MISFITS AMERICAN PSYCHO (1997) todomundoloko pt.5 Régis Y.

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“Transforme em signos os acontecimentos que te atormentam”
Leminski

Bem vindos mais uma vez, para o mais aterrorizante post sobre as referências que a banda Misfits faz em suas músicas. Comecemos com o nome do álbum “American Psycho” um livro de Bret Easton Ellis de 1991, devido ao álbum ter sido lançado em 1997, descartamos a idéia de que foi inspirado no filme, com o ex-atual Batman Christian Bale, que foi lançado em 2000. Que vou incluir aqui aqui,como referência também já que estou desvendando os filmes citados pelos Misfits.

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o clipe com a nova formação dos Misfits, e no álbum  é a segunda música:

O álbum vem com este belíssimo poster do Crimson Ghost, introduzindo Basil Gogos, conhecido desenhista de monstros clássicos do cinema para revistas de filmes de terror, fazendo a arte,  já que a maioria dos desenhos anteriores eram bolados por Glen Danzig.

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Este é nosso setlist, de Misfits – American Psycho:

1. “Abominable Dr. Phibes” 1:41
2. “American Psycho” 2:06
3. “Speak of the Devil” 1:47
4. “Walk Among Us” 1:23
5. “The Hunger” 1:43
6. “From Hell They Came” 2:16
7. “Dig Up Her Bones” 3:01
8. “Blacklight” 1:27
9. “Resurrection” 1:29
10. “This Island Earth” 2:15
11. “Crimson Ghost” 2:01
12. “Day of the Dead” 1:49
13. “The Haunting” 1:25
14. “Mars Attacks” 2:28
15. “Hate the Living, Love the Dead” 1:36
16. “Shining” 2:59
17. “Don’t Open ‘Til Doomsday”
“Hell Night” (hidden track; the Misfits and Daniel Rey)

O ator; Vincent Price. O filme;  O Abominável Doutor Phibes (1971)

Inside a wall street mind a psycho lurks
Lines of cocaine cut in hell
Obsessive hands gently grab your neck
Compulsively you’ll die…
I hate people!

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Speak of the Devil é uma expressão,“Speak of the devil and he doth appear”, ou como uma alternativa em portguês, falando no diabo e aí ele aparecerá. Fala sobre : God know I’m the angel of light, claramente fala sobre Lúcifer, o anjo da Luz, por isso já começarei com outra banda e não Misfits, para explicar ao que se refere, que lançou um álbum com este nome, o grande Ozzy – Speak of the Devil (1982)

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e ele virá… em outros corpos no meio de nós … Walk Among Us. provavelmente faz um releitura dos Invasores de Corpos, Invasion of the BodySnatchers ( 1956/1978), ou ao filme The Creature Walks Among Us (1956).

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mas também vou colocar outra banda aqui; de ska Two Tone de garotas

The Bodysnatchers

The Hunger (1983), filme incrível de vampiros com David Bowie, Catherine Deneuve.  e Susan Sarandon. Sobre o amor eterno e triângulo amoroso, sugadores de sangue, muito sangue e carnificina e bizarrices, dentre elas uma doutora especializada estudos de envelhecimento e de sono. Filme de Tony Scott, falecido irmão de Ridley, que se atirou da ponte Vincent Thomas na Califórnia em 2012.

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“From Hell They Came”

Oras, quem é que vêm do inferno ? Demônios, Dèmoni (1985) Os Filhos das Trevas, filme clássico italiano trash de Lamberto Bav, um festival de gore para seus olhos. In the night. I hear their voices calling. They seem to speak my name. Mas também existe o filme : From Hell It Came (1957), um príncipe é assassinado e retorna como uma árvore tronco de árvore demoníaco animado. é…

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Dig Up Her Bones, ou como preferirmos em português, Desenterrando os Ossos Dela…os únicos que eu conheço que desenterram ossos, são cães, lobos, e coveiros para enviar a ossada para família.

Essa já vem com o clipe que marca o estilo de cantar de Graves, como um hardcore dark melódico, será que estava relembrando Glenn Danzig, sim. Mas o que sei é que Graves escreveu essa música com 14 anos. #Quemnunca. Mas no single o que notamos é a Noiva do Frankestein (1935), sequência do clássico de Boris Karloff, que já fora mencionado aqui antes.

