Yokai Kappa Fyah Burn by Régis Y.

 Yokkai Kappa Teenage Mutant Ninja Turtles Fyah burn

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Dem preach and teach the wrong not right
Everyday they get up in a war and strife
Dem teach di ghetto youth dem how to fuss and fight
They never teach the people how to all unite

Fyah burn, Fyah burn on Babylon
They use their might to cause confusion
Dem living in the past without future plans
They do no right, they’re always wrong

No terceiro filme das Tartarugas Adolescente Mutantes Ninjas (1993), elas são transportadas para um Japão feudal, reencontrando seu Jovem Sensei, Hamato Yoshi, ainda criança. Neste filme elas ficam conhecidas e são associadas com seres conhecidos como Kappa, que irei explicar nessas estórias que traduzi, logo abaixo.

Raphael ensinando seu jovem Sensei a empinar Pipa.

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No filme quando eles retornam para nosso tempo real, eles se deparam com um antigo desenho, mostrando os quatro kappas que um dia ajudaram e salvaram as pessoas do mau.

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No Japão as relações de bem e mau são muito diferentes do ponto de vista ocidental. O conceito de monstros, demônios, heróis, fantasmas, é bem diferente na concepção Oriental, se comparada com o pensamento mitológico Ocidental, onde o conceito de heróis é bem nítido. E fantasmas, seres místicos e mágicos estão geralmente associados com bruxaria e magia negra. Os seres que representam as forças do mau e do bem são bem definidas, como podemos notar em estórias como a do Senhor dos Anéis, a predestinação de ser ascender como um herói. Derrotar os vilões, matando os dragões. O caso de São Jorge, o herói cavaleiro da mitologia Inglesa, o herói considerado verdadeiro, que libertou, que salvou seu povo da tirania de um Monstro-Dragão. A Lenda de São Jorge passou da Inglaterra, para Portugal e Catalunha, até que miscigenou-se no Brasil. As crenças e mitos transformaram esse Santo Guerreiro Brasileiro, em Ogum,  Ogum ou Ogundelê (em iorubá : Ògún) é, na mitologia iorubá, o orixá ferreiro, senhor dos metais, deus da guerra, da agricultura e da tecnologia, é a cavalaria que derruba os opressores com sua lança forjada. Sua conexão com a lua é algo puramente brasileiro,  com forte influência da cultura africana, e em nada relacionado com o santo europeu. As manchas que aparecem na lua representam o santo milagroso, seu cavalo e sua espada prontos para defender aqueles que buscam sua ajuda.  

“Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal” Jorge da Capádocia – Jorge Ben

Existe sim, um preconceito que vem das classes dominantes. Isso gerou e gera durante toda a História da Humanidade, um combate às mitologias, puramente notado através de racismo. O Brasil que é um país baseado em catolicismos, cristianismos e evangelismos extremamente intolerante para com outras religiõess. Ou podemos dizer assim, principalmente com religiões africanas, haitianas, politeístas e/ou pagãs, ou como as japonesas, que são as que quero citar.

Onde os demônios e monstros , os Yokkais, fantasmas, aparições (妖怪). Uma classe sobrenatural de monstros, que tanto podem agir movidos pela bondade, assim como pela maldade. O kanji Yokkai signigica assombração, calamidade, mistério. Eles também podem ser conhecidos como ayakashi (妖 ), mononoke (物の怪), or mamono (魔物 ). Checar o filme Princesa Mononoke (1997), de Hayao Miyazaki, que conta a estória de uma época da humanidade em que essas aparições, faziam parte do cotidiano, os grandes deuses animais, os grandes Deuses da Natureza, o embate da humanidade contra os criadores, a ambição humana depredadora da natureza e da magia, que condena e acaba com qualquer resquício do sobrenatural.

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Lafcadio Hearn, o autor de uma das estórias que estou traduzindo, associa todas essas assombrações e aparições  com objetos do cotidiano  japonês, aos quimonos, as lanternas de peônia, aos futtons, ao pote de chá, os fantasmas estão em todos os lugares, eles estão no flow do dia a dia, onde a magia acontece, é o flow mo, like Raph flows with the fire, fast like a ninja, fast like the fire, fast and furious, I flow, flow, flow, flow, flow, flow, flow, I flow (flow) when I go (go) in flow mo

2. pt – [Wish]

We never get caught whenever we run
Because we throw bolo
I’m hypin’ ‘em up, and strikin’ ‘em up
To keep ‘em in flow mo
You step and you’re stuck
Now, what in the fuck
Is up with this dumb shit?
I’m packin’ a nine most all of the time
now back up bitch
I’m locked down all the time because
I might go psycho, for drinkin’ that Cisco
and poppin’ my pistol, you’re claimin you’re rough
I’m callin’ your bluff
So, what’s up, sucka?
I’m callin’ my niggas, pullin’ them
Triggas quick in the mutha fucka

