo. A metalinguagem é o hocus pocus da narrativa que se pretende emancipada. A metalinguagem permite à narrativa vazar as intenções para além das vias de comunicação que se encerram na grafia. Cruzando as referências e extrapolando as citações, o pensamento lubrifica-se e escapa da linha narrativa onde se viu originalmente cultivado in vitro, e mesmo que retorne a ela para segui-la até o fim, o fará intercalando outros voos, e multiplicando os ângulos de observação e os pontos de vista o bastante para que possa, empregando uma simples simpatia de criatividade mais memória, teletransportar-se para longe da doutrina e da disciplina e da violência linguística sempre que for possível. Perceba que a metalinguagem de Grant Morrison está povilhada por praticamente toda a sua obra. Homem-Animal, Patrulha do Destino, Joe o Bárbaro, Os Invisíveis, mesmo sua abordagem de títulos como a Liga da Justiça em Crise Final, os Sete Soldados da Vitória e Batman… a metalinguagem é o elixir que Morrison derrama na sua escrita. Seu objetivo: comunicar ideias que palavras e desenhos simplesmente não comportam, mas que podem sugerir. Porque em essência, toda mágica é pouco mais do que sugestão.

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Mas essa sugestão transforma toda a realidade, mesmo que por um instante. E isso é poderosíssimo. Como aqueles sapos ou aranhas de plástico com uma mangueirinha embaixo ligada a uma pequena bomba manual de ar, e que saltam com um apertão. E que em desavisados pode dar a ilusão de um animal que se move, um sustinho bobo, mesmo que por um micro milésimo de segundo… a engenhosidade, as condições ambientais, a mente do enganado e a malícia do magus confluem para transmutar genuinamente aquele brinquedo vulgar em um animal vivo de verdade. A magia é o suprassumo da rebeldia cultural. Magos são trapaceiros da realidade. Sabotam até mesmo as leis da física. Sobretudo praticantes das formas auto-iniciáticas de mágica do caos. Sem seitas nem hierarquias eclesiásticas, sem estruturação ritualística. O rito se apresenta pro seu autor no momento em que está sendo realizado, se muito.

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Ba’al-Hadad

Baalists

Comuns os que os realizam sem sequer perceberem. Repetindo palavras de amarração, reproduzindo gestuário de maldição, alimentando egrégoras de ressentimento, travando pactos sinistros com as piores partes de si. Mais comum do que se pensa. Fecha os olhos, ergue as mãos, grita, pede, implora, reprime em nome do bem, crê com força num deus, mas quem responde é a catarse catalisada pelo medo. Toda mística é ameaça em potencial a toda ortodoxia. E toda ortodoxia realizará sua imposição pelo pavor, o terror de que se esteja “vivendo errado sem ela”, a dependência infantil de uma constante atualização da autorização concedida ao sistema de crenças e valores vigente.

“Medo. Todos acham que já sentiram medo. Pensam que sabem qual é a sensação. A vida passando diante dos olhos e tudo o mais. Besteira. A verdade é que a gente fica entorpecido. Desacelera, perde o controle… Você se torna uma casca com um pequeno “eu” enfiado em algum lugar lá dentro, assistindo.”

 – Tig em I, Vampire #5 (Dan Abnett & Andy Lanning + Fernando Blanco)

E a engrenagem fundamental desses motores que operam e transformam a realidade, é a linguagem. Insisto: Há de se ficar atento à linguagem! No livro Chuva de Estrelas, Peter Lamborn Wilson analisa, citando as palavras do estudioso francês Jean Bottéro, as origens primordiais dessa coisa de traçar riscados como feitiçaria pra alterar a (percepção da) realidade (e por consequência a realidade concreta propriamente dita):

Não devemos esquecer que os antigos habitantes da Mesopotâmia, inventores daquele que é o mais antigo sistema de escrita conhecido, criado três mil anos a.C., foram profundamente influenciados por essa inovação. Não apenas porque ela lhes permitia iniciar a tradição escrita, mas também devido ao fato de esse sistema ter inspirado e moldado, de certa forma, sua forma de pensar. A escrita era profundamente pictográfica em sua origem (e continuou parcialmente assim para sempre), o que quer dizer que ela aludia à mente coisas que teriam que ser expressas por símbolos que representavam tais coisas, tanto direta (como um grão para a palavra “cereal” ou um triângulo para “mulher”), quanto indiretamente (o perfil das montanhas significava “terra” e “terra estrangeira”, um pé significava “ficar de pé”, “andar”, “trazer” etc.). Na verdade, representavam conceitos e ações através de outras coisas, os próprios desenhos, que por sua vez se referiam aos objetos. Esse método incendiou a imaginação dos antigos mesopotâmicos e, como vemos, deu à sua “lógica” um certo número de padrões.”

Mais adiante, em suas próprias palavras, Wilson aproxima-se do ponto levantado nesse ensaio, justificando seu objeto de pesquisa assim:

Até mesmo a escrita cuneiforme não foi inventada para propósitos proféticos, ela imediatamente começou a informar a cultura da Mesopotâmia através de uma visão essencial do mundo, baseada na ressonância entre escrita e realidade. E mesmo se nós, felizes modernos, sabemos (graças a filologia comparativa etc.) que todos esses sistemas são arbitrários, não podemos declará-los insignificantes, nestes termos. Ao menos pelo bem do entendimento histórico, temos que admitir que “crenças” são tão importantes quanto “fatos” e que não há uma linha precisa para dividir as duas categorias.”

 – Chuva de Estrelas, O sonho iniciático no sufismo e taoísmo

Peter Lamborn Wilson.

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Então falar da metalinguagem – trazendo-a do campo da teorização para o empirismo da sua experiência de leitura – é falar da descrição textual do texto que se apresenta diante dos seus olhos: Surge como um texto de ensaio e estudo sobre aspectos aflitivos (em especial o vampirismo político) da sociabilidade contemporânea que evoca um gibi imaginário de terror para, desenvolver alguns subtemas e reflexões, inclusive citando passagens inteiras de outras obras, sejam elas HQs, cinema, séries de tv, música e o que mais tiver à mão, e o resultado é um baita post tentando amarrar uma série de outros posts, fragmentos do mesmo estudo, supracitados em hiperlinks, que reforçam basicamente a mesma ideia: A de que é observando bem a linguagem que se protege da influência vampiresca.

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No man ever seen the face of his foe no
He ain’t made of flesh and bone
He’s the one who sits up close beside you girl, and When he’s there you are alone

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongues singin’
In the black soul choir

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongue
The black soul choir

Oh, he rises in my way
Oh, he rises in my way

No man ever seen the face of my Lord no
Not since he left his skin
He’s the one you keep cold on the outside girl, he’s At your door let him in

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongues singin’
In the black soul choir

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongue
The black soul choir

Oh, he rises in my way
Oh, he rises in my way

I will forgive your wrongs, I am Abel
For my own I feel great shame
I will offer up a brick to the back of your head boy
If I was Cain

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongues singin’
In the black soul choir

Every man is evil yes and every man’s a liar
Unashamed with the wicked tongue
The black soul choir

Oh, he rises in my way
Oh, he rises in my way

Anda ligeiro então. Bem cruzado e imunizado.

Corpo fechado & mente aberta.

Estado de espírito: Bastante desconfiado.

Alma acordada & cabeça esperta

&até a próxima edição… ou outro post relacionado…

Estudo em Imaginário Marron by PLAUNS

Posted in novidades, produção NMS, Textos on abril 3, 2016 by plauns

Estava evitando escrever sobre o assunto, por acreditar que seria perigoso expor minha opinião política no momento. Mas com a publicação de Tiago Abreu e Régis Yasuoka no NMS, senti que talvez poderia contribuir. Por isso vamos lá!

Obedecer é mais fácil do que pensar e agir de maneira honesta e sincera. Por isso muitos preferem se manter ignorantes e simplesmente escolher “o lado” das pessoas com as quais se identifica mais, sem realmente refletir sobre a escolha; muitas vezes defendendo algo que não entende, ou mesmo não acredita 100%. Isso é abrir mão da própria autoridade/alteridade, é autorizar outro a atuar por você, é deixar de ser o autor de sua própria vida. O problema não está na autoridade, mas sim no poder dado à ela.

Pior que a preguiça física é a preguiça mental, que muitas vezes faz as pessoas seguirem pela religião, política, tribo, por simples aproximação, sem criticar sua escolha, acreditando e confiando na representatividade que a autoridade terá, na TOTALIDADE do discurso. Como muito bem colocado pelo Tiago Abreu e pelo Régis Yasuoka: “…A constituição das massas não liga pra pormenores da diversidade cultural. Não importa as idiossincrasias entre anarquistas, socialistas, comunistas e suas variações… Pra formação do discurso opressor, toda diversidade deve ser suprimida. Todo companheirismo deve ser viciado, contaminado pela desconfiança própria do sistema vigente de dominação.”.

A diversidade cultural, religiosa, política, biológica, química, está cada vez mais em falta; e como causa/consequência a intolerância (preconceito) está cada vez mais em alta em todos os âmbitos (cultural, religioso, político…) ; inclusive com uma certa doze de orgulho pela agressividade resultante destas intolerâncias.

O que mais me assusta em toda essa situação é o fato de que a maioria dos inflamados (pretensos salvadores da pátria, ou da democracia), realmente acreditam que a diversidade é boa, mas mesmo assim “lutam” (agridem, brigam, quebram laços, insultam e violentam) por uma sociedade menos diversa e mais homogênea.

Quando você abraça uma bandeira, invariavelmente você está recusando outra, muitas vezes por causa de uma intolerância cega, que não quer enxergar os pontos negativos de sua própria bandeira (e sempre têm) e os pontos positivos da bandeira supostamente oposta (que também sempre têm); “Onde o paradigma diferente torna-se uma ameaça só por ser diferente.” (NMS).

E pior que isso normalmente confiando na pessoa que levantou a bandeira primeiro e confiando no discurso que acompanha, com uma preguiça mental tamanha que a ignorância é quase sempre a motivação da intolerância. Nas palavras de Tiago e Régis “Todo poder ao povo. Isso assusta o povinho que tem poder, num sabe? O poder, quando concentrado, acumulado nas mesmas mãos, corrompe, como disse o frederico, o poder superconcentrado é origem do mal… Saber se posicionar e dar sua opinião própria, não é torcer, é se alfabetizar de novo. Existe uma mídia controladora de opinião, que não divulga os fatos verdadeiros, mas que incentivará e estimulará a todo custo uma forma binária de interpretar os acontecimentos. O tal livre arbítrio que nos é concedido de forma divina mitológica não é seguir caminhos que nos são apresentados, mas trilhar nossos próprios caminhos. Nas relações políticas imediatamente aparentes, há um predomínio de infantilidade, um maniqueísmo anacrônico e bobalhão, que rege as brigas por gostos como fossem grandes manifestos… Querem controlar, mas são todos descontrolados… Sem discussão lógica e ideológica sobre a vida numa sociedade, os imbecis se multiplicam. Lá vão eles ser, carrasco, juiz, júri e executor…”

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“quem escreve a história é a mídia e o Estado (o Estado, mais precisamente representado no poder judiciário). É a mídia coorporativa e os tribunais de justiça que produzem os documentos históricos que contam nossa história. Qualquer coisa pra além disso, deverá manifestar-se pela subversão, ludismo e criatividade. Por fim somos cínicos cuzões suficiente para ver o circo pegar fogo, uma mídia de merda que produz cérebros de merda. Neomitosofia contra a escória.”

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Desde meus 17 anos de idade acredito que a política mais próxima do meu ideal de mundo seria uma mistura; com a anarquia como premissa, o capitalismo como processo e o socialismo como objetivo final. Mas essa mistura não seria no sentido cronológico, em que um precede o outro e no futuro só sobraria o socialismo; seria sim uma mistura no sentido hierárquico, onde cada estilo acrescenta à política suas qualidades, tentando de alguma forma equilibrar seus defeitos através da mistura organizada. Mas essa mistura começa com as pessoas reconhecendo sua prórpia autoridade/autoria, agindo de maneira honesta e sincera (de modo anárquico), para só então pensar nos processos do capitalismo e nos ideais do socialismo; ou se preferir no bom do capitalismo e no bem do socialismo.

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Então pode-se dizer que não sou nem vermelho (esquerda), nem verde/amarelo (direita), tou mais para um marron/cinza/preto (uma mistura dos dois).

Estudo em Vermelho Imaginário by RégiZ-Y. Tibes A.Breu

Posted in Imaginarium, novidades with tags , , , , , , , , , , , , , on março 28, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

THE ENDLESS COLDWAR or Red CommiECs CRiSis

A GUERRA FRiA INfiNitA ou A CRiSe dOs CoMUNaQuAdriNhOs VERMELhOs

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Comunistas! O que são? Onde vivem? O que comem? Começamos este post em conjunto, em momentos como este que a unity faz a força e é gente prá caralho. Têm-se discutido muito o que é socialismo, comunismo, capitalismo, e até mesmo  anarquismo,  que poucos compreendem, mas todos querem dar sua opinião. Todo mundo qué dá pitaco. Alheios ou não a máxima de que quanto mais certeza tem o orador, mais seu discurso fica um saco.

2012-01-23

Ultimamente, andamos refletindo sobre as condições atuais do golpe ao neodesenvolvimentismo no Brasil. A agenda neoliberal está preparada, carregada, apontada e muito bem lubrificada, operando as mil maravilhas no senado, mas como consequência social, afrouxou as correias  de alguns fanáticos “nacionalistas” e outros bolsonazis enrustidos na necromântica intenção de desenterrar a velha caça as bruxas comunistas. Mas as camadas de ilusão são tão densas que nem os acusadores patrióticos são tão nacionalistas assim (http://www.esquerdadiario.com.br/Wikileaks-EUA-criou-curso-para-treinar-Moro-e-juristas fossem não idolatrariam um juiz entreguista que conspira com o imperialismo internacional para vender pro mercado estrangeiro a economia e soberania brasileira a preço de bananas e putas menores de idade) e nem os alvos são tão comunistas assim… Vejamos então os pormenores simbólicos desses conflitos. Atentemos para o que  os signos, as cores&valores, nos oferecem como evidência pra desvendarmos esse mar de ilusões, esse diorama de acusações e idolatrias, esse louco delírio fantasmagórico que evoca o assombro de Vargas com seu buraco fumegante no coração, Lincoln Gordon com seu olhar vampiresco escondido sempre sob óculos escuros e McCarthy, cujo semblante para sempre representará o desejo de uma nação por ser governado por alguém que seja mais estúpido e imbecil do que o mais estúpido e imbecil dentre a massa de eleitores. Quem não quer ser governado por um idiota? Idiotas são facilmente conduzidos, são previsíveis, inofensivos… É seguro ser governado por um idiota. Só que é comum esquecermos o quão também é perigoso. E o fascismo, em sua instrumentalidade técnica, inclinação para procurar as soluções mais fáceis e governança agressiva e irrefletida, representa o triunfo dessa idiotice. A imposição de um modelo pela força bruta (seja ela marcial, judicial, burocrática ou midiática) sempre parecerá mais fácil do que o aprimoramento do mesmo. Trata-se de com se relaciona com o trabalho: Labuta ou ars? Obrigação ou beleza? Sofrimento ou feitiçaria?

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Cut to commentator in garden with earphones on, and in front of microphone, which is on a garden table.

Commentator: Ready to smash the communists, wipe them up, and shove them off the face of the earth…(his voice rises hysterically) Mash that dirty red scum, kick ’em in the teeth where it hurts.(commentator rises from his canvas chair, and flails about wildly, waving script, kicking over table, knocking down sunshade) Kill! Kill! Kill! The filthy bastard commies, I hate ’em! I hate ’em! Aaargh! Aaargh!

Wife: (off-screen) Norman! Tea’s ready.

He immediately looks frightened, and goes docile.

Corta para o comentador num jardim com fones de ouvido, e com um microfone em sua frente, o qual está numa mesa de jardim.

Comentador: Pronto para esmagar os comunistas, varre-los para fora, e desová-los da face da Terra.. (sua voz se eleva histericamente) dixavar esta escória suja e vermelha, chutá-los no meio dos dentes onde machuca (comentarista se levanta exaltado da cadeira, malhando selvagemente, lança o roteiro ao foda-se, chutando a mesa de jardim, socando a sombrinha) Matar, Matar, Matar estes bastardos imundos comunas. Como eu os odeio, os odeio! Arrghh Arrggha!

Esposa: (fora de cena) Norman ! O chá está pronto !

(Ele imediatamente olha submisso e vai dócil)

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Radicalmente, o comunismo tem a ver com tornar algo comum. A ação de compartilhar um espaço, uma ferramenta, uma ação ou experiência. Mesmo nas fábricas, o antro mais íntimo do capitalismo, há a ação cotidiana do comunismo, da parceria no trabalho, do companheirismo e da ajuda mútua nos afazeres árduos do ganha-pão. Revolução, Revolussomos nós. cantar sobre revolução porque estamos falando sobre uma mudança, é mais do que só evolução, bem você sabe que você tem que dar aquela limpada geral no cerébro, o único jeito que podemos nos levantar de fato é quando você tira o seu pé das suas costas…

Logo tornar-se comum é tão natural quanto respirar. Somente quem não compreende estar próximo a seus semelhantes é que não aceita o compartilhamento mútuo como desdobramento natural da experiencia humana. Ironicamente, um conglomerado de naturalizações constituem as ilusões necessárias ao reaça para suprimir a empatia intrínseca a esse tipo de convívio. Estão isolados demais. Aterrorizados demais. Sozinhos demais.