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BLACKLIGHT

Help me angel evil cried
The children of the night
Take this wasted mortal life
Melt me into blacklight

Nestes versos, só consegui chegar em uma conclusão. Temos o Álbum do Kiss – Creatures of The Night (1982), que justamente mostra este lado sombrio, apesar das maquiagens deles serem completamente menos macabras que Misfits Caveiras, percebemos que ambos estão falando de Vampiros. Children of the Night é um filme de 1921 (Comédia de John Francis Dillon), 1985 (Feito para televisão, 1991 (um filme de horror, máscaras de vampiros e velhas horrendas), 1999 (Doc, que não tem relaçao pois o álbum é de 97). É um livro também um dos mais famosos, de 1931 de Robert E. Howard, inspirado no mito Cthuliano de Lovecraft.

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Além de milhões de literaturas terem explorado o temas das crianças da noite, vampiros, desde Bram Stoker e seu Drácula, a Vampyr de John Polidori, o primeiro vampiro, até Bento Carneiro, o vampiro brasileiro.

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e fiquem com um poema de Edwin Arlington Robinson (1869-1935), que eu trans-duzi e trans-criei:

AS CRIANÇAS DA NOITE (1897)

Para esses que nunca conheceram a Luz,

A escuridão é uma reclusão social

E elas, as Crianças da Noite,

Parecem perdidas assopradas no Destino

Mas alguns são fortes, e outros são fracos, –

E aí está a estória, Casa e Lar,

Estão trancados com infinitos corações que os seguem

Refúgio mundano que nunca virá

E se lá não tiver mais vida

E se não houver outra chance

Prá pesar suas tristezas e seus conflitos

com os níveis das circunstâncias

E prá melhorar, o Sol se põe

No primeiro dia nós embarcamos,

No mar da amargura da vida, afogamos,

Melhor do que navegar eternamente no escuro

Mas se sobrar alguma alma na Terra

Tão cega pelo seu pouco uso

Do homem revelado, de valor incessante

Ou vestido de angústia, de que considera

Sem luz para tal olho mortal,

Sem descanso para tal sono mortal,

Sem Deus para a mentira do profeta

Sem fé para “a honesta dúvida” amolar

Se não existir nada, Bom ou Mau,

Mas o caos que a alma confia –

Deus considera como a Alma Vida Loca

E se Deus for Deus, ele é justo

E se Deus for Deus, ele é amor

E embora a madrugada ainda rolando

Nos mostrando que já brincamos suficiente

Com as crenças que o é do inimigo

Existe só um credo, e único amor

Que glorifica a excelência de Deus

Tão estimado, que sua vontade será feita

O credo comum do senso comum

É o carmesin, e não o cinza,

Que encanta a penumbra de todos os tempos

É a promessa do dia

Que faz um sublime céu estrelado

É a fé dentro do medo

Que nos segura na maldição dessa vida, –

Então deixem-nos nos reverenciar-mos

O Ser que é o Universo

Deixem-nos, As Crianças da Noite,

Vestir o manto que cobre a cicatriz !

Deixem-nos sermos, As Crianças da Luz,

e nos diga nossa a idade.

Música Ressurrection, ou Ressurreição. E mais famoso Neomitosófico ser a ressucitar, é…

A) Fênix B) Mussum C) Christ

este trecho da música:

Talk about me
Laugh about me
Cry about me
Nail me to the cross
I’ll be a martyr for the hated
The weak, the ugly, the lost

Pregado na cruz estava ele…

Vai uma referência de filme para essa ocasião. Jesus Christ SuperStar (1973) de Norman Jewison, musical anacronisticamente disco funk 70’s sobre a vida de Cristo.

Outro que não pode deixar de ser visto é The Last temptation of Christ (1988), de Martin Scorsese, genialmente com Willem DaFoe.

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Deixo a cobra atazanando a vida de Cristo.

This Island Earth, é o nome de um filme 1955, com clássicos aliens mutantes com cabeção e mão de caranguejo. Um poster do próprio filmes e ao lado um bonecos das Tartarugas dos anos 80 raríssimo, de uma série em que elas são monstros da Universal, e o Raphael é o alien do filme.

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Crinsom Ghost, já fora citado anteriormente, mas somente. Ele se transforma no mascote dos Misfits. Mas somente neste álbum vira música.

Eis que chegamos, em Day of The Dead (1985), do mestre George Romero. Sequência de dois filmes que tinha lançado anteriormente, mas que fatalmente nos mostra um aprofundamento sobre a questão dos zumbis, dos mortos vivos, que ainda mantêm memória em seus cérebros podres, o mais emblemático é o puliça zumbi que se recorda de bater continência e como empunhar uma arma, mensagem dupla de Romero. Coxinha Zumbi.

