Estudo em Vermelho Imaginário by RégiZ-Y. Tibes A.Breu

THE ENDLESS COLDWAR or Red CommiECs CRiSis

A GUERRA FRiA INfiNitA ou A CRiSe dOs CoMUNaQuAdriNhOs VERMELhOs

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Comunistas! O que são? Onde vivem? O que comem? Começamos este post em conjunto, em momentos como este que a unity faz a força e é gente prá caralho. Têm-se discutido muito o que é socialismo, comunismo, capitalismo, e até mesmo  anarquismo,  que poucos compreendem, mas todos querem dar sua opinião. Todo mundo qué dá pitaco. Alheios ou não a máxima de que quanto mais certeza tem o orador, mais seu discurso fica um saco.

2012-01-23

Ultimamente, andamos refletindo sobre as condições atuais do golpe ao neodesenvolvimentismo no Brasil. A agenda neoliberal está preparada, carregada, apontada e muito bem lubrificada, operando as mil maravilhas no senado, mas como consequência social, afrouxou as correias  de alguns fanáticos “nacionalistas” e outros bolsonazis enrustidos na necromântica intenção de desenterrar a velha caça as bruxas comunistas. Mas as camadas de ilusão são tão densas que nem os acusadores patrióticos são tão nacionalistas assim (http://www.esquerdadiario.com.br/Wikileaks-EUA-criou-curso-para-treinar-Moro-e-juristas fossem não idolatrariam um juiz entreguista que conspira com o imperialismo internacional para vender pro mercado estrangeiro a economia e soberania brasileira a preço de bananas e putas menores de idade) e nem os alvos são tão comunistas assim… Vejamos então os pormenores simbólicos desses conflitos. Atentemos para o que  os signos, as cores&valores, nos oferecem como evidência pra desvendarmos esse mar de ilusões, esse diorama de acusações e idolatrias, esse louco delírio fantasmagórico que evoca o assombro de Vargas com seu buraco fumegante no coração, Lincoln Gordon com seu olhar vampiresco escondido sempre sob óculos escuros e McCarthy, cujo semblante para sempre representará o desejo de uma nação por ser governado por alguém que seja mais estúpido e imbecil do que o mais estúpido e imbecil dentre a massa de eleitores. Quem não quer ser governado por um idiota? Idiotas são facilmente conduzidos, são previsíveis, inofensivos… É seguro ser governado por um idiota. Só que é comum esquecermos o quão também é perigoso. E o fascismo, em sua instrumentalidade técnica, inclinação para procurar as soluções mais fáceis e governança agressiva e irrefletida, representa o triunfo dessa idiotice. A imposição de um modelo pela força bruta (seja ela marcial, judicial, burocrática ou midiática) sempre parecerá mais fácil do que o aprimoramento do mesmo. Trata-se de com se relaciona com o trabalho: Labuta ou ars? Obrigação ou beleza? Sofrimento ou feitiçaria?

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Cut to commentator in garden with earphones on, and in front of microphone, which is on a garden table.

Commentator: Ready to smash the communists, wipe them up, and shove them off the face of the earth…(his voice rises hysterically) Mash that dirty red scum, kick ‘em in the teeth where it hurts.(commentator rises from his canvas chair, and flails about wildly, waving script, kicking over table, knocking down sunshade) Kill! Kill! Kill! The filthy bastard commies, I hate ‘em! I hate ‘em! Aaargh! Aaargh!

Wife: (off-screen) Norman! Tea’s ready.

He immediately looks frightened, and goes docile.

Corta para o comentador num jardim com fones de ouvido, e com um microfone em sua frente, o qual está numa mesa de jardim.

Comentador: Pronto para esmagar os comunistas, varre-los para fora, e desová-los da face da Terra.. (sua voz se eleva histericamente) dixavar esta escória suja e vermelha, chutá-los no meio dos dentes onde machuca (comentarista se levanta exaltado da cadeira, malhando selvagemente, lança o roteiro ao foda-se, chutando a mesa de jardim, socando a sombrinha) Matar, Matar, Matar estes bastardos imundos comunas. Como eu os odeio, os odeio! Arrghh Arrggha!

Esposa: (fora de cena) Norman ! O chá está pronto !

(Ele imediatamente olha submisso e vai dócil)

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Radicalmente, o comunismo tem a ver com tornar algo comum. A ação de compartilhar um espaço, uma ferramenta, uma ação ou experiência. Mesmo nas fábricas, o antro mais íntimo do capitalismo, há a ação cotidiana do comunismo, da parceria no trabalho, do companheirismo e da ajuda mútua nos afazeres árduos do ganha-pão. Revolução, Revolussomos nós. cantar sobre revolução porque estamos falando sobre uma mudança, é mais do que só evolução, bem você sabe que você tem que dar aquela limpada geral no cerébro, o único jeito que podemos nos levantar de fato é quando você tira o seu pé das suas costas…

Logo tornar-se comum é tão natural quanto respirar. Somente quem não compreende estar próximo a seus semelhantes é que não aceita o compartilhamento mútuo como desdobramento natural da experiencia humana. Ironicamente, um conglomerado de naturalizações constituem as ilusões necessárias ao reaça para suprimir a empatia intrínseca a esse tipo de convívio. Estão isolados demais. Aterrorizados demais. Sozinhos demais.

