Pedras que Cantam – A Lenda do Ingá Régis Y.

Este post começa com nosso amigo hippie Chester,  amigo do Monstro do Pântano, Allec Holland, cantarolando algumas canções marcantes dos 50, 60, 70’s. Acabou de colher frutos que caíram das costas do Monstro do Pântano, frutos com poder alucinógeno e psicódelico, que deixam qualquer cogumelo de zebu para trás. É o xamanismo das plantas, da terra e do espaço em una comunhão, Lula Cortês declarou  “comíamos cogumelos mais como licença poética mental.”  A Pedra do Ingá, localizada em Ingá do Bacamarte, Paraíba, tem uma série de inscrições pré-históricas, provavelmente feitas em rituais nativos mágico-religiosos, diversas estórias e especulações foram feitas sobre como foram criadas e seus significados.

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The Beatles-Strawbery Fields Forever (1967)

The Supremes-Stop In the Name of Love (1965)

Dale Evans & Roy Rogers-Happy Trails (1952)

Bee Gees-Tragedy (1979)

Como havia dito no post anterior, eu estava ali em minhas férias observando a Ilha da Tartaruga.
Daí eu parti para conhecer as pedras do Ingá, as pedras que cantam e contam uma estória estelar,  onde fui conhecer e estudar um pouco dessa parte da história do Brasil e prá não dizer do mundo. Hieróglifos Fenícios, sinais interplanetários, estudos sobre constelações, e um mistério que ainda não têm explicação, datam aproximadamente mais de 6.000 anos. Para explicar e aprofundar o estudo neomitósofico sobre estas, começarei com o álbum de Zé Ramalho e Lula Côrtes. O Paêbiru (1975), ou o Caminho da Montanha do Sol caminho que se estendia por mais de mil e duzentos quilômetros da costa brasileira do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. Da Paraíba, pelo Chilê para o Peru, e Paraguai, um caminho secreto como o Caminho de Eldorado, a volta pra casa, o caminho da terra prometida. Os índios acreditam que o santo interplanetário, Sumé teria ido de norte a sul, mata adentro pela milenar trilha “Paêbirú” – em tupi-guarani, “O Caminho da Montanha do Sol”.

Poder dormir
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz pra se morrer em paz

Mas voltando para Zé Ramalho, o disco se concentra nas Pedras do ingá, município de Ingá, no interior da Paraíba, que é hoje um dos monumentos arqueológicos mais significativos do mundo. Ingá fica a sudeste de Campina Grande, vizinha de Lagoa Grande terra de Jackson do Pandeiro.

O disco também fala de mitologias brasileiras e ameríndias, que são os índios creditados ter descendência asiática. e africanas como, Iemanjá. Eu e minha companheira, no dia dos namorados, fomos lá visitar. Na capa Zé e Lula aparecem ao lado de um negativo para mostrar a profundeza com qual foram talhadas as inscrições, que se assemelhavam muito ao alfabeto Fenício.

Ficaram parecidos com Smurfs.

Lula Cortês & Zé Ramalho - Paêbirú Silva_Ramos,_Pedra_da_Gavea,_interpretation

Aqui eu também copiando a capa:

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O disco foca-se numa das possíveis teorias sobe as inscrições das pedras, que seria a Lenda de Sumé, uma epopéia interplanetária dessa entidade mitológica indígena, que teria sido um um índio, santo e extra-terretre evoluído, associado agumas vezes com São Tomé, que tentava chegar ao Paraguai, fugindo dos guerreiros Tupinambás, e assim por meio de magia e conhecimentos extra terrenos, conseguiu detalhar e entalhar nas pedras, sua trajetória.


Sumé o cariri / fica perto desse mar
Fica perto da tranqüilidade
Da tranqüilidade desse mar
Peixe de pedra e espinhos no homem de ferro
Igualdade

Entre a luz e a linha reta que delineita o horizonte – bis
Pelo Vale de Cristal
Acredite se quiser

O viajante lunar desceu num raio laser
Num radar
Com sua barba vermelha desenha no peito a Pedra do Ingá – bis

Sumé dizei a flor
A mim mesmo e a meu irmão
Que mensagens / que caminhos

Que traços estão nesse chão?
Onde fica tua estrela?
Quanto é daqui para Marte?
Quanto pra Plutão?

