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NeoMitoSofia: Perversões

Posted in novidades, produção NMS, vídeos on agosto 27, 2017 by plauns

“NeoMitoSofia, primeiro vídeo: perversões humanas, perversões do mundo atual, perversões contemporâneas”. Assim começamos o primeiro bate-papo filmado (com intensão de publicar) que nosso grupo fez desde sua formação.

A história da criação desse vídeo começa com o grupo, já que mesmo nos primeiros encontros pensávamos em gravar o áudio (com algumas tentativas falhas), ou o vídeo, ou algum outro tipo de registro que não fosse formado só por palavras escritas.

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Por volta de 2014 (5 anos após a criação do nosso site), começamos a discutir com mais frequência a possibilidade de criarmos um vídeo a partir de nossos encontros. Após alguns testes de gravação, desenvolvemos um roteiro para tratarmos do tema Violência (ainda não filmado); nessa mesma época, em uma tarde que o grupo infelizmente não estava com o núcleo completo, estávamos conversando sobre as Perversões e após algum tempo de conversa resolvemos registrar ela em vídeo. Então em 2016 finalmente nos debruçamos no material filmado e fizemos a primeira passagem da edição (o que durou 3 longas tardes de decisões de corte e referências visuais inseridas), mas ainda faltava tratar o vídeo, o áudio e o texto das legendas. Um ano após essa primeira edição o vídeo ficou pronto, foi encaminhado para o núcleo fazer os últimos comentários, para podermos publicar e divulgar.

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Como o título e a introdução deixam claro, o assunto da vez são as Perversões. No vídeo tentamos tratar esse assunto através de mídias (filmes, quadrinhos, séries, músicas…), exemplificando o que entendemos como perversões; sejam elas sexuais, políticas, econômicas, religiosas… Como o nosso mote é “Trocando dados e combatendo a escória”, além das referências (troca de dados), acrescentamos também, dúvidas e críticas direcionadas aos perversos (nossa forma principal de combater a escória).

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pRiMEirA InTerMitêNciA ou PARABÉNS PLAUNS!

Posted in novidades on agosto 14, 2017 by ti

“A arte não é, como a ciência, uma lógica  de referências, mas uma libertação da referência e uma expressão da experiência imediata: Uma apresentação de formas, imagens ou ideias de maneira a trazer em primeiro lugar não uma ideia, ou mesmo um sentimento, mas um impacto.”

-Joseph Campbell, Máscaras de Deus volume 1 – Mitologia Primitiva (pag. 47)

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Já faz um tempo que várias coisas vem se construindo numa velocidade tão lenta que seu movimento mal pode ser visto. Como a movimentação dos gigantes. Mas agora já é possível vislumbrar o vulto por trás das montanhas e arranha-céus, nos espreitando por entre as nuvens. Algo vem surgindo. Se pronunciando. Uma mensagem lançada no espaço. Uma garrafa endiabrada multimidiática flutuando em oceanos virtuais. É nóis na fita. Pega eu pai.

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Tem gente que não entendeu o que é a NeoMitoSofia. Tem quem ainda queira categorizar ou catequizar ou escangalhar o jeito da gente fazer citação, dizendo que escrevemos Fucô errado e citando Fermat pra nos acusar de não-científicos como se nos envergonhássemos do nosso amadorismo ou da nossa feitiçaria. Vocês não estão entendendo nada. A contradição é pra ser apreciada. Nosso quitute é degustar um mallarmé com tubaína tutti-frutti.

Agora várias construções até então efêmeras, manipuladas como os gases do éter no laboratório de alquimistas, ganham materialidade sólida. Apresentaremos nossa produção feita em corpo e alma, imagem e som, nosso golem, nosso homúnculo impresso em 3 dimensões.