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Jessé de Souza – Sociedade e Brasilidade

Jessé de Souza, em entrevista divulgando seu livro “A Tolice da Inteligência Brasileira” afirma que entre os teóricos que nortearam sua pesquisa e seu trabalho, está Max Weber, sobretudo a questão do simbólico explorada por esse pensador clássico da sociologia. Jessé nos diz que “para as pessoas, tão importante quanto um prato de comida e as coisas materiais, é a dimensão simbólica, que é, antes de tudo, dar sentido à vida, legitimar sua vida.”  e ainda insiste dizendo que “as pessoas no fundo não sabem o que são. A primeira necessidade dos seres humanos não é a verdade, os seres humanos fogem da verdade como o diabo da cruz. A primeira necessidade é a legitimação da própria vida, independente de ser verdadeiro ou não.” Isso explica a tranquila convivência da “família brasileira de bem” com as práticas e discursos fascistas  nas chamadas manifestações coxinhas: a massa autoriza e legitima seus comportamentos. Nada mais importa pois estou cercado de outros que pensam como eu. Mas pra que uma identificação possa ser garantida com tanta eficiência num contexto imerso em tão imensa irreflexão, se faz necessária a presença do “outro”, o inimigo, a ameaça, o bode expiatório. É o ódio ao outro e a diferença que dá liga pro discurso por trás do golpe midiático em curso. E é a missão da neomitosofia interpretar esses símbolos, desvendá-los, farejá-los, jogá-los no ventilador. Neomitomancia política é uma brincadeira suja.

Reacionários e golpistas, como os fascistas, nazistas, sempre estão tentando suprimir os direitos da população. Assim surgem os microditadores, que por meio do signo do medo, amedrontam toda uma população de acordo com seus interesses particulares. Estes pequenos reis egocêntricos querem ser o centro das atenções. Na psicologia há a fase egocêntrica das crianças, mas nesses adultos infatilizados esta fase os acompanha até a morte. Dentro da sociedade real e da imaginária, das histórias em quadrinhos, da literatura fantástica, sempre há os que tem o rei na barriga, que querem ter o controle de tudo e de todos, o Rei Maluquinho, incontrolado e violento.

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No Brasil e no mundo, temos visto o crescimento de pessoas que só se interessam por seu particular, e dificilmente aceitam projetos sociais como uma forma de melhoria da sociedade. Chamamos essas pessoas de reacionários ou Fascistas, que vão contra os interesses sociais, comuns, gerais, só se importam com seu ganho, com seu lucro, de modo que consigam subir nas costas de seus funcionários, e assim sugar seu sangue.  Harder they come, harder they burn. Se eles querem meu sangue, terão o meu sangue só no fim. http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FO-Fascismo-do-Seculo-XXI-e-o-papel-da-Classe-Media%2F4%2F35777

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Esta é a idéia básica do capitalismo, a venda e a troca de produtos, por dinheiro, capital. O simples fato de vendermos água e não bebermos a água da torneira, denuncia a desconfiança pelos público corruptível.  E aí criamos um ambiente particular como resposta. Desconfiança do amor e convívio social. O que é amor? Como se vende e se troca amor por um pedaço de papel? Isto é o que trataremos neste início de post, “o capitalismo contêm em si o germén de sua própria destruição…”. Dar amor e receber amor até não poder mais, é a única solução… The total destruction is the only solution… checking the real situation..

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Vamos do princípio; George Orwell foi o gênio que escreveu 1984 e A Revolução dos Bichos, obras visionárias que ilustram a forma como o poder se estabelece enquanto fenômeno social no contexto atual. A ingenuidade e a maldade são faces diferentes de uma mesma moeda de troca. O medo e o ódio são o resultado dessa transação. O grampo, o sarrafo, o sarampo, escutas telefônicas perseguem cada suspiro da máfia de colarinho branco.

1984, vivemos a Era do BBB, “#nãovaitergolpe” é um slogan obsoleto, uma vez que o golpe já foi dado. Mas não se enganem, o BBB não é nem o Grande Irmão que a tudo observa, uma vez que esse é nós, foi introjetado por cada pessoa com um celular na mão e uma conta em rede social, observando como ação primordial da vida, articulando sua observação e planejando como serão observados, toda uma vida contida em milhões de fotos e vozes armazenados nos ipods, e nem tampouco BBB é um programa tosco de tv. BBB é uma pauta de controle mental, com fins de garantir a realização da Agenda BBB, ou seja, os interesses in plenarium das bancadas da Bala, da Bíblia e dos Bancos. Os Homens-Púrpura de terno, que ostentando retórica religiosa ou policial, trabalham pro mesmo chefe e fim, a conviniência de banqueiros, fazendeiros, industriais e megaempresários que só fazem pilhar os bens públicos em detrimento dos seu interesse particular.

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O personagem Napoleão é Joseph Stálin, o comuna que virou um fascista, nada parecido com o Lula Molusco. Que às vezes aparece tocando seu clarinete, de vermelho e irritado com o Bob Esponja, que sempre está feliz com seu emprego proletário e cuja exploração e mais valia fica por conta do Sr. Sirigueijo. Percebem? A esquerda pode ser cabeçuda e irritante. Existem filósofos como Florestan Fernandes florecendo entre troskos toscos em cada reunião de sindicato. Não é astuto confundir neodesenvolvimentismo com esquerda. Assim como nem toda esquerda é comunista. Assim como nem todo sindicato é uma mini célula mafiosa. Vide Sindicato dos Ladrões (On The Waterfront, 1954) com Marlon Brando do diretor Elia Kazan. Um operário que luta contra a corrupção. Napoleão por outro lado, usa de força militar para intimidar seus adversários.

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The Big brother is watching you…Como neste Superman, o filho vermelho de Krypton, o pau mandado de Stalin nesta vida, mostrando aos EUA e aos porcos capitalistas dominantes que o jogo se inverteu por pouco, por um desvio da pequena nave que vinha do espaço, onde the american dream se perdeu e mergulho no horizonte de eventos do consumismo sem fim.   endless..endless..endless..

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Nesta apresentação, colocaremos os principais expoentes deste movimento, a vanguarda vermelha, os que vieram da Rússia, vulgo; URSS, já colocado pelo clássico Street Fighter II’, antes da dissolução, numa época que a perseguição nao se restringia só a filmes, quadrinhos, aos estereótipos que enquadravam literalmente, os personagens vermelhos, ditos comunistas, libertários e opositores ao sistema vigente. STF surgiu em 1991 e no mesmo ano a União Soviética acabaria.

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Zangief, o Ciclone Vermelho, cresceu em meio aos ursos da Sibéria, defensor do proletariado, foi se opor ao imperialismo americano e ao controle mental da Shadaloo de M. Bison.

Lembramos que este controle mental faz referência a projetos como o Ultra-K e outros cujo objetivo da inteligência norte americana (CIA, ASN etc) é o aprimoramento e múltipla instrumentalização da lavagem cerebral. Não que a KGB não tivesse sua versão, mas só citando por mais estereotipados que pareçam esses adoráveis comunistas.

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Vermelho do Urucum

Vermelho dos olhos

Vermelho do sangue

Vermelho de Raiva

Vermelho do Vestidinho

Vermelhô como naquela música da Fafá

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O Dínamo Vermelho apanharia na rua hoje ?… ou não. Pois que a massa nervosinha ataca tranquilamente hippies de bicicleta e moças sozinhas ou mães com bebês de roupinha vermelha, mas não se mostram muito valentes contra uma armadura vermelha previamente preparada.

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Anansi Tarantula Reza a Lenda Kwaku, a aranha vermelha, a alma do imaginário simbólico ancestral, a lenda africana da aranha pintada de urucum dos indígenas brasileiros, que ensina que trapacear não é maneira certa de viver. Um país mestiço como o Brasil ainda e uma sociedade fundamentada em preconceitos. Pelo menos a alma salva, não é seu Cardeal Dom Odilo? Também foi chamado de comunista, mais um preocupado com a marginalização social que o capitalismo cria.

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Classes sociais bem definidas, o rico é o controlador da fábrica, o empregado que ele contrata produz os bens, que ele mesmo vai consumir comprando novamente de seu patrão, uma cadeia infinita de submissão ao dinheiro, e os controladores do dinheiro só acumulam cada vez mais e mais riqueza, a governanta que cuida dos filhos do patrão mantêm a cadeia dessa luta em evidência, da desigualdade social.

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São só uns bandos de menininhas ricas e mimadas, estilo Paris Hilton que estão querendo meter os pés pelas cabeças em uma ditadura que deixa o rico mais rico e o pobre mais pobre. O ciclo eterno de uma guerra fria infinita. #NãoPassarão

Ei você querendo me tirar porque eu uso vermelho! Vá se foder! O simbolismo do vermelho ostenta raízes ancestrais. Nossos ancestrais brasileiros não ostentavam verde e amarelo, ao contrário, pintavam suas peles de vermelho. É a cor de Exú, lembre-se disso&foda-se você! Antes de existir anarquistas, existiram governos; &antes de exitirem governos já existia Exú, e o vermelho como reprsentação de uma vida vivida de forma intensa e visceral. Se seu projeto é reprimir o uso do vermelho, boa sorte amigo. Você tá lascado! E por mais que você buzine sua vuvuzela, pata em sua panela, grite e cuspa em meus amigos, lembre-se que por dentro, você também é vermelho. E é o vermelho que corre em suas veias animando toda essa sua babaquice e é o vermelho que você deve preocupar-se em não derramar com champanhe a toa por aí. Eu gosto da minha cerva gelada, minha tv barulhenta e meus homossexuais ARDENDO! I like my beer cold, my TV loud, and my homosexuals FLAMING! – Homer Simpson #prontofaleitudo

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Nos fabulosos X-Men temos o tovarisch Piotr Rasputin, Colossus, que saiu de uma fazenda comunitária de camponeses e juntou-se aos X-Men da América, numa equipe feita de imigrantes, estrangeiros, mas unidos pela mutação. Desenvolveu seus poderes quando viu sua irmãzinha em perigo, a pequena floquinho de neve, Illyana, logo se transformou no Proletário de Aço a combinação perfeita para os trabalhadores russos que viam-se orpimidos tanto por seu partido quanto pelos conquistadores da Europa e América.

nessa ele foi dominado pelo Arcade e voltou a acreditar na ideologia da Mãe Rússia Socialista

nessa ele foi dominado pelo Arcade e voltou a acreditar na ideologia da Mãe Rússia Socialista

Seu Irmão mais velho Mikhail Rasputin, com poderes de alterar a matéria, o materialista histórico perfeito.

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E Illyana Rasputin, a Magia, com poderes de discos de teletransporte, passagens que quebram a realidade, atingindo as profundezas do Inferno ao inimaginável.

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E aí chegamos no Rasputin sênior, tão bem retratado por Mike Mignola em Hellboy universe, e cujo membro está preservado em uma jarra com formól em algum museu obscuro do século XIX. O Rasputin original representa a instrumentalidade da subversão nas relações políticas. A transformação da punhalada nas costas em um manobra política aceitável é alquímica. A magia, diferente do que a maioria dos wicca new age acredita, não possui pressuposto ético nem acata a forças da dicotomia culpa-moralidade inerente ao paradigma hebraico-cristão. Ela atua com forças ancestrais, anteriores as noções de bem e mal, luz e sombras, virtude  e pecado, verde-amarelo e vermelho.

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E para complementar o Pau do Sr. Raspuin Bruxo do Czar da antiga Rússia, imperialista, encontra-se muito bem ainda preservado, teve a premonição de sua própria morte, se fosse por parte da família real algo muito ruim aconteceria a esta família, e foi o que aconteceu quando ouve a insurreição bolchevique.

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Na Marvel Comics, temos também o Fantasma Vermelho e os Super Macacos, Ivan Kragoff irradiados por raios cósmicos, os mesmos do Fantastic Four. Genialidade expressa-se de muitas maneiras, seja pela sabotagem ou pela criatividade. Uma família de astronautas com super poderes, um cientista controlando macacos superinteligentes, dasvadania? Qual a diferença fora a contraposição geográfica? Porque essa contra-disposição geográfica determina o cenário político? Percebamos as semelhanças para além das diferenças.

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Omega Vermelho e seus filhos, as armas X da URSS, a recriação do Arma X canadense na Rússia, os tentáculos da morte, que emitem partículas radioativas e sugam a energia vital dos porcos capitalistas representa a área de intersecção entre projetos díspares e modelos rivais de governo e civilização. O vampirismo tecnológico e instrumentalizado foi proceder edificante nos dois lados da cortina de ferro. A corrida espacial, a corrida tecnológica, aponta duas setas opostas para uma mesma direção de alvo. É onde os governos se tornam a mesma coisa. O mesmo jogo. O mesmo baralho erigindo diferentes casas de cartas. Game of Cards. House of Thrones.  Breaking Anarchy. Sons of Bad.

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Nossa crítica é posicionada. Não faremos coro ao mito da imparcialidade. Isso num existe. Queremos apontar o campo de intersecção entre os projetos. Quando a civilização é a meta final, não importa os meios, exploração do trabalho e dominação social farão necessariamente parte do processo. Aí está a contradição atual. Defender a continuidade de uma gestão popular, segundo os preceitos da democracia, lamentavelmente coexiste com a aprovação de uma lei anti-terrorismo sancionada por essa mesma “democracia popular” em ameaça e mais fragilizada do que nunca. É irônico mas não surpreendente. Para sobreviver no meio do caos destes particularismos egoístas, precisamos nos posicionar criticamente para assim transformar a realidade.

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 Então vamos falar sério? Esqueça terminologias como esquerda, direita, neoliberalismo ou nodesenvolvimentismo, comunismo e capitalismo e pense que o germe desses conceitos na ação humana está na obediência. A ação difarçada. O verbo oculto. Obedecer é suprimir uma ação e por isso se parece com uma não-ação. Mas não é. É uma ação também. Obedecer é ativamente interceder pelo opressor. É tornar-se instrumento da dominação. S’o que They Live (1988), de John Carpenter, nos resgata na memória a presença mais ancestral, que admite a rebeldia como parte fundamental constituinte da natureza humana. O homem é rebelde por natureza. Ou melhor dizendo, ninguém nasce apreciando a obediência, ninguém gosta de acatar. Até que a violência lhe ensine isso. Mas estamos aqui pra mascar chiclete e chutar bundinhas. Eles chutam na tua porta da frente e chegam entrando com a inquisição espanhola.

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The Day the Earth Stood Still (1951), O dia em que a terra parou como prenunciou Raulzito em outra de suas proféticas cancões, que um alien pousa na terra (Starman (1984) com Jeff Bridges, The Man Who Fell to Earth (1976) com David Bowie) com a missão de propor uma convivência pacífica aos homens, cuja evolução imperialista representaria uma ameaça a vida de outros planetas para além do nosso sistema solar.

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Rondó da Liberdade – Carlos Marighella
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre…
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Aumentar sua resistência física, aprender a atirar, ficar forte, guardar o folego, pra subir e descer o morro…Multidões… Bandido da minha cor, o novo messias, super herói mulato, Marighella, Revolução no Brasil tem um nome, clama por socorro, prá não dizer que não falei das flores, capoeria mata um mata mil, vida difícil, povo feliz, um anjo vai morrer, cada um deve aprender a lutar…

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Acorda amigo, o boato era verdade
A nova ordem tomou conta da cidade
É bom pensar em dar no pé quem não se agrade
Sendo você eu me acomodaria…
Não custa nada se ajustar às condições
Estes senhores devem ter suas razões
Além do mais eles comandam multidões
Quem para o passo de uma maioria?

Progrediremos todos juntos, muito em paz
Sempre esperando a vez na fila dos normais
Passar no caixa, voltar sempre, comprar mais
Que bom ser parte da maquinaria!
Teremos muros, grades, vidros e portões
Mais exigências nas especificações
Mais vigilância, muito menos excessões
Que lindo acordo de cidadania!

Sai!
A gente brinca, a gente dança
Corta e recorta, trança e retrança
A gente é pura­ponta­de­lança
Estrondo, Marcha Macia!

Vossa Excelência, nossas felicitações
É muito avanço, viva as instituições!
Melhor ainda com retorno de milhões
Meu deus do céu, quem é que não queria?
Só um detalhe quase insignificante:
Embora o plano seja muito edificante
Tem sempre a chance de alguma Estrela irritante
Amanhecer irradiando dia!

Sai!
A gente brinca, a gente dança
Corta e recorta, trança e retrança
A gente é pura­ponta­de­lança
Estrondo, Marcha Macia!
SIBA “De Baile Solto”.

Na Marcha macia  não está tranquilo e nem favorável. Quem trabalha nem sempre come, mesmo saindo do mapa da fome. Ademais há o problema da miséria que compartilha corpos com a obesidade. A miséria pode proliferar-se em meio a refeição agora garantida no acesso igualitário ao mecdonaldis e ao passeio no xópiscentis. Ela não desaparece assim como a colonização não desapareceu. Há de se realizar um exercício constante de descolonização. Há de se travar uma desconstrução permanente da miséria e de sua proliferação midiatizada.