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Jessé de Souza – Sociedade e Brasilidade

Jessé de Souza, em entrevista divulgando seu livro “A Tolice da Inteligência Brasileira” afirma que entre os teóricos que nortearam sua pesquisa e seu trabalho, está Max Weber, sobretudo a questão do simbólico explorada por esse pensador clássico da sociologia. Jessé nos diz que “para as pessoas, tão importante quanto um prato de comida e as coisas materiais, é a dimensão simbólica, que é, antes de tudo, dar sentido à vida, legitimar sua vida.”  e ainda insiste dizendo que “as pessoas no fundo não sabem o que são. A primeira necessidade dos seres humanos não é a verdade, os seres humanos fogem da verdade como o diabo da cruz. A primeira necessidade é a legitimação da própria vida, independente de ser verdadeiro ou não.” Isso explica a tranquila convivência da “família brasileira de bem” com as práticas e discursos fascistas  nas chamadas manifestações coxinhas: a massa autoriza e legitima seus comportamentos. Nada mais importa pois estou cercado de outros que pensam como eu. Mas pra que uma identificação possa ser garantida com tanta eficiência num contexto imerso em tão imensa irreflexão, se faz necessária a presença do “outro”, o inimigo, a ameaça, o bode expiatório. É o ódio ao outro e a diferença que dá liga pro discurso por trás do golpe midiático em curso. E é a missão da neomitosofia interpretar esses símbolos, desvendá-los, farejá-los, jogá-los no ventilador. Neomitomancia política é uma brincadeira suja.

Reacionários e golpistas, como os fascistas, nazistas, sempre estão tentando suprimir os direitos da população. Assim surgem os microditadores, que por meio do signo do medo, amedrontam toda uma população de acordo com seus interesses particulares. Estes pequenos reis egocêntricos querem ser o centro das atenções. Na psicologia há a fase egocêntrica das crianças, mas nesses adultos infatilizados esta fase os acompanha até a morte. Dentro da sociedade real e da imaginária, das histórias em quadrinhos, da literatura fantástica, sempre há os que tem o rei na barriga, que querem ter o controle de tudo e de todos, o Rei Maluquinho, incontrolado e violento.

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No Brasil e no mundo, temos visto o crescimento de pessoas que só se interessam por seu particular, e dificilmente aceitam projetos sociais como uma forma de melhoria da sociedade. Chamamos essas pessoas de reacionários ou Fascistas, que vão contra os interesses sociais, comuns, gerais, só se importam com seu ganho, com seu lucro, de modo que consigam subir nas costas de seus funcionários, e assim sugar seu sangue.  Harder they come, harder they burn. Se eles querem meu sangue, terão o meu sangue só no fim. http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FO-Fascismo-do-Seculo-XXI-e-o-papel-da-Classe-Media%2F4%2F35777

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Esta é a idéia básica do capitalismo, a venda e a troca de produtos, por dinheiro, capital. O simples fato de vendermos água e não bebermos a água da torneira, denuncia a desconfiança pelos público corruptível.  E aí criamos um ambiente particular como resposta. Desconfiança do amor e convívio social. O que é amor? Como se vende e se troca amor por um pedaço de papel? Isto é o que trataremos neste início de post, “o capitalismo contêm em si o germén de sua própria destruição…”. Dar amor e receber amor até não poder mais, é a única solução… The total destruction is the only solution… checking the real situation..

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Vamos do princípio; George Orwell foi o gênio que escreveu 1984 e A Revolução dos Bichos, obras visionárias que ilustram a forma como o poder se estabelece enquanto fenômeno social no contexto atual. A ingenuidade e a maldade são faces diferentes de uma mesma moeda de troca. O medo e o ódio são o resultado dessa transação. O grampo, o sarrafo, o sarampo, escutas telefônicas perseguem cada suspiro da máfia de colarinho branco.

1984, vivemos a Era do BBB, “#nãovaitergolpe” é um slogan obsoleto, uma vez que o golpe já foi dado. Mas não se enganem, o BBB não é nem o Grande Irmão que a tudo observa, uma vez que esse é nós, foi introjetado por cada pessoa com um celular na mão e uma conta em rede social, observando como ação primordial da vida, articulando sua observação e planejando como serão observados, toda uma vida contida em milhões de fotos e vozes armazenados nos ipods, e nem tampouco BBB é um programa tosco de tv. BBB é uma pauta de controle mental, com fins de garantir a realização da Agenda BBB, ou seja, os interesses in plenarium das bancadas da Bala, da Bíblia e dos Bancos. Os Homens-Púrpura de terno, que ostentando retórica religiosa ou policial, trabalham pro mesmo chefe e fim, a conviniência de banqueiros, fazendeiros, industriais e megaempresários que só fazem pilhar os bens públicos em detrimento dos seu interesse particular.

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O personagem Napoleão é Joseph Stálin, o comuna que virou um fascista, nada parecido com o Lula Molusco. Que às vezes aparece tocando seu clarinete, de vermelho e irritado com o Bob Esponja, que sempre está feliz com seu emprego proletário e cuja exploração e mais valia fica por conta do Sr. Sirigueijo. Percebem? A esquerda pode ser cabeçuda e irritante. Existem filósofos como Florestan Fernandes florecendo entre troskos toscos em cada reunião de sindicato. Não é astuto confundir neodesenvolvimentismo com esquerda. Assim como nem toda esquerda é comunista. Assim como nem todo sindicato é uma mini célula mafiosa. Vide Sindicato dos Ladrões (On The Waterfront, 1954) com Marlon Brando do diretor Elia Kazan. Um operário que luta contra a corrupção. Napoleão por outro lado, usa de força militar para intimidar seus adversários.

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The Big brother is watching you…Como neste Superman, o filho vermelho de Krypton, o pau mandado de Stalin nesta vida, mostrando aos EUA e aos porcos capitalistas dominantes que o jogo se inverteu por pouco, por um desvio da pequena nave que vinha do espaço, onde the american dream se perdeu e mergulho no horizonte de eventos do consumismo sem fim.   endless..endless..endless..