Iremos falar de monstros que em busca da verdade, são monstros da criação, monstros da destruição. Uma ambiguidade em equílibrio, como o fogo que purifica e queima ao mesmo tempo. Que se demonstram pelo ciclo do Ying e Yang, através da coragem, da força e em muitas vezes, força bruta. Em contos sobrenaturais japonenes entramos no terreiro do além do bem e do mau, entramos no patamar de compreensão da justiça, que deve ser feita com os próprios punhos, cerrados. O fogo que queima e purifica, o fogo que acende as trevas da escuridão. O Flow do fogo, como dito o flow de Raph. The Fire walk with Me. Twin Peaks.

Life is fire

Fire walk with me

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“Sensei, Mikey made us bring a monster home with us!” -Raphael (It Come from the Depths)

Pra mostrar que  monstros e heróis são apenas pontos de vista diferentes, numa  das realidades contextual em que se está inserido; o herói pode ser um babaca e o monstro um cara legal. A falta de controle emocional encontra-se em monstros e em heróis. O ocidental analisa o herói pelo bem que ele proporciona, e o vilão pelo mau. Como no caso do filme Megamente da Dreamworks de 2010. Em que o vilão se transforma no herói,  pois ele é mais inteligente, mas também é sombrio e solitário, enquanto  que o herói,muito parecido com o Superman, com melhor aparência e com superforça, demonstra-se egocêntrico e vaidoso. Mas disso Megamente se transmuta no herói daquela realidade, quando ele demonstra ter mais coragem que os heróis, os heróis se acovardam.

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Como uma injeção de fogo, se curam os males humanos, males internos psicológicos, injeta o fogo e a luz, e você verá todo o preconceito, mesquinharia, inimizades, rancores, ganâncias serem aniquilados. Aberta a temporada de caça aos vampiros, seres que se alimentam de sangue, que sugam a energia positiva, o sangue vital, vermelho sangue, vermelho fogo, ital.

Light Up the Darkness” 

– Bob Marley

“A-yin the darkness there must come out to light”

No desenho atual das Tartarugas Ninjas (2012),  no episódio Vision Quest, no qual eles precisam pasar por uma jornada de provação espiritual, Raphael se torna feroz como o fogo

“Be as fierce as a fire.”

hi -“Fire”

Fyah burn… Fyah burn on Babylon
They use their might to cause confusion
Dem living in the past without future plans
They do no right, they’re always wrong

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E do espiritualismo começo contando a Lenda dos Kappa, aparições conscientes de seu lugar no ciclo mágico da Terra.

Para outras informações assistir Hellboy – Sword of Storms (2006) que trata de diversas lendas Japonesas.

 

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Trecho de Pelo Oceano Japonês de Lafcadio Hearn

do livro Vislumbres do Japão Desconhecido (1894) 

traduzido e adaptado por mim, Régis Yasuoka

O Kappa não é propriamente um Goblin do Mar, mas um Goblin de Rios, ele assombra o mar somente quando está nas vizinhanças das embocaduras dos rios. Aproximadamente a uma milha e meia de Matsue, no vilarejo de Kawachi-mura, num rio chamado Kawachi, existe um pequeno templo chamado Kawako-no-Miya, ou O Miya do Kappa. (Em Izumo, entre as pessoas comuns, a palavra ‘Kappa’ não é usada, mas sim o termo ‘Kawako’, ou A Criança do Rio.) Neste pequeno santuário está preservado um documento que parece ter sido assinado por um Kappa. A estória se passa em tempos antigos, o Kappa residindo em Kawachi costumava sair enfurecido destruindo e agarrando muitos dos habitantes do vilarejo e muitos animais domésticos. Um dia, contudo, enquanto tentava agarrar um cavalo que tinha entrado num rio para beber água, o Kappa de alguma maneira conseguiu torcer a sua cabeça embaixo de uma espécie de Cela Quimono, que os cavalos utilizam, e o animal aterrorizado, se debateu para fora da água, arrastando o Kappa para um campo aberto.

 

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Lá o proprietário do cavalo e um grande número de camponeses cercaram, agarraram e amarraram o Kappa. Todos os moradores do vilarejo se juntaram para ver o monstro, o qual curvava sua cabeça para o chão, demonstrando respeito, e audivelmente pedindo por perdão. Os camponeses desejavam assassinar o Goblin de uma vez, mas o dono do cavalo, que por sinal era o Chefe do lugar, disse: “É melhor fazermos ele jurar nunca mais tocar em nenhuma pessoa ou animal que pertença ao nosso vilarejo, Kawachi-mura.” Um juramento em forma escrita foi preparado e lido ao Kappa. Ele disse que ele não sabia escrever, mas que ele poderia utilizar sua mão com tinta, assim suas impressões representariam sua assinatura ao final do documento. Disto, tendo sido concordado e feito, o Kappa foi libertado. Daquele dia em diante nenhum habitante ou animal de Kawachi-Mura jamais foi atacado pelo Goblin. E este enfezado Goblin, passou a ajudar os moradores que uma vez o pouparam.