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Perceba que a constituição das massas não liga pra pormenores da diversidade cultural. Não importa as idiossincrasias entre anarquistas, socialistas,  comunistas e suas variações… mesmo Ian Hart, depois de toda a luta em Terra e Liberdade (1995), teve sua cabeça obsediada pelo espírito de Valdemort, aquele cujo nome não se pode dizer, mas cujo número mágiko é 45.

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Pra formação do discurso opressor, toda diversidade deve ser suprimida. Todo companheirismo deve ser viciado, contaminado pela desconfiança própria do sistema vigente de dominação. No esquema da cidade, no veneno, no picpac, o próximo é sempre suspeito. O irmão sempre casa com a figura do traidor.

Num tô dizeno que é, tá ligado…? Só tô sugerino que pode ser… Isso que é o que representa a metáfora da velha cobra que bota ovos na mente dos seus súditos. A serpente que toma a mente, que impõe a hierarquia e a obediência. Os Cobra, a Hidra. Que são só um dos desdobramentos, outro departamento, dos G.I.Joe e/ou da SHIELD. A velha e supracitada outra face a moeda e tal. Cobra Criada… Diz que Deus num dá asa pra cobra, mas aki deu…Diz que dá e diz que Deus dará… vale + o q se ama ou o q é teu?

No que diz respeito ao acúmulo de poder, não importa o projeto, não importa a nação. O poder se faz onipotente. Ele passa por cima do resto. A disputa de poder entre poderes dispares é uma ilusão, e não se realiza de verdade. Como o discurso da meritocracia, que supõe uma equivalência de condições entre concorrentes que n verdade não há, mas que brilha com o fulgor de uma bandeira resplandecente, ocultando o massacre que jaz sob o caminho dos vencedores, dos que passam nos concursos, conquistam um emprego, conquistam a casa própria, conquistam as tribos para uma américa que seja virgem novamente, para o bravo mundo novo.

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“Nas ruas do Memphis um Preto foi morto  . . . e em Los Angeles um Branco Caiu. Algo está errado. Alguma coisa está nos matando todos. Um odioso câncer está carcomendo nossa alma por completo!”

Porque o Oliver meteu uma flecha no escoteiro de Metropolis? Porque ele impediu o grande nacionalista de continuar defendendo os valores do Império?

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Brother Power? Give me fuel ! Give me fire ! Cuidado ao virar a esquina! Puppets on fire ! Marionetes pegando fogo e forjando o fogo que erige a babilonia. Segregados como brinquedos na mão de crianças. O povo debaixo do Sol, trampando, debaixo de chuva, carpinando em cima da terra, prá colher os frutos prum maldito de um patrão. People come on. Viva EZLN ! 22 años d luta!

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Poder. Power. Esse o conceito chave. Todo poder ao povo. Isso assusta o povinho que tem poder, num sabe? O poder, quando concentrado, acumulado nas mesmas mãos, corrompe, como disse o frederico, o poder superconcentrado é  origem do mal. A chefia. “O poder de decisão” essa falácia que acompanha aquilo que os “homens de bem” estão autorizados a performar. Todo terror. Toda destruição para um “bem comum”, os nefastos fins eternamente injustificáveis em face dos meios que galgaram sua sina.

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Kraven é um desses, deteve poder demais. Passou a regozijar-se de caçar seres humanos. De um lado, uma barbárie horripilante, de outro, talvez mais justa do que seguir caçando antílopes, gorilas e elefantes. Porque a ruína do homem deveria impressionar mais? Que outra espécie merece um final tétrico e maligno ante os males que cometera contra si e contra as demais espécies e irmãos planetários? Esse pensamento justifica a barbárie? Naturaliza a violência?

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Não importa. Sergei Kravinovitz caça porque é de família rica e poderosa. Ele não julga sua presa, não é o justiceiro. Ele tem um esporte. Tem um hobby. E é matar gente. Diferente de seu irmão Dmitri Smerdyakov, o Camaleão, o mestre do disfarce como Dr. Lao, com mil e sete faces, o Mestre do Disfarce, Lon Chaney Sr. O verdadeiro homem Camaleão. O espião da KGB, logo, os comunistas se tornaram também uma ameaça oriental. Onde o paradigma diferente torna-se uma ameaça só por ser diferente.

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Por que? Pois compromete os planos de dominação,tais responsáveis pela criação dos comunistas, anarquistas estereotipados. Heróis ou Vilões? Qual é a cara do ladrão?  Ainda na Marvel, temos Natasha Romanoff, a Viúva Negra, a fazedora de viúvas, treinada pelos melhores agentes da Rússia. Bucky Barnes, ex parceiro de Capitão América, sofreu lavagem cerebral por estes memos que treinaram Natasha, se transformou na arma viva, O Soldado Invernal.

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Para o império inglês a maior ameaça foram os desertores que abraçavam a vida pirata e os aspectos mais libertários da cultura islâmica. A rainha Victória  contra os piratas desajustados.

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Pirates Band of Misfits (2012)

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Vietnam nah go a war with no more kung fu nun chuckle

ghxrfi0b9iu7d4pcekeaEggFu

Full Metal Jacket (1987) de Stanley Kubrick, um chefe pra obedecer, um colega que se suicida, os orientais comunistas, a carreira militar ideal dos preguiçosos. Odiar é mais fácil, matar é mais fácil, a fúria do Egg Fu contra a Mulher Maravilha, no ponto do Klashnikov e nós saímos matando uns aos outros. Quando é olho por olho todos saímos cegos e caolhos e tal.

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O Homem Coletivo organiza suas armas, o homem social, a união de todos os poderes, não só homens; homens e mulheres juntos, conectados pela simples razão de viver e de fazer o bem, de compartilhar.

o mutant chinês, conhecido como homem coletivo abilidades que o permitem estar em todos os lugares travando batalhas, quanto mais é mais forte fica, esse é o poder da união

o mutant chinês, conhecido como homem coletivo abilidades que o permitem estar em todos os lugares travando batalhas, quanto mais é mais forte fica, esse é o poder da união

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Linka a garota russa com poderes do ar, dos ventos, atleta sempre em contato com o seu corpo, seu pai era um minerador

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Saber se posicionar e dar sua opinião própria, não é torcer, é se alfabetizar de novo. Existe uma mídia controladora de opinião, que não divulga os fatos verdadeiros, mas que incentivará e estimulará a todo custo uma forma binária de interpretar os acontecimentos. O tal livre arbítrio que nos é concedido de forma divina mitológica não é seguir caminhos que nos são apresentados, mas trilhar nossos próprios caminhos. Nas relações políticas imediatamente aparentes, há um predomínio de infantilidade, um maniqueísmo anacrônico e bobalhão que rege as brigas por gostos como fossem grandes manifestos. E o resultado são manifestações, protestos e o caráter de posicionar contra, perderem seu valor em meio a uma bobageira que vai da volta ao regime militar até o hino sem vandalismo.

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Assim imitamos a infantilidade das crianças e por consequência elas são obrigadas a nos copiar como mini adultos. Como explicar, na era em que tomo mundo pode (e deve!) tuitar, que Walter Benjamin, ao afirmar que “Quem não sabe tomar partido, deve calar-se” estava sendo generoso e não grosseiro?

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Escolha bem seus amigos no Facebook, vi muitas pessoas se declarando abertamente em redes sociais. Excluindo, bloqueando amigos que hoje se tornam inimigos, quem lutará ao seu lado? Querem ameaçar sua vida e de sua família. Querem controlar, mas são todos descontrolados. Fascistas a solta na caça as bruxas, uma multidão descontrolada punindo camisetas, levando seus monstros internos ao pódium do egocentrismo. Sem discussão lógica e ideológica sobre a vida numa sociedade, os imbecis se multiplicam. Lá vão eles ser, carrasco, juiz, júri e executor . . . (Daredevil – 2015 – ep. Nelson vs Murdock) Foggy Nelson para Matt Murdock : – “Já não basta você ser o Juíz, você quer ser o carrasco também ?”

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Hordas de zumbis com a camiseta da cbf, chupins desmemoriados que pedem volta de ditaduras, que ameaçam crianças, hordas de zumbis querendo escravizar uns aos outros pela simples exibição de poder e violência gratuita. Pediam cola na prova de história e hoje não entendem nada.

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O novo Rocksteady da inseparável dupla, Bebop and Rocksteady, na versão do desenho novo das TMNT(2012),  Ivan Steranko se muta com um rinoceronte e se torna aquele antigo Rocksteady Rudy Boy dos anos 80, nessa versão tem direito a soco inglês comuna, e armas como a  foice e o martelo.

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Abaixo uma versão de Solomon Grundy, quando morreu na Sibéria, do jogo Injustice : Gods Among Us.

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Nos Jovens Titãs (Teen Titans  2003), conhecemos o Red Star, o Estrela Vermelha, jovem titã honorário superforça, capacidades sobrehumanas, o verdadeiro supersoldado, mas sua Estrela Vermelha representa o poderio nuclear, o controle da energia radioativa.

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O Anarquia, da galeria de vilões do Batman, considerado um terrorista, o black block que atinge patrimonios publicos para ameaçar os conservadores da ordem e do progresso. Como ele, os anarquistas são sempre colocados como terroristas e tem suas cabeças perseguidas em qualquer sistema, tanto socialista como capitalista.

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Alguns filmes:

REDS (1981) com Warren Beatty e Diane Keaton, jornalista John Reed, os 100 dias que abalaram o mundo, que deu seu sangue pelo partido e para melhorar a condição dos trabalhadores na América.

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Goodbye Lenin (2003)… se o capitalismo imperialista baseia-se na prática permanente de imergir na ilusão do consumo e da propaganta publicitária, que tal inverter os contextos radicalmente? De que maneira a ilusão pode ser dobrada e desdobrada para adaptar-se a um paradigma absolutamente oposto ao do imperialismo capitalista? Essa bela fábula familiar nos mostra que a ilusão é mais maleável que a ideologia e é desse material que as ideologias são feitas…

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Trumbo (2015), com Bryan Cranston, a história de Dalton Trumbo, comunista assumido lutando contra a lista negra nos EUA, a caça as bruxas, os 10 comunistas mais procurados eram também os melhores roteiristas qualificados de hollywood

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Rambo e seu nêmesis, o Sargento Yushin, a eterna luta dos americanos contra os comunistas, contra os vietnamitas, a surra eterna que levaram para casa, e somente um personagem de ficção como Rambo poderia vencer. (Rambo – First Blood Part II – 1985). Lembrando que no original Rambo – Programado para Matar, de 1982, não se trata de apresentar uma imagem vencedora e bem sucedida do soldado americano, pelo contrário. O filme original, baseado na obra literária de David Morrell, ilustra como a guerra deixa em frangalhos o espírito e o emocional de um homem que, tendo sobrevivido a guerra, já não encontra lugar ao retornar para sua nação, encontrando em solo materno só solidão, preconceito, discriminação e violência policial e respondendo a isso com uma rebeldia anárquica que só um ex-combatente poderia ostentar. Engraçado que Rambo tenha se tornado sinônimo coloquial de machão, durão, sem sentimentos, quando Jhon Rambo termina o primeiro filme chorando copiosamente como um garotinho traumatizado nos braços de seu coronel Trautman. Mas claro, os demais filmes são todos bastante ideológicos e tratam do velho soldado ideal voltando ao dever do combate e da obediência para com sua nação, caçando implacavelmente comunas orientais, terroristas árabes e cartéis latino-americanos.

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Rocky IV (1985) contra Ivan Drago, o vermelho, líder da infantaria comunista, boxeador conhecido como, O Touro Siberiano, O Trem Expresso da Sibéria e até Death from Above, Acima da morte,  responsável pela morte de Apollo Creed e assim colocou a América contra ele, um estereótipo do vilão da União Soviética. Não pode ser derrotado, como uma muralha imbatível.

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Em Muppets 2 : Most Wanted (2014), Caco fica preso num Gulag Russo, onde tenta passar aos  detentos suas habilidade teatrais, junto de Tina Fey que é Nadya sua carcereira.

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Indiana Jones 4 O Reino da Caveira de Cristal(2008), sua inimiga é Cate Blanchett como Irina Spalko, uma agente da KGB, oficial militar e cientista, artefatos perdidos e alienígenas.

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Nas Aventuras de Rocky E Bullwinkle (2000), um desenho clássico do astuto Rocky o castor e Bullwinkle o atrapalhado alce, temos como vilões: Boris e Natasha, espiões russos que sempre comandados pelo Fearless Leader, o Destemido Líder, no filme é Robert De Niro quem interpreta.

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Em Team America The World Police, dos diretores Trey Parker e Matt Stone, os carinhas do South Park, o vilão é o já falecido King Jong Il, o supremo líder da Coréia do Norte, um ditador, um péssimo exemplo para o Socialismo mundial.

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Ou ainda Kim Jong-Un , seu neto, que segue na mesma linha, e segundo o besteirol de James Franco e Seth Rogen A Entrevista, é um ditador tirânico que adora ouvir Kate Perry no tanque de guerra. A comédia besta vale pelo sarcasmo, mas sobretudo pela máxima da intolerância: “They Hate Us, Cause They Aint Us” ou seria “They Hate Us cause They Anus”? Nos odeiam porque não são como nós? Ou nos odeiam porque são uns cú? A lição é dada. Fodam-se. Ria do ódio. Haters são pequenos, patéticos e engraçados como poodles, como Plankton com sua monovisão e seus planos diabolicamente egocêntricos…

& para trazer charme a essa lista, temos James Bond e suas belas parcerias comunas, nem sempre tão parceiras mas, ah você sabe do que tô falando, 007-  a agente sóvietica Tatiana Romanova, From Russia With Love (1963), Anya Amasova a agente da KGB conhecida como agente XXX, The Spy Who Loved Me (1977) e Natalya Simonova,cientista russa para as forças espaciais, Golden Eye (1995).

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Dr. Fantástico – Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1965) de Stanley Kubrick, Peter Sellers interpreta diversos papéis, um dele ele é o Presidente Merkin Muffey dos EUA, justamente tem um encontro com o Embaixador Russo Alexi de Sadesky, para por em dia os tratados de falsa paz, manter a marcha macia caminhando. O momento de medo dos americanos se repete no presente. A infraestrutura do passado se repete na superestrutura do presente. Medo. Terror. Tiro. Porrada. Bombas.

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Os queridos smurfs  também foram perseguidos neste jogo, inocentes duendinhos azuis organizados por seu líder de barba e roupa vermelha, cada um com sua função social na sociedade que fazem parte, sempre ajudando uns aos outros combatendo Gargamel, um velho reacionário que quer engolir tudo e a todos.

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Os capitalistas sempre prontos para te engolir!

Até o encanador salvador de princesas, Mario. Que sempre teve seu emprego honesto, martelo sempre em mãos. Só quer sossego dessa horda de goombas valentões.

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Tá Tranquilo, Tá Favorável, Mario ?

Corinthians no jogo contra o Palmeiras de 1945, para arrecadar fundos ao Partido Comunista - O Jogo Vermelho

Corinthians no jogo contra o Palmeiras em 1945, para arrecadar fundos ao Partido Comunista – O Jogo Vermelho

Ainda hoje vi a Guarda Imperial sair para ir ajudar os Avengers americanos, vi eles lutarem contra a corrupção num dia quente de verão.

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A Comuna de Paris, talvez a mais relevante experiência histórica de comunismo, nos ensina antes de mais nada que a convivência comunal é mistura e diversidade de pensamentos organizando-se para uma finalidade coletiva. O bem comum, a comunidade, o carinho que se tem pela quebrada: “A Comuna são seus fatos espaçosos e abertos, polirrítmicos e ressonantes. É uma mixórdia que envolve vários componentes ideológicos, com uma ambiguidade que se sustenta em estrondos: guerra sobre túmulos, monumentos que se derrubam em atos públicos. Em um trecho de Zaratustra onde se invoca o Estado – esse “cão hipócrita” – , Nietszche comenta os fatos da Comuna para exemplificar com eles tudo aquilo que produz “ruídos e fumaça”. Assentada a poeira , tudo ficava igual. Nada diferente escrevera Marx quando proferiu a famosa sentença: é absurdo compreender a história levando em conta apenas “as ações ressonantes dos chefes de Estado”. ” – A Comuna de Paris, os Assaltantes do Céu – Horácio González Ed. Brasiliense. No companheirismo de luta é importante lembrar, principalmente antes de querer repetir a glória e o glamour das lutas romantizadas do passado, que quem resolveu o incômodo da Comuna pra coroa francesa, foram os exércitos alemães, os exércitos do inimigo da França. Nenhum inimigo do Estado faz mais ameaça do que seu próprio povo emancipado. E depois é só assinar um tratado como o de Versalhes como forma de resolver essa mancha política da história francesa. Lembrem-se quem escreve a história no Brasil! Não são historiadores (a profissão mal é reconhecida por aqui, só existe bacharelado – muito mal remunerado diga-se de passagem – em História) e nem cientistas, nem a intelectualidade… quem escreve a história é a mídia e o Estado (o Estado, mais precisamente representado no poder judiciário). É a mídia coorporativa e os tribunais de justiça que produzem os documentos históricos que contam nossa história. Qualquer coisa pra além disso, deverá manifestar-se pela subversão, ludismo e criatividade.

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Por fim somos cínicos cuzões suficiente para ver o circo pegar fogo, uma mídia de merda que produz cérebros de merda. Neomitosofia contra a escória.

