The Big Bang Nerd Ninja – Régis Y.

Meu terceiro e mais brilhante filho; ou como os outros meninos o chamam “geek”. Ele ama funilar e construir bugigangas, tanto quanto ele ama desmonta-las. Tanto quanto eu desejo que Raphael pensasse mais, têm momentos que eu desejo que Donatello pensasse menos.

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Agora é a vez do Donnie, para os íntimos. Donatello, o nerd, o geek, desde 1990 já pegava os computadores gigantescos 486 e transformava em robôs com Cabeça de Metal (Metalhead). Como robôs Transformers e os de Pacific Rim (2013), de Guillermo del Toro que lutam contra monstros mutantes Kaijus gigantes. Donnie é o construtor, o inventor, o cientista, a sabedoria, é o cara que em algum futuro alternativo das tartarugas desiste de lutar, paras ser o homem da ciência e da paz que é.

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Scien-zia.

 

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Como nosso amigo Dr. Hank Mccoy, o Fera dos X-men, um cientista curioso, assombrado por dúvidas e conhecimentos, difíceis de serem compartilhados com outros, daí vem a reclusão e a timidez, típica de personagens como Leonard da série Big Bang Theory. Steampunk, máquinas a vapor, cientistas nerds, doutores malucos, e suas criações, piratas, descobridores, navegações. Quero ficar bem à vontade. Na verdade eu sou assim. Descobridor dos sete mares. Navegar eu quero

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“Um homem dentre Mil, disse Salomão / Vai ser mais parceiro que um irmão . . . / Mas o Milionésimo Homem /  Vai ficar do seu lado / Até ao pé da forca e depois. . .” ( Rudyard Kipling-The Thousandth Man)

“Pegue uma onda e você vai sentar-se no topo do mundo” (música Catch a Wave, Brian Wilson do álbum Surfer Girl, 1963)

Começo contando mais algumas estórias sobre tartarugas, a primeira vêm da China e conta a estória de:

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BAMBU E A SÁBIA TARTARUGA

do livro Lendas e Contos de Fadas da China – Um Livro de Surpresas Chinesas (1919)

de Norman Hinsdale Pitman

traduzido por mim Régis Y.

Um grupo de nobres passavam por Hsi Ling, lugar turístico muito visitado. Eles passavam pelo Caminho Sagrado dentre os grandes animais de pedra, quando Bambu, um menininho de 12 anos, filho do vigia, se apressou saindo de casa para ver os mandarins passarem.

Ele nunca tinha visto tal parada com tantos homens notáveis, nem mesmo nos dias de banquete. Tinham 10 Liteiras de seda (aquela cadeira portátil, aberta ou fechada, suportada por duas varas laterais carregadas por humanos, usadas no Oriente como palanquins para locomoção), com assentos ornamentados com cores flamejantes, 10 bastões Bô (棒: ぼう) de luta bem longos, guarda-chuvas vermelhos, cada objeto carregado por um respectivo dono, e logo atrás uma longa fila de cavaleiros montados em seus cavalos.

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Após a procissão concluir sua passagem, Bambu já se preparava para chorar porque ele não conseguiu correr atrás do grupo enquanto eles iam de templo em templo e de tumba em tumba. O pai de Bambu bem que avisou para ele não seguir os outros. “Se você fizer, eles te pegarão e te transformarão em mendigo, Bambu,”ele disse astuto, “e se você é um mendigo, seu papai também é. E ninguém gosta de mendigos em volta de tumbas reais.”  Bambu nunca tinha tido o privilégio de saciar sua curiosidade de seguir gente rica. Muitas vezes ele sempre voltava para sua casinha de bambu, barro e pau a pique, com o coração partido por ver seus colegas correndo, cheios de alegria, atrás dos homens nas liteiras.

Um dia, que é quando começa esta estória, logo após o último cavaleiro ter passado próximo aos cedros, Bambu mirou na direção do pequeno templo que seu pai era o vigia. Era a construção que os visitantes tinham acabado de passar. Estariam seus olhos enganados ? ou não, a grande porta de barras de ferro tinha sido esquecida aberta na pressa do momento, e tinha ficado escancarada, como se o convidasse a entrar.