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Nesta apresentação, colocaremos os principais expoentes deste movimento, a vanguarda vermelha, os que vieram da Rússia, vulgo; URSS, já colocado pelo clássico Street Fighter II’, antes da dissolução, numa época que a perseguição nao se restringia só a filmes, quadrinhos, aos estereótipos que enquadravam literalmente, os personagens vermelhos, ditos comunistas, libertários e opositores ao sistema vigente. STF surgiu em 1991 e no mesmo ano a União Soviética acabaria.

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Zangief, o Ciclone Vermelho, cresceu em meio aos ursos da Sibéria, defensor do proletariado, foi se opor ao imperialismo americano e ao controle mental da Shadaloo de M. Bison.

Lembramos que este controle mental faz referência a projetos como o Ultra-K e outros cujo objetivo da inteligência norte americana (CIA, ASN etc) é o aprimoramento e múltipla instrumentalização da lavagem cerebral. Não que a KGB não tivesse sua versão, mas só citando por mais estereotipados que pareçam esses adoráveis comunistas.

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Vermelho do Urucum

Vermelho dos olhos

Vermelho do sangue

Vermelho de Raiva

Vermelho do Vestidinho

Vermelhô como naquela música da Fafá

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O Dínamo Vermelho apanharia na rua hoje ?… ou não. Pois que a massa nervosinha ataca tranquilamente hippies de bicicleta e moças sozinhas ou mães com bebês de roupinha vermelha, mas não se mostram muito valentes contra uma armadura vermelha previamente preparada.

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Anansi Tarantula Reza a Lenda Kwaku, a aranha vermelha, a alma do imaginário simbólico ancestral, a lenda africana da aranha pintada de urucum dos indígenas brasileiros, que ensina que trapacear não é maneira certa de viver. Um país mestiço como o Brasil ainda e uma sociedade fundamentada em preconceitos. Pelo menos a alma salva, não é seu Cardeal Dom Odilo? Também foi chamado de comunista, mais um preocupado com a marginalização social que o capitalismo cria.

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Classes sociais bem definidas, o rico é o controlador da fábrica, o empregado que ele contrata produz os bens, que ele mesmo vai consumir comprando novamente de seu patrão, uma cadeia infinita de submissão ao dinheiro, e os controladores do dinheiro só acumulam cada vez mais e mais riqueza, a governanta que cuida dos filhos do patrão mantêm a cadeia dessa luta em evidência, da desigualdade social.

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São só uns bandos de menininhas ricas e mimadas, estilo Paris Hilton que estão querendo meter os pés pelas cabeças em uma ditadura que deixa o rico mais rico e o pobre mais pobre. O ciclo eterno de uma guerra fria infinita. #NãoPassarão

Ei você querendo me tirar porque eu uso vermelho! Vá se foder! O simbolismo do vermelho ostenta raízes ancestrais. Nossos ancestrais brasileiros não ostentavam verde e amarelo, ao contrário, pintavam suas peles de vermelho. É a cor de Exú, lembre-se disso&foda-se você! Antes de existir anarquistas, existiram governos; &antes de exitirem governos já existia Exú, e o vermelho como reprsentação de uma vida vivida de forma intensa e visceral. Se seu projeto é reprimir o uso do vermelho, boa sorte amigo. Você tá lascado! E por mais que você buzine sua vuvuzela, pata em sua panela, grite e cuspa em meus amigos, lembre-se que por dentro, você também é vermelho. E é o vermelho que corre em suas veias animando toda essa sua babaquice e é o vermelho que você deve preocupar-se em não derramar com champanhe a toa por aí. Eu gosto da minha cerva gelada, minha tv barulhenta e meus homossexuais ARDENDO! I like my beer cold, my TV loud, and my homosexuals FLAMING! – Homer Simpson #prontofaleitudo

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A Linhagem Rasputin X

Nos fabulosos X-Men temos o tovarisch Piotr Rasputin, Colossus, que saiu de uma fazenda comunitária de camponeses e juntou-se aos X-Men da América, numa equipe feita de imigrantes, estrangeiros, mas unidos pela mutação. Desenvolveu seus poderes quando viu sua irmãzinha em perigo, a pequena floquinho de neve, Illyana, logo se transformou no Proletário de Aço a combinação perfeita para os trabalhadores russos que viam-se orpimidos tanto por seu partido quanto pelos conquistadores da Europa e América.

nessa ele foi dominado pelo Arcade e voltou a acreditar na ideologia da Mãe Rússia Socialista

nessa ele foi dominado pelo Arcade e voltou a acreditar na ideologia da Mãe Rússia Socialista

Seu Irmão mais velho Mikhail Rasputin, com poderes de alterar a matéria, o materialista histórico perfeito.

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E Illyana Rasputin, a Magia, com poderes de discos de teletransporte, passagens que quebram a realidade, atingindo as profundezas do Inferno ao inimaginável.

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E aí chegamos no Rasputin sênior, tão bem retratado por Mike Mignola em Hellboy universe, e cujo membro está preservado em uma jarra com formól em algum museu obscuro do século XIX. O Rasputin original representa a instrumentalidade da subversão nas relações políticas. A transformação da punhalada nas costas em um manobra política aceitável é alquímica. A magia, diferente do que a maioria dos wicca new age acredita, não possui pressuposto ético nem acata a forças da dicotomia culpa-moralidade inerente ao paradigma hebraico-cristão. Ela atua com forças ancestrais, anteriores as noções de bem e mal, luz e sombras, virtude  e pecado, verde-amarelo e vermelho.