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Hoje um dia de Páscoa realizamos este post,  nos despedimos, guardando os segredos, pois quanto mais escondidos ficam, mais vivos. Os comentadores infarto-juvenis que infestam os jornais, as folhas, os power rangers vermelhos unidos, vai katá oniguiri encham os bolsos nazis com a miséria humana (oniguiri prá quem não sabe é aquele bolinho de arroz japonês quanto aos colunistas calunistas, vcs sabem quem são seus inimigos) Mantenha os inimigos perto, conheça seu inimigo ! Peace is the mission, dawg ! Skeletons in yuh closet !

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Nô de brecha! No mundo das listas, no mundo dos segredos, tínhamos uma estorieta que começava bem assim ô da paltrona…

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A EXTRAORDINÁRIA AVENTURA VIVIDA POR VLADÍMIR MAIAKOVSKI NO VERÃO NA DATCHA

(Púchkino, monte Akula, datcha de Rumiántzev, a 27 verstas pela estrada de ferro de Iaroslávl)

A tarde ardia com cem sóis.
O verão rolava em julho.
O calor se enrolava
no ar e nos lençóis
da datcha onde eu estava.
Na colina de Púchkino, corcunda,
o monte Akula,
e ao pé do monte
a aldeia enruga
a casa dos telhados.
E atrás da aldeia,
um buraco
e no buraco, todo dia,
o mesmo ato:
o sol descia
lento e exato.
E de manhã
outra vez
por toda a parte
lá estava o sol
escarlate.
Dia após dia
isto
começou a irritar-me
terrivelmente.
Um dia me enfureço a tal ponto
que, de pavor, tudo empalidece.
E grito ao sol, de pronto:
“Desce!
Chega de vadiar nessa fornalha!”
E grito ao sol:
“Parasita!
Você, aí, a flanar pelos ares,
e eu, aqui, cheio de tinta,
com a cara nos cartazes!”
E grito ao sol:
“Espere!
Ouça, topete de ouro,
e se em lugar
desse ocaso
de paxá
você baixar em casa
para um chá?”
Que mosca me mordeu!
É o meu fim!
Para mim
sem perder tempo
o sol
alargando os raios-passos
avança pelo campo.
Não quero mostrar medo.
Recuo para o quarto.
Seus olhos brilham no jardim.
Avançam mais.
Pelas janelas,
pelas portas,
pelas frestas,
a massa
solar vem abaixo
e invade a minha casa.
Recobrando o fôlego,
me diz o sol com voz de baixo:
“Pela primeira vez recolho o fogo,
desde que o mundo foi criado.
Você me chamou?
Apanhe o chá,
pegue a compota, poeta!”
Lágrimas na ponta dos olhos
– o calor me fazia desvairar –
eu lhe mostro
o samovar:
“Pois bem,
sente-se, astro!”
Quem me mandou berrar ao sol
insolências sem conta?
Contrafeito
me sento numa ponta
do banco e espero a conta
com um frio no peito.
Mas uma estranha claridade
fluía sobre o quarto
e esquecendo os cuidados
começo
pouco a pouco
a palestrar com o astro.
Falo
disso e daquilo,
como me cansa a Rosta,
etc.
E o sol:
“Está certo,
mas não se desgoste,
não pinte as coisas tão pretas.
E eu? Você pensa
que brilhar
é fácil?
Prove, pra ver!
Mas quando se começa
é preciso prosseguir
e a gente vai e brilha pra valer!”
Conversamos até a noite
ou até o que, antes, eram trevas.
Como falar, ali, de sombras?
Ficamos íntimos,
os dois.
Logo,
com desassombro,
estou batendo no seu ombro.
E o sol, por fim:
“Somos amigos
pra sempre, eu de você,
você de mim.
Vamos poeta,
cantar,
luzir
no lixo cinza do universo.
Eu verterei o meu sol
e você o seu
com seus versos.”
O muro das sombras,
prisão das trevas,
desaba sob o obus
dos nossos sóis de duas bocas.
Confusão de poesia e luz,
chamas por toda a parte.
Se o sol se cansa
e a noite lenta
quer ir pra cama,
marmota sonolenta,
eu, de repente,
inflamo a minha flama
e o dia fulge novamente.
Brilhar pra sempre,
brilhar como um farol,
brilhar com brilho eterno,
gente é pra brilhar,
que tudo mais vá pro inferno,
este é o meu slogan
e o do sol.

1920

( Wladimir Mayakovsky) (tradução de Augusto de Campos)

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Os Sete Samurais e O Filhote de Tartaruga de Régis Y.

Posted in Tartarugas Ninja on outubro 3, 2015 by PRFSSOR-Regiz-Y.

Leonardo’s the Leader in Blue does anything it takes to get his ninjas through.

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Leonardo é o líder de azul e faz de tudo para que seus ninjas consigam. Leonardo só descansa quando sua família está protegida.

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O perigo sempre ataca quando tudo parece bem.

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Começo contando a estória daquela tartaruga, a mais responsável. Que carrega o mundo nas costas, de tanto peso e de tanta responsabilidade, vive num dilema. No título há uma mistura do filme Os Sete Samurais (1954) de Akira Kurosawa com O Lobo Solitário e Filhote, mangá (1970-76) de Kazuo Koike e filme(72). Também dá prá pensar no filme Três solteirões e 1 bebê (1987), dirigido pelo grande Mr. Spock – Leonard(o) Nimoy, mas não vem ao caso.

Leonardo carrega o peso de ser o herói, carrega o dilema de ser herói, ou de ser líder. O que é herói? O que é ser o Líder? “Too Much Pressure”

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Compreendendo a Jornada do herói, um pouco de Joseph Campbell – O Monomito, traduzido por mim também, explica o padrão seguido pela psicologia do herói:

1.nasce – circunstâncias fabulosas em seu nascimento estabelecem quem ele é qual será seu ciclo como mito

2.hora de aventura – o herói é chamado para aventura, ás vezes é relutante em aceitar

3.amuleto – no começo o herói recebe cuidados de uma figura protetora, ele pode vir de diversas formas, como um mago, um anão, uma mulher, uma fada madrinha ou um padrinho sensei, então recebe sua arma ou amuleto para jornada

4.cruzando a linha – até atingir seu verdadeiro potencial em uma jornada, o herói deve aprender a cruzar a linha sobre tudo o que aprendeu em vida, e sofrer com o prejuízo disso, como ser engolido por uma baleia, a importância desse passo é mostrar o contraste entre o mundo familiar que é a luz com as trevas, que é o mundo desconhecido

5.testes – nesse mundo desconhecido de sonhos e aventuras o herói passa por vários testes, encontra violência contra monstros, feiticeiros, guerreiros, forças da natureza, cada sucesso aprimora o herói

6.ajudantes – o herói é acompanhado de assistentes que o ajudam em cada tarefa com a lealdade de irmão, muitas vezes também encontra uma figura sobrenatural que o acompanha

7.clímax/a batalha final – o momento crítico da jornada do herói, que geralmente tem uma luta com um chefão, monstro, feiticeiro ou guerreiro

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8.voo – após derrotar o vilão, o herói recupera algo como um elixir, que o ajuda a retornar para seu local inicial em sua vida normal, o retorno pode assumir a forma de um voo, ou o elixir que garante a recuperação do herói

9.retorno – retorna para sua vida, sua família, para o dia a dia cheio de luz, o retorno geralmente toma a forma de um despertar, um renascimento, uma ressurreição, ou simplesmente resurge de uma floresta ou caverna

10.elixir – o objeto de conhecimento conquistado na aventura, que agora faz parte da vida cotidiana do herói, no qual ele o utiliza para se curar e definir seu papel como o herói da comunidade

11.lar – o herói retorna ao lar, após sua misteriosa aventura, com o poder de conceber bênçãos aos seus entes queridos

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Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas faixas – calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus
E não me importa, honey

O herói pega impulso para dar uma voadora e afastar todo o mal.

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O herói confronta o sistema? Ou o herói conforma o sistema?

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Vem ver a violência inerente ao sistema.

Cuidado tartaruga, que você pode estar em terreno escorregadio, você pode sair escorregando nesse terreno pantanoso, cair no chão, não quero te ver com o casco trincado no chão mi bredda.

Ooh, when you wet, it’s slippery, yeah.
When it damp, it crampin’!
If it’s slidin’, you’ll tumble down,
Won’t want you on the ground.

Caution: the road is wet;
Black soul is black as jet. Did you hear me?
Caution: the road is hot;
Still you got to do better than that!

No filme de Kurosawa,  com Toshiro Mifune, a lenda referência para filmes de samurais. Conhecemos um vilarejo pobre num Japão feudal, que reúne 7 samurais para ajudá-los a se defender. Toshiro Mifune é Kikuchiyo um veterano com o peso da responsabilidade de proteger e treinar seus irmãos do vilarejo. Na saga do Lobo Solitário podemos ver muita semelhança entre o ator Toshiro e o personagem principal que tem o dever de proteger seu bebê. No filme do Lobo Solitário, não chamaram Toshiro e sim, Tomisaburo para ser o personagem Ogami Itto, que também ficou muito parecido.

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Meu nome é Leonardo. Nós entramos errado em algum desvio em qualquer lugar. Agora estamos encurralados na parede desse lixo de beco. Barrando nossa saída tem 15 membros dos Purple Dragons, a gang mais durona da Zona Leste, o único jeito que eles nos deixariam sair daqui é: MORTOS !! Eu empunho num relax minha Katana e fico preparado. A minha esquerda, Donatello e Michelangelo, seguido de seu bastão e nunchaku. Raphael guarda minha direita… Eu sinto seu (corpo trêmulo) tenso de energia, esperando para ser provocado e liberado numa eufórica carnificina.

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Sua mãe era um hamster e seu pai fedia frutas velhas. Acho que quis dizer que seu pai era um rato.

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Desde onde tudo começou, nos esgotos. Quando as Tartaruguinhas mutaram em crianças. O Pai, o Mestre, o Sensei, o Rato, o Splinter, a Lasquinha de madeira, tão letal quanto pequeno. Tão pequeno quanto um rato ou uma tartaruga. Hamato Yoshi encontrou as tartarugas, que agora ele chamará de filhos, os cuidará e ensinará o ninjutsu, cascos multicoloridos, cada um recebe uma cor, cérebros, multicoloridos, vermelho, azul, laranja, roxo, sintonizam, homens, tartarugas, ratos, imprevisibilidade de comportamento, acima, embaixo do mundo, emitem, andam, sentem, amam.

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Tudo que Leo sabe veio de seu mestre. Ele sabe que é o responsável pela proteção de seus irmãos, que é o mais velho, o irmãozão, onitchan – onii chaan (兄) precisa ser firme e forte, rough and tough, ser o Garoto Rude para lidar com os problemas, ser o Homem de família. Sorvete e doce, só depois do almoço. Conversar sobre a cerveja, fundo do poço. Ex-presidente, senadora, larga do osso. Sobre Deus onipresente, sempre silencioso. A diferença entre o trabalho e a mão no revólver. Às vezes o trabalho é a mão no revólver. O caminho mais fácil, o que isso envolve? O sol não brilha pra todos, não. A vida ou a morte? Eu vou em prol do prole.

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Terry Gilliam – O Bom Mestre expandindo o potencial de aprendizagem de uma criança

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Em uma estória da Mirage Comics, Leo sonha que ‘cai de um telhado’, e cai em cima de sua espada e é empalado, claro que um ninja nunca cairia assim. Mas o que acontece é que toda sua família é assassinada porque ele não está lá para protegê-los. Rola até uma cena de autopsia com o Leo dissecado num hospital.

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A word unto the wise is enough
You can look but don’t touch
My reparation and such
Cause out here in this jungle we roar
Every king has his thrown
And if you enter my zone
And going to protect my own
Protect my own
I will protect my own
Protect my own

Todo rei tem seu trono, C você entrar na minha zona, eu vou proteger os do meu tipo, vou proteger os meus. Vou proteger minha quebrada e meus irmãos.  Ele aprendeu desde pequeno a compreender as necessidades de seus irmãos mais novos, a compreender o que os outros pensam, a questão do líder colocada como o responsável, e não o que manda, ele pensa pelo grupo. E pensa em como o grupo deve agir como um conjunto, como uma guerrilha móvel. Há estudos de tribos em que o líder têm a função social, somente para ser criticado, para melhorar, ter menos regalias que os outros, pois é ele quem deve se preocupar em prestar serviços. Leo se interessa pelo comportamento do Capitão Kirk de Star Trek, tomar decisões rápidas e um tanto quanto infundamentadas para resolver os problemas de sua Crew.

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Bakunin fala sobre autoridade no contexto de um sapateiro. Um sapateiro tem autoridade em sapatos e isso não pode ser discutido, a autoridade de ordenar de forma imperativa, de tentar submeter um ser ao outro, essa autoridade é que transforma os indivíduos em escravos estúpidos submetido a vontade e aos interesses de outrem. Viva Zapata, Viva Sandino, Antonio Conselheiro, todos os Panteras Negras, um outro conceito de Liderança. Liderança e Honra, as palavras chaves de Leonardo.

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No acidente tóxico que as tartarugas foram criadas, no mesmo acidente é revelado por Stan Lee e por Eastman e Laird, que um outro herói se tambem surgiria, o Daredevil, O Demolidor. No episódio, Speak of The Devil E por falar no Diabo ( Já explicado no post do Misfits – https://neomitosofia.wordpress.com/2015/08/20/misfits-american-psycho-1997-pt-5-regis-y/ ) da nova série do Demolidor (2015), há um diálogo entre o Padre Lantom e Matt ‘Demolidor’ Murdock que aqui traduzi:

Matt Murdock: Você acredita no Diabo, Padre ?
Father Lantom: Você quer dizer … como um conceito ?
Matt Murdock: Não. Você acredita que ele existe? Nesse mundo, entre nós.
Father Lantom: Você quer a resposta curta ou a comprida?
Matt Murdock: Somente a verdade.

Father Lantom: Quando eu estava no seminário eu era mais estudioso que devoto, mais cético que a maioria de meus colegas. Eu tinha essa noção, de que eu estava disposto a falar a respeito, em detalhes, com quem eu pudesse encurralar, que o diabo era inconsequente. Uma figura menor no esquema geral das coisas.

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quero ter olhos prá ver, a maldade desaparecer…

Eles conversam sobre o conceito de bem e de mau, das dicotomias que existem na vida, o frio e o quente, a luta eterna do bem e do mau, da vida e da morte, o azul e o vermelho, como o Ying e o Yang, se leo é o ying, raph é o yang, são os irmãos rivais, em constante conflito e ao mesmo tempo em constante apreciação.

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No desenho de 2003, têm um episódio que chama-se Lone Raph and Cub, transcriando a estória do Lobo Soitário com o Raph, que não é a tartaruga deste post.

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Básico para todos que não só têm irmãos, mas como eu que tenho amigos que são meus irmãos e eles sabem quem são, pois estão lendo isto aqui. “Meus amigos são os mesmos, eles fazem jus.” Este post vai à um irmãozão que me identifico e identifico com o Leo, que está se tornando papai, o lobo responsável da alcatéia,  este post se comunica com seu antecessor, com o (re)nascimento de Tiago Abreu :(https://neomitosofia.wordpress.com/2015/10/01/sete-dias/ )

Muitas confluências astrais na mente neste momento, a lua vermelha. A lua azul. A Velha lua. A Lua Nova. A Lua Cheia. Nossos filhos seriam punks, straight edge’s, crusties, libertários. Pulando no sofá, ouvindo Lärm, Fyp e Ex-Comungados. Ao lado estariam os livros, Marx, Drummond, Monteiro Lobato. Bebês cosplay de Tartaruga ninja, de Emília punk roque, um visconde de sabugosa cyberpunk, rasta caçadores de vampiros, garoto com orelhas de ursinho, com a espada da alma e seu melhor amigo irmão cachorro, lutando contra o Jabberwocky, a quimera, qui mer.. não fala palavrão na frente dos mais novos, lendo Lewis Carroll antes de dormir, e aí leva os muleke pra pixa, desenha, pixela, fazer akele graffitti do Pops e do Jake que a gente tava querendo fazer…mil grau, mil opções de caracteres robóticos para formar uma sequência genética – tr -c -tmnt “[:digit:]” ” ” < /dev/urandom/leo | dd cbs=$COLUMNS conv=unblock | GREP_COLOR=”1;32″ grep –color-blue “[^ ]”

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Agora vou contar uma estória, que meu avô, meu Ojichan (おじちゃん), contava para mim dormir quando eu era pequeno, não há final feliz ocidentalizado, já vou avisar, a lição aprendida é inesquecível.

Retirado do livro : Urashima Taro e Outras Estórias Japonesas para Crianças de Florence Sakade e Yoshio Hayashi.

A Lenda de Urashima Taro, O Jovem Pescador (1905)

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Há muito tempo atrás, na província de Tango, na costa do Japão, existia um vilarejo de pescadores em Mizu-No-Ye. Lá vivia um jovem pescador chamado Urashima Taro. Seu pai tinha sido pescador também antes dele, e tinha muita habilidade mais do que ele pode doar para seu filho, mas Urashima era o mais talentoso naquela região, e podia pescar muitos peixes Bonito e e Dourado em um dia, mais do que seus camaradas podiam fazer. em uma semana.

Mas no pequeno vilarejo de pescadores, melhor do que ser conhecido como um ótimo pescador, ele também era conhecido pelo seu bom coração. Nessa sua vida toda ele nunca tinha machucado nada, nem grande nem pequeno, e quando era garoto, seus amiguinhos riam dele, porque ele nunca agredia animais, ao contrário sempre tentava salvá-los de crueldades.

