Cantos Profanos

“Iä! Shub-niggurath! O Bode Negro da Floresta de Mil Filhos!” – Um Sussurro nas Trevas

H.P. Lovecraft escreve sobre lugares. Eu diria que suas palavras evocam a idéia de espaço; e é nesse sentido que sua literatura tece à maestria o clima de horror e loucura. O espaço não é algo sobrenatural, místico, abstrato, cujo entendimento possa ser vago. O espaço é concreto. É algo que está lá, mesmo se fora da vista e além do alcance. Se falamos de paragens amaldiçoadas, paisagens oníricas ou se nos referimos ao espaço sideral, é irrelevante para a verossimilhança do lugar. Ele pode estar na absoluta escuridão, ou na profunda antigüidade imemorial, mas existe com a mesma força que o chão no qual pisamos.

Pessoalmente, o fascínio pelo Horror me indicou esse filho de loucos e suicidas, que morou com tias “silenciosas e frágeis como gatos” quase que por toda a vida e teve claramente inúmeros problemas de adequação e convívio social, por sorte ou por azar, ainda na minha primeira década de vida. Entretanto, o que me ascendeu o impulso para estabelecer um estudo e pesquisa sobre a vida e obra do autor foi a vontade de rastrear a origem do nome Arkham, conhecido por muitas pessoas como o nome do famigerado sanatório da cidade mais louca do mundo: Gothan City. Vejam o que encontrei numa matéria de Marco Aurélio Lucchetti entitulada “HOWARD P. LOVECRAFT”, publicada na revista Mestres do Terror especial  #3, uma edição de colecionador lançada pela editora D-Arte em 1989:

Lovecraft possuía um estilo altamente descritivo e visual. Para ele, o mais importante era o cenário, o ambiente onde as histórias se passavam. Os personagens e a trama desempenhavam uma função secundária.” – e isso dá indícios de como Lovecraft enxergava a importância humana com a visão que emprestava aos seus escritos. Segundo Maurice Lévy: “A aparição da raça humana, para Lovecraft, não constitui senão um fragmento infinitesimal desta massa cósmica de matéria sobre a qual se exercem forças cósmicas e cambiantes”.

Do ponto de vista neomitosófico, entretanto, a relação Estrutura Espacial VS Personagens nos confere ferramentas para ilustrar um conflito conceitual ainda mais radical, presente em nossas discussões desde os primórdios do grupo, e provavelmente também fonte de inquietações para esse autor e seus companheiros de estudo, reflexão e criação. Trata-se do nosso velho tema: Primitivismo VS Civilização. Afinal, me parece que as próprias edificações avultam-se sobre a terra, tingindo o solo primitivo e seus habitantes com a macabra sombra da civilização. Lovecraft funde esses conceitos antagônicos em um denso caldo – ou porque não dizer charco? – dialético, no qual as profundezas do desconhecido (espacial, extraterreno; abismal, oceânico) representam o imenso caos primordial de onde viemos e para onde estamos prometidos a voltar, enquanto a sanidade, a perspectiva e a racionalidade das protagonistas são como símbolos da civilização, edificadas orgulhosamente sobre os bons costumes do novo mundo, mas tal como castelos de areia, tão absolutamente fadados à desconstrução, à decadência, à entropia que desmantela a matéria devolvendo-a ao caos de onde se originou. Não há como fugir do caos. Hakim Bey canta aos sorrisos sua permanência, mas Lovecraft definitivamente tremia e gelava ao confrontar-se com esses pensamentos.