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E para complementar o Pau do Sr. Raspuin Bruxo do Czar da antiga Rússia, imperialista, encontra-se muito bem ainda preservado, teve a premonição de sua própria morte, se fosse por parte da família real algo muito ruim aconteceria a esta família, e foi o que aconteceu quando ouve a insurreição bolchevique.

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Na Marvel Comics, temos também o Fantasma Vermelho e os Super Macacos, Ivan Kragoff irradiados por raios cósmicos, os mesmos do Fantastic Four. Genialidade expressa-se de muitas maneiras, seja pela sabotagem ou pela criatividade. Uma família de astronautas com super poderes, um cientista controlando macacos superinteligentes, dasvadania? Qual a diferença fora a contraposição geográfica? Porque essa contra-disposição geográfica determina o cenário político? Percebamos as semelhanças para além das diferenças.

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Omega Vermelho e seus filhos, as armas X da URSS, a recriação do Arma X canadense na Rússia, os tentáculos da morte, que emitem partículas radioativas e sugam a energia vital dos porcos capitalistas representa a área de intersecção entre projetos díspares e modelos rivais de governo e civilização. O vampirismo tecnológico e instrumentalizado foi proceder edificante nos dois lados da cortina de ferro. A corrida espacial, a corrida tecnológica, aponta duas setas opostas para uma mesma direção de alvo. É onde os governos se tornam a mesma coisa. O mesmo jogo. O mesmo baralho erigindo diferentes casas de cartas. Game of Cards. House of Thrones.  Breaking Anarchy. Sons of Bad.

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Nossa crítica é posicionada. Não faremos coro ao mito da imparcialidade. Isso num existe. Queremos apontar o campo de intersecção entre os projetos. Quando a civilização é a meta final, não importa os meios, exploração do trabalho e dominação social farão necessariamente parte do processo. Aí está a contradição atual. Defender a continuidade de uma gestão popular, segundo os preceitos da democracia, lamentavelmente coexiste com a aprovação de uma lei anti-terrorismo sancionada por essa mesma “democracia popular” em ameaça e mais fragilizada do que nunca. É irônico mas não surpreendente. Para sobreviver no meio do caos destes particularismos egoístas, precisamos nos posicionar criticamente para assim transformar a realidade.

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 Então vamos falar sério? Esqueça terminologias como esquerda, direita, neoliberalismo ou nodesenvolvimentismo, comunismo e capitalismo e pense que o germe desses conceitos na ação humana está na obediência. A ação difarçada. O verbo oculto. Obedecer é suprimir uma ação e por isso se parece com uma não-ação. Mas não é. É uma ação também. Obedecer é ativamente interceder pelo opressor. É tornar-se instrumento da dominação. S’o que They Live (1988), de John Carpenter, nos resgata na memória a presença mais ancestral, que admite a rebeldia como parte fundamental constituinte da natureza humana. O homem é rebelde por natureza. Ou melhor dizendo, ninguém nasce apreciando a obediência, ninguém gosta de acatar. Até que a violência lhe ensine isso. Mas estamos aqui pra mascar chiclete e chutar bundinhas. Eles chutam na tua porta da frente e chegam entrando com a inquisição espanhola.

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The Day the Earth Stood Still (1951), O dia em que a terra parou como prenunciou Raulzito em outra de suas proféticas cancões, que um alien pousa na terra (Starman (1984) com Jeff Bridges, The Man Who Fell to Earth (1976) com David Bowie) com a missão de propor uma convivência pacífica aos homens, cuja evolução imperialista representaria uma ameaça a vida de outros planetas para além do nosso sistema solar.

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Rondó da Liberdade – Carlos Marighella
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre…
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Aumentar sua resistência física, aprender a atirar, ficar forte, guardar o folego, pra subir e descer o morro…Multidões… Bandido da minha cor, o novo messias, super herói mulato, Marighella, Revolução no Brasil tem um nome, clama por socorro, prá não dizer que não falei das flores, capoeria mata um mata mil, vida difícil, povo feliz, um anjo vai morrer, cada um deve aprender a lutar…

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Acorda amigo, o boato era verdade
A nova ordem tomou conta da cidade
É bom pensar em dar no pé quem não se agrade
Sendo você eu me acomodaria…
Não custa nada se ajustar às condições
Estes senhores devem ter suas razões
Além do mais eles comandam multidões
Quem para o passo de uma maioria?

Progrediremos todos juntos, muito em paz
Sempre esperando a vez na fila dos normais
Passar no caixa, voltar sempre, comprar mais
Que bom ser parte da maquinaria!
Teremos muros, grades, vidros e portões
Mais exigências nas especificações
Mais vigilância, muito menos excessões
Que lindo acordo de cidadania!

Sai!
A gente brinca, a gente dança
Corta e recorta, trança e retrança
A gente é pura­ponta­de­lança
Estrondo, Marcha Macia!

Vossa Excelência, nossas felicitações
É muito avanço, viva as instituições!
Melhor ainda com retorno de milhões
Meu deus do céu, quem é que não queria?
Só um detalhe quase insignificante:
Embora o plano seja muito edificante
Tem sempre a chance de alguma Estrela irritante
Amanhecer irradiando dia!

Sai!
A gente brinca, a gente dança
Corta e recorta, trança e retrança
A gente é pura­ponta­de­lança
Estrondo, Marcha Macia!
SIBA “De Baile Solto”.

Na Marcha macia  não está tranquilo e nem favorável. Quem trabalha nem sempre come, mesmo saindo do mapa da fome. Ademais há o problema da miséria que compartilha corpos com a obesidade. A miséria pode proliferar-se em meio a refeição agora garantida no acesso igualitário ao mecdonaldis e ao passeio no xópiscentis. Ela não desaparece assim como a colonização não desapareceu. Há de se realizar um exercício constante de descolonização. Há de se travar uma desconstrução permanente da miséria e de sua proliferação midiatizada.