No fim do dia de um entardecer de verão não tão quente, quando o jovem voltava para casa, ele esbarrou num grupo de crianças. Elas gritavam e falavam alto, e pareciam estar com os nervos à flor da pele, e pela empolgação,  ele pode perceber que elas estavam importunando uma tartaruga. O primeiro menino pulou em cima dela, o outro ficou na frente, enquanto a terceira criança a batia com um pedaço pau, e o quarto batia no seu casco com uma pedra.

Urashima sentiu-se muito incomodado pela pobre tartaruga e foi ao resgate, falando com os meninos.”Olha aqui criançada, vocês não estão tratando está tartaruga bem e ela morrerá!”

Os meninos, que eram de uma idade danada, não ligavam para crueldades, nem perceberam a reprovação de Urashima e continuaram na mesma algazarra. Um dos garotos respondeu: “- Quem liga se ela vai viver ou não, nós não ligamos. Vai lá lesque zica, continua.” E continuaram a tratar a tartaruga de uma maneira pior do que antes. Urashima esperou, e pensou que a melhor maneira de lidar com esses muleques era; ele ia tentar pressioná-los a desistir, ele sorriu e disse: “- Eu tenho certeza que vocês são bons garotos ! Me dê essa tartaruga então que eu quero ela !” “Não, nóis num vai ti dá a tartaruga, tio, nóis que caço ela.”

O que você disse é verdade, disse Urashima, mas eu não estou pedindo ela de graça. Eu te darei um grana por ela – em outras palavras, meu Ojisan (tio) me deu uma dinheiro para comprar ela de vocês. Que que vocês acham? Ele mostrou o dinheiro, enrolado com um elástico. Olha garotada, vocês podem comprar o que quiserem com todo esse dinheiro, podem fazer muito mais dinheiro do que ficar perdendo tempo com essa pobre tartaruga. Viu como vocês são bons, só de pararem para ouvir.

Os meninos não eram tão maus assim, só eram arteiros, e assim que Urashima falou ele os conquistou com sua gentileza e sorriso, conquistou seus espíritos, como eles dizem no Japão. Pouco a pouco eles desistiram, e o cabeça do pequeno bando fez um sinal para afastarem-se da tartaruga. “-Beleza, tiozão, te daremos a tartaruga pela grana.” E Urashima pegou a tartaruga e deu o dinheiro aos meninos, que num embate pegaram a grana e sumiram de vista. Urashima desvirou a tartaruga, “Oh seu coitadinho, pobrecito ! Calma ae, aqui, olha, agora você tá seguro! Dizem que uma cegonha vive por mil anos, mas você tartaruguinha viverá por dez mil. Você tem mais tempo de vida do que qualquer criatura deste mundo, e você vive em constante perigo, quase encurtou sua vida por causa desses muleques levados. Por sorte, eu estava passando e salvei sua vida, sua vida ainda é sua. Agora vou te levar pra sua casa, para o mar, prá já. Não deixe te pegarem de novo, na próxima pode ser que eu não esteja lá para te acudir.

O gentil pescador falava e andava em direção à orla do mar, perto das pedras onde as ondas batiam, colocou a tartaruga dentro da água e viu o animal desaparecer, virou-se e decidiu que era hora dele ir para casa pois estava cansado e o sol estava se pondo.

Na manhã seguinte Urashima saiu com seu barco, como de costume. O clima estava ameno, o mar e o céu estavam ambos azuis com uma suave neblina fresca da briza de uma manhã de verão. Urashima entrou em seu barco e sonhando, adentrou no oceano, jogando sua rede como sempre. Ele logo, passou por diversos barcos de pescadores, deixou-os para trás até sumirem no horizonte, seu barco flutuava mais e mais longe para dentro da imensidão azul.

De algum jeito, ele sentia algo mágico, ele sentia uma alegria diferente esta manhã. Ele só desejava que como aquela tartaruga que ele tinha libertado no dia anterior, ele pudesse ter mais mil anos de vida ao invés deste curto espasmo de vida humana. De repente se alertou com um reverência clamando por seu nome:”-Urashima, Urashima!” Claro como um sino e suave como um vento de verão seu nome flutuou pelo oceano. Ele se levantou e olhou para todas as direções, pensando que algum dos outros barcos pudesse tê-lo alcançado, mas olhando fixamente na imensidão do mar, até aonde não se pode enxergar, não viu nada e percebeu que a voz não vinha de um ser humano.

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Assustado, e pensando quem ou o quê poderia estar lhe chamando, ele olhou novamente que quase nem percebeu uma tartaruga subindo em seu barco. Urashima viu-a com surpresa, pois era a mesma que ele tinha salvado um dia antes. “Seu Tartaruga, foi você que chamou pelo meu nome ? “A Tartaruga somente moveu a cabeça e disse: “- Sim, fui eu. O seu gesto de ontem foi honorável, salvou minha vida, eu voltei para lhe oferecer meus agradecimentos e lhe dizer quão grato estou pela sua bondade. Certeza, disse Urashima, muito gentil de sua parte. Eu lhe ofereceria um trago, mas como você é uma tartaruga duvido que você fume, e o pescador deu uma risada, duvidando de sua sanidade.”He-He-He-He !” riu a tartaruga, SAKÊ é a minha bebida favorita, mas eu não descarto um baseadinho. “Me arrependo muito de não ter Sakê do bom no meu barco, senão te ofereceria, vêm aqui prá sombra, sai do sol, sei que tartarugas gostam de se secar. Após o lento andar da tartaruga em direção a sombrinha, a tartaruga disse: “Você já viu Rin Gin, O Palácio do Rei Dragão do Mar?” O Pescador balançou sua cabeça e replicou; “Não, ano após ano, o mar tem sido minha casa, mas eu nunca ouvi falar sobre tal Reino do Rei Dragão no fundo do mar, nunca vi maravilhas tão grandes, deve ser muito bem escondido se é que existe!

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Bom se você não viu o Palácio do Rei Dragão, você está perdendo um dos mais maravilhosos lugares de todo o universo. Não é muito longe, é no fundo do oceano, mas se eu te levar lá, chegaremos bem rápido. Se você quiser, eu serei o seu guia. “Eu gostaria de ir, seria muito gentil se você me levar, mas você deve lembrar que eu sou só um pobre mortal, não tenho o poder de nadar no mar como criaturas como você. E antes que ele pudesse completar sua frase absurda, a tartaruga o interrompeu e disse sobe aqui no meu casco e eu te levarei, pronto ! Mas, mas… disse Urashima, como é que eu vou subir nesse seu casco tão pequenininho. Pode parecer um absurdo agora, mas eu te asseguro que rola. Somente suba e veja que não é tão impossível assim quanto você pensa. Enquanto Urashima se ajeitava, pensava e olhava para o casco, estranhamente ela crescia de em um tamanho tão grande que um homem facilmente poderia deitar em suas costas.

“-Isso é realmente estranho !”disse Urashima; “Bom Seu tartaruga, com vossa permissão vou subir em suas costas. Doikosho! (expressão usada por pessoas mais pobres, significa tudo certo ) exclamou e pulou.

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A Tartaruga com cara de nada, como se esse procedimento fosse super comum, disse: “Agora acabou a pausa, e com essas palavras pulou para o Mar com Urashima em suas costas. E lá eles foram mergulhando e afundando água abaixo. Por um tempo ele rodaram pelo Oceano. Urashima nem se sentiu sem ar, e nem suas roupas se molhavam na água. Depois de um longo tempo, após terem percorrido uma grande distância, um magnífico portão apareceu ,e atrás do portão, um longo declive que mostrava o teto de um palácio, ia surgindo no horizonte. “Uau!”, exclamou Urashima. “Isso é que é Portão de Palácio! Senhor Tartaruga, pode me dizer que lugar é esse ?”

Esse é o Grande Portão do Palácio de Rin Gin, o teto mais imenso que você vê atrás do portão é o Palácio do Rei do Mar ! Finalmente chegamos no Palácio, disse Urashima. Sim, é sério, cara ! respondeu a Tartaruga, e você não acha que chegamos rapidinho ?, enquanto falava a tartaruga abria um lado do portão, e aqui estamos, agora pode ir andando.

A tartaruga ia na frente. conversando com o  porteiro, e dizia, “-Esse é o Urashima Taro, veio do País que se chama Japão. Tenho a honra de trazê-lo para uma visita ao Reino. Por favor mostre-nos o caminho.” Então o porteiro, que era um peixe, começou a guiá-los.

O Dourado Vermelho, a Solha, o Linguado, O Molusco Choco, e todos os mais importantes vassalos do Rei Dragão do Mar vieram cortejar e reverenciar o estranho que chegava. “Urashima San, Urashima San, Urashima San ! Bem vindo ao Palácio do Mar, a casa do Rei Dragão do Mar. Três vezes te saudamos, você que veio de um país distante. E você, Senhor Tartaruga, nós estamos em débito pela coragem de trazer Urashima. Por favor nos siga!” então todos os peixes viraram seus guias.

Urashima, não sabia como se comportava, pois era um pobre pescador, o mais estranho, é que ele não se sentia envergonhado ou constragido, mas ele seguia calmamente seus gentis guias adentrando o palácio. Quando chegou no portal principal uma bela princesa e suas criadas vieram vê-lo. Ela era a mais bela moça do que qualquer outra que ele já tenha visto. Estava vestida com um quimono macio com ornamentos em vermelho e verde, no formato de uma onda, e fios de ouro que brilhavam através das dobras do vestido. Seu adorável cabelo negro que fluía até seus ombros, como cabelos que as filhas de Reis usavam a milhões de anos atrás, e quando ela falava o som de sua voz era como uma música debaixo d’água. Urashima se sentia perdido toda vez que olhava para ela, e não conseguia falar.

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Então lembrou-se que tinha que se curvar e reverenciá-la pois ela era uma Princesa, ela o pegou pela mão e o levou até o hall do palácio, onde tinha um belíssimo assento real, e ordenou-lhe que sentasse. “Urashima Taro, me de o maior prazer de recebê-lo no Reino de meu Pai”, disse a Princesa. “Ontem você salvou uma tartaruga. Agora você vêm aqui para morar para sempre na terra da eterna juventude, onde o verão nunca acaba e onde a tristeza nunca vem, e eu serei sua esposa e ficaremos juntos e felizes para sempre !” Urashima ouviu as doces palavras e fitava seus olhos brilhantes em seu rosto adorável e seu coração se enchia de grande alegria e prazer, então perguntou se ele não estaria sonhando:”Obrigado por suas belas palavras, não há nada mais messa vida que eu possa  desejar do que ficar aqui com você, nesta terra maravilhosa, não sei nem o que dizer, nunca vi um lugar tão maravilhoso como esse!”

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Enquanto falava, um cardume de peixes apareceu, todos vestidos com quimonos cerimoniais de antigos samurais. Um por um, silenciosamente com passos majestosos, eles entravam no hall, bandejas de coral rodavam no salão, iguarias de peixes e algas, que ninguém nunca sonhara no mundo real, e um espantoso banquete que começava a se formar diante do noivo e da noiva. O noivado começava a ser celebrado imediatamente, no Reino do Mar havia muito regozijo e esplendor.

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Tão logo o jovem casal tinha feito seus votos, com uma taça de vinho, três vezes três brindes, a música começava a tocar, começavam a cantar, e peixes com escamas douradas e rabos de ouro entravam para dançar. Urashima não sabia o que fazer, seu coração estava a mil, nunca em sua vida ele tinha sonhado com tal banquete maravilho, e ainda mais em seu noivado.

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Quando o banquete estava quase para acabar, a Princesa perguntou a seu noivo se ele gostaria de conhecer o palácio. Claro, o pescador muito contente, seguiu sua noiva, a filha do Rei do Mar, ela lhe mostrava todas as maravilhas desta terra encantada, aonde a juventude era eterna e a alegria contaminava a todos, nem o tempo nem a idade os tocava. O palácio era coberto de corais e adornado com pérolas, as maravilhas do lugar eram tantas que faltam palavras na língua para descrever.

Mas, para Urashima, mais maravilhoso que o palácio, era o jardim que o cercava. Conseguia-se ver a ação das quatro estações do ano diferentes, verão, inverno, primavera e outono, todos aconteciam ao mesmo tempo.

Quando olhava para o Leste, via ameixeiras e cerejeiras em flor, os rouxinóis cantavam em avenidas cobertas de pétalas rosas, e as borboletas iam de flor em flor. Olhava para o Sul e todas as árvores estavam verdes com aquela abundância do verão, de dia a cigarra e e de noite o grilo cricrilavam bem alto. Olhando para o Oeste, o outono com folhas bordô como um carvalho silvestre queimavam como um céu em por do sol, e os crisântemos atingiam perfeição. Olhando para o Norte, Urashima começou pelo chão que era neve branca prateada, e as árvores e bambus também cobertos de neve se encostavam congelante num lago feito de gelo denso.

E a cada dia, novas alegrias e novas maravilhas, iam sendo apresentadas para Urashima, e de tanta alegria que vivia, ele ia se esquecendo de tudo, da casa que ele tinha deixado para trás, dos seus pais, no seu país, e três dias se passaram, sem nem mesmo ele lembrar o que ele tinha deixado para trás. Então em sua mente, lhe veio uma lembrança, e ele percebeu que ele não pertencia a esta maravilhosa terra ou ao Palácio do Rei do Mar, “Ai, ai caramba, eu acho que eu não sou daqui, marinheiro só, eu tenho um velho pai e uma mãe em casa. O que deve ter acontecido? Eles devem ter enlouquecido nestes dias em que eu não voltei para casa. Eu tenho que voltar, os dias não podem continuar passando, e já se preparava para sua jornada de volta. Virou-se para sua linda esposa, a Princesa, inclinando a cabeça com respeito disse: “Eu sou muito feliz ao seu lado por tanto tempo, Otohime Sama (era o nome dela), e você sempre foi o amor mais gentil da minha vida, e eu não sei como expressar-me com palavras. Mas eu preciso ir, preciso visitar meus velhos. Então a Princesa Otohime começou a lacrimejar e disse suavemente de maneira bem triste: “Porque esta pressa Urashima? Você não está bem aqui e por isso quer me abandonar logo!” Urashima lembrou-se de seus pais, do seu trabalho no Japão, da responsabilidade para com seus os pais, no Japão isso é um laço muito importante, o de cuidar dos mais velhos, muito mais do que os prazeres do amor, e ele precisava ir e disse: “Eu devo ir. Não pense que quero te abandonar, não é isso. Eu só quero ver meus velhos pais. Deixe-me ir somente por um dia e eu voltarei para você, meu amor.”

Então, disse a Princesa entristecida, não há nada que eu possa fazer. Lhe enviarei hoje para você ver seu pai e mãe, e ao invés de impêdi-lo, vou lhe dar este símbolo de nosso amor – por favor leve com você; e ela lhe trouxe uma caixinha envernizada amarrada com um cordão de seda de franjinhas vermelhas. Com remorso, Urashima pegou o presente: “Eu não tenho presente nenhum para você se lembrar de mim, não sei se devo aceitar mais presentes, depois de tantas alegrias que passamos juntos, se é seu desejo eu levarei a caixinha, mas me diga o que é esta caixa?”

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Isso, respondeu a Princesa, é o Tamate-Bako (玉手-箱 – Caixa de Jóias da Mão), e contêm algo extremamente precioso. Você não deve abrir esta caixa, o que quer que aconteça ! Se você abrir isso algo muito terrível irá acontecer ! Agora prometa-me que não abrirá! Urashima prometeu e em um comando de adeus beijou sua amada Otohime Sama e foi em direção aos Portões do Palácio, a Princesa e os serventes o seguiram e lá ele encontrou o velho Sr. Tartaruga o esperando.

Já experiente, montou nas costas da criatura e foi carregado através do iluminado oceano para o Leste. Ele olhava para trás e via sua amada balançando sua mão até que ele não conseguia mais vê-la, não via mais a terra do Rei do Mar, nem os telhados do palácio. Quando virou seu rosto, já estava quase em terra e via novamente os montes cobertos por nuvens e um céu azul que se formavam no horizonte diante dele. A tartaruga o carregou até a baía, e depois até a praia que uma vez ele tinha saído. Ele pisou na areia e olhou para a Tartaruga que já voltava para o Reino do Mar. Logo um estranho medo agarrou Urashima enquanto ele, parado olhava ao seu redor. Ele olhava para as pessoas que estavam na praia naquele momento, e elas também olhavam para ele. O mar era o mesmo e os montes também, mas as pessoas que ele via, eram bem diferentes do que as que ele conhecia.

Confuso, ele caminhava em direção a sua antiga casa. As coisas diferentes, mesmo assim ele reconheceu sua casa e ali ele chamou Papai, eu voltei ! E estava prestes a entrar,  quando viu um homem estranho se aproximando. “Talvez meus pais tenham se mudado enquanto eu estive fora, ou quem sabe tenham ido a algum lugar. “Me desculpe”, disse para o homem que o encarava,”Eu vivia nessa casa a alguns dias atrás. Meu nome é Urashima Taro. Onde estão meus pais, eu parti há muito tempo para uma viagem.”O homem desnorteado e com uma expressão de dúvida, ainda mirando para a cara de Urashima, disse: “O que ? Você é o Urashima Taro?”