 

Ficha Técnica e Informações sobre o Disco:

Zé Ramalho e Lula Côrtes – Paêbiru (1975)  

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Enquanto o punk rock rolava nas vitrolas dos anos 70, transformando a psicodelia sessentista em garagera, Zé e Lula mostravam um nordeste lisérgico. Com influências de Crosby, Stills, Nash and Young, T-Rex, Captain Beefheart, Grand Funk Railroad e The Byrds.O LP duplo, com onze faixas e inicialmente com 1300 exemplares. Acontece um acidente em Recife, que transforma o álbum em achado arqueológico, juntamente com a fita master da gravação, mil discos foram levados pela enchente. Hoje em dia encontramos essas preciosidades, valendo quatro mil reais em sebos.  O disco é miscelânea mestiça de sons, passando do rock psicodélico, folk, jazz , ritmos regionais do Nordeste Brasileiro, cultura africana fundida à sonoridade dos indígenas. As composições são de Lula Côrtes e Zé Ramalho, conta com a participação de renomados nomes, fazendo esse ritual fonográfico estão também: Geraldo Azevedo  e Alceu Valença que toca num papel de celofane: “- Participei de Paêbirú. Dei uns gritos lá”, diz Alceu. E daí o udigrudi nordestino tomou forma com bandas que se seguem: Ave Sangria, Marconi Notaro, Flaviola & O Bando do Sol, Aristides Guimarães.

Nas Paredes da Pedra Encantada, Os Segredos Talhados Por Sumé


O disco é dividido em quatro elementos, como os poderes de um Avatar, os quatro elementos da natureza: Terra, Ar, Fogo e Água, respectivamente.

No lado “Terra”, sentimos instrumentos como tambores, flautas, congas, sax alto e berimbau, o bater das asas de aves em voo. Além do tricórdio uma guitarrinha marroquina que acompanhava Lula.

No lado “Ar”, voamos com conversas, risadas, e suspiros, gargarejos, harpas e violas, okulelê e trompas marinhas.

No lado “Fogo” é o heavy, o rock e a psicodelia, a garagem suja, guitarradas elétricas  fuzz e distorcidas, teclados e órgãos Farfisa; Raga dos Raios-é um exemplo de guitarra fuzz nacional.

No lado”Água” , obviamente,  água corrente, a louvação as entidades, a renovação, fluído líquido, uma mescla com ritmos nordestinos, um repente com mantra psicodélico e dançante como o baião.

Quem sabe as profecias talhadas eram da própria jornada homérica do disco que viria ?

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‘Se os Stones gravaram na Jamaica em dois canais, por que a gente não?’

As lendas rezam ainda que a entidade, após deixar o nordeste, rumou para a Montanha do Sol, os versos cantam a saga de Sumé, “viajante lunar que desceu num raio laser e, com a barba vermelha, desenhou na Pedra do Ingá. Sumé é uma entidade mitológica que teria transmitido conhecimentos aos índios antes da chegada dos colonizadores. A crença indígena diz que, quando o pacifista Sumé se foi embora, expulso pelos guerreiros tupinambás daquelas terras, deix­ou uma série de rastros talhados em pedras no meio do caminho.#ficaadica

Diversos caminhos foram anotados, ligavam desde os Andes até o Atlântico, de São Tomé das Letras ao Peru, Passava por Assunção, Foz do Iguaçu, Alto Piquiri, Ivaí, Tibagi, Botucatu, Sorocaba, até São Paulo, um caminho mágico, outros iam para Florianópolis e Cananeia, chegava em São Paulo vazando pelo Pátio do Colégio e Rua Direita, cruzava o Vale do Anhangabaú, e desembocava no que hoje é Avenidas Consolação e Rebouças.

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Após a colonização, para diluir os valores indígenas em dogmas católicos, missionários portugueses e jesuítas santificaram Sumé, o rebatizando como São Tomé. Os rastros foram explicados, em nossa visita ao museu,  pelo guia, como que talhados por uma técnica utilizando pedras, mas feitos de uma maneira não humana, como o Monolito de 2001, Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, livro de Arthur C. Clarke, eu pensei que eles pudessem ter sido feitos da maneira como é dito na música com um raio laser, ou com um Sabre de Luz de Star Wars.

