Informe NMS de 28 de OUtubro de 2009

Reflexões:

Evolução humana? Cidades como megamáquinas de mutar a natureza? Corpo como máquina? Ambiente como máquina? Planeta como máquina? Somos engrenagens orgânicas?

Tudo bem, tudo bem, estamos todos fartos de sermos tratados como robôs, o fenômeno da “maquinização humana”, sobretudo do trabalho humano, deixou a maioria das pessoas espertas com um sentimento instintivo de repelência à qualquer característica que lembre vagamente a atmosfera da Revolução Industrial, mesmo porque ainda respiramos a fragância suja de seu nascimento…

Refiro-me ao corpo, às cidades, ao planeta, em última instância ao universo enquanto “máquina” não do ponto de vista autômato, da automatização alienada das ações, mas, Absolutamente ao contrário, segundo o conceito de DEUS EX MACHINA, ou seja, reconhecendo o potencial operativo da vida por meio de uma compreensão omniciênte intuitiva – leitura dos arcanos sociais, interpretação de arquetipos vivos com quem nos relacionamos diáriamente – do próprio ser somada a ações simbólicas que reverberem no ar o tal impulso das asas de uma borboleta, que segundo a teoria do caos, pode colocar a favor das intenções por trás dessas pequenas ações simbólicas a força de um furacão. Conhecimento primitivo, mutante, mágiKo essa é a chamada Arte. Quando a teoria embasadora e a matéria prima são a mesma coisa, a obra da Arte torna-se viva, possui um universo próprio, como todos os seres vivos, de onde se pode entrar, sair, prender-se, perder-se ou libertar.

Converte-se então simbolismo em simpatia, amarram-se desejos, queimam-se paixões, preces são baforadas no ar… se isso não é o único e mais eficaz controle que se pode ter da vida, então será o melhor que se pode obter. Qualquer outro será opressão estéril e cinzenta, a fantasia maligna e pervertida da autoridade obcessiva.

Sim, é duro admitir, companheiros cientistas e politizados em geral, sei que vocês todos lutam contra a alienação das massas com justa em punho e armadura de saber reluzente, mas a verdade é que a parte do jornal que mais vai falar algo de realmente tocante para o indivíduo é o horóscopo (embora valha lembrar o quanto a maioria deles também são mal escritos). As demais notícias e informações podem ser como um susto, uma careta através da janela: causam um espanto, mas não chegam a tocar ou relevar de verdade. Não se trata de baboseira new-age, nem da “bruxaria do bem” que não pretende mais do que vender livros de auto-ajuda pra um público mais jovem que o da Zíbia Gasparetto (BLUORRRGH!!); mas a idéia de que o movimento do universo altera e interfere nos humores sanguíneos. As notícias e os acontecimentos reportdos até podem ser referidos à mim por associação e identificação, mas a única coisa que vai, DE FATO, falar do meu dia é aquela tola e pequena previsão ao lado das tirinhas: Conexão entre microcoSmo&mAcrocosmo;citando Hermes Trimegisto conforme está grafado com ponta de diamante em sua magnífica tábua de esmeralda:

“O que está acima é com o o que está abaixo, o que está embaixo é como o que está acima”.

Dessa forma é possível vislumbrar (ou “oh, como eu gostaria que fosse possível a todos vislumbrar!”) que a forma como tratamos nosso sangue interfere na forma como correm os fluxos nas vias da cidade, e a forma como ordeno meus pensamentos impulsiona a forma como se organizam as forças e poderes na cidade, e a forma das coisas que tenciono considerar belas e desejo está refletida nas noções gerais de relacionamento na cidade… &assim por diante. Meu entorno É extensão de mim. Minhas camadas de fora são as pessoas perto de mim, o prédio onde eu moro, o bairro onde vivo… Largue uma multidão de estranhos para ocupar um espaço público (uma escola, digamos) e é impressionante em quão pouco tempo afinidades e naturezas psicológicas internas enconram-se e agrupam-se em torno de interesses comuns.  Questão de minutos até grupos de afinidade intuitivamente se acharem, tocarem e unirem. Nesse sentido eu ouso afirmar: Somos máquinas, cujo motor magnético é abastecido de prazer, dor e emoção; máquinas cujo manual de operações já vem inscrito em nosso DNA, mas cuja leitura e entendimento, como em qualquer leitura, demanda um pouco mais de atenção. Nosso olhar, nossa visão deslumbrada – admiração pelo movimento caleidoscópico do mundo – nos distrai, e a vida acaba por tecer tramas de ilusão que nos distanciam de onde está a verdadeira e única verdade: o suco no interior da nossa espinha, caldo de medula, ID INSIDE, pílula de glândula pineal, já dentro de nós e ainda assim nos convencemos de não tomar, mas cujo efeito é baque forte e constante, que lindamente se manifesta na conexão humildemente bailarina entre cérebro e mãos (o que pode ser mais maravilhoso que isso, afinal?).

Deus EX MACHINA; ATO 1:Uatu, o Vigia desce ao centro de Manhattan (OK, pq não NY afinal?!). Usando seu imenso cabeção telepático ele transmite a TODOS os seres humanos TODO o conhecimento de TUDO o que há, houve e poderia ter havido. Então, após alguns instantes de silêncio mundial (nada perto de um minuto) todos já sabem do que virá e seguem suas vidas sossegadamente. Ninguém fica louco com o conhecimento. Ninguém mais surta. A loucura, o surto, advém mais da incompreensão do que do contrário, embora os arautos da ignorância costumassem reclamar o contrário. Mas agora essa polêmica é coisa do passado, Uatu já mostrou a todos o que antes só ele via. Começará com uma grande onda de consciência da responsabilidade: a todos será claro que a configuração do planeta (pelo menos das regiões tipicamente humanas) é programada no interior da cabeça humana. A partir de então é regular-se socialmente. Encaixar as coisas que estavam fora do lugar… e expurgar os agentes da cegueira. Os mágicos e ilusionistas. Esse maldito feitiço placebo que pelo consumismo consome tantas energias pra recompensar através do  truque batido e nem sempre barato de fazer aparecer outro presente pelo desaparecimento de mais riqueza.

Mas Uatu não precisa aparecer nem em NY nem em lugar algum. Deus EX MACHINA consiste numa intervensão divina para uma grande amarração das pontas soltas de uma história. Arauto da compreensão, esse deus filológico emergirá de dentro daquele código genético citado há pouco. Como absolutamente todo o deus, virá de dentro da alma do homem, embora esse, mais que qualquer outro, revelará que dentro da alma está não só deus, mas todo o universo que ele criou pelo seu verbo, pelo estalar de seus dedos, pela prestidigitação sagrada que é engolir todo o universo a cada aspiração.

………………….

O NMS faz votos póstumos de um Samhaine fértil a todos e um dia dos mortos em boa companhia…

ABRAHADABRA

ABRAHAPORTAS

ABRABOCA

ABRAHATÉ

ABRAKAINDA

abrAkABRAX

&beijos

ti

<AN

“Amor é Lei; Amor sob Vontade”

Citações:

– “Mindscape of Alan Moore”; documentário cujo link para download já foi postado aqui no blog.

– “Psicomagia”; livro de Alejandro Jodorowsky recentemente publicado pela Editora Devir.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus_ex_machina

http://pt.wikipedia.org/wiki/Uatu,_o_Vigia

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