Sim, eu sou o Urashima Taro, disse o pescador.

Ha, ha, ha! Riu o homem, não faça piadas, homem. Eu sei que antigamente vivia aqui nesta vila um homem que se chamava Urashima Taro, mas isso é uma história de 300 anos atrás. Ele possivelmente não poderia estar vivo hoje!

Quando Urashima ouviu essas palavras, ele ficou aterrorizado, e disse, “Por favor, senhor não brinque comigo, eu estou perplexo e chocado, eu sou realmente Urashima Taro, e certamente não tenho 300 anos. Fiquei no máximo uns quatro ou cinco dias fora, e eu vivia aqui nesta casa. Me diga o que você sabe, por favor !”

Mas a expressão do homem ficava mais e mais séria, disse: “Você pode ser ou não ser o Urashima Taro, isso eu não sei. Mas o Urashima Taro de que eu ouvi falar é um homem que viveu aqui a 300 anos atrás. Talvez você seja seu espírito vindo revisitar sua antiga casa. “Você tá me tirando tio ! Não me zoa assim não, não sou espírito ! Sou um homem vivo – você não vê meus pés; ele pisou no chão deixando marcas de suas sandálias e mostrou ao homem. (Alguns fantasmas japoneses não tinham pés)

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Viagem no tempo, de Rip Van Winkle, Doc. Brown, Rick n Morty, A máquina do tempo, Dr. Who, 300 anos atrás, days of future past

Mas Urashima Taro viveu a 300 anos atrás, isso é tudo que eu sei, existem escrituras de crônicas que falam sobre isso. Urashima, perdido e desnorteado, e diante dos fatos, se lembrou que tudo era diferente, um sentimento terrível tomou conta de seu corpo de que talvez o homem estivesse falando a verdade. Ele se sentia num sonho ruim e os poucos dias que ele viveu no Palácio do Mar, não tinham sido dias, mas tinham sido centenas de anos, e nesse período, seus pais já haviam falecido e todas as pessoas que ele tinha conhecido eram história. Não havia sentido ficar ali. Ele precisava voltar para sua linda esposa no fundo do mar. Num ímpeto, correu de volta para a praia, carregando em seu braço a caixinha que sua esposa havia lhe dado. Mas como ele chegaria lá sozinho, e olhou para a caixa, O Tamate-Bako.

Sua Princesa lhe disse para nunca abrir a caixa – que continha algo muito precioso. Mas agora ele não tinha casa, e não tinha nada a perder, pois havia perdido tudo, estava desesperado e sentia saudade de sua amada. Se eu abrir a caixa, com certeza encontrarei algo que me ajudará a voltar para minha linda Princesa do Mar. Não há mais nada a fazer. Sim, vou abrir a caixa!

E seu coração disparado consentia os atos do cérebro, em desobediência, ele não sabia se quebrar sua promessa seria a solução. Lentamente, muito devagar, ele desamarrou o cordão de seda, e maravilhado levantou a tampa da preciosa caixa. E o que ele encontrou, uma linda nuvem roxa que elevou-se da caixa e três ninfas voaram e por um instante, cobriram seu rosto e o envolveram , o flutuaram para o alto como um vapor  sobre o oceano. Urashima, que até aquele momento tinha se mantido forte, bonito e jovem de 24 anos, de repente tornou-se muito, muito velho. Suas costas dobraram com a idade, seu cabelo se tornou branco como neve, sua face enrugou e ele caiu morto na praia.

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Pobre Urashima ! Por causa de sua desobediência ele não iria mais retornar ao Reino do Mar para os braços de sua linda Princesa. Então pequeninos, não desobedeçam aqueles mais sábios do que você, a desconfiança é o começo de miséria e tristezas na vida.

História triste, já diria o guardião da cripta.

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fazendo o post do ti pra ti deu pra ti – Tiago Abreu Litvin pro ti pra ti pra Ju e Viola, e pra violeta, q está em movimento – nascendo – vivendo – birth of a myth  – tropicopicolando a msg dele prele seus pros seus e pros meus pronomes demonstrativos possessivos yo Jake ma dawg The Dad! I’m a Ninja, Dawg !

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Aproveito para citar Violeta Parra – Cantora camponesa folklore Chilena maravilhosa. Ver filme Violeta Fue al Cielo (2011), que mostra a saga dessa cantora.

Leonardo o protetor, a espada protetora, protetora de Violeta, cabeça precisa concentrar, coisas acontecendo eu tendo que estudar língua portuguesa 1, para prova e tentar não beber…tentar como o ti no post anterior, preparando o terreno pra começar a discutir a VIDA de uma perspectiva neomitosóficA.

Todos abrigamos nas entranhas os panteões que um dia devorarão nossa carne.

Somos todos Pais.
Bebês com cabeças de animais


Vim de lá, vim da praça mistério da raça
Cachaça pra se beber … se beber

Qualquer um, no enredo da graça
Nos somos cachaça pra se beber … se beber

Lá do sul, eu frequento Ipanema

Sistema, cachaça pra se beber … se beber

No sonho dos meus sonhos

Quando eu sonho o mundo está pra se acabar
No fato, no relato, quando eu faço

O mundo está pra se acabar

Mas quem não pisa na terra não sente o chão
Luz é vida, pulsação
mistério da raça – luiz melodia e banda black in rio

“O pé sente o pé quando pisa o chão” Buda

A segunda tradução que fiz é de meu inseparável, Lafcadio Hearn:

Trecho da estória

Em Yokohama de Lafcadio Hearn do livro Fora do Leste (Out of The East-1895)

‘ Mas o livro que ele trabalha’ disse meu intérprete estudante, é bastante esquisito. Suas estóriás nunca serão publicadas; é cheio de estórias impossíveis – milagres e contos de fadas.’
(Eu pensei que eu iria gostar de ler estas estórias)
‘Para alguém que conseguiu viver até tal idade, ‘ eu disse, ‘você parece muito forte.”
“São sinais de que eu vou viver só por mais alguns anos,’replicou o velho, ‘embora eu desejasse viver só o suficiente para terminar a minha história. Então, como estou debilitado e não consigo me mover, eu queria morrer para conseguir um corpo novo. Eu suponho que eu tenha  cometido algum erro em minha vida passada, para ser aleijado como sou. Mas eu estou grato em sentir que estou me aproximando da Orla.”
‘Ele queria dizer a Orla do Mar da Morte e do Nascimento,’disse meu intérprete. “O barco com o qual atravessamos, você sabe, é o Barco da Boa Virtude; e a Orla mais distante é o Nehan – Nirvana.”
“São todas as nossas fraquezas e infortúnios corporais; eu perguntei, ‘o resultado de erros cometidos em outras vidas?’
‘Isso é o que nós somos,’ o velho respondeu, ‘a consequência disto que é o que nós nos tornamos. Nós dizemos no Japão as consequências de: Mango e Ingo – as duas classes de ações.’
‘Bem e Mau ? eu inquiri.
‘O Maior e o Menor. Não existem ações perfeitas. Cada ato contêm ambos, méritos e deméritos, tal como até a melhor pintura tem defeitos e qualidades. Mas a quantia de bom em cada ação excede a quantidade de mau, assim como em boas pinturas os méritos sobrepõem as falhas, e aí o resultado é o progresso. E gradualmente por tal progresso todas malemolências são eliminadas.’ “Sem Malemolência turbulência infernal”

Prazer…
Sou mais um filho, nova fonte de prazer
De cara aberta pra apanhar e pra bater
Olhando em volta até o fim…

Falem mau mas falem de mim.
‘Mas como,’eu perguntei, ‘pode o resultado das ações afetar as condições físicas? A criança segue o caminho de seus pais, herda suas forças e suas fraquezas; mas ainda não é deles que ela recebe sua alma.’
‘A cadeia das causas e efeitos não é fácil de ser explicada com poucas palavras. Para entender tudo você deve estudar o Dai-jo ou o Veículo Maior; e também o Sho-jo, o Veículo Menor. Lá você compreenderá que o mundo existe por si só por causa dos atos. Até mesmo um simples aprendizado como escrever, primeiro se escreve com grande dificuldade, mas depois de um tempo nos tornamos habilidosos, escrevemos sem grandes esforços, a tendência dos atos repetidos é continuamente uma forma de hábito. E tais tendências persistem até além desta vida.’…
…Vida – vida como unidade, incriada, sem começo, a qual conhecemos nas sombras luminosas; vida eternamente rivalizando contra a morte, e sempre conquistada e sempre sobrevivendo – o que é isso? – Por que é assim? Uma miríade de vezes o universo é dissipado – uma miríade de vezes de novo evolui; e a mesma vida desaparece e em cada desaparecimento, somente para reaparecer em um outro ciclo. O Cosmos se torna uma Nebula, a Nebula um Cosmos: eternamente os enxames de sóis e mundos nascem; eternamente eles morrem. Mas depois de cada integração gigantesca as esferas flamejantes esfriam e aprimoram a vida; e a vida aprimora dentro do Pensamento.

(O meu pensamento tem a cor de seu vestido. Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo?)

O fantasma de cada um de nós deve ter passado através da queimada de milhões de sóis – deve sobreviver por horríveis desaparecimentos em incontáveis universos futuros. Pode a Memória de algum jeito, em algum lugar também sobreviver? Estamos certos de algum jeito ou de alguma forma irreconhecíveis, uma visão infinita – recordações do Futuro no Passado? Possivelmente na Noite-sem-Fim, tão profunda quanto o Nirvana, sonhos de todos estes tipos existem, e tudo que poderá ser, está sendo perpetuamente sonhado.

RIPT-run-tmnt-k-pop

Como eu superei – Intervenção chatistíca de Tiago Abreu:

  1. Tiago Abreu

    “pela quebrada onde a gente vai crescendo/ primeiro ensinam “to pouco me fudendo”/ esse tipo de pensamento te leva a nenhum lugar/ alguém tem q se importar”

  2. Tiago Abreu

    21/08/2015 07:04

     Tiago Abreu

    e o da laurin everything is everything, tive essa pira do mundo vinil com aquele mito hindo/chines da tartaruga que carrega o mundo nas costas..e o leo tem esse complexo de atlas.. carregar a responsabilidade no casco e tal o darma do samurai mesmo sendo ninja fiquei pensando nisso ontem na volta pra casa e hj to revendo o clipe da lauryn com a letra em mãos. de chorar:

    Everything is everything/ What is meant to be, will be/ After winter, must come spring/ Change, it comes eventually/
    I wrote these words for everyone/ Who struggles in their youth/ Who won’t accept deception/ Instead of what is truth
    It seems we lose the game/ Before we even start to play/ Who made these rules? We’re so confused/ Easily led astray/ Let me tell ya that/ Everything is everything/ Everything is everything
    After winter, must come spring/ Everything is everything
    I philosophy/ Possibly speak tongues/ Beat drum, Abyssinian, street Baptist/ Rap this in fine linen/ From the beginning
    My practice extending across the atlas/ I begat this/ Flippin’ in the ghetto on a dirty mattress/ You can’t match this rapper / actress/ More powerful than two Cleopatras/ Bomb graffiti on the tomb of Nefertiti/ MCs ain’t ready to take it to the Serengeti/ My rhymes is heavy like the mind of Sister Betty/ L. Boogie spars with stars and constellations
    Then came down for a little conversation/ Adjacent to the king, fear no human being/ Roll with cherubims to Nassau Coliseum/ Now hear this mixture/ Where hip hop meets scripture/ Develop a negative into a positive picture

    Ao pedido, traduzo esta estória sobre a criação do mundo e da tartaruga que carrega o mundo nas costas, e Tudo faz parte de tudo, tudo está relacionado, toda a criação é um pacote, por isso Tudo é tudo. Lenda Wyandott dos nativo-americanos do Norte. Retirado do livro “Mitos e Lendas da América do Norte Britânica”, de Katharine B. Judson (1917).

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    As pessoas antigamente viviam acima dos Céus. Eles eram os Wyandotts. Um dia o Xamã disse a seu povo que cavasse em volta das raízes da Grande Maçanzeira que crescia perto da cabana do chefe e assim os índios começaram. A filha do chefe estava ali por perto encostada. Logo que os homens começaram a cavar, um barulho os alertou. Eles deram um pulo. Eles tinham quebrado através do chão do Reino dos Céus, e o chefe e sua filha caíram lá dentro. O mundo lá embaixo era cheio de água, não tinha terra em lugar nenhum. Alguns gansos nadando ouviram o estrondo de um trovão. Foi o primeiro trovão ouvido neste mundo. Quando eles olharam para cima, viram a árvore e a estranha menina caindo do Reino dos Céus. Um deles disse: “Que diabo é aquilo caindo?” E adicionou, “A água não vai segurar ela. Vamos ali nadando e deixar ela cair nas nossas costas.” Então a menina caiu ali e ali desmaiou.

    Depois de um tempo, um ganso disse: “Vamos perguntar para a Grande Tartaruga. Vamos chamar o síndico. Ele provavelmente vai convocar um conselho de condôminos e saberá o que fazer.”

    Então eles voaram e perguntaram para Grande tartaruga o que fazer com a moça de suas costas. A Grande Tartaruga de imediato convocou um Delivery Bwoy com um mocassin (aquele tipo de tecido que os índios norte-americanos usam) escrito com uma convocação geral para todos os animais. O conselho então conversou. Alguém levantou e perguntou sobre a árvore. Talvez que alguns mergulhadores pudessem recolher uma amostra de terra de suas raízes, e que procurassem onde ela tinha afundado. A Grande Tartaruga disse: “Quem sabe com um pouco de terra, poderemos fazer uma ilha para esta menina.” Então os gansos levaram todo mundo para onde a árvore tinha caído.

    A Grande Tartaruga chamou pelos mergulhadores. Primeiro foi o Lontra o melhor de todos. Ele afundou na água e depois de um tempo apareceu engasgando e morreu. Depois veio o Rato Almiscarado, e lá foi ele afundando, e voltando morto em seguida. Depois veio o Castor que também não teve sucesso e muitos outros tentaram sem sucesso.

    A Grande Tartaruga ainda insistiu, “Quem vai buscar um pouquinho de terra ali embaixo d’água ?”Ninguém apareceu, até que veio o Velho Sapo Pemba, que disse que tentaria. Os animais riram, O Velho Sapo era feio e muito pequeno. Grande Tartaruga olhou em volta e disse: “Bem, você p0de tentar.”

    E lá prá baixo foi o Velho Sapo, ninguém conseguia ver direito, mas lá ia ele. Então eles esperaram ele voltar. Eles esperaram, e esperaram e esperaram. E começaram a dizer: “Ele não vai voltar.” Mas, então, viram uma pequena bolha se formando e estourando na água. A Grande Tartaruga disse: “Vamos nadar até ali. É ali que ele vai subir.” Pronto. Lá vinha o Senhor Sapo Pemba Subindo para Superfície para próximo do Grande Tarta. Abriu a patinha e jogou alguns grãos de terra que caíram no casco do Tartarugão. Mas o pobre Sapinho estava acabado.

    O Pequeno Tartaruga começou a esfregar a terra na concha do Grande Tartaruga. Então começou a crescer como o tamanho de uma ilha. Todos os animais ficaram olhando enquanto crescia e crescia. Então a ilha ficou do tamanho certo para que a moça vivesse nela. Então a moça subiu na ilha. E a ilha cresceu tão larga e tão grande, por isso que é do tamanho que o mundo é hoje.

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    Quando aconteceu o grande terremoto que dividiu o mundo, foi porque o Grande Tartaruga moveu seu pé. Algumas vezes ele fica cansado de ficar na mesma posição o tempo todo.

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Se Nascemorre Morrenasce. Este post é sobre o nascimento e sobre a morte também, nascimento de um mito, de uma filha, de um irmão querido e despedida de um irmão querido que vai  para outro plano. No nasce e morre de Haroldo, danni e o novo bebe que vem diz que vem diz que vai e diz que Deus dará -let the children play, para rimar. Lembrando que os Doors também deixam o menino brincar. Deixa as criança brinca.

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Danniel Costa, samurai, amigo que fez a passagem dia 22 de Maio a uma nova aurora, o “Dandy do Dendê”, também não foi esquecido aqui, e a banda que tocava Baixo, Bombay Groove:

e la nave va a vida segue o barco segue

heiwa bushi de nokori

平和 武士 で 残り

Rest in peace samurai

pra um grande amigo que fez a transição o shangri love por favor não fique triste

No filme E La Nave Va (1983),  de Fellini, vemos a analogia da vida e da morte, do nascimento e da partida para o grande oceano do pós-vida, na cena em que o Duque alemão discute com o jornalista italiano, percebi uma questão quanto a discussão que eles tem, se é a boca ou a orla de um vulcão, na realidade, ele está querendo dizer que estamos todos sentados na boca de uma montanha, na boca de um vulcão, o diálogo segue assim:

Orlando: Pum pum? A boca da Montanha? Mas é a boca de um vulcão. Nós estamos sentados na boca de um vulcão. Agora eu entendo a metáfoda! Uma Tragédia.