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O misterioso monolito, ornado com representações data de três a seis mil anos representando algumas constelações; a via láctea, a constelação de órion, frutas, animais, seres humanóides, répteis. O monolito que abre a mente, absorve conhecimentos do espaço e faz conexão com toda vida terrena, quem tinha esses conhecimentos, eis o Mind Fuck.

Trecho traduzido e adaptado por Régis Y.
do Livro The Call of Cthulhu and Other Weird Stories
de H. P. Lovecraft

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“Toda de uma vez minha atenção foi capturada pelo vasto e singular objeto no declive oposto, o qual cresceu vertiginosamente aproximadamente umas 100 jardas à minha frente; um objeto que brilhava ofuscando raios primordiais de uma Lua ascendente. Isto era meramente um gigantesco pedaço de Pedra, eu logo assegurei por mim mesmo; mas eu era consciente de uma impressão distinta que seu contorno e posição em todo seu conjunto não era obra da Natureza. Um escrutínio mais próximo me preencheu com sensações que eu não pude expressar; pois apesar de sua enorme magnitude, e sua posição mediante o abismo o qual havera se espreguiçado ao surgir no fundo do oceano desde que o mundo era jovem, eu percebi com uma dúvida que o estranho objeto era retangulado exato como um monolito cujo volume massivo tinha sido apresentado ao conhecimento das manufaturas dos homens e talvez à devoção das criaturas vivas e pensante.

Atordoado e assustado, ainda sem a certeza palpitante dos delirios de um cientista ou um arqueólogo, eu examinei as imediações com mais precisão. A lua, agora em seu apogeu, brilhava misteriosamente e vívida sob os altos ângulos que embebiam o desfiladeiro, e revelavam o fato de um submergido corpo afogado ao fundo, perdendo-se da vista em todas direções, e quase lambia meus pés próximo ao declive. Através do vácuo, as ondas lavavam a base do Monolito Ciclóptico; cuja superfície eu não podia traçar e nem decifrar nessas inscrições e cruas esculturas. As escrituras estavam num sistema de hieróglifos desconhecidos para mim, e diferente de qualquer coisa que eu tenha visto em livros; consistia na maior parte em Símbolos Aquáticos convencionalizados tais como peixes, enguias, polvos,crustáceos, moluscos, baleias, e similares. Diversos caracteres obviamente representando coisas marítimas desconhecidas ao homem moderno, mas cujas formas componentes eu já tinha observado nas evidentes recifes dos Oceanos.

A engenharia cai sobre as pedras

As pedras remontam muito mais que pinturas rupestres, elas falam do período pré-histórico, da formação do homo sapiens, de sua transição índigena neanderthal, para um ser mais complexo, um ser com conhecimentos cósmicos, agricultura celeste, remeto ao filme;  A Guerra do Fogo (1981) de Jean Jacques Annaud, com estréia de Ron Pearlman, o Hellboy dos cinemas, e com o ator Everett Mcgill, o Big Ed Hurley do Twin Peaks, que no momento atual está desaparecido, o filme conta a trajetória dos seres humanos em um ambiente hostil, onde os grandes animais são deuses, e a falta de compreensão sobre todo o mundo que os permeia era o enfoque principal para a sobrevivência.

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“Pois naqueles dias os deuses ainda caminhavam na Terra, e faziam seus lares nas terras quentes do Norte. (pg.38) O Rei dos Pássaros ,Histórias na Areia – prólogo de Sandman A Casa de Bonecas.

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Abaixo, um vídeo russo mostrando as pedras do Ingá com a musica do arquivo X :

Um outro filme que trata sobre inscrições e pinturas é A Caverna dos Sonhos Esquecidos de Herzog (2010).