Numa grande empolgação ele correu em direção ao templo. Logo, já enfiando sua cabeça nas barras olhando para dentro daquela sala escura, que há tempos desejava entrar. E no entanto, esse desejo parece ter sido concedido. Todos os dias desde que era um bebê ele contemplava uma pedra em um altar, ou o que parecia uma placa coberta com escrituras chinesas, ele observava de fora com grande curiosidade, desde tão imponente salão até o teto. Mas com grande surpresa seus olhos sempre fixavam-se na pedra, que é uma tartaruga gigante cuja as costas ficava embaixo da coluna de pedra com a escritura. Existem milhões de tartarugas como essa na China, que pacientemente carregam todas as pedras de uma construção, mas para Bambu essa era a única que ele conhecia. Ele nunca tinha saído da floresta de Hsi Ling, e, é claro conhecia muito pouco do mundo lá fora.

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Não é de se admirar que a tartaruga e a placa sempre o impressionavam. Ele perguntava para seu pai porque tanto mistério. “Por que eles têm uma tartaruga? Por que não um leão ou um elefante?”Pois no parque em que moravam existiam estes outros animais, e estes eram muito mais aptos a carregarem pesos em suas costas. “Porque é o costume, meu filho”seu pai respondia – a resposta sempre a mesma para Bambu, “só um costume.” O menino pensou muito sobre o assunto, mas nunca esteve tão certo quanto agora, a alegria de todas as alegrias para um menino curioso, ele mesmo entraria no salão da tartaruga, e uma vez lá dentro, ele iria desvendar todo o quebra-cabeça de sua infância.

Sem fôlego, ele pulou através da entrada, temendo cada minuto de que alguém notaria os portões abertos e os fecharia. E ali na frente da Tartaruga Gigante ele caiu numa pequena pilha de poeira no chão, que o sujou. Sua cara listrada de sujeira, como o Cascão, suas roupas imundas; mas Bambu não ligou para tais ninharias. Ele ficou ali por alguns minutos, e não atreveu a mover-se. Então, ouviu um barulho lá fora, ele rastejou para perto da enrugada besta de pedra agachou-se e se escondeu, como um ratinho.

“Pronto, pronto!”disse uma voz profunda. “Viu o que você está fazendo, espalhando toda essa poeira! Você vai me sufocar se você não tiver cuidado.”

Era a tartaruga falando, o pai de Bambu tinha dito que ela não era de verdade. O menino ficou trêmulo e paralisado para levantar e sair correndo.

“Calma carinha, não precisa ter medo,”a voz continuou, com um tom de gentileza. “Eu acredito que todos meninos são assim-bons para nada mas chutam uma poeira que é uma beleza.” (Chutar poeira – Kick up a dust-expressão que significa fazer um escândalo) Ele terminou sua frase com um risadinha rouca, e o menino, vendo que a tartaruga ria, fitou maravilhado a estranha criatura.

“Eu não quiz lhe fazer nenhum mau,”disse a criança finalmente. “Eu só queria olhar prá você de perto.”

“Oh, é isso então né? Bem, isso é estranho. Todos os outros vem e encaram a placa nas minhas costas. Algumas vezes eles leem bem alto o  nonsense que está escrito aqui sobre imperadores mortos e títulos, mas eles nunca olham prá mim, eu cujo pai foi um dos grande quatro que criaram o mundo.” Os olhos de Bambu brilharam. “O quê! Seu papai ajudou a criar o mundo?”ele engasgou.

“Bem, não meu pai exatamente, mas um dos meus avôs, que equivale a mesma coisa, né. Mas péra! Eu escutei uma voz. O vigia está chegando. Corre e fecha essa porta, prá ele não perceber que ela não foi fechada. Aí você pode se esconder aqui atrás até ele passar. Eu tenho uma coisa prá te mostrar.”

Bambu fez como a tartaruga pediu. Juntou toda a sua força para mover as pesadas portas. Ele se sentiu muito importante porque ele estava fazendo isso para o neto do Criador do Mundo, e ele ficaria triste se aquele momento acabasse agora que estava começando. Então, decerto, seu pai e os outros guardas passaram, nem sonharam que as portas não estavam fechadas como de costume. Passaram conversando sobre os nobres que já tinham ido embora. Pareciam muito felizes e tilintavam moedas em suas mãos.

