As 7 normas da escola mutante

1)     Descartar tentativas de conter o movimento da escola. Incitar dinâmica nas atividades escolares. (Objetivando, é claro, o aprendizado mais pleno possível).

2)     Não há lugar para a escola. Mas deve haver reconhecimento dos profissionais empenhados no processo sendo que esse conhecimento deve ser público.

3)     Para que haja ética realmente, é imperativo que o profissional da educação reflita, afirme e justifique seus motivos e razões para assumir o compromisso de Libertar outros seres-humanos de suas amarras potenciais.

3)a- Qualquer educador que por uma eventualidade qualquer tiver perdido o tino para a construção da autonomia deverá ser afastado de suas atividades até reaprumar suas energias no sentido da libertação e para a construção da liberdade.

3)b- De acordo com seu histórico, o educador engajado poderá receber auxílio adjacente ao seu comportamento, nos termos conhecidos de férias remuneradas.

4)  Só questões absolutamente vitais e em momentos de extrema apreensão tática é admitida a resolução eleitoral. O ideal é que cada qual forme suas células de afinidade (que geralmente já existem sem que haja qualquer “preocupação” ou mesmo “consciência ativa” em formá-las) para fazer o que for do seu interesse aprender a fazer. A democracia pode ser útil, mas da forma como vem sendo empregada só servirá para ludibriar massas e desviar a atenção de questões mais importantes.

5)  A exemplo da Ponte[1], toda classificação, formação de pontos ou encadeamento hierárquico será descartado. Não haverá nenhuma forma de valorização do conhecimento, sendo cada conhecimento valioso para aquele que o desenvolver segundo suas vontades pessoais e intenções particulares. Todos são diretores e faxineiros na Escola Mutante.

6) Discutir constantemente e de forma coletiva as entranhas da busca por liberdade, afim de identificar possibilidades de surtos psicóticos ou atividade que possa acarretar dano material ou destruição vital.

7) A escola mutante pode substituir a escola tradicional. Pode mostrar-se mais criativa e produtiva. Assim como pode substituir clínicas psiquiátricas, os psicoterapeutas transmissores de normose sufocando potencialidades pela adequação ao diagnosticamente correto. Mas principalmente, pode substituir os hospícios, libertando toda essa gente atormentada e relacionando-se de maneira a construir algo mais além de atormentar os outros. Pode, a longo prazo, substituir o hospital (exceto Prontos Socorros), semeando a lógica da prevenção. A lógica que se instaura em uma escola mutante pode inclusive substituir a necessidade por delegacias, ou segurança pública de procedência e proceder quando não suspeitos, desconhecidos (todos sabemos e/ou nos lembramos do que os militares são capazes quando estão no poder).

 

Pode. Pode mas não deve.

A escola mutante pode um monte de coisas, mas não deve nada.

E não pode nunca se esquecer disso.

Diploma_de_xmen

Essa é uma singela homenagem a todos os educadores envolvidos com a neomitosofia. Vocês sabem quem são!

prof. ti<AN (em parceria com prof. McCoy)

[1] Contato da Escola da Ponte de Portugal: (site: http://beta.escoladaponte.com.pt/ ; email Professor Pacheco: ufpacheco@mail.telepac.pt ).

Uma resposta to “As 7 normas da escola mutante”

  1. Ter como base a liberdade, ter como caminho a união e ter como objetivo o equilíbrio. Onde o conhecimento se transforma em vivência, possibilitando uma idealização.

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