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Entre a guerra e a paz de Tolstói, e a Arte da Guerrra de Sun Tzu, entre a cruz e a espada de Hanna Arendt, está a honra inalcançável. No espisódio Vision Quest, vemos na bandeira das Tartarugas os Kanjis, “Fu Rin Ka Zan”, respectivamente Vento, Floresta, Fogo e Montanha. Como dito em posts anteriores. Você medita e se aprimora como ser humano, se adapta, sofre e apanha da vida, como tudo de uma guerra, em uma outra estória da Mirage. Dessa vez adaptada pelo novo desenho de 2012, Leo toma uma surra do Clã do Pé e os capangas do Destruidor, para logo em seguida ser arremessado pela janela do apartamento de April.  Muitos referências foram mantidas pelo desenho novo, inspirados nitidamente pelos quadrinhos clássicos.

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Leo é o vento, seu Kanji é “Fu” (風) ou Ku- 無 (Vórtice). A espada leve como o vento, giratória como um vórtice.  “Seja rápido como o vento” Pensamento rápido e longe. Leo é o detetive que instiga e investiga, é o irmãozão com a lupa, lente de aumento, tentando ajudar os outros ao seu redor através da verdade.

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Como dito em um post anterior, a relação dos ventos e dos raios, e dos relâmpagos, que formam o ciclo das nuvens no céu.  O tigre que evoca as nuvens, que evocam o sol, o sol que evoca o dragão que evoca os raios, que novamente evocam as nuvens.

https://neomitosofia.wordpress.com/2009/12/30/tora-no-o-wo-fumu-otokotashi/

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Nota para recomendar assistir a série Bored to Death (2009-2011), fala sobre um escritor noir que entra no ramo de investigações, através dessa vida dupla aprende como são os antigos métodos dos romances  de detetives. Com Jason Schwartzman, Zach Galifianakis e Ted Danson, aquele dos solteirões e 1 bebê.

a espiritualidade do pai, do ensinador, do teacher , escolhas de religião, escolhas de caminhos, escola de detetive

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Se o vento fraco derruba os fracos…o que será dos ventos fortes.

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Com a espada empunhada, é preciso observar os movimentos, todos os movimentos, ela desliza como uma faca na manteiga. Bem afiada, a espada, e ele é tão fofo, desvia-se de balas, a espada sente as vibrações dos tiros, dos movimentos, a espada faz parte de seu corpo, um membro que decepa. Magnético sabre de luz, tão rápido quanto o vento, assiste, enquanto a espada luta, e você dança, as lágrimas, você também sente as gotas através da lâmina afiada, que de tão fina deixa as sensações à flor da pele. Como se estivesse assistindo os detetives , mickey, pateta e donald, trabalhando em seus escritórios. Você nãos se move, mas a espada, ah! A espada desliza suavemente sob as clavículas.

A espada, KATANA (刀), a espada é o guia espiritual, ela está conectada com o mundo dos mortos. Ela está conectada com a Orla do Mar do Além vida, como visto no conto acima.

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Ao mesmo tempo em que ela é a luz que combate os monstros, relembrando a espada de São Jorge, das fábulas, a brasileira, a inglesa, a americana, mundial, aquele que na lua derrotou o dragão, a espada que matou os monstros, que derrotou os tremores. Invoco um protetor também de aruanda, com sua espada e seu cavalo.

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Leo recentemente conseguiu aprender um poder de cura com o Mestre Splinter, através das Mãos estilo heiki fazendo um contraponto até mesmo com seus arqui-inimigos, o Clã do Pé de destruidor Shredder. As mãos da Princesa do Mar balançando em adeus, a mão no revólver não é a mão que cura. Agora vai. Então põe fé que já é, a energia que emana de você, luz é vida, é pulsação.

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Esta imagem vem de um anime que chama, Serial Experiments Lain (1998) anime japones, fala sobre uma garota chamada Lain que começa a vivenciar fenômenos estranhos interconectados através de um reino virtual chamado “The Wired” – segue um diálogo que traduzi do inglês:

Lain Iwakura: [engasgo]
Miho Iwakura: Na verdade, The wired, é uma camada superior altamente avançada do mundo real. Em outras palavras, a realidade física não é nada menos que uma ilusão, um holograma da informação que flue através do The Wired.
Lain Iwakura: Mas ma…
Miho Iwakura: Isso porque o corpo, o movimento físico, a atividade cerebral humana ‘meramente um fenômeno físico, simplesmente causado pelas sinapses distribuindo impulsos elétricos.
Lain Iwakura: Mas mãm, eu…
Miho Iwakura: O corpo físico existe num plano menos evoluído somente para comprovar a existência de alguém no universo.
Lain Iwakura: Você está realmente certa disso, mamãe?
Miho Iwakura: [desaparece]
Lain Iwakura: Você está?

 

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Por fim estes conflitos, a religião e a guerra que retarda a humanidade. Que divide e que segrega, sejamos livres para fazermos nossas escolhas. Melhor manter suas orelhas bem abertas e sua boca bem fechada. Aprender o que os outros tem  para ensinar e falar menos besteira. É assim que age o samurai e mantêm sua honra.

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paul newman dennis hopper gun n roses rosas e flores guerra civil
What we’ve got here is failure to communicate. Some men you just can’t reach. So you get what we had here last week, which is the way he wants it. Well, he gets it. I don’t like it any more than you men.
enquanto a guerra alimenta os ricos, enterra os pobres
seu poder esfomeado vende soldados frescos
nas mercearias dos chineses e indians
não quero a babaquice dessa guerra coxinha contra comunas
“WE PRACTICE SELECTIVE ANNIHILATION OF MAYORS AND GOVERNMENT OFFICIALS
FOR EXAMPLE TO CREATE A VACUUM
THEN WE FILL THAT VACUUM
AS POPULAR WAR ADVANCES
PEACE IS CLOSER”

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A Tartaruga Dragão Chinesa (龙龟) combina traços de 2 animais celestiais da mitologia chinesa : o corpo de uma tartaruga com cabeça de dragão. No Feng Shui ele traz coragem, determinação, fertilidade, longevidade, poder, sucesso e apoio. Segue mais uma tradução minha, ufa, está no fim. Fazendo aquela média clássica entre a Lei de Murphy (Z-Nation, o Zombie Murphy Messias Telepático) e a teoria do caos. Professor Reggiz mais caótico do que nunca, disia professa reggiz, teachin’fi di fya. Dessa vez um clássico complexo, de Lewis Carroll de 1895, retirado do jornal filosófico chamado Mind, sobre o paradoxo de Aquiles e a Tartaruga:

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Trecho do texto “O que a Tartaruga disse para Aquiles” tradução: Régis Y.

“A maravilhosa Primeira Proposição de Euclides!” murmurou sonhando o Tartaruga. “Você admira Euclides?”

“Apaixonadamente! Tanto, que por menos eu sou capaz de admirar um tratado que só será publicado somente há alguns séculos no futuro!”

“Bem, agora, vamos argumentar mais um pouco sobre essa Primeira Preposição – que tem somente dois passos, e a conclusão se desenhará. Gentilmente escreva no seu caderno. E para referir a eles de forma conveniente, vamos chamá-los de A, B e Z:-

(A) Coisas que são iguais as mesmas, são iguais uma a outra

(B) Os dois lados desse Triangulo são coisas que são iguais as mesmas

(Z) Os dois lados desse Triangulo são iguais um ao outro

“Leitores de Euclides irão garantir, eu suponho, que Z segue logicamente A e B, então qualquer um que aceite A e B como verdadeiro, deve aceitar Z como verdadeiro?”
“Indubitavelmente! Uma criancinha numa escola – tão logo que as escolas serão inventadas, que será somente a alguns dois milhões de anos futuro -garantirão isso.”
“E se tal leitor não aceitar A e B como verdadeiro, ele talvez aceite a sequencia como válida, eu suponho?”

“Sem dúvida que tal leitor possa existir. Ele talvez diga ‘Eu aceito como verdadeira a Proposição Hipotética que, se A e B são verdadeiros,Z têm que ser verdade; mas eu não aceito A e B como verdade.’Tal leitor sabiamente deveria abandonar Euclides, e optar pelo futebol.”

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O paradoxo de Zeno, é esse em que Aquiles e a Tartaruga apostam uma corrida. Aquiles nunca passa a tartaruga, quando ele chegar à posição inicial A que está a tartaruga, esta  estará mais a frente, na posição B. Quando Aquiles chegar a B, a tartaruga não estará mais lá, pois avançou para uma nova posição C, e assim sucessivamente, infinitamente, ad infinitum. “Um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar.”  Aquiles virtualmente alcança a tartaruga, mas não importa quanto tempo se passe, Aquiles nunca ultrapassará a tartaruga. Um paradoxo causado pelo referencial, Aquiles é submetido ao espaço e ao movimento da tartaruga. Isso remete à mecânica quântica e ao Princípio da Incerteza formulado por Heisenberg (1927) – “Say my name!” Princípio que dita que quão maior a certeza da localização de uma partícula, menor a certeza de seu momento, isso só acontece devido a um observador fora do sistema físico. Toda vez que se dá um passo o mundo sai do lugar.

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O samurai se recolhe em sua concha com vergonha do mundo a sua volta. Novamente no filme E La Nave Va, quando o navio com italianos da mais alta estirpe, resgata Sérvios fugidos da guerra contra a Áustria durante a Primeira Guerra, isso nos faz pensar na situação atual da Itália. A Europa de hoje, dias de imigrantes naufragando, perdendo a vida no mar, o mar vermelho de sangue, profecias de Nostradamus,  acontecimentos de nível bíblico. Tentando chegar as costas Européias, crianças perdem suas vidas. Sem heróis para nos salvar, e sem montanhas para ocupar. Junkies in the alley with a baseball bat.I tried to get away but I couldn’t get far. Cause a man with a tow truck repossessed my car.

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Felix Bush: É engraçado o que acontece às vezes, quando acontecem coisas ruins. É como se o relógio parasse…e tivéssemos o tempo todo do mundo para pensar.

Felix Bush: Existem milhões de coisas que você não sabe. Tipo sabe o que? Sonho de cachorros. Você pode inventar qualquer estória sobre ele ,tipo que ele está perseguindo coelhos. Mas você não sabe se vai ter coelhos ali ou não. E ele também não pode te dizer isso, não é ? As pessoas não dizem o que elas realmente querem dizer, então nós conhecemos as pessoas tanto quanto conhecemos esses sonhos de cachorro.

Diálogos retirados do filme Get Low – Segredos de um Funeral (2009), com Bill Murray e Robert Duvall.

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Coelhos pulam e vivem por 8 anos. Cachorros andam e vivem por 15 anos. Tartarugas não fazem nada e vivem por 150 anos. Lição aprendida.

They’ve been spending most their lives
Living in a pastime paradise
They’ve been spending most their lives
Living in a pastime paradise
They’ve been wasting most their lives
Glorifying days long gone behind
They’ve been wasting most their days
In remembrance of ignorance oldest praise
Tell me who of them will come to be
How many of them are you and me

Dissipation
Race Relations
Consolation
Segregation
Dispensation
Isolation
Exploitation
Mutilation
Mutations
Miscreation
Confirmation…….to the evils of the world

Deus manda logo seus zumbis heróis, a vida anda por um triz, não foi do jeito que eu quis…

original

SETE DIAS

Posted in Imaginarium, novidades on outubro 1, 2015 by ti

“Nesta vida, 

pode-se aprender três coisas de uma criança:

estar sempre alegre,

nunca ficar inativo

e chorar com força por tudo o que se quer.”

– dedicatória de GUERRA DENTRO DA GENTE

Paulo Leminski

filoneofilomitofilosofia, amor pelo saber, amor pela narrativa, amor pelo novo, amor pela magika <3

filoneofilomitofilosofia, amor pelo saber, amor pela narrativa, amor pelo novo, amor pela magika❤

frankshirt

“ITS ALIVE! ITS ALIIIVE!!

3:38->

No man live forever, but never say never / Every good he want better, just be a go-getter / And always be clever in every endeavor / The drastic time call for drastic measure / Your girl tied to pleasure from your neighbor since ever / The land and the treasure work for whatever / Just don’t be a beggar, the Alpha Omega / Will bless every soul no matter which name you prefer / The immortal stepper believe in every skin / No matter which color they are / Would never let, Him not care which kind of weather / You’re destined to rise like the Son of Rebbecca / Don’t stop for a second / Every man reckon it sure would be good to be there / Whether Zion or Mecca / When the gates are finally closed / And the saints go marching in / When the Armageddon’s dark and dread (I get up and make it happen) / A lot of weak-hearted weep and moan (I get up and we get it cracking) / Only the strong will continue / Do you have it in you? / Come, we’ve got a journey to go / And when the battle get sour and dread (I get up and I get it going) / A lot of weak-hearted wither and moan (We get up and we keep it flowing) / Only the strong will continue (only the strong will continue) / I know you have it in you / I know you have it in you

ricknmortynatv

refletindo sobre as responsabilidades de ser um bom exemplo

um post um pouco mais autoral pra variar..

um post um pouco mais autoral pra variar..

FILHOTE A CAMINHO (primeiro prelúdio)

Madrugada de 21 para 22 de Janeiro  – 2X15

CHOVE em SP mas os fios de luz gotejam mais que o céu.

Sentimos efeitos colaterais dum silêncio forçado. Maomenos cefalite; maomeno enjoo; maomeno pirirí. MULTIDORES NOS PLURICORPOS – tosse estranha & arrastada. Dorsinha do ladinho. 1 lágrima (Q eu vi).

A cabeça abriga explosões sobre explosões de pensamentos de todo tipo: “nunca conseguirei ler um gibi novamente”; “o quão opressiva não é uma ideia que não admite deixar de ser pensada”; “Filhote, se algum dia, qualquer um – absolutamente qualquer pessoa MESMO – te fizer chantagem emocional, responda com um imediato e assertivo ´tomá no seucú´ pra que a pessoa não repita jamais a tentativa”; nomes, nomes, nomes, Lourenço; Severino; sim Ernesto – de punho em riste; ou Bernardo ou Benjamin… Violeta é consenso máximo para uma moça. Mais pensamentos: “Quão forte pode ser uma criatura que nunca – jamais – passou nenhuma fome?”; “ou frio?”; “ou pegou carona?”; “ou pulou muro?”; “ou tomou uns sopapos?”; ou…

Coisas pra fazer amanhã:

– Inventar alguns deuses a mais pra acreditar.

– Rezar pra não ficar idiota.

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PLANO DE PARTO (segundo prelúdio)

Broto desponta de dentro da sua semente. Racha semente, deixa pra traz tal qual casca vazia. Descama como cascavel. Avança na vida. A mente também brotará no corpo. O corpo também despontará do solo. Alcança outras crias. Cria e cura feridas. Expande-se em  subida e descida. Abaixo as raízes daquilo que deixar pra trás serão suas partes mais fortes. As raízes sempre são os pedaços mais resistentes da existência. Acima estenderá suas extremidades . As folhas que brotarão das pontas dos seus dedos serão a realização/manifestação/ do encontro entre potencial criativo e o espaço que o mundo te dá pra fazer. O mundo folha inteiro em branco, esperando pra ser desenhado. Aquilo que dirá a que veio & que está pro que der e vier.

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7 DIAS

“Eu to com aquela sensação de furo na mão e no pé. Só que sem o furo.” – Ju Litvin, poetisa & filósofa sobre o início do trabalho de parto.

DIÁLOGO SOBRE O SABOR DO LEITE

Eu:

– Doce e ultrasuave, quase com gosto de…

Ela:

– Achei doce, doce que nem pé de manga doce.

A casa é uma máquina viva de contar nossa história. A história do que estamos fazendo. Cada objeto é vivo e conta nossa trajetória. ANIMISMO DO LAR. Meu primeiro diálogo com a filhota foi sobre sua coleção de discos, de como ela vai gostar dos cantos da tradição Juruna na voz de Marluí Miranda em Fala de Bicho, Fala de Gente, sem contar Vengo com Ana Tijoux, tantos da Nação Zumbi (Dá-lhe viver! Dá-lhe viver! Dá-lhe viver!) e uma tonelada de música preta linda pra compor os entremeios da seleção. Música é das formas mais eficientes de transmitir carinho, afeto, bem querer em cada canção. Equalizando as almas e subindo o volume da amizade.

demolidor #8

CAPA DO DEMOLIDOR #8 com elástico em cima: A história do que poderia ter ocorrido: O feitiço do “e se?” a corroer as bordas da realidade. Repetindo em espiral feito o dia da marmota. E se eu tivesse estourado o elástico? Arrebentado ele de propósito? Teria sido mais destemido, não? Quando se é destemido como o diabo, Deus te recompensa com boa sorte e a alegria da sobrevivência. Não sem sustos e soluços.

A metamorfose do corpo. Contração. Expansão. Tensão versus tranquilização. Massageando a solidez até transformá-la em liquidez. Extração. Nutrição. A absoluta falta de solidão. Que será do dia de amanhã? Que será da calma? Do silêncio? O corpo então se transforma, se retransforma, quase mas nunca destransforma – medita, silencia, dói, ri & chora. Compartimenta em chumbo e chaves os maiores medos. Criando sua própria pandora. Eventualmente libertando demônios famintos, tornando-os anjos de viola. Fazendo o melhor possível, botando os bicho pra fora. Trazendo pra perto os amigos, tecendo uma teia invisível a cada minuto de cada hora.

“Ninguém morre!”