“Agora, carinha,”disse a tartaruga de pedra quando as vozes sumiram; Bambu levantou-se, “Talvez você  ache que eu tenho orgulho do meu trabalho. Aqui, eu segurando esse pedregulho por milhões de anos, eu, que amo viajar. Durante anos, dia e noite eu venho pensando em como sair fora de minha posição. Sabe, honradamente, mas, você pode imaginar, não é muito fácil.”

“Acho que você deve estar com muitas dores nas costas” participou Bambu timidamente.

Pronto ! Dor nas costas ! É isso; costas, pescoço, pernas, olhos, tudo está doendo, doendo por liberdade. Mas, veja, mesmo que eu estique as canelas e derrube este monumento, eu não tenho como passar por estas barras de ferro,” e moveu a cabeça em direção ao portão.

Sim, eu entendo,” concordou Bambu, começando a sentir pena do velho amigo.

Mas com você aqui, eu tenho um plano muito bom, eu acho. Como os porteiros esqueceram de fechar o portão. O que me impede de conseguir minha liberdade hoje à noite? Você abre o portão, eu caio fora, e ninguém é mais sábio.” ( No one the wiser – expressão que significa que ninguém notará nada)

Mas meu pai vai perder a cabeça quando ele descobrir que ele falhou em suas responsabilidades e você escapou”

“Oh, não; as cabeças não vão rolar. Você pega as chaves dele hoje a noite, tranca os portões, e ninguém saberá o que aconteceu. Isso fará este templo super conhecido, não vai machucar seu pai, mas sim fará bem para ele. Muitos viajantes ricos ficarão ansiosos para parar aqui, o lugar que a Grande tartaruga de Pedra desapareceu. Eu sou muito pesado para ser levado por um ladrão, e logo eles entenderão como um milagre dos Deuses. Oh, enquanto eu levarei uma vida boa no mundo lá fora.” 

Neste ponto da estória, Bambu começou a chorar.

“Heeeei Carinha, o que é que você está chorando agora?” zuou a tartaruga. “Você é mesmo um chorão!?”

“Não, não é isso, é que eu não quero que você vá embora.”

Você não quer que eu vá embora, é? Igualzinho a todos os outros. Você é um camaradinha maneiro! Que motivos você me quer aqui com o peso de uma montanha nas costas pelo resto da minha vida? Por que, eu achei que você tinha pena de mim, acontece que você é cruel como todos os outros.”

É que é tão solitário aqui, e eu não tenho amiguinhos prá brincar. Você é o único amigo que eu tenho.”

A tartaruga riu bem alto. “Ho, ho! Então é isso eu sou um bom amigo, é? Bom, se essa é a razão, isso é outra estória. O que você acha de ir comigo então? Eu, também, preciso de um amigo, e se você me ajudar, com certeza você será o meu melhor amigo.”

“Mas como você vai tirar esta placa das suas costas?”questionou Bambu. “É muito pesada.”

Ah isso é fácil, é só eu sair pela porta. A placa não vai passar. Ela escorregará no chão do salão e cairá do meu casco.”

Bambu, perdido nos pensamento e delirío de uma jornada com a tartaruga, prometeu obedece-la. Após a janta, quando todos foram dormir na pequena casa do vigia, ele sorrateiro como um ninja, pegou a pesada chave e correu desordenamente até o templo.

“Opa, você não me esqueceu, não é ?” disse a tartaruga logo quando Bambu abriu os portões de ferro.

“Oh, claro que não, eu não quebraria uma promessa. Você está pronto?”

“Claro, muito !”Disse a tartaruga, então dando o primeiro passo. A placa balançou prá frente e prá trás, mas não caiu. Num lento compasso a tartaruga finalmente encostou sua cabeça enrugada pela porta. “Oh, que bom é poder olhar aqui prá fora,”ele disse. “Que delícia sentir ar puro e fresco! Aquilo é a lua aparecendo ali no além? É a primeira vez que a vejo em anos. Cowabunga ! Olha para estas árvores! Como elas cresceram desde que eles botaram esta lápide nas minhas costas ! É uma floresta agora !”

Bambu em delírio pela alegria de ver a tartaruga sair. “Cuidado!” ele disse, “não deixe esta placa cair no chão e quebrar .”