Todavia, vale à pena lembrar, o posicionamento do narrador estudado no presente texto é absolutamente contrário ao nosso. Elemento fundamental para a construção da sua atmosfera narrativa, o próprio Lovecraft nutria um profundo Horror pelo primitivismo e por toda expressão de incivilização. E seu horror ia além do desconforto e insegurança que um materialista sofre quando confronta um mundo que não pode “exatificar”, transformava-se em ojeriza, repugnância e uma noção (tão popular na aurora civilizada do século XX) de superioridade racial teutônico-ariana. Sim, não podemos deixar de ressaltar o caráter racista de H.P.Lovecraft, expresso indiretamente em sua obra e diretamente em algumas das muitas correspondências que trocou durante a vida. Aspecto faltoso em muitas biografias do autor, até então tratada abertamente apenas por Warren Ellis (em “Planetary/ AUTHORITY – Dominando o Mundo” – publicada pela Pixel em Abril de 2008) e recentemente pela editora Hedra nas excelentíssimas republicações do autor (farejo uma boa edição de Nas Montanhas da Loucura vindo aí…); cito alguns trechos de A Sombra de Innsmouth (1931) que possam apontar para os pontos levantados; na trama, o narrador cita sua breve convivência com os habitantes do vilarejo pesqueiro de Innsmouth, na costa de Massachusetts, EUA e os elementos mais asquerosos do zeitgeist do autor já é apresentado logo nos primeiros parágrafos:

Durante o inverno de 1927–8, agentes do Governo Federal conduziram uma estranha investigação secreta a fim de averiguar certas condições no antigo porto de Innsmouth, estado de Massachusetts. A investigação só veio a público em fevereiro, quando ocorreu uma série de buscas e prisões, seguida pelo incêndio e pela dinamitação – ambos conduzidos com toda cautela – de um assombroso número de casas decrépitas, caindo aos pedaços e supostamente vazias ao longo do porto abandonado. Para almas menos desconfiadas, a ocorrência passou por um duro golpe desferido no curso de uma convulsiva guerra contra a bebida.”

“Os que acompanhavam os jornais com maior atenção, no entanto, admiraram-se com o prodigioso número de prisões, o enorme contingente de homens mobilizado para efetuá-las e também com o sigilo que cercava o destino dos prisioneiros. Não se teve notícia de julgamentos nem de acusações; os prisioneiros tampouco foram avistados em cárceres país afora. Houve rumores vagos sobre uma doença estranha e campos de concentração, e mais tarde falou-se sobre a dispersão dos prisioneiros em instalações navais e militares, mas nada jamais se confirmou.”

Dada a contextualização histórica da obra, fica difícil evitar um amargor no próprio hálito ao refletir sobre as alusões feitas a campos de concentração e extermínio secreto de procedência governamental ainda na apresentação do conto. Mas que tipo de “mal” conclamou as mais drásticas medidas civilizatórias? Que elementos culturais evocaram o desaparecimento para Innsmouth? Obviamente, recomendamos a leitura na íntegra para que esse questionamento seja satisfatoriamente atendido, contudo, citamos mais alguns trechos a fim de ilustrar melhor nosso recorte e abordagem:

A semente da repulsa gerada pelo outro era uma violenta contra-identificação, somado a uma anti-identificação ideológica, “movimento cultural” muito popular na propaganda anti-semita que circulou às vésperas da 1ª Guerra Mundial pelo mundo civilizado europeu. E afinal, o que estabelecia um elo entre uma absurda repulsa pelo outro? Desumanidade é o conceito (delicadíssimo) com que pretendo trabalhar; mas para não soar como “aquele velho racista imbecil que achava que os negros procriavam como lagartos ou coisa assim” (Elijah Snow na supracitada edição de Ellis e Jimenez), respondo simplesmente com “perspectiva”, o que fica muito claro, ainda no mesmo conto, quando o narrador nos diz que “naturalmente, aos olhos das pessoas cultas, Innsmouth não passava de um caso de degradação cívica levada ao extremo” – entendamos “perspectiva” como constructo racional desses “olhos de pessoas cultas” que configuram desumanidade a tudo que não seja seu próprio padrão paradigmático, tudo que não possam compreender, subjugar, enfim, tudo aquilo que não possam dominar (mas que tanto se deleitam em explorar).