Contrariando todas as expectativas de um julgamento precipitado sobre o bem e o mau.

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Atenção o que se segue agora envolve extração de partes genitais, portanto cuidado aos mais sensíveis.

                 O que é um Kappa ?

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Kappa to Shirikodama – Kappa e A Bolinha do Anus

De Mizuki Shigeru, Kappa Stories, Yokai Stories

Traduzido e adaptado por Régis Y.

Você tem uma bola mágica na sua bunda, e o Kappa quer isso.

Pelo menos é assim que a estória começa. Embora o Kappa moderno seja frequentemente retratado como uma tartaruga ninja fofa e foda, na maioria das vezes inofensiva, durante o período Edo elas eram monstros que tinham um método particularmente perverso de matar suas vítimas. Em provavelmente um dos mais estranhos contos do folclore japones, se é dito que os seres humanos tem algo em seus corpos chamado de Shirikodama, o qual é traduzido literalmente como “Bolinha do Anus”. A Bola é alinhada como um chackra de energia, sem obstáculos por dentro do anus, se encontra ali no mais fundo e interno nos intestinos ou no estomâgo. O Kappa tem um método preferido para sua extração.

A estudiosa de Mangas e Folclores,  Mizuki Shigeru escreveu: – “Desde que eu era uma criança eu ouvia estórias que você tem que tomar muito cuidado nas águas porque um Kappa poderia tentar roubar o seu Shirikodama. Era dito que nas águas, o Kappa viria por baixo, exntenderia seu braço, enfiaria a mão em seu anus e extrairia sua bola.”

 

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Em algumas estórias, o Kappa não alcança propriamente com suas mãos, mas ao invés ele suga o Shirikodama de dentro de seu corpo. Contudo se é sabido que a pessoa que tem o seu Shirikodama extraído, é quase que morto no processo. Geralmente o Kappa segura as vítimas e as afoga debaixo da água, antes de roubar a bola.

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        O que é o Shirikodama?

Alguns dizem que é a alma humana, endurecida numa forma física. Alguns dizem que o Shirikodama em imagens se parece com o Hojo Budista, ou como uma jóia que concede desejos. O Hojo tem a forma de uma cebola, com um corpo redondo e um topo cônico. A descrição comum de um Shirikodama certamente se parece com esta forma. Muitas pessoas associam o Shirikodama com o fígado. Os Kappa são conhecidos por amarem fígado humano, e alguns dizem que o Shirikodama é o fígado em si, ou alguns dizem que o Shirikodama é uma bola que bloqueia o acesso para o fígado, sendo este o alvo principal to Kappa.

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      Por que eles querem isso ?

O exemplo básico mais conhecido de explicação é que o Kappa considera o Shirikodama uma deliciosa iguaria e ele a come assim que é removida. Essa explicação contradiz uma do período Edo, descrita por Jippensha Ikku, que mostra um Kappa com um Shirikodama frescamente extraído e o segurando à uma distância de seu rosto e claramente enojado com o item. O Shirikodama parece que tinha um cheiro tão ruim quanto o do anus do qual foi removido.

Em uma outra estória, é dito que o Kappa pagou o Shirikodama como uma espécie de tributo e multa para o Rei Dragão que vivia embaixo do Oceano e era o Imperador de todas as coisas debaixo do Mar. O que o Rei Dragão queria com tal item, é o que ninguém sabe.

Mas sabemos que eles querem isso. Um desenho bem humorado de Hokusai Katshushika chamado de “Como Pescar um Kappa” (Onajiku Kappa-Wo Tsuru no ho) mostra um homem utilizando seu próprio traseiro como isca para atrair um Kappa e ser capturado com uma rede.

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Aqui vêm o Problema, xará ! Aqui vêm o Perigo. Eu não estou em Perigo. Eu sou o Perigo. Nenhum de vocês entende. Não sou eu que estou trancado aqui com vocês, são vocês que estão trancados aqui comigo.

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A Origem do Shirikodama

A origem mais comum da origem é que ao afogar suas vítimas conseguem com que o anus a se abra e se expanda, como se algo vai realmente ser extraído disto. Corpos que foram afogados em rios e oceanos, e depois foram lavados para fora das marés tem essa aparência de como se algo tivesse sido forçado para fora de seus anus, como se o Tsunami que segue no momento do impacto do afogamento fosse capaz de extrair a alma da pessoa, através de seu anus.