Logo que ele disse isso, a desengonçada besta deu uma gingada em direção a porta. O topo do monumento bateu contra a parede, foi derrubado para fora; e caiu se espatifando pelo chão. Bambu se arrepiou de medo de seu pai acordar e vir descobrir o que aconteceu.

“Relaxa brow, não precisa ter medo, menino. Ninguém vai vir a esta hora da noite nos espiar.” Bambu rapidamente trancou os portões, correu de volta para sua casa, pendurou a chave. Deu uma longa olhada em seus pais dormindo, e então voltou para seu amigo. Depois de tudo, ele não ficaria fora por tanto tempo e seu pai o perdoaria. Logo, os dois camaradas meteram o pé na estrada, bem devagar, na velocidade de uma tartaruga de pedra e de um garotinho com pernas curtas.

“Aonde nós estamos indo?” perguntou o menino finalmente, enquanto ia se sentindo cada vez mais em casa junto da tartaruga.

“Indo? Onde você acha que eu deveria ir após séculos de prisão? Vou voltar para a primeira casa de meu pai, de volta para o mesmo lugar que o Grande Deus, P’anku, e seus três outros talharam o mundo.”

“E é muito longe?” gaguejou o menino, começando a se sentir cansado.

“Bom, nesse ritmo que estamos, sim. Mas você não acha que viajaríamos todo o caminho no passo de lesma. Pula nas minhas costas, e vou te mostrar como vamos. Estaremos lá antes do amanhecer, no fim do mundo, ou melhor, no começo.”

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“Aonde é esse começo do mundo?” perguntou Bambu “Eu nunca estudei geografia.”

“Nós vamos cruzar a China, depois o Tibet, e por último chegaremos além das montanhas no ponto que P’anku criou o centro de todo seu trabalho.”

Naquele momento Bambu sentiu-se levantando do chão. No começo ele achou que ia escorregar por causa do casco arredondado da tartaruga, e tremeu de medo. “Sem medo,”disse o amigo. “Caro passageiro, fique quieto e não haverá perigo.”

Eles estavam flutuando pelo ar, e Bambu conseguia ver toda a floresta de Hsi Ling banhada pela luz da lua. Conseguia ver as grandes brancas estradas que conduziam para as tumbas reais, os maravilhosos templos, prédios sacrificiais de ovelhas e bois, altas torres, e as colinas cobertas com gigantescas árvores onde enterravam os imperadores. Até aquela noite Bambu não conhecia o tamanho deste cemitério-floresta que vivia. A tartaruga iria levá-lo para além da floresta? Antes mesmo que ele fizesse esta pergunta, eles já tinham chegado à uma montanha, e a tartaruga começava a ascender mais e mais alto, para cruzar essa poderosa parede de pedra.

Bambu começou a se sentir tonto conforme a tartaruga subia cada vez mais para o céu. Contudo ele sabia que devia manter sua cabeça firme. Finalmente eles passaram a montanha e estavam voando por sobre uma grande planície. Lá ao longe, Bambu conseguia ver vilarejos adormecidos e pequenos córregos de água que pareciam prata sob a luz da lua. Agora, diretamente abaixo deles estava uma cidade. Fracas luzes podiam ser vistas em estreitas e escuras ruas, e Bambu imaginou conseguir ouvir o grito de mercadores ambulantes vendendo mercadorias à meia noite. “Aqui embaixo é a capital de Shan-shi,” disse a tartaruga, quebrando seu longo silêncio. “Estamos mais ou menos umas duzentas milhas da casa de seu pai, e levamos menos de meia hora. Mais pra frente é a Província dos Vales Ocidentais. Em uma hora já estaremos no Tibet.”

Assim que eles atingiram a velocidade da luz. Se não fosse verão Bambu teria congelado. Mas como era, suas mãos e pés só estavam frios e tensos. A tartaruga que sabia que ia esfriar, voou perto do chão onde era mais quentnho. De tão aconchegante para Bambu, que de tão cansado não conseguia ficar de Olhos bem abertos e tão logo mais adentrou o Império dos Sonhos (David Lynch, 2006).

Quando de manhã ele acordou. Ele estava no chão gramado de uma região montanhosa. Não muito longe ele via uma grande fogueira, e a tartaruga estava assistindo um pote de comida cozinhando. “Ho, ho, meu carinha! Finalmente você acordou depois da nossa trip. Chegamos cedo, mais que o Dragão que achou que podia voar mais rápido. Deixei ele prá trás, né ? Até mesmo a Fênix riu e disse que eu era devagar, mas a Fênix também não chegou. Eu com certeza quebrei todos os recordes de velocidade, e olha que eu estava carregando você, e os outros não. Oh Yeah!”