Um odioso H.P. Lovecraft escrevia sobre horrores reais e talvez por isso sua obra seja tão contundente. Muitas vezes ele descreve assombrosas visões de “sapos-peixes blasfemos de origem inominável” ou formas “vagamente antropoides” e “coisas inomináveis nas profundezas oceânicas”… mas no fim, o horror não são esses elementos (alienígenas ou não) estranhos, mas o efeito que provocam na frágil mentalidade civilizada, tão despreparada, desprovida de alteridade, esterilizada industrialmente para a diferença e a diversidade, conforme ilustra – cheio de pavor e ódio – o trecho a seguir:

Eram adumbrações monstruosas e nebulosas do pitecantropoide e do amébico; vagamente moldadas a partir de algum lodo fétido da terra corrupta, deslizando e escorrendo de um lado para outro nas ruas imundas ou para dentro e para fora de janelas e portas com movimentos que não sugeriam nada além de vermes infestadores ou das coisas inomináveis nas profundezas oceânicas. Quem dera que uma misericordiosa lufada de cianogênio pudesse asfixiar todo aquele aborto descomunal, acabar com a miséria e purgar a região.”

Que, conforme brilhantemente apresentado na introdução de Guilherme da Silva Braga da já citada reedição da editora Hedra de A Sombra de Innsmouth (Janeiro do presente ano), não pertence à produção ficcional do autor, mas a relatos em correspondência nos quais comenta impressões relativas aos habitantes de diferentes etnias e culturas com que cruzou durante uma viagem em 1922 à Chinatown, na cidade de Nova Iorque.

Além do que, observar a forma como o racismo de Lovecraft fora velado por tantos editores que publicaram sua obra ou material sobre ele no passado, aponta talvez para algum preconceito incubado nesses próprios mediadores, que viram-se desconfortáveis em lidar com um tempero tão indigesto para um banquete de horror irrevogavelmente rico e de alta qualidade literária.

Mas haverá alguma relação entre o racismo e a extrema habilidade literária? O talento para a escrita – em suma a alfabetização – e as noções de superioridade racial do autor poderiam ser rastreadas até uma mesma raiz? Afinal, não é a escrita a expressão máxima da civilização? Marco de passagem da Pré para a Antiga História? Obviamente, elocubrações inúteis quando uma certeza paira sobre essa questão, cristalina como a alvorada: ele falava sobre o medo, e que preconceito não nasce no, do e para o medo?

Os indícios documentais apresentam um H. P. Lovecraft absolutamente comprometido com o ato da escrita. Além de escritor profícuo, um correspondente dedicado – tendo trocado entre 60 e cem mil cartas com amigos, leitores e aparentemente qualquer um que se propusesse a escrever pra ele. Em 4 de Outubro de 1935, descreve ao “Sr. Perry” de forma pontuada e detalhada todo o seu processo de trabalho narrativo. Muitas vezes em cartas para amigos também se mostrou ressentido e orgulhoso da forma como sua excelência literária era recebida pelas pessoas, em especial seus editores, mas também seus leitores em geral.

E se essas são as conclusões apontadas por evidências historiográficas, a especulação histórica pode, com auxílio da ambientação necessária, nos oferecer um retrato talvez um pouco mais aprofundado do rancor que abastecia o horror das palavras de Lovecraft. Escrevia para as pulps magazines, que muito bem poderiam – com misto de orgulho & escárnio – ser neomitosoficamente interpretadas como a ralé do meio editorial. Mas, precisamente falando, as pulps eram almanaques sortidos que publicavam um multigênero de histórias de ficção: contos de detetive e de mistério, de aviação, de fantasia, ficção científica, horror, romance, western… essas publicações já existiam no final do século XIX e proliferaram nos EUA durante as primeiras décadas do século XX. Eram impressões baratas, em papel de baixa qualidade, feitos a partir da polpa da celulose, a matéria prima mais em conta para uma publicação impressa – daí seu nome.