Há gente também que pensa
Que ali o solo é sagrado
Pois o santo da descrença
Por lá teria passado
No piso há marcas de pé
Dizem que foi São Tomé
Que ali teria pisado

No entanto, um doutor falou,
Que aquilo não são pegadas,
Que a água foi quem cavou
Por vias centrifugadas
São marcas de erosão
Cavadas no turbilhão
Da força das enxurradas

Naquela Pedra do Ingá
Há muito para entender
Sobre as figuras de lá
O que pretendem dizer
Muitas especulações
Acerca das inscrições
Agora é o que vamos ver:

Meu compadre, em certa vez,
Quando viu esse letreiro
Disse:- É coisa de holandês
Vindo lá do estrangeiro
Que em passagem no Ingá
Gravaram um mapa que dá
Onde enterraram dinheiro

Certo Doutor Chovenágua
No Seridó, de passagem,
Estudando em cursos d’água
Sinais nas pedras de margem
Disse que esses indícios
Foi feito pelos fenícios
Registrando uma mensagem

O doutor Leon Clerot
Diz num livro que eu li,
Sobre quem foi o pivô
Dos entalhes que há ali:
– Todo aquele bê-a-bá
Quem fez na Pedra do Ingá
Foi o índio Cariri

Já Gabriela Martin
Versada em arqueologia
Publicou num boletim
Que aquilo era magia
Invocação, ritual,
E esse antigo cultual
Pra água se dirigia

Já disse um estudioso,
Doutor Francisco Faria,
Que esse painel suntuoso
Trata de astronomia
E a pedra vem registrar
Um calendário solar
Do povo que ali vivia

Mestre Balduíno Lélis,
Sábio de Taperoá,
Disse a mim: – Tu não reveles,
Pois eu digo o que tem lá
Contando por cada vez
Múltiplos sempre de três:
Esse é o segredo de Ingá

Cordel de Vanderley de Brito – A Pedra do Ingá – Na visão de um Sertanejo (pg. 07-09)

No caminho fomos conversando sobre as infinitas teorias sobre as pedras do Ingá, como observado no cordel acima. As referências do Cordel são: a respeito do apóstolo São Tomé, sobre as marcas em forma de pegadas que são naturais, produto do desgaste nas águas feito pelo efeito turbilhonar da água sobre a pedra. Os nativos diziam serem rastros de seu Deus Sumé. Alguns sertanejos como no cordel acreditavam que as marcas eram holandesas. O Dr. Chovenágua: refere-se ao pesquisador Ludwig Schwennhagen. Pois assim ficou conhecido entre seus amigos sertanejos devido a dificuldade de pronunciar-lhe o nome austríaco. As regiões citadas no Cordel acima: vale do Rio Seridó região que se estende na Paraíba, Cariri-Indigenas vindo do São Francisco, que foram assentados pelos colonizadores no Vale do Paraíba; Taperoá: Município da Paraíba, no vale do rio de nome igual.

Amilcar Quintella Jr. no cântico XII de seu ivro poema épico, de 1957. “A Atlântida”fala de um profeta atlante que conduz uma leva de iniciados até o rochedo do Rio Ingá e os orienta a esculpir na rocha a trajetória da Atlântida, que fora perdida nas profundezas do Oceano.

Adquiri também um exemplar do livro do mesmo autor; A Pedra do Ingá – Itacotiaras na Paraíba (2013);  Vanderley de Brito que foi um dos maiores estudiosos brasileiros sobre o assunto das Pedras, ele conhece o idioma técnico deste código mnemônico melódico: “As pedras que formam o conjunto do Ingá foram insculpidas com apurada técnica e, segundo cremos, por uma incogniscível comunidade pré-histórica que gravava duras rochas com fino acabamento e polimento. Sua simbologia e formas simétricas muito elaboradas variam entre pontos capsulares agrupados, retângulos gradeados, figuras antropomórficas, possíveis fitomorfos e zoomorfos, sulciformes, círculos pendulares, cortados, cheios, concêntricos, e diversas outras formas ambíguas.” 

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Em 29 de dezembro de 1598, os soldados liderados pelo capitão-mor da Paraíba, Feliciano Coelho de Carvalho, caçavam índios potiguares quando, eis que surgiu em meio à caatinga, nas fraldas da Serra da Copaoba , um imponente monolito  pré-histórico ininteligível para queles homens da guerra.
Feliciano mandou-os copiar todos os caracteres. Retirado do livro: Diálogos das Grandezas do Brasil (1618). Ambrósio Fernandes Brandão  estudando os hieroglifos os entendeu como “figurativos de coisas vindouras”. Um segundo monólito foi encontrado pelo padre francês Teodoro de Lucé, em 1678, em território paraibano.