“Onde nós estamos?” questionou Bambu.

” Na Terra do Começo,” disse a outra sabiamente. “Voamos através do tibet, e então para o Noroeste por duas horas. Se você estudasse geografia saberia o nome do país. Mas, aqui estamos, e é isso, né? E hoje é o banquete anual em homenagem à criação do mundo. Foi muita sorte minha que você me ajudou. Tenho certeza que meus velhos amigos Fênix e Dragão já se esqueceram como eu sou. Faz tanto tempo que eles não me veem. Bichos sortudos, que não tiveram de ficar embaixo de uma placa pesadona. Hey, estou ouvindo o Dragão chegando agora, se eu não me engano. Sim, ali ele. Que felicidade em vê-lo!”

Bambu ouviu um barulhão como o bater de enormes asas, e então, olhou para cima, e viu um enorme dragão na sua frente. Ele sabia que era o Dragão das imagens que ele via entalhada nos templos.

O Dragão e a Tartaruga se cumprimentaram, ambos muito felizes, que logo se juntaram com um pássaro de aparência esquisita, diferente de qualquer coisa que Bambu já tinha visto, mas ele sabia que era a Fênix. Essa Fênix parecia como que um cisne selvagem, mas tinha o bico de um galo, o pescoço de uma cobra, e a cauda de um peixe com listas de dragão. Suas penas era de cinco cores. Los tres amigos se encontraram e bateram maior papo, a velha Tartaruga contou como Bambu o ajudou a escapar do templo.

“Menino inteligente,”disse o Dragão, dando um tapinha gentilmente nas costas de Bambu.

“Sim, sim, muito inteligente por sinal,” ecoou a Fênix.

“Ah, ” suspirou a tartaruga, “agora, só falta o Deus P’anku aqui, prá começar a festa ! Mas temo que ele não encontrará este ponto de encontro. Sem dúvida ele está em algum lugar muito distante, entalhando um outro mundo. Se eu pudesse vê-lo mais uma vez, eu sinto que poderia morrer em paz.”

“Ha, ha, escuta essa! gargalhou o Dragão. “Como se nós pudéssemos morrer! Por que você sempre fala como um mero mortal.” O dia todo os amigos ficaram batendo papo, festejando, comendo, e tendo bons momentos relembrando os lugares à sua volta, onde eles tinham vivido  alegremente enquanto P’anku fazia o mundo. Eles foram bons para Bambu e mostraram coisas maravilhosas do mundo que ele nunca tinha nem sonhado.

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“Não basta você ter essa aparência feroz e cruel,as pessoas pintam você nas bandeiras,” disse Bambu amigavelmente para o Dragão assim que ele se preparava para ir embora. Os três amigos riram muito. “Oh, não, ele é um cara muito decente, mesmo coberto com escamas de peixe,” brincou a Fênix. 

Assim que eles terminaram de se despedir, a Fênix deu para Bambu uma grande pena escarlate de sua cauda como uma lembrança, e o Dragão deu a ele uma grande escama que se transformou em ouro logo que o garoto pos-lhe a mão.

Feeling Good.

Dragonfly out in the sun you know what I mean, don’t you know
Butterflies all havin’ fun you know what I mean
Sleep in peace when day is done
That’s what I mean

And this old world is a new world
And a bold world
For me

“Vem, vamos lá Bambu, temos que nos apressar,” disse a tartaruga. “Tenho medo que seu pai fique preocupado que você se perdeu.” Bambu, então, após ter passado um dos momentos mais felizes de sua vida, montou no casco da tartaruga, e ele flutuaram pelas nuvens mais uma vez. De volta eles foram, numa velocidade mais rápida ainda. Bambu tinha tanto em sua cabeça, queria contar sobre o Dragão e a Fênix, ele nem pensava em dormir.

De repente a tartaruga parou no meio de seu voo rápido, e Bambu escorregou. Gritando por ajuda, queria se salvar. Para baixo e para baixo, aquela sensação de enjôo pesado, revirando-se, torcendo-se, pensando que morte horrível estava se aproximando. Splash, ricocheteou no topo das árvores direto nas ramos e galhos. Então com um grito bem alto, ele atingiu o chão, e sua longa jornada acabou.