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Perceba que a constituição das massas não liga pra pormenores da diversidade cultural. Não importa as idiossincrasias entre anarquistas, socialistas,  comunistas e suas variações… mesmo Ian Hart, depois de toda a luta em Terra e Liberdade (1995), teve sua cabeça obsediada pelo espírito de Valdemort, aquele cujo nome não se pode dizer, mas cujo número mágiko é 45.

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Pra formação do discurso opressor, toda diversidade deve ser suprimida. Todo companheirismo deve ser viciado, contaminado pela desconfiança própria do sistema vigente de dominação. No esquema da cidade, no veneno, no picpac, o próximo é sempre suspeito. O irmão sempre casa com a figura do traidor.

Num tô dizeno que é, tá ligado…? Só tô sugerino que pode ser… Isso que é o que representa a metáfora da velha cobra que bota ovos na mente dos seus súditos. A serpente que toma a mente, que impõe a hierarquia e a obediência. Os Cobra, a Hidra. Que são só um dos desdobramentos, outro departamento, dos G.I.Joe e/ou da SHIELD. A velha e supracitada outra face a moeda e tal. Cobra Criada… Diz que Deus num dá asa pra cobra, mas aki deu…Diz que dá e diz que Deus dará… vale + o q se ama ou o q é teu?

No que diz respeito ao acúmulo de poder, não importa o projeto, não importa a nação. O poder se faz onipotente. Ele passa por cima do resto. A disputa de poder entre poderes dispares é uma ilusão, e não se realiza de verdade. Como o discurso da meritocracia, que supõe uma equivalência de condições entre concorrentes que n verdade não há, mas que brilha com o fulgor de uma bandeira resplandecente, ocultando o massacre que jaz sob o caminho dos vencedores, dos que passam nos concursos, conquistam um emprego, conquistam a casa própria, conquistam as tribos para uma américa que seja virgem novamente, para o bravo mundo novo.

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“Nas ruas do Memphis um Preto foi morto  . . . e em Los Angeles um Branco Caiu. Algo está errado. Alguma coisa está nos matando todos. Um odioso câncer está carcomendo nossa alma por completo!”

Porque o Oliver meteu uma flecha no escoteiro de Metropolis? Porque ele impediu o grande nacionalista de continuar defendendo os valores do Império?

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Brother Power? Give me fuel ! Give me fire ! Cuidado ao virar a esquina! Puppets on fire ! Marionetes pegando fogo e forjando o fogo que erige a babilonia. Segregados como brinquedos na mão de crianças. O povo debaixo do Sol, trampando, debaixo de chuva, carpinando em cima da terra, prá colher os frutos prum maldito de um patrão. People come on. Viva EZLN ! 22 años d luta!

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Poder. Power. Esse o conceito chave. Todo poder ao povo. Isso assusta o povinho que tem poder, num sabe? O poder, quando concentrado, acumulado nas mesmas mãos, corrompe, como disse o frederico, o poder superconcentrado é  origem do mal. A chefia. “O poder de decisão” essa falácia que acompanha aquilo que os “homens de bem” estão autorizados a performar. Todo terror. Toda destruição para um “bem comum”, os nefastos fins eternamente injustificáveis em face dos meios que galgaram sua sina.

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Kraven é um desses, deteve poder demais. Passou a regozijar-se de caçar seres humanos. De um lado, uma barbárie horripilante, de outro, talvez mais justa do que seguir caçando antílopes, gorilas e elefantes. Porque a ruína do homem deveria impressionar mais? Que outra espécie merece um final tétrico e maligno ante os males que cometera contra si e contra as demais espécies e irmãos planetários? Esse pensamento justifica a barbárie? Naturaliza a violência?

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Não importa. Sergei Kravinovitz caça porque é de família rica e poderosa. Ele não julga sua presa, não é o justiceiro. Ele tem um esporte. Tem um hobby. E é matar gente. Diferente de seu irmão Dmitri Smerdyakov, o Camaleão, o mestre do disfarce como Dr. Lao, com mil e sete faces, o Mestre do Disfarce, Lon Chaney Sr. O verdadeiro homem Camaleão. O espião da KGB, logo, os comunistas se tornaram também uma ameaça oriental. Onde o paradigma diferente torna-se uma ameaça só por ser diferente.

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Por que? Pois compromete os planos de dominação,tais responsáveis pela criação dos comunistas, anarquistas estereotipados. Heróis ou Vilões? Qual é a cara do ladrão?  Ainda na Marvel, temos Natasha Romanoff, a Viúva Negra, a fazedora de viúvas, treinada pelos melhores agentes da Rússia. Bucky Barnes, ex parceiro de Capitão América, sofreu lavagem cerebral por estes memos que treinaram Natasha, se transformou na arma viva, O Soldado Invernal.

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Para o império inglês a maior ameaça foram os desertores que abraçavam a vida pirata e os aspectos mais libertários da cultura islâmica. A rainha Victória  contra os piratas desajustados.

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Pirates Band of Misfits (2012)

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Vietnam nah go a war with no more kung fu nun chuckle

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Full Metal Jacket (1987) de Stanley Kubrick, um chefe pra obedecer, um colega que se suicida, os orientais comunistas, a carreira militar ideal dos preguiçosos. Odiar é mais fácil, matar é mais fácil, a fúria do Egg Fu contra a Mulher Maravilha, no ponto do Klashnikov e nós saímos matando uns aos outros. Quando é olho por olho todos saímos cegos e caolhos e tal.