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Interpretação e Pintura de Vanderley de Brito

 

O autor Vanderley de Brito diz que a pedra seria, para os nativos, um “meio de comunicação” com os deuses (ou deusas) da natureza.  Datação exata não é possível, porque o monolito está em meio ao riacho, e em dias de cheia essas pedras ficam completamente submergidas, portanto uma análise em carbono 14 também não é facilmente realizada para datá-las. “Animais de grande porte, como a preguiça e o tatu-gigante, no período mezosóico, habitaram a região: mastodontes, cavalos nativos e outros mega-animais também circulavam por aqui”. Relatos do professor Clóvis Lima dos Santos, os cojuntos e inscrições nas pedras era bem maior, ocupando área de 1.200 m², infelizmente, segundo o engenheiro Leon Clerot, em 1953, começou um processo de asfaltamento na região, que ocasionou na perda de diversos pedaços.

 

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De fato não se tem uma precisão sobre quem é o autor das inscrições da Pedra do Ingá, desde o monolito pré-histórico até diversas outras origens, como as já citadas anteriormente foram especuladas, origens de obra de engenharia extraterrestre, ou combinações matemáticas que poderiam medir as distância da terra, da lua e/ou das galáxias, também associadas aos egípcios e fenícios que tinham tecnologia, para se locomoverem de barco até a região. Desde sua relação com inscrições encontradas em Queops, no Egito, e Theotihuacan, no México, ou até mesmo coordenadas para localização do Reino Perdido de Atlântida.

Podem ser também focos de energia que alinhados, com as grandes pirâmides, do Egito e do México, e dividindo o Trópico de Câncer no meio, entre as duas pirâmides citadas, traça uma linha vertical, localiza-se abaixo a Pedra do Ingá e acima, a localização da desaparecida Atlântida. Analisando as fotos que tirei podemos chegar a diversas conclusões, pois os símbolos são até comuns aos nossos olhares, podemos ter diversas mensagens, diversos sinais futuros, ou passados, talvez uma análise da divisão dos continentes de Pangéia, Itacotiara em Tupi Guarani significa:

Ita-Pedra

Coati-Desenho rabiscado

Ara-Aquilo que voa nas alturas

Pedra com o Rabisco dos Altos, um mapa para um segredo perdido. É a pedra do Genesis, o que começou, a pedra filosofal, dos seres que viajavam pelas galáxias. “No fundo do oceano existe um baú/Que guarda o segredo almejado desde a aurora dos tempos/Por gênios, sábios, alquimistas e conquistadores/Eu conheci esse baú num estranho ritual reservado a poucos/Hoje eu posso enfim revelar que essa busca de séculos foi em vão”

Estes buracos encontravam-se em pontos espalhados da pedra, tive a informação de que se formaram a partir de Magma ou Pedra quente, que formou bolhas explodindo e formando estes buracos arredondados. Quem sabe as inscrições foram feitas com materiais efervescentes ?

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Aqui eu com uma espiral,  que é o símbolo dos Incas e Maias para Patchamama, a “Mãe Terra”. Patchamama ou a natureza é quem começa a vida, é a gaia, que possiblita o surgimento, possibilita o movimento, por el suelo camina mi pueblo. Patchamama te veo tan triste. Patchamama me pongo a llorar.

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Nos inscritos abaixo, podemos reparar uma forma lacertiforme, como um lagarto, os répteis da região, de acordo com Vanderley Brito, é comum notar nas pedras, figuras semelhantes aos animais e às pegadas respectivas destes, observei que existiam muitos calangos na região, de diversos tamanhos e cores. Este lagarto foi representado em sua forma, talvez por ser rastejante, isso dificulta a análise de suas pegadas. Os répteis, reptilianos, cabeças de lagarto, Devil Dinosaur, Leatherhead, e os mamíferos, humanóides, macacos, patas, pés, pegadas de onça, de ema, de veados, de lobo-guará e de anta, animais típicos brasileiros

 

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As bolinhas que aparecem frequentemente na Pedra do Ingá, podem representar a contagem de sóis ou luas, do tempo, de algo que represente a contagem da vida que segue, a grande melodia, podendo também ser notas musicais numa escala.  Figuras muito parecidas com pegadas de animais, imagens fálicas, representando a fecundação, seres humanóides, caracteres similares a alfabetos que puderam ser comparados com símbolos semelhantes na Ilha de Páscoa, e aos alfabetos fenícios e sumérios.