“Ah, meu Deus,” chorou a tartaruga, “Se P’anku, estivesse aqui.”

“Ei, sai detrás dessa tartaruga, menino! O que você está fazendo dentro do templo no meio da poeira? Você não sabe que aqui não é lugar prá você?”

Bambu esfregou seus olhos. Somente meio acordado, ele sabia que era a voz de seu pai.

“Ué, mas eu não morri?” ele disse enquanto seu pai o pegava pelo calcanhar debaixo da Grande tartaruga de Pedra.

“O que que matou você, muleque bobo? Do que você está falando? Mas eu vou matar você se não correr prá casa prá gente jantar. Sério, eu achando que você era muito preguiçoso prá comer. Que idéia dormir a tarde inteira embaixo da barriga dessa tartaturga!”

Bambu, ainda não convencido de que estava acordado, tropeçou para fora do templo, e seu pai trancou as portas de ferro.

Print

Agir sabiamente, mesmo que em alguns momentos, só parece que estamos seguindo sonhos, é o certo. É o homem bruxo, o homem da alquimia. O kung fu do macaco que através de uma simples  mágicka relação da disciplina e das sensações consegue manipular um simples bastão de madeira.

Um samurai banhado de sangue
Voltando da guerra o cansaço
O sangue escorrendo na cara
Parece um quadro do Picasso
Pisei no coco do cachorro
Que o dono não colocou no saquinho
Esfreguei na grama da praça
Nisso eu não consigo ver nada bonitinho

A maior arma que temos, é o cérebro. Para Donatello de 2012, sua força interior, veio como a Montanha (さん san) . A montanha de Pedra que conduz até o Começo da Criação do Mundo, o conhecimento. A montanha imutável e imóvel. “Seja imóvel como a Montanha”  Do big bang vem o mundo por detrás das grandes montanhas recheadas de florestas e vida, inteligência, criatividade, versatilidade. Todas essas necessárias para outra grande paixão, a tecnologia.

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Em sua primeira aparição nos X-Men o vilão Blob se denomina o imóvel, ou o imovível, hehe.

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A arma é o Rokushakubō (六尺棒: ろくしゃくぼう), o Bô(棒: ぼう), o bastão, com comprimento máximo de 180 cm, requer velocidade, coordenação e força. Fornece ao estudante do ninjutstu, controle e responsabilidade. O Bo era uma arma facilmente dissimulada e que fazia parte de disfarces como de monges ou andarilhos, justamente por ser utilizado por estes para percorrer grandes caminhos montanhosos e tortuosos, por fornecer o equilíbrio. Além disso, podia ainda ser usado como meio de transporte de materiais ou para a transposição de obstáculos.

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O Bo, em combate, se tratava de uma excelente arma para manter a distância do adversário,muito boa contra espadachins, bem como para realizar projeções, imobilizações, bloqueios e rasteiras. Se originou com os pólos utilizados pelos agricultores para equilibrar cargas pesadas de água ou arroz através dos ombros. Mas deve ser uma das primeiras armas inventadas pelo ser humano, data de milênios atrás, e provavelmente começou na China, era facilmente achado, fácil de manusear, e com diversas finalidades.

Existem diversas referências ao monge Bodhidharma carregando um bo em suas jornadas para ensinar o Zen Budismo e técnicas do kung fu shaolin, em regiões do templo Shaolin em  528 AD, em seu bastão ficava sempre pendurada uma sandália, suas imagens sempre aparecem faltando uma sandália em seu pé.

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Outro famoso por utilizar um bastão, dessa vez um Deus Hindu que é ao mesmo tempo um Deus Chinês, o Deus macaco, na Índia;  ele é Hanuman e na China;  Sun Wukong. Ambos carregam bastões, tais deuses se assemelham muito com o garotinho Goku de Dragon Ball, que também tinha seu bastão que mudava de tamanho, o famoso Pólo (Bastão) do Poder, que ganhou do Mestre Kame (亀 – Tartaruga), coincidências à parte,  Donnie têm essa habilidade e características símias do macaco quando luta. The Drunky Monkey.

