NeoMitoSofia X NeoMitoLogia

O Grande Teatro do Vazio;

Um estudo Cthullhiano do Culto à Neo-Mitologia Moderna.

Multiverso – quem é aquele que passa por nossa vida mas que está em outro universo, em outra dimensão? & como interagir com ele?

Alienígena X Alienado?

Sombrerói: O herói representa um espaço vazio de projeção individual. É um método humano para imaginar-se “outra coisa”, outro alguém, outro sujeito. Se tentarmos conectar o ponto comum entre toda as figurações e compreensões da figura-conceito heróica, temos que:

Herói é qualquer representação idealizada de persona.

Dessa forma é possível que haja (e há!) diversas manifestações absolutamente distintas da figura do herói. Múltiplos movimentos heróicos. Política, Esportes, Celebridades; Titãs mitológicos.

Houve um tempo, na Antiguidade, em que a figura heróica era positiva; não no sentido moral, mas conforme uma compreensão matemática do termo: Havia algo, existente, concreto e pré-concebido – que existia – a ser somado a individualidade que apropria-se do herói, o sujeito comum, indivíduo que incorpora todo o prato chamado Mito no qual o herói é apenas um ingrediente. Importante, é claro, tanto quanto é saboroso, mas acompanhado de outros&temperos.

Mas parece que a modernidade trouxe um tipo de herói negativo, ainda longe do sentido moral, mas no qual, também matematicamente, não é se não um esvaziamento compulsório de persona, pela banalização completa da imagem individual, no qual qualquer personalidade pode ser projetada facilmente. As chamadas “celebridades”, os pseudo-heróis pós-modernos, nem anti-heróis, nem neo-heróis; apenas ídolos, sexy-simbols e artistas da fome sem face. & nesse jogo de idolatrar e ad=mirar o vazio, preenche-se essas celebridades (belas, vulgares e efêmeras, cujo nascimento já é marcado para o esquecimento) de toda aflição e insegurança que caracteriza a pandemia de civilidiotice pós-urbana que assola todas as grandes metrópoles com força o bastante pra escoar para as pequenas cidades chegando ao cúmulo de infectar mata, mares e regiões selvagens. Atores, cantoras e artistas dançarinos-que-não-sabem-dançar de toda sorte passam a adoecer na alma aos rodos, desde a década de 50 provavelmente, cada vez mais, e para compensar seu aspecto descartável, a grande Máquina ou os muitos corações do Leviatã do Entretenimento: a indústria cultural, coopta-se uma multidão cada vez maior de indivíduos humanos capazes de ceder seu rosto, sua carne, seu corpo, para tornarem-se imagens e assim convertidos em parte d um todo lamentavelmente neo-mitológico, o grande teatro do Vazio.

por quê o menos pior?

E em troca, os idólatras se preenchem desse vazio. O vácuo cultural que lhes possibilita ser absolutamente qualquer coisa com estratégia para que sejam mesmo: consumidores de mais vazio.

Não sou muçulmano, nem evangélico, mas se esse culto à imagem não é coisa demoníaca, então não sei dizer o que poderia ser…

Radicalmente, ad-mirar algo é trazê-lo para seu alcance; AD-MIRO: vejo lá, ao longe… mas vejo! Lá, não é logo ali, mas também não é outro lugar. Portanto, insistindo numa lógica espaço-matemática (pseudo-física talvez) de interpretação, admirar qualquer coisa é aproximar um pouco mais essa coisa de si. Idolatrar pode ser entendido como Admirar exageradamente uma coisa. No caso, o vazio.

Se o vazio fosse algo, poderíamos – enquanto sociedade – estourar de tanta pressão, anfatigados pela overdose dum consumo mono-cultural. Mas o vazio não faz pressão. Embora nos enfastie, nunca nos preenche, pelo contrário, planta em nossa alma a anti-semente da fome demente, que transforma-nos em zumbis sem mente… mastigando cérebros par iludir uma saciedade que jamais acontece.

Há uma neo-mitologia Cthullhiana esvaziando a juventude de qualquer sentido e positividade. E ela está lado a lado à Neo-Mito-Sofia, sua arquiinimiga, que por meio de novas relações mitológicas quer (e não “deseja”), acima de tudo, fazer pensar. Fazer ativar o pensar (e em casos extremos fazer reativar o pensar). A NeoMitoSofia entende a complexidade de múltiplos universos que coexistem no mesmo espaço e almeja a possibilidade de saber interagir com eles, pra superar Crises e salvar mundos…

E às putas neo-mitológicas, essas celebridades descartáveis que nos sugam injetando-nos vácuo sem nem ter a delicadeza de nos chupar, que resistam em nome da vida, mesmo tendo no processo transformado-se numa vida tão estranha, alienígena e distante; e principalmente, a despeito do quanto esse mesmo processo possa ter-lhes fragilizado a alma e infectado o espírito. Marilyn ou Britney; Dean ou Axl: Resistam! Se ainda houver alma viva em seus corações… se não, pereçam; morram logo numa o.d. ou curva de estrada e deixe-nos esquecê-los em paz.

ti

<AN – 25/2/2010

 

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