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O Homem Coletivo organiza suas armas, o homem social, a união de todos os poderes, não só homens; homens e mulheres juntos, conectados pela simples razão de viver e de fazer o bem, de compartilhar.

o mutant chinês, conhecido como homem coletivo abilidades que o permitem estar em todos os lugares travando batalhas, quanto mais é mais forte fica, esse é o poder da união

o mutant chinês, conhecido como homem coletivo abilidades que o permitem estar em todos os lugares travando batalhas, quanto mais é mais forte fica, esse é o poder da união

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Linka a garota russa com poderes do ar, dos ventos, atleta sempre em contato com o seu corpo, seu pai era um minerador

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Saber se posicionar e dar sua opinião própria, não é torcer, é se alfabetizar de novo. Existe uma mídia controladora de opinião, que não divulga os fatos verdadeiros, mas que incentivará e estimulará a todo custo uma forma binária de interpretar os acontecimentos. O tal livre arbítrio que nos é concedido de forma divina mitológica não é seguir caminhos que nos são apresentados, mas trilhar nossos próprios caminhos. Nas relações políticas imediatamente aparentes, há um predomínio de infantilidade, um maniqueísmo anacrônico e bobalhão que rege as brigas por gostos como fossem grandes manifestos. E o resultado são manifestações, protestos e o caráter de posicionar contra, perderem seu valor em meio a uma bobageira que vai da volta ao regime militar até o hino sem vandalismo.

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Assim imitamos a infantilidade das crianças e por consequência elas são obrigadas a nos copiar como mini adultos. Como explicar, na era em que tomo mundo pode (e deve!) tuitar, que Walter Benjamin, ao afirmar que “Quem não sabe tomar partido, deve calar-se” estava sendo generoso e não grosseiro?

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Escolha bem seus amigos no Facebook, vi muitas pessoas se declarando abertamente em redes sociais. Excluindo, bloqueando amigos que hoje se tornam inimigos, quem lutará ao seu lado? Querem ameaçar sua vida e de sua família. Querem controlar, mas são todos descontrolados. Fascistas a solta na caça as bruxas, uma multidão descontrolada punindo camisetas, levando seus monstros internos ao pódium do egocentrismo. Sem discussão lógica e ideológica sobre a vida numa sociedade, os imbecis se multiplicam. Lá vão eles ser, carrasco, juiz, júri e executor . . . (Daredevil – 2015 – ep. Nelson vs Murdock) Foggy Nelson para Matt Murdock : – “Já não basta você ser o Juíz, você quer ser o carrasco também ?”

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Hordas de zumbis com a camiseta da cbf, chupins desmemoriados que pedem volta de ditaduras, que ameaçam crianças, hordas de zumbis querendo escravizar uns aos outros pela simples exibição de poder e violência gratuita. Pediam cola na prova de história e hoje não entendem nada.

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O novo Rocksteady da inseparável dupla, Bebop and Rocksteady, na versão do desenho novo das TMNT(2012),  Ivan Steranko se muta com um rinoceronte e se torna aquele antigo Rocksteady Rudy Boy dos anos 80, nessa versão tem direito a soco inglês comuna, e armas como a  foice e o martelo.

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Abaixo uma versão de Solomon Grundy, quando morreu na Sibéria, do jogo Injustice : Gods Among Us.

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Nos Jovens Titãs (Teen Titans  2003), conhecemos o Red Star, o Estrela Vermelha, jovem titã honorário superforça, capacidades sobrehumanas, o verdadeiro supersoldado, mas sua Estrela Vermelha representa o poderio nuclear, o controle da energia radioativa.

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O Anarquia, da galeria de vilões do Batman, considerado um terrorista, o black block que atinge patrimonios publicos para ameaçar os conservadores da ordem e do progresso. Como ele, os anarquistas são sempre colocados como terroristas e tem suas cabeças perseguidas em qualquer sistema, tanto socialista como capitalista.

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Alguns filmes:

REDS (1981) com Warren Beatty e Diane Keaton, jornalista John Reed, os 100 dias que abalaram o mundo, que deu seu sangue pelo partido e para melhorar a condição dos trabalhadores na América.

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Goodbye Lenin (2003)… se o capitalismo imperialista baseia-se na prática permanente de imergir na ilusão do consumo e da propaganta publicitária, que tal inverter os contextos radicalmente? De que maneira a ilusão pode ser dobrada e desdobrada para adaptar-se a um paradigma absolutamente oposto ao do imperialismo capitalista? Essa bela fábula familiar nos mostra que a ilusão é mais maleável que a ideologia e é desse material que as ideologias são feitas…

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Trumbo (2015), com Bryan Cranston, a história de Dalton Trumbo, comunista assumido lutando contra a lista negra nos EUA, a caça as bruxas, os 10 comunistas mais procurados eram também os melhores roteiristas qualificados de hollywood

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Rambo e seu nêmesis, o Sargento Yushin, a eterna luta dos americanos contra os comunistas, contra os vietnamitas, a surra eterna que levaram para casa, e somente um personagem de ficção como Rambo poderia vencer. (Rambo – First Blood Part II – 1985). Lembrando que no original Rambo – Programado para Matar, de 1982, não se trata de apresentar uma imagem vencedora e bem sucedida do soldado americano, pelo contrário. O filme original, baseado na obra literária de David Morrell, ilustra como a guerra deixa em frangalhos o espírito e o emocional de um homem que, tendo sobrevivido a guerra, já não encontra lugar ao retornar para sua nação, encontrando em solo materno só solidão, preconceito, discriminação e violência policial e respondendo a isso com uma rebeldia anárquica que só um ex-combatente poderia ostentar. Engraçado que Rambo tenha se tornado sinônimo coloquial de machão, durão, sem sentimentos, quando Jhon Rambo termina o primeiro filme chorando copiosamente como um garotinho traumatizado nos braços de seu coronel Trautman. Mas claro, os demais filmes são todos bastante ideológicos e tratam do velho soldado ideal voltando ao dever do combate e da obediência para com sua nação, caçando implacavelmente comunas orientais, terroristas árabes e cartéis latino-americanos.