 

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O grande e lendário samurai Miyamato Mushasi (1584-1645), reza a lenda foi derrotado pelas mãos de Muso Gonosuke. Gonosuke tinha sido derrotado por Mushashi, Mushashi então o mandou treinar bem com o bastão e em seu retorno derrotou Mushashi o grande samurai somente com um bastão. Como no filme Twilight Samurai (2002), de Yoji Yamada que faz praticamente o mesmo quando acontece um duelo somente com um pedaço de pau para treinamento. Morgan da série Walking Dead, parece também ter desenvolvido uma grande paz e habilidade com bastões.

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Traduzi mais duas estorinhas aqui rapidinhas, pra falar um pouco mais de tartarugas e de inteligência, uma de Esopo, clássica e a outra das estorinhas da vovó.

A LEBRE E A TARTARUGA

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A Lebre ficou um dia caçoando de uma Tartaruga por ela ser tão lerda. “Ei, péra ae brother,” disse a Tartaruga; “Vou correr contra você, e aposto que eu ganho.””Uh que beleza,” respondeu a Lebre, que se divertiu com a idéia, “Vamos tentar prá ver o que rola”; e foi concordado que a Raposa iria estabelecer a rota e seria o juiz. Começaram os preparativos da corrida, ambos partiram  no mesmo instante, mas a Lebre estava bem adiantada lá na frente que ele pensou que poderia muito bem tirar uma soneca: então, tão logo ele deitou, e pegou no sono. Enquanto isso a Tartaruga continuava se arrastando para frente a ponto de alcançar a meta final. Num susto a Lebre acordou num ímpeto, correu o mais rápido que pode, mas somente prá descobrir que a Tartaruga já tinha ganhado a corrida.

Devagar e disciplinado se ganha uma corrida.

A RAPOSA E A TARTARUGA

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Na busca da comida perfeita, o Raposo esfomeado uma vez capturou a Tartaruga, mas ele não fazia idéia de como quebrar o sólido casco duro de nosso herói para comê-lo. “Heroes in a half Shell, Turtle Power. Voce deveria tentar me colocar em água para tentar amolecer o casco,” sugeriu a astuta Tartaruga. Isso pareceu uma ótima idéia para a Raposa. Ele carregou sua presa para um córrego e a submergiu. A Tartaruga, que era um excelente nadador, escorregou pelas patas da Raposa e reemergiu lá no meio dando risada, ” Aí estão animais que são muito mais malandros que você. Agora fica aí passando fome!”

A MORTE DE DONATELLO

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Donie recentemente morreu nos quadrinhos nas mãos do Bebop e Rocksteady,
espero que ele retorne como nos quadrinhos da Archie Comics, em seu futuro ele utiliza um sobretudo estilo Blade Runner(1982), de Ridley Scott, com Harrison Ford,  e não mais usa a máscara roxa ou como no desennho de 2003 no qual ele acrescenta umas partes cibernéticas à seu corpo, justamente pois seu casco foi rachado. O gênio do amor.

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num universo com aliens, robôs, mutantes não seria muito de se esperar que donnie voltasse mais fodão que nunca, uma espécie de robô mutant zumbi adolescente nerd ressucitado por aliens, atingindo a sabedoria plena, ou até mesmo telepata como o Professor Xavier. Uma onda cyberpunk, Umaextrapunkprumextrafunk não acredito no sucesso, não acredito na TV. não acredito no que me vem impresso .acredito em ordem e progresso. Quando o povo tem acesso ao ingresso
Então dá um dois no kunk.. A válvula de escape pro motor de arranque.

Odeie o patrão, ama a tecnologia. Love the machine. Hate the Factory. Amor pela máquina e nunca pelo chefão.

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Através da sabedoria.

“Ora a multidão dos sábios é a saúde da redondeza da terra, e um rei sábio é a firmeza do povo. Recebei pois instrução por meio das minhas palavras, e ela vos será proveitosa.” (O Livro da Sabedoria de Salomão, Cap. VI, 23-24)

Solomon was the wisest man,
But he didn’t know the secrets, of a woman.

I am wiser than Solomon,
So girl don’t play no tricks.
Just be calm and be still,
Don’t run me down for my bread,
You wasn’t around when I was slaving myself.

Através da nossa curiosidade, resolvemos os mais complicados problemas da vida. See ya…

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