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Ou quem sabe tudo fora um conjunto do estudo das constelações, o eterno retorno à casa, com uma nave espacial, à volta a constelação de Órion ou à Atlântida. O desenho abaixo também se assemelha com uma botija, ou com um vestido de mulher, ou uma garrafa de goró. Uma Botija é um pote ou baú com dinheiro enterrado , ou oculto em parede, como o pote de ouro de um Leprechaum das lendas Irlandesas, podendo ser literalmente interpretado como uma passagem mágica, ou seja nave ou portal. Por avareza esses Duendes, ou espíritos de quem ocultou se manifesta em sonho para que esta possa ser resgatada e dar sossego ao dono. É comum imaginar-se no meio rural que as inscrições rupestres são sinais da presença de botijas, como as runas mágicas, que manifestam a presença destas energias. Quiçá uma nave espacial, eu e ela, ela e eu, é o amor, o primeiro avião com destino a felicidade, o início, o fim e o meio. Noite azul, pedra e chão Amigos num hotel. Muito além do céu  Nada a temer, nada a conquistar. Depois que esse trem começa andar, andar. Deixando pelo chão. Os ratos mortos na praça . Do mercado.

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Cabe a mim também analisar dois tópicos presentes nesta realidade nordestina, à da seca, que conduz multidões a correr atrás dos carro-pipas, como em Mad Max, a luta pela água, o Sertão vai virar mar e o mar vai virar Sertão, como em Deus e o Diabo na Terra do Sol. O embate do sertanejo contra a seca, disso chego na Hq de Piteco-Ingá (2013) desenhada por Shiko e que numa mistura mitológica, uma comunhão do interior rural com a préhistória, mostra a tribo de Lem, da qual fazem parte Piteco, Thuga, Beleléu e Ogra, se veêm obrigados  a começar uma peregrinação para levar a aldeia para uma nova área fértil, já que esta próxima ao rio secou, muito inspirada pela pintura de Vanderley Brito. Na véspera da partida, Thuga é sequestrada pelos Homens-Tigre e seu herói e salvador, que não quer casar, Piteco se encarrega de salvá-la. No caminho enfrentam dinossauros, folclores e mitos brasileiros, se deparam com magia e rituais, as Pedras do Ingá e a rota da peregrinação, num estilo Rastafari, sobreviventes rumo ao futuro, misturando Mad Max e Glauber Rocha.

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Testemunhem-me neste post, os que habitaram, que habitam, que habitarão as terras e as estrelas de areia.

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Ei, êta luta, êta mundo, lá, lá, rá.
Andei por cima de pedras
Pisei como um cego santo
Abandonei a familia
Alvoraçada de espanto
Seguindo caminhos duros
De serras e desencantos
Arrematando os meus versos
Nas noites sem acalanto
Carreguei meu cravinote
Só mesmo por garantia
E também minha viola

O jornalista Gilvan de Brito, no livro Viagem ao Desconhecido, registrou 114 capsulares na linha superior que emoldura o painel vertical da Pedra do ingá e, para dar a sensação a sua conjectura de ali haver uma multiplicidade por três e um calendário lunar, alega que este número multiplicado por três chegaria ao número exato do ano selênico. Por comodidade o 114 ficou convencionado, até por mim mesmo em trabalhos anteriores, mas recentemente fiz a contagem, por repetidas vezes, e só computei 112 incisões capsulares nesta linha.  (Vanderley de Brito-Pedras do Ingá:Itacotiaras na Paraíba-pg.15)

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Já em meu discernimento,

Por favor, não leve a mal,

O teor do monumento

Revela um canto tribal

Um hino de sortilégio

Da casta sacerdotal

 

Um local de cantorias

E invocações musicais

Remonta mitologias

Ritos cerimoniais

Ao som de um maracá

Ali, na Pedra do Ingá,

Registra antigos anais

 

Um código evocativo

De muita sororidade

Um cântico recitativo

À honra de divindade

Gravado por erudito

Em forma de manuscritp

Legado à posteridade

 

Mas é só uma argüição

O Ingá não se traduz

É demais uma opinião

Desta pedra que reluz

Tão esmera e vigorosa

Que até hoje, caprichosa,

Nos desafia e seduz,

 

Cordel de Vanderley de Brito – A Pedra do Ingá – Na visão de um Sertanejo (pg. 30)

As pedras do Ingá são símbolos, são matemática e magia, observadas arqueologicamente e alfabética. Que revelam o nascimento do homem sapiente, que pensa, que registra, que esculpe, que transmite as informações às seus descendentes.