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Deixo aqui uma musiquinha de Zé Kéti, Máscara Negra (1967)  Prá falar um pouco da zumbificação  dos seres humanos, mais de mil palhaços no salão controlados pelas grandes mídias, vivendo um vida falsa. Ou simplesmente uma música de amor de um Arlequim e de uma Colombina. Ou simplesmente porque eu curto e quem curte gosta.

The Haunting, nome bem amplo para quando se trata de filmes de terror. Logo pude deduzir, meu caro Watson. Que se tratava do filme clássico The Haunting (1963) de Robert Wise, com as atrizes Julie Harris e Claire Bloom, que são as duas mulheres principais Eleanor e Theodora. Numa casa mal assombrada são perturbadas por um cientista paranormal que as enlouquece. Mas no ano de 1999, saiu um quase remake, com Owen Wilson, Lian Neeson e Catherina Zeta Jones, como os personagens que são convidados para serem atormentados e testado na casa mau assombrada.

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Mars Attack é a música e é o genialíssimo filme de Tim Burton (1996), os ETs são muito parecidos com o do filme This Island Earth. Claro que Tim Burton não tirou isso de sua cabecinha perturbada, na realidade Mars Attack era uma coleção de cartas lançada em 1962, que mostravam esses lindos cabeçudinhos fazendo as melhores sacanagens e experimentos com os mais variados seres humanos. Contando a estória de como a terra foi invadida, e as crianças trocavam seus cards como figurinhas.

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Hate the Living Love the Dead – a música explica-se em si mesma, justamente quem ama filmes de terror, ama estes monstros, mortos, como eu como você,  como vivo como morto. O que este vídeoclipe nos mostra, é o amor trazendo de volta a vida a Noive do Frankenstein, é isso que o amor faz, ama os mortos e odeia os vivos.Tal qual na estória do Herbert West – Re-animator, de Lovecraft que virou filme  em 1985 de Stuart Gordon.

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Traduzi isto aqui: “Suas aparências eram humano, semi-humano, fracionadamente humano, e não-humano mesmo – a horda era heterogeneamente grotesca. Eles ficaram removendo as pedras da parede centenária, uma por uma. E entãom quando uma brecha apareceu, ele começaram a enrar no laboratório como um corpo de lama único; conduzidos pela coisa com uma cabeça  linda e disforme. Uma espécie de monstrosidade líder e louca de um só olho que ia na captura de Herbert West.”

Este corpo de lama que tu vê, é apenas a imagem que sou

Filmes de terror, então pense em uma imagem, pense em um ator e um diretor.

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Jack Nicholson, que  também aparece em Marte Ataca lá em cima. Stanley Kubrick, O Iluminado-The Shining (1980), baseado no livro de Stephen King, também com Shelley Duvall, a filha do Robert Duvall e aquela mocinha que apresentava os contos de fadas, que no Brasil passava na Cultura. Tanto que pode ser dito sobre este filme, a atuação de Danny Lloyd, o menininho Danny, que tem um amiguinho dentro da boca dele, um espírito. O menininho que foge de seu pai ensandecido pela Febre da Cabana, tudo que um filme de terror precisa, sangue, psicopatas, gêmeas sinistras, mortes…. Melhor assistirem com seus papais…

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Don’t Open ‘Til Doomsday foi um episódio do programa de televisão, The Outer Limits (1964), no Brasil, A Quinta Dimensão,  que segue a linha de Além da Imaginação-The Twilight Zone. O título já diz para não abrirmos até o dia do Juízo Final, pois depois de todos os Juízos Finais que já passamos nos filmes acima, é claro que uma hora chegaríamos ao fim.

Narração do encerramento traduzida do episódio:

“Sem o mortal talento de se estar no lugar certo na hora certa, o mau é derrotado; e, em cada derrota, o Juízo Final é adiado por pelo menos mais um dia.”

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ah…me esqueci.. têm essa faixa bônus no disco : Hell Night (1981), de tom deSimone, 4 jovens são têm de passar uma noite numa casa . . . e você já ouviu essa estória. Então curiosos, não abram o post até o dia do Juízo Final.

REDRUM REDRUM REDRUM

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Você quer que eu traga Mcdonalds? – ok.

Uma resposta to “MISFITS AMERICAN PSYCHO (1997) todomundoloko pt.5 Régis Y.”

  1. […] No episódio, Speak of The Devil E por falar no Diabo ( Já explicado no post do Misfits – https://neomitosofia.wordpress.com/2015/08/20/misfits-american-psycho-1997-pt-5-regis-y/ ) da nova série de Demolidor (2015), há um diálogo entre o padre Lantom e Matt […]

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