Homenagem ao Moebius

Jean Giraud (nascido em 8 de maio de 1938) é um artista francês de história em quadrinhos que também colaborou na produção de diversos filmes. Giraud é também conhecido pelos pseudônimos de Moebius e Gir. Ele começou a publicar suas primeiras tiras aos 18 anos, logo tornando-se um dos ilustradores mais consagrados da Europa.” Morreu no dia 11/03/2012 aos 73 anos.

Quer um histórico do cara, procura na Wikipédia, quer ver mais imagens, fussa nos blogs, este texto não tem a intenção de ser uma biografia resumida, ou algo do tipo. Escrevo com a vontade de homenagear esse grande artista dos quadrinhos, que faleceu recentemente. Portanto, nada melhor do que mostrar alguns de seus trabalhos.

Um mestre das ilustrações de Hqs, um artista criador de desenhos absurdamente detalhados, com uma noção de luz e sombra admiráveis, com MUITA IMAGINAÇÃO, com paisagens que parecem retiradas de um sonho, com seres que parecem vir de um mundo lisérgico, serviu e ainda serve de inspiração pra muita gente; inclusive eu.  

O principal assunto que me vem em mente quando eu penso no Moebius, é a criatividade. Alguns alegam que com a revolução industrial, o conseqüente surgimento das Universidades e a supervalorização do diploma; ou seja da especialização, estão minando a criatividade das pessoas; o que permite que seja implantado um sistema que transforma as pessoas em meras engrenagens que devem compor a máquina que é o capitalismo. A metáfora com as engrenagens não é de graça, como já mostrava Chaplin em Tempos Modernos, o trabalho é mais importante que o trabalhador, o automatismo é mais valorizado que a criatividade, o sonho não passa de um descanso, a vontade não é mais individual; a máquina engole diplomas, pessoas, florestas e faunas inteiras sem se importar com nada além do lucro. OK, imagino que quem esteja lendo isso já esteja cansado de ouvir falar dessas coisas, ou de ver notícias que derrubam cada vez mais um otimismo que talvez nem exista mais. Minha proposta é simples, escreva algo, filme algo, desenhe algo, toque algum instrumento, faça algum tipo de arte marcial, ou dança, ou teatro, ou pintura… Enfim seja criativo e produza algo. 

Eu tendo a imaginar que os maiores artistas da nossa atualidade não são necessariamente considerados artistas, pelo significado usual dessa palavra; mas pra mim, uma pessoa que recicla, que reutiliza água da chuva, que tenta de algum jeito melhorar a qualidade de vida de outras pessoas; sem necessariamente expressar o que sente através de uma obra de arte, pode ser considerada uma artista, a ação pode ser tão criativa quanto a produção; ou quem sabe até mais criativa. Enfim seja criativo e se não quiser produzir algo, pelo menos aja de modo criativo.

Como já mencionamos em posts passados: “imaginário neurótico”, “imaginário londrino” e “imaginário longínquo”; na nossa concepção, o imaginário atual está enfermo, debilitado e piorando. As genialidades cada vez mais se voltam para um mundo de pesadelos, com muita explosão cinematográfica, mortes espetaculares e perversões pornográficas.

Você bloqueia a internet para seus filhos? Você supervisiona o que ele assiste na TV? Você tenta ignorar, ou pelo menos não se importar com a violência ficcional? Ultimamente tenho pensado como cada vez mais me sinto entorpecido pela violência, como se uma notícia no jornal tivesse o mesmo impacto que um filme de terror; como se uma morte seja ela ficcional, seja ela real possuem quase o mesmo significado pras minhas emoções. Agora imagine alguém que você ama aparecendo em um filme que retrata sua morte; você acreditaria, ou pensaria que ela simplesmente atuou? Eu infelizmente acho q duvidaria pelo menos por alguns instantes. Sinto que é necessária uma doze periódica de obras de arte que retratem uma realidade mais positiva e otimista; pra tentar reverter essa enfermidade do imaginário, pelo menos um pouco, pelo menos em mim mesmo. Já o artista genial que foi Moebius, pode ser ingenuamente considerado pervertido, ou louco, ou até profano; o que infelizmente o torna inacessível pra quem tenta limitar o conhecimento por filtros muitas vezes equivocados e radicais; como vemos em muitas religiões. Não bloqueie a informação, apenas tente indicar as informações que lhe parecem mais indicadas; e se possível priorize o otimismo.

A arte, a filosofia, a ciência, a magia, a espiritualidade, etc; tiveram suas origens em intenções positivas e otimistas, nada mais justo do que terem resultados e reações no mesmo sentido.

E que esse fabuloso gênio dos quadrinhos viva eternamente em nossa imaginação…

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