E da polpa dessas magazines, Lovecraft era só mais um; escreveu ao lado de uma enorme lista de artistas tão talentosos quanto ele que colaboraram para a construção do imaginário que seria o berço de super-heróis e do vigilantismo mascarado. Cito poucos: Manly Wade Wellman (que por si só também merecia um post), August Darleth, Colin Wilson, Zealia Bishop, Adolphe de Castro e vários outros incluindo até Orson Wells e suas contribuições para o rádio, são exemplos de autores que ajudaram a compor um cenário ficcional dos mais vastos. Então, enquanto as pulps brindavam a diversidade ficcional que vibrava no broto do século XX – é claro (romantismos à parte) já inserida no processo industrial de produção cultural – Lovecraft preferia ocupar (ou ter ocupado) uma cadeira literária mais nobre, parecia sentir que seu talento e intelecto era desperdiçado em uma mídia que provavelmente aceitaria e publicaria qualquer historieta estapafúrdia. E talvez esse descontentamento do autor seja pretexto para inclinar nosso estudo mais uma vez na direção pretendida… o eixo conceitual da sua obra que gostaríamos de ressaltar.

Por ser um típico fruto da Indústria Cutural, as pulps não só eram produzidas de maneira muito rápida, como também seus conteúdos, de forma que sua leitura também fosse dinamizada, acelerada ao máximo, estimulando o leitor (primariamente tratado como consumidor pelos editores) a comprar o máximo possível de pulps (disponíveis para venda numa enorme gama de títulos correlatos como SHOCK!, Detective Comics, Vault of Terror, Suspenstories, Weird Tales etc…); assim sendo, a diretriz editorial era pautada pelo dinamismo acentuado, a presença de um (ou mais) twist no enredo – uma reviravolta, uma cena que causasse impacto e/ou surpresa – e, é claro, a presença garantida dos elementos simbólicos recorrentes no menu icônico em moda no momento (os supracitados vigilantes mascarados, gangsters, marcianos, detetives, etc…); e nesse bojo temático tão amplo, o horror de Lovecraft encontrava certa dificuldade para contemplar as exigências de ritmo e dinamismo editorial das pulps, bem como o rigor intelectual de suas obras também não se adequavam ao padrão vigente de uma ficção que se estruturava num movimento simplificador que supunha quais os temas que “dão certo” e quais “não funcionam”. Há uma contradição entre diretriz editorial e o próprio gênero: a agenda recomendava dar ao leitor aquilo que ele deseja – como a uma criança mimada – entregando-lhe o que quer para que consuma mais e mais… por outro lado, o horror (em particular o horror lovecraftiano) tem por finalidade causar desconforto, gerar algum tipo de incômodo ou aflição no leitor…

E contradições desse tipo pareciam pautar todo o caminho desse escritor maldito. Retratando regularmente em sua obra o conflito entre civilização (associada à ordem e a uma inestimável estrutura modelizante de proceder social) e o primitivismo ancestral (indicador de barbárie e pensamento rudimentar), por mais que pautasse os temas de seu próprio ponto de vista (preconceituoso arauto da civilização, do contrato social e da ordem em última estância), fazia isso como escritor de horror, ou seja, conduzindo sua narrativa por um caminho no qual o seu ponto de vista (supracitado) findasse sempre em derrocada física, psicológica e emocional. Principalmente psíquica, pra ser mais preciso. E aqueles seres primitivos, bárbaros, de pensamento rudimentar, estética vulgar e organização caótica, invariavelmente acabavam por mostrar-se mais espertos, integrados ao espaço, com proceder mais acertado e indiscutivelmente mais poderosos do que o alardezinho positivista-progressista que o homem chama de civilização.

Lovecraft escrevia sobre seus medos mais profundos. Ele fala no temor em descobrir-se errado. O terror do equívoco. O Horror que há em descortinar suas crenças, sua ideologia, sua fé, toda sua concepção racional e as construções e personificações e demais idolatrias do ego… e revelar que tudo isso é como o reflexo colorido na superfície de uma bolha de sabão e tão frágil quanto. Que estoura em silencio simplesmente desaparecendo… e dando vazão a (ou pondo à visão um) outro lugar, um outro espaço que antes não podia ser visto, dado que a bolha pairava entre, mas que sempre esteve lá. Um mundo primitivo, antigo e mais forte que qualquer coisa. Um pedaço vivo de Pangéia, onde reis predadores ainda caçam. No qual os homens são só um incômodo, como uma infecção fungóide, como manchas de mofo no armário.