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A mistura de culturas alienígenas, que vivem no meio dos seres humanos, com seus costumes e caracteres símbolos próprios. O encontro do futuro e do passado, do homem, do macaco e quem sabe raças de outras galáxias. O caminho para o espaço, o caminho para o cohecimento. O espaço a fronteira final, tão próxima e tão distante.

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Trecho traduzido e adaptado por Régis Y.
do Livro The Call of Cthulhu and Other Weird Stories
de H. P. Lovecraft

Celephaïs

E num sonho Kuranes viu a cidade no vale, e além dacosta do Oceano, e o pico cheio de neve engolindo o Mar, e as alegres galerias pintadas que navegavam no ancoradouro em direção as distantes regiões onde o Mar encontra o Céu. É lá ele era conhecido como Kuranes, pois quando acordava ele tinha outro nome[…]

[…] Então Kuranes perseguiu infrutiferamente a maravilhosa Cidade de Celephaïs e suas galerias que desembocavam para Serannian no Céu,enquanto isso via mil maravilhas e uma vez escondia-se do alto sacerdote, que tinha apar6encia indescritível, mas que usava uma suave máscara amarela sob sua cara e habitava completamente só o Monastério de Pedras Pré-históricas no frio planalto desértico de Leng (Região frequente nas obras de Lovecraft, uma espécie de portal que conecta mundos, como um platô). Nesses tempos ele começou a  sentir-se muito impaciente nestes intervalos largos do dia que ele começou a comprar drogas para conseguir dormir. Hasheesh o ajudou de forma inigualável, e uma vez o enviou  a uma parte do espaço onde não existem formas, mas gases fosforescentes que explicam segredos da existência. Um gás de coloração violeta disse a ele que esta aprte do espaço era do lado de fora do que era chamado de Infinito. O gás nunca tinha ouvido falar de planetas e organismos antes, mas identificou Kuranes meramente como um do Infinito onde Matéria, energia, e gravitação existem. Kuranes agora estava muito ansioso para retomar seus estudos nas mesquita sobre Celephaïs, e grandes doses de drogas; mas eventualmente ele já estava sem dinheiro, e não conseguia mais comprá-las. Então em um verão que ele estava fora de seu sótão de estudos, ele vagueou sem rumo através das ruas, à deriva por uma ponte par um lugar onde as casas estreitavam-se muito. E foi lá que sua satisfação surgiu, e ele conheceu o cortejo dos cavaleiros que vinham de Celephaïs para escoltá-lo para lá para sempre […]

…e que se até Batman pode utilizar um Sabre de Luz para lutar contra um tubarão recifense, é claro que este mesmo sabre pode ser utilizado para esculpir caracteres milenares pelos Deuses Astronautas Pré Históricos…

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Finalizo com estaes belíssimos versos de Fagner, pois o importante é viver e vamos pra frente.

Como Disse Doc Brown: Te vejo no Futuro.

Doc: Well, good luck. For both our sakes. See you in the future.

Quem é rico mora na praia mas quem trabalha nem tem onde morar
Quem não chora dorme com fome mas quem tem nome joga prata no ar
Ô tempo duro no ambiente, ô tempo escuro na memória, o tempo é quente

E o dragão é voraz….
Vamos embora de repente, vamos embora sem demora,
Vamos pra frente que pra trás não dá mais
Pra ser feliz num lugar pra sorrir e cantar tanta coisa a gente inventa, mas no dia que a poesia se arrebenta

É que as pedras vão canta

Uma resposta to “Pedras que Cantam – A Lenda do Ingá Régis Y.”

  1. Mano Q FODA que ficou esse!!
    Acho que é o meu predileto dos que tu fez até hj..
    realmente ducaralho!!
    As preda vão cantá caraiÔ!❤

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