Com o Kappa se distanciando de sua função monstruosa, a lenda do Shirikodama está quase para ser esquecida. Kappa acaba sendo citado em desenhos animados para crianças, com personagens inofensivos, como no Anime “My Summer Vacation with Coo The Kappa”, no qual um Kappa pequenino e fofinho, curioso tenta remover forçadamente a bola mágica do anus de seu amiguinho Koichi.

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Existe também uma referência aos Kappa, num curta animado em estilo Oriental, lançado juntamente com o filme das Tartarugas de (2014). A Lenda do Yokkai, como se em uma outra encarnação as Tartarugas tivessem sido esses espíritos que assentavam-se sobre o mundo, no caso deles, vieram para ajudar a humanidade à combater os espíritos malignos.

Coloco o vídeo em anexo aqui :

E traduzi a narração do vídeo:

“A lenda nos conta que eles vêm em tempos de grande pestilência. As fazendas não rendiam comida, corações nennuma esperança. Inveja e desrespeito atraíram-nos à nós. Os demônios, os Yokkai. Através do medo, eles escravizaram as pessoas. Mas uma sobra de esperança brilha forte contra a escuridão. Os Kappa Yokkai convocados não pelo ódio, assim como os demônios, mas sim, ao invés, pelo Hogosha (保護者) , a proteção. Tão poderosos que requeriam treinamento de um Mestre na Arte do Ninjitsu. Um alguém que poderia ensiná-los os príncipios de Honra, Coragem, Sabedoria e Irmandade. Para se tornarem verdadeiros heróis e derrotar o Lorde das Guerras. E com essas novas habilidades de Ninjitsu, os Kappa Yokkai foram mortalmente desafiados, e pela primeira vez em muito tempo, a escuridão desapareceu da Terra. Uma geração passou a Lenda para a próxima, preservando as suas memórias, para que um dia sejam precisados novamente.”

 

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“I’m a Blaze High till the day I die.” Major Lazer

Eu sô sangue nozóio até morre.

 

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Raphael a tartaruga mais enfezada, independente e encrenqueira das quatro tartarugas ninjas, foi homenageada com estas estórias, pois ele também representa a soma da fúria e da paixão, da criação e da destruiçao,  resultando na maior das coragens, que é o amor.

Raph sempre demonstrou dessa maneira com seus irmãos, através de seu jeito durão, que quem briga ama de verdade.

“Walking with a friend in the dark is better than walking alone in the dark”

-Hellen Keller

O Sai (釵) que é uma arma de defesa, de desarme, eu a uso empunhando como Raphael, e a transformo em um soco inglês.

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Para adentrar agora os mistérios da Ilha dos Kappa.

Eu aqui observando a Ilha da Tartaruga, tomando muito cuidado nas férias com os Kappas que podem vir  extrair meu chakra. Nesta Ilha existe o País Secreto dos Kappas. A primeira vez que cheguei lá fui tratado como um convidado especial, e conversei com Kappas de diferentes ocupações, como nos Smurfs ou Snorquels, uma sociedade socialista e bem organizada. Conheci Geeru, um Kappa Radical e do sindicato, ele notou que os trabalhadores desempregados eram mortos por um gás das minas que trabalhavam, mas logo em seguida viravam comida para os outros Kappa.

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Atônito eu fiquei com tal canibalismo, mas Geeru argumentou que as mulheres mais pobres sobreviviam através da prostituição, logo, que minha oposição era puramente sentimental.  As características mais marcantes que pude notar nos Kappas, eram que eles eram Materialistas, mesmo quando buscavam a bola espiritual dos humanos, e também eram Niilistas Realistas. Os bebês dos Kappa controlavam o próprio destino da espécie.  Enquanto estavam no ventre, os fetos se recusavam viver como Kappa e tentavam se auto abortar. Conheci o filósofo Maggu, que escreveu um aforismo, “As Palavras do Tolo”, o qual diz que “um tolo sempre considera os outros tolos”. 

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Conheci também o poeta Kappa cético, Tokku, que cometeu suicídio e aparecia como um fantasma através da Necromancia na persona de Madan Hobbu. Tokku  se preocupava com sua fama após a morte, embora ele admirasse os escritores e poetas que se suicidaram, tais como Heinrich Von Kleist e Otto Weininger. Tinha grande estima também por Michel de Montaigne, por sua morte voluntária e justificada, mas não gostava de Arthur Schopenhauer, considerava um pessimista que não tinha cometido suicídio. No meu retorno para o mundo real, eu devaneei  que os Kappa eram mais puros e limpos e superiores  do que toda sociedade humana, logo eu virei um misantrópo.

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