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Rocky IV (1985) contra Ivan Drago, o vermelho, líder da infantaria comunista, boxeador conhecido como, O Touro Siberiano, O Trem Expresso da Sibéria e até Death from Above, Acima da morte,  responsável pela morte de Apollo Creed e assim colocou a América contra ele, um estereótipo do vilão da União Soviética. Não pode ser derrotado, como uma muralha imbatível.

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Em Muppets 2 : Most Wanted (2014), Caco fica preso num Gulag Russo, onde tenta passar aos  detentos suas habilidade teatrais, junto de Tina Fey que é Nadya sua carcereira.

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Indiana Jones 4 O Reino da Caveira de Cristal(2008), sua inimiga é Cate Blanchett como Irina Spalko, uma agente da KGB, oficial militar e cientista, artefatos perdidos e alienígenas.

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Nas Aventuras de Rocky E Bullwinkle (2000), um desenho clássico do astuto Rocky o castor e Bullwinkle o atrapalhado alce, temos como vilões: Boris e Natasha, espiões russos que sempre comandados pelo Fearless Leader, o Destemido Líder, no filme é Robert De Niro quem interpreta.

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Em Team America The World Police, dos diretores Trey Parker e Matt Stone, os carinhas do South Park, o vilão é o já falecido King Jong Il, o supremo líder da Coréia do Norte, um ditador, um péssimo exemplo para o Socialismo mundial.

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Ou ainda Kim Jong-Un , seu neto, que segue na mesma linha, e segundo o besteirol de James Franco e Seth Rogen A Entrevista, é um ditador tirânico que adora ouvir Kate Perry no tanque de guerra. A comédia besta vale pelo sarcasmo, mas sobretudo pela máxima da intolerância: “They Hate Us, Cause They Aint Us” ou seria “They Hate Us cause They Anus”? Nos odeiam porque não são como nós? Ou nos odeiam porque são uns cú? A lição é dada. Fodam-se. Ria do ódio. Haters são pequenos, patéticos e engraçados como poodles, como Plankton com sua monovisão e seus planos diabolicamente egocêntricos…

& para trazer charme a essa lista, temos James Bond e suas belas parcerias comunas, nem sempre tão parceiras mas, ah você sabe do que tô falando, 007-  a agente sóvietica Tatiana Romanova, From Russia With Love (1963), Anya Amasova a agente da KGB conhecida como agente XXX, The Spy Who Loved Me (1977) e Natalya Simonova,cientista russa para as forças espaciais, Golden Eye (1995).

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Dr. Fantástico – Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1965) de Stanley Kubrick, Peter Sellers interpreta diversos papéis, um dele ele é o Presidente Merkin Muffey dos EUA, justamente tem um encontro com o Embaixador Russo Alexi de Sadesky, para por em dia os tratados de falsa paz, manter a marcha macia caminhando. O momento de medo dos americanos se repete no presente. A infraestrutura do passado se repete na superestrutura do presente. Medo. Terror. Tiro. Porrada. Bombas.

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Os queridos smurfs  também foram perseguidos neste jogo, inocentes duendinhos azuis organizados por seu líder de barba e roupa vermelha, cada um com sua função social na sociedade que fazem parte, sempre ajudando uns aos outros combatendo Gargamel, um velho reacionário que quer engolir tudo e a todos.

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Os capitalistas sempre prontos para te engolir!

Até o encanador salvador de princesas, Mario. Que sempre teve seu emprego honesto, martelo sempre em mãos. Só quer sossego dessa horda de goombas valentões.

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Tá Tranquilo, Tá Favorável, Mario ?

Corinthians no jogo contra o Palmeiras de 1945, para arrecadar fundos ao Partido Comunista - O Jogo Vermelho

Corinthians no jogo contra o Palmeiras em 1945, para arrecadar fundos ao Partido Comunista – O Jogo Vermelho

Ainda hoje vi a Guarda Imperial sair para ir ajudar os Avengers americanos, vi eles lutarem contra a corrupção num dia quente de verão.

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A Comuna de Paris, talvez a mais relevante experiência histórica de comunismo, nos ensina antes de mais nada que a convivência comunal é mistura e diversidade de pensamentos organizando-se para uma finalidade coletiva. O bem comum, a comunidade, o carinho que se tem pela quebrada: “A Comuna são seus fatos espaçosos e abertos, polirrítmicos e ressonantes. É uma mixórdia que envolve vários componentes ideológicos, com uma ambiguidade que se sustenta em estrondos: guerra sobre túmulos, monumentos que se derrubam em atos públicos. Em um trecho de Zaratustra onde se invoca o Estado – esse “cão hipócrita” – , Nietszche comenta os fatos da Comuna para exemplificar com eles tudo aquilo que produz “ruídos e fumaça”. Assentada a poeira , tudo ficava igual. Nada diferente escrevera Marx quando proferiu a famosa sentença: é absurdo compreender a história levando em conta apenas “as ações ressonantes dos chefes de Estado”. ” – A Comuna de Paris, os Assaltantes do Céu – Horácio González Ed. Brasiliense. No companheirismo de luta é importante lembrar, principalmente antes de querer repetir a glória e o glamour das lutas romantizadas do passado, que quem resolveu o incômodo da Comuna pra coroa francesa, foram os exércitos alemães, os exércitos do inimigo da França. Nenhum inimigo do Estado faz mais ameaça do que seu próprio povo emancipado. E depois é só assinar um tratado como o de Versalhes como forma de resolver essa mancha política da história francesa. Lembrem-se quem escreve a história no Brasil! Não são historiadores (a profissão mal é reconhecida por aqui, só existe bacharelado – muito mal remunerado diga-se de passagem – em História) e nem cientistas, nem a intelectualidade… quem escreve a história é a mídia e o Estado (o Estado, mais precisamente representado no poder judiciário). É a mídia coorporativa e os tribunais de justiça que produzem os documentos históricos que contam nossa história. Qualquer coisa pra além disso, deverá manifestar-se pela subversão, ludismo e criatividade.