“Onde há vida há esperança.” – DEMOLIDOR # 8

27 – 9 – 15

Lua Cheia. Eclipse noturno. Uma lua cheia vermelha no céu. Amanhã minha filha fará sete dias. Ela vive(u) algum tempo numa unidade de tratamento intensivo e passou as primeiras setenta e duas horas em protocolo de hipotermia para preservação neural; algo que se parece muito com o laboratório do jovem Frankenstein, chei de máquinas, tubos, motores e apitos. Na cidade futurista de Neo-Sampa há todo um universo social de crianças como ela, bailando o tango de rosa e punhal nos dentes com a gravidade de seus casos. Suas vizinhas e vizinhos de leito. Dezenas. Certo que Centenas. Na cidade toda talvez milhares.  Como comentou nossa adorada neonatologista, a Dra. Gato, “bebês highlander”, por sua plasticidade adaptativa e capacidade de encontrar novos caminhos pra por sua vida em curso. Violeta, virgo; que nasceu junto com Bill Murray, Leo Cohen e Stephen King. Santo Murray, Santo Cohen, Santo King, abençoem essa menina que tem os pés do Hank McCoy e um olhar de pirata. A vida é dura (já sabíamos). Viver é barra (redescobrimos). Mas o nenê é feroz.

Violinha: receio que ja esteja apaixonado..

Violinha: receio que ja esteja apaixonado..

28.9.2015

Pela primeira vez pegamos Violeta no colo. Estou totalmente desconectado do mundo da internet, das notícias espetaculares e da rotina do trabalho. Queimando karma em fogo alto. Dedicando-me integralmente ao que é orgânico e vital. Depois de anos de malacabadagem, não bebo, não fumo, não sinto falta de nada. Faço planos de treinar boxe e tai chi chuan. De dançar com a pequena Viola nos braços ao som de Tetê & o Lírio Selvagem.

Quando tivemos alta, caminhar pra longe do filhote era como nadar pra cima as águas de uma catarata. Deixar o edifício depois de quase uma semana fazia o mundo ainda mais surreal. No caminho pro carro, na rua da hospiternidade, cruzamos, entre um temporal e outro, com um grupo de Hare Krishnas ensopados cantando e batendo tambores e pandeiros. No rádio, Kashmir na ida, Dancing Barefoot e Take It Easy My Brother Charles na volta. Na rua, vimos uns caras pichando o posto de gasolina na esquina da maternidade, riscando runas urbanas com tinta spray, rolinho e canetão. Em casa, dormimos como acrobatas da cama, como cegos com hipersentidos saltando através das coberturas dos prédios. E entre um soluço e outro susto, sonhamos sonhos agitados e quase inelembráveis, que correm pra se esconder ligeiros nos bueiros da consciência aos primeiros instantes de despertar.

SETE DIAS. Finalmente pude escrever. Pra poder convencer o universo pela magika endemoniadamente ousada do verbo somado de intenção (no caso gráfica), de que eu sou eu. De que nós somos nós. De que meu amor é meu amor. Ela tem sete dias e nunca chorou. Nem um pouquinho. Nem por um instante. Começa agora a testar em pequenos grunhidos sua voz. Eu e sua mãe cruzamos sem vara a corda bamba de ocupar-se antes com o após. No banheiro, álcool em gel, fralda, algodão, hipogloss. Deus parece oscilar entre bonachão benevolente e selvagem atroz,

& pra amanhã a lembrança das sábias palavras ditas pelos avós, de que no final das contas o bebê é um bicho feroz.

Pra Ju e Violeta Litvin

VAI Q VAI

1:33

29.set.2×15

Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.
Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.

Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.

Deixa a gira girar…
Saravá, Iansã!
É Xangô e Iemanjá, iê.
Deixa a gira girar…

Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.
Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.

Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.

((❤ ))

VerSOs CinoCÉfALoS…….. frAgmenTos de LAmEntos LiCAnTróPicOs..

Posted in Cantos Pré-Históricos, Monstros no Espelho, MUTANTES on agosto 31, 2015 by ti

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Lobo – Segundo o manual de sonhos arquetípicos de C.Jung; sua imagem está associada a sombra da psiquê, normalmente representando crueldade; engano; desconfiança; esperteza; habilidade; avidez; astúcia.

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O DOMÍNIO DA FORMA HUMANA

Saber identificar / sentir o que é intrinsecamente humano. Ser um ser humano.

Sentir o cheiro do ar mudar conforme mudam as estações. Identificar uma planta com sede ou a morte se instalando numa forma de vida, só de olhar. Saber o que te faz mal em cada caso de doença. Sentir na salivação, na textura bucal, a composição das coisas que pode farejar… Conhecer sensorialmente a fundo, só deixando a intuição trabalhar livre, em conjunto com o corpo. Laboratório de perícia do lado de dentro da pele. Detector de mentiras vivo. Tantos patifes pra desmascarar…

Sentir afeto pelo que é bem diferente mas sente igual. Sentir afeto pelo que é semelhante e sente bem diferente. Sentir certa aversão ou paixão pelo igual.

Transformar-se.

Maravilhar-se.

Aprender.

Ensinar.

E o poder de alienar-se de tudo; o poder de contrariar tudo isso:

A civilização.

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“ser feliz é bem possível; a lua cheia me reduz a pedacinhos”❤ Itamar Assumpção, SUTIL

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Minha parceira é companheira de muitas voltas, travessias, jornadas e também dalgumas presepadas. As vezes fica preocupada comigo, por causa desse espectro sombrio que evapora dos meus poros e tensiona com meus tendões e face meu entendimento do mundo pruma pulsão sexual pela pira mortuária gigante que o planeta se tornará um dia. Quer dizer, ela só me diz com carinho e bem querer que eu deixo a testa franzida demais… Mas a questão é justamente essa. Como a pele se franze sobre nossos ossos? E por que?

MOLg.H - Cópia só o fim do mundo de novo#1

Sou alguém como tantos outros que caminha verdadeiramente um caminho de virtude. Que todos os dias acorda e renova um contrato consigo de manter-se íntegro, verdadeiro e de propagar e compartilhar só o conhecimento que leva à liberdade, felicidade e aprimoramento. Mas tenho um tesão danado pelo fim de tudo. A destruição é um grande afrodisíaco. A violência me encanta. O armagedom e suas pretensas apoteoses, o apocalipse e suas promessas de revelação. A paz reinante no dia depois do cessar definitivo do choro irritante do homem. O destino derradeiro que enfim irá nos embalar. Luto entretanto com todas as minhas vontades pra não incorrer na melancolia ou – ainda pior – no fatalismo. Não sou um suicida. Apesar de reunir como que por magnetismo natural uma imensa energia entrópica ao redor do meu corpo (que faz minhas roupas se desgastarem e apodrecerem com uma celeridade inacreditável e/ou os mais diversos objetos simplesmente quebrarem, pifarem, encrencarem quando na minha companhia), nunca poderia ser um suicida. A maravilha da vida continua a encantar-me, sim, a despeito do ódio batendo ao portão todos os dias, enviando as contas dos meus descuidos por baixo da porta. Vou viver. Tenho a terra sob meus pés e a terra sob meus pés tem a mim e essa relação realizar-se-á pelo estapeamento constante das minhas caminhadas. Não desertarei do mundo, não o deixarei pras serpentes e vermes e ratos que se multiplicam sem parar, não facilitarei pras fardas cinzas vomitadas em linhas de produção. Mas não sem sequelas. As vezes a pele dobra e desdobra, e fica meio amarrotada por dentro. Fica meio justa demais. Fica tensionando a expressão, como pessoas suportando um sorriso pra foto por tempo demais. As vezes há inflamação no vinco do espírito, como um espinho cravado na pata da alma amarrotada.

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Dominar a forma humana é humanizar-se. Sintonizar-se com o que é bom e positivo e natural. Não as naturalizações ilusórias da modernidade, publicidade da babilon, putaria bagaceira… Não aquilo que é imposto e vendido como “natural”, mas natural enquanto cultura emergente, as manifestações que florescem de baixo pra cima, a maneira anti-hierárquica do mundo bruto e verdadeiro. O modo da rocha, do tronco, da raiz e do broto, o modo do ronco das feras.

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Minha parceira, bruxa que é desde sempre, me disse que pra ficar vivo sem sucumbir a nenhuma dessas patéticas formas de desmorte em vida, tais como a burocratização da alma, a coisificação social, as pirâmides de culto à grana, o empreendedorismo vodu etc&tal; é preciso encantar-se permanentemente. Permanecer encantando-se. O encantamento é o despertar da ilusão. O sistema de domínio empilha tantas camadas de ilusão de controle para a finalidade de consumo, que seu próprio projeto de marketing globalizante torna inviável para seres humanos viverem por muito tempo nesse ambiente sem adoecer. A saída do vampiro-babilon é duas: Normalizar a doença. E desumanizar o máximo de pessoas que puder. Mas não no nosso turno beibe… a gente vai assar marshmallows numa fogueira de cabeças vampirescas antes de amanhecer. Nós lembramos dos feitiços, então é nossa obrigação proteger o solo primordial dos vamps… a lua vem, a lua vai, ensinamento e amor são dons que doem pa carai, mas entre uma cicatriz e outra, desmorto, zumbi e vamp, invariavelmente, diante do ashanti consciente, cai.

“footnote to howl” by allen ginsberg
Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy!
Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy!
The world is holy! The soul is holy! The skin is holy!
The nose is holy! The tongue and cock and hand
and asshole holy!
Everything is holy! everybody’s holy! everywhere is
holy! everyday is in eternity! Everyman’s an
angel!
The bum’s as holy as the seraphim! the madman is
holy as you my soul are holy!
The typewriter is holy the poem is holy the voice is
holy the hearers are holy the ecstasy is holy!
Holy Peter holy Allen holy Solomon holy Lucien holy
Kerouac holy Huncke holy Burroughs holy Cassady
holy the unknown buggered and suffering
beggars holy the hideous human angels!
Holy my mother in the insane asylum! Holy the cocks
of the grandfathers of Kansas!
Holy the groaning saxophone! Holy the bop
apocalypse! Holy the jazzbands marijuana
hipsters peace & junk & drums!
Holy the solitudes of skyscrapers and pavements! Holy
the cafeterias filled with the millions! Holy the
mysterious rivers of tears under the streets!
Holy the lone juggernaut! Holy the vast lamb of the
middle class! Holy the crazy shepherds of rebellion
Who digs Los Angeles IS Los Angeles!
Holy New York Holy San Francisco Holy Peoria &
Seattle Holy Paris Holy Tangiers Holy Moscow
Holy Istanbul!
Holy time in eternity holy eternity in time holy the
clocks in space holy the fourth dimension holy
the fifth International holy the Angel in Moloch!
Holy the sea holy the desert holy the railroad holy the
locomotive holy the visions holy the hallucinations
holy the miracles holy the eyeball holy the
abyss!
Holy forgiveness! mercy! charity! faith! Holy! Ours!
bodies! suffering! magnanimity!
Holy the supernatural extra brilliant intelligent
kindness of the soul!

kyno

São Cristóvão – aquele que carrega cristo nos ombros. Era um monstro com cabeça de cão, que além de lobisomem era gigante, mas do tipo clássico com um bom coração.

el licantropunk

foto por alexandre lamalhama fejones

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As vezes o melhor que se pode fazer por alguém é deixar ser o monstro que, pela sua estranheza, nos parece estar inclinado a ser, sem medo de ferir-se. Aceitar as idiossincrasias e rompantes de raiva e fúria, amar sem civilizar. Enamorar-se não do potencial do parceiro para ser um bom marido/esposa/amigo(a); mas por sua própria selvageria. As vezes devemos fazer isso internamente, conosco mesmo. Aceitar que nossa pulsão por sangue pode ter fundamento ou pode ser ecos de pensamentos soltos, ideias vivas perambulando pela cidade… Resistir sim. Seguir no caminho do bem. Mas entendendo a si. Desvendando seus sentimentos e apetites. Descobrindo suas emoções e distinguindo-as entre intenções e desejos. Nas vísceras sabemos o que é certo. No diálogo sem pé nem cabeça dos loucos, caráter – bom ou mal – nenhum passa despercebido. A alma não tem segredo que o comportamento não revele. Observar. Estar atento a si mesmo. Nunca desumanizar-se. Nunca insensibilizar-se. Nem pro pior de si. Não há corruptos e íntegros. Há momentos de integridade e momentos de corrupção. Integridade é uma escolha a ser tomada a cada nova manhã. E durante o dia, deverá ser reforçada várias vezes.

<p><a href=”https://vimeo.com/27657792″>Howl</a&gt; from <a href=”https://vimeo.com/nataliebet”>Natalie Bettelheim</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

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Há gente pra quem a humanidade não é algo terminado.

Ser alguém. Estar vivo. Ser bicho-homem não é o mesmo que ser gente.

Olhando animais nos shoppings PIG CITY porcos alegres amontoados.

Pelas ruas, furtivo, entre lixo caça & habita outrem diferente.

Há dos que sentem comigo e compartilham a licantropia.

Cães por melhores amigos e uma matilha que inclui a família.

Pelo grosso, longo e preto faz a forragem da pele.

A fuça, os dentes, as unhas mei´q estabelecem o que acontece.

Mas de gravata na racistolândia até monstro sai bem na foto.

Nos palcos do dia a dia, ter mil faces – nação: Ama ou sufoco.

Fascistas falam tanta bosta que quase tudo perde o foco.

Pseudociência versus pseudofé invadem até meu ócio.

Entre o corpo, a alma e o lobo, não há descanso, não há divórcio.

Assim como não haverá jamais entre o cão-diabo e deus, seu sócio.

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ACORDA CEDO VAI TRABALHAR

SEMPRE ONDE HÁ MULTIDÕES & INTENSO CONTATO HUMANO

PROFESSOR, CAMELÔ, PIXADOR, BADERNEIRO, RIMADOR.

AJEITA A CARA VAI ATRASAR

A PELE MEI´TORTA, CASACO DO AVESSO, SEMBLANTE TENSO CHEGANDO

JÁ FALÔU. CALÔU. ENFEZÔ. FECHÔ VERDADEIRO OPOSITOR.

A NOITE A PELE PARECE NÃO AGUENTAR

ESCOLHE ENTRE CELA E CAÇA, DECIDE PASSAR UIVANDO

JA MATÔU. CAÇÔU. RASTREÔU. COMEU LIGEIRO ATÉ SEU AMOR.

MAS A CIDADE NÃO TE DEIXA VIRAR.

NORMOSE É O OLHAR DA MEDUSA QUE A TODOS VAI CONGELANDO.

ATUÔU. INTERPRETÔU. FEZ Q SOU, FAZER Q SEI VIVER VIDA SEM DOR.

A LUA VELOZ NÃO VAI ESPERAR.

APROVEITA ENTÃO A SOMBRA DA LUA NOVA. NO CICLO TAMBÉM HÁ DESCANSO.

BAIXÔU. LEVOU PAR DE NOITE PRO LOBO DE DENTRO VOLTAR A FALAR DE NOVO.

ATÉ A CRESCENTE SE INSINUAR.

SENTE ENTÃO UM OTIMISMO. ENTUSIASMO DESABROCHANDO.

COMEÇÔU. VIRÔU. ESPERÔU O CONTRÁRIO DO AVESSO OUTRO POUCO.

A VIDA PERMANENTE TRANSFORMAR.

CADA MANHÃ DECIDIR NÃO AO MONSTRO INDA Q PERMANEÇA ESTRANHO.

NO BOLOLÔ DO BÔNUS DE DIAS ESTREMEÇO O ARDOR DO ATOR.

ATÉ O LUAR PARECER UM OLHAR.

SOMBRIO & PROFUNDO & SINISTRO CONVIDANDO MEU PIOR PRA BAILAR.

E O BICHO A BESTA FERA INSISTIR EM SAIR PRA BRINCAR

AS CORES SERÃO MAIS VIVAS COMO DA SALIVA EVAPORANDO

GOZÔU. PERTÔU. GARRÔU FORTE PRESA GUERREIRA. ESTRANGULÔU.

A CHEIA VAI RAIAR…

POR TRÁS DAS NUVENS DOS PRÉDIOS, JÁ ESTÁ LÁ.

MESMO QUE A FUMAÇA DA VÃ CIVILIZAÇÃO PONHA UMA CORTINA ENTRE ELA E O CÉU,

ELA TÁ LÁ…

ATIÇANDO O LOBO DE DENTRO PRA FORA DA TOCA PASSEAR.

BRINCAR DE CAÇAR DESGRAÇADOS QUEBRAR SEUS PESCOÇOS & CAGAR

NOS SEUS RESTOS E NAS FOTOS DE FUNCIONÁRIO DO ANO.

AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR. AMOR À FLOR.

AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR. A MONSTRA FLOR.

O ODOR. O NEGROR. O CALOR.

 AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR.

 AMOR. A FLOR.

AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR.

A MONSTRA FLOR.

AMOR. DOR. O ODOR. O ODOR.

O NEGROR. O CALOR.

A MONSTRA FLOR.


Post Hackeado por Régis Y. Intervenção sonora: Te quero te quero querendo quero bem quero te quero querendo quero bem. Chiclete chiclete, mastigo dor e dor clete chiclete, mastigo dor e dor. Te choro te choro, chuvinha chuviscou. Choro te choro, chuvinha chuviscou. Chamego chamego, me deixa me deixou.Mego chamego, me deixa me deixou. A dor a dor, a dor a dor.

O Incrivel Cabeça de Parafuso_20130901_0035

Fuça negra. Barba crespa.

Santo Chaney abençoa meu sorriso

[cheio de dentes

& conciso

tiberas

sampa – lua cheia; fins de agosto de 2015

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