Há muitos estudos e interpretações interessantes sobre os mitos de Cthulhu na rede (alguns dos que mais gostei seguem anexo no final do post) mas talvez outro fator a ser considerado além da perícia narrativa e habilidade literária de Lovecraft para a formação dum universo narrativo de força e proporções mitológicas, seja o fato de que foi feito em coletivo. Muitos escritores formaram com ele uma espécie de clube, um grupo de indivíduos que se encontravam para criar, ponderar e conceber panteões inteiros de monstros alienígenas e seitas secretas e mitos de criação & deuses famintos & antigas civilizações… Muitos editores comentavam sobre o círculo, e mesmo os participantes gostavam de expor com o maior primor os frutos desses encontros, “é como um jogo” – disse certa vez Robert Bloch – “como um jogo levado muito – MUITO – a sério”. Esse círculo de escritores tinha por tríade fundadora o próprio H.P. Lovecraft; Clark Ashton Smith, poeta, escultor, pintor, maravilhoso artista multifacetado; e Robert E. Howard, criador do mundo hiperbóreo do bárbaro siberiano Conan. Tudo cozinhado no mesmo caldeirão, por que não dizer, neomitosófico.

A real é que tendo consciência disso ou não, esse grupo criou uma (ou mais) egrégora(s) que segue(m) viva(s) e muitíssima(s) bem alimentada(s). As referências mais recentes a esse universo vão de Alan Moore e Mike Mignola à South Park, Liga da Justiça e jogos de RPG, só pra citar mídias alternativas, porque literatura desse gênero e vocabulário específico provavelmente nunca deixou de ser produzida desde seu surgimento na década de 20 do século XX. Na raíz, a simples hipótese histórica de que imensas civilizações primitivas construíram impérios colossais em setenta ou cem mil anos antes do calendário romano, já é por si só fantástica a despeito do quão arqueologicamente comprovada possa ser. Afinal, insisto, o tema posto em questão é a falência da nossa civilização (enquanto proposta, enquanto projeto e enquanto execução) e como isso aponta para a falência do que costumamos chamar de humanidade. Se essa humanidade está edificada na sanidade, na capacidade de articular com elementos estranhos, ocultos e desconhecidos, e/ou com a própria civilização supracitada; então os Mitos de Cthulhu nos escancaram o quão frágil é também nossa humanidade. Tão vulnerável. Tão fraca ante a roda da fortuna e da transformação.

Esses autores, artistas e estudiosos cantam versos blasfemos para essas outras possibilidades. Sua ficção meio utópica meio niilista apresenta – explicita – o quão efêmera é a realidade – apoiada em outros mitos, em hinos sagrados e convenções sociais reconhecidos e compartilhados por muitos, mas há tão pouco tempo, que sua força é descartável estandarte ocupando o meio do salão. E nos cantos se pronunciam outras melodias, profanas, que apelam para verdades antigas travestidas de contos fantásticos. A dúvida, a incerteza, a presença inegável do caos, são as vigas, as estrofes, o sentido nos versos desses cantos. Cantos recobertos de sombras; mas lá, palpáveis, quase inexprimíveis. Tão verdadeiros quanto o cristo ou a democracia. Tão perigosos quanto. Mais certos de sua força e de seu triunfo… quando a posição dos astros estiver correta e os cânticos certos forem pronunciados. Algo jaz nas profundezas oceânicas abissais, esse espaço desconhecido existe, é real, está lá… esperando… vivendo pleno e saudável seu sonho divino a despeito de nós ou de nossa frágil consciência ignota.

ti<AN

6_6_2X11

links recomendados:

http://www.hplovecraft.com/

http://alhazret.blogspot.com/

http://www.sitelovecraft.com/mitosdecthulhu.html

http://mundotentacular.blogspot.com/

https://neomitosofia.wordpress.com/2010/03/11/neomitosofia-x-neomitologia/

Uma resposta to “Cantos Profanos”

  1. É difícil imaginar hoje a cultura pop sem as influências da mitologia criada por Lovecraft

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