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Por fim somos cínicos cuzões suficiente para ver o circo pegar fogo, uma mídia de merda que produz cérebros de merda. Neomitosofia contra a escória.

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Hoje um dia de Páscoa realizamos este post,  nos despedimos, guardando os segredos, pois quanto mais escondidos ficam, mais vivos. Os comentadores infarto-juvenis que infestam os jornais, as folhas, os power rangers vermelhos unidos, vai katá oniguiri encham os bolsos nazis com a miséria humana (oniguiri prá quem não sabe é aquele bolinho de arroz japonês quanto aos colunistas calunistas, vcs sabem quem são seus inimigos) Mantenha os inimigos perto, conheça seu inimigo ! Peace is the mission, dawg ! Skeletons in yuh closet !

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Nô de brecha! No mundo das listas, no mundo dos segredos, tínhamos uma estorieta que começava bem assim ô da paltrona…

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pósfácio póscréditos difícil ossos do ofício gente é pra brilhar, gente quer cumer e ser feliz

A EXTRAORDINÁRIA AVENTURA VIVIDA POR VLADÍMIR MAIAKOVSKI NO VERÃO NA DATCHA

(Púchkino, monte Akula, datcha de Rumiántzev, a 27 verstas pela estrada de ferro de Iaroslávl)

A tarde ardia com cem sóis.
O verão rolava em julho.
O calor se enrolava
no ar e nos lençóis
da datcha onde eu estava.
Na colina de Púchkino, corcunda,
o monte Akula,
e ao pé do monte
a aldeia enruga
a casa dos telhados.
E atrás da aldeia,
um buraco
e no buraco, todo dia,
o mesmo ato:
o sol descia
lento e exato.
E de manhã
outra vez
por toda a parte
lá estava o sol
escarlate.
Dia após dia
isto
começou a irritar-me
terrivelmente.
Um dia me enfureço a tal ponto
que, de pavor, tudo empalidece.
E grito ao sol, de pronto:
“Desce!
Chega de vadiar nessa fornalha!”
E grito ao sol:
“Parasita!
Você, aí, a flanar pelos ares,
e eu, aqui, cheio de tinta,
com a cara nos cartazes!”
E grito ao sol:
“Espere!
Ouça, topete de ouro,
e se em lugar
desse ocaso
de paxá
você baixar em casa
para um chá?”
Que mosca me mordeu!
É o meu fim!
Para mim
sem perder tempo
o sol
alargando os raios-passos
avança pelo campo.
Não quero mostrar medo.
Recuo para o quarto.
Seus olhos brilham no jardim.
Avançam mais.
Pelas janelas,
pelas portas,
pelas frestas,
a massa
solar vem abaixo
e invade a minha casa.
Recobrando o fôlego,
me diz o sol com voz de baixo:
“Pela primeira vez recolho o fogo,
desde que o mundo foi criado.
Você me chamou?
Apanhe o chá,
pegue a compota, poeta!”
Lágrimas na ponta dos olhos
– o calor me fazia desvairar –
eu lhe mostro
o samovar:
“Pois bem,
sente-se, astro!”
Quem me mandou berrar ao sol
insolências sem conta?
Contrafeito
me sento numa ponta
do banco e espero a conta
com um frio no peito.
Mas uma estranha claridade
fluía sobre o quarto
e esquecendo os cuidados
começo
pouco a pouco
a palestrar com o astro.
Falo
disso e daquilo,
como me cansa a Rosta,
etc.
E o sol:
“Está certo,
mas não se desgoste,
não pinte as coisas tão pretas.
E eu? Você pensa
que brilhar
é fácil?
Prove, pra ver!
Mas quando se começa
é preciso prosseguir
e a gente vai e brilha pra valer!”
Conversamos até a noite
ou até o que, antes, eram trevas.
Como falar, ali, de sombras?
Ficamos íntimos,
os dois.
Logo,
com desassombro,
estou batendo no seu ombro.
E o sol, por fim:
“Somos amigos
pra sempre, eu de você,
você de mim.
Vamos poeta,
cantar,
luzir
no lixo cinza do universo.
Eu verterei o meu sol
e você o seu
com seus versos.”
O muro das sombras,
prisão das trevas,
desaba sob o obus
dos nossos sóis de duas bocas.
Confusão de poesia e luz,
chamas por toda a parte.
Se o sol se cansa
e a noite lenta
quer ir pra cama,
marmota sonolenta,
eu, de repente,
inflamo a minha flama
e o dia fulge novamente.
Brilhar pra sempre,
brilhar como um farol,
brilhar com brilho eterno,
gente é pra brilhar,
que tudo mais vá pro inferno,
este é o meu slogan
e o do sol.

1920

( Wladimir Mayakovsky) (tradução de Augusto de Campos)

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Uma resposta to “Estudo em Vermelho Imaginário by RégiZ-Y. Tibes A.Breu”

  1. […] trocando dados & combatendo a escória « Estudo em Vermelho Imaginário by RégiZ-Y. Tibes A.Breu […]

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