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[EM BREVE AQUI links pros vídeos NMS]

 

 

 

Mas essa parceria vai render mais que crias materiais transitando espaços virtuais. Teremos corpos, vida, entes. Criaturas transbordando energia e transpirando o futuro, forçando velhacos viciados a olhar pra frente. Sem medo de abandonar velhos planos que perderam seu timing no overthinking do planejamento. Sem constrangimento em largar os velhos panos que já não servem mais. E sem temer também se perder na nostalgia da velha roupa colorida que reconhecemos numa foto antiga mas que não lembramos que fim teve ou como desapareceu. E sem medo também de cumprir o que foi combinado e levar uma empreitada até suas últimas consequências. Reaprenderemos a interpretar os tempos e também a nós mesmos, inventando novas formas de ser verdadeiro, porque toda repetição leva há um desgaste da verdade. Embora isso, tipo, seja só a minha opinião, cara…

Então dedico ao velho amigo irmão PLAUNS e aos compas, camaradas, a quem chamo de manos, manovéidiguerra, que seguem firme ao meu lado nessas trincheiras neomitosóficas, ofereço a vocês esse texto que segue abaixo, cujo título é NeoMitoSofia, e que venho desenvolvendo há muitos anos, sentença por sentença, sem pressa. Vai na fé, vai na razão, vai na precisão, homens procurando a verdade na estrada da ilusão, como diria o grande poeta de sampa. Tamujunto. É nói. PLAAAAAAAAAUNS!

NeoMitoSofia

A Simbologia deve ser funcional.

Deve servir para uma finalidade.

Deve possuir uma utilidade prática.

Runas podem indicar direções.

Marcas sinalizadoras, indicando um sentido.

Linhas de corte.

A malha material desse nosso mundo real é todinha pintada com esses sinais.

Rajada de códigos.

Como as cores vibrantes de um animal pequeno mas de toxidade altamente letal.

Ou os padrões rochosos

de uma geologia estéril.

Ou os códigos secretos

pixados nos edifícios de concreto.

E a magia nada mais é do que

a interpretação primordial

desses signos primitivos.

Semiótica intuitiva. Decodificação planetária.

Ver o mundo assim muda um homem.

Compreensão demais pode comprometer

os nervos de uma pessoa.

A partir daí, voltar a viver ignorando a magia será como vestir um disfarce.

 A Fantasia de Normal = Ser social

Há fantasia de ser normal no ser social

Mas no ser só, não por muito tempo

A segunda pele do homem duplo

O anseio por mudança

Ânsia por transformação

Em contraposição à construção dedicada de uma persona estável, saudável, sã, equilibrada, que pode ver-se na ilusão de uma árvore bem, bem alta que enraíza-se num declive e não nota que está, muito muito lentamente, caindo.

Para uma saúde de verdade, é necessário o movimento. A mudança de ares. A transição. A adaptação ao novo, a recepção de outras frequências. Conhecimento a sério, não do besteirol educacional/psicológico/religioso que a maioria prega por aí. Um comportamento metódico pode gerar pequenos dogmas íntimos, que alimentam pequenos diabretes autoritários a zumbir em nossas orelhas, sentados em nossos ombros ou pior, dentro de nossas cabeças. É necessário um constante auto-exorcismo para viver bem, em paz, com liberdade para ad mirar, assimilar e colaborar com as liberdades alheias, pois que fazer isso com amor possibilitaria uma união, um vínculo, uma construção de algo que não poderá ser esquecido e que poderá servir de ferramenta para outrem além das pontas desse laço; e talvez só assim, seria possível restabelecer algo, um proceder tornado raro desde os primórdios do processo colonial entre os povos, que é viver com a natureza, de forma saudável e eu não me refiro à mata, a fauna e flora com suas exuberâncias, maravilhas e perfumes, eu me refiro a natureza humana,

pois é com essa que é difícil conviver.

NeoMitoSofia é encantar-se com descobrir as maravilhas do outro.

É desbravar as selvas que habitam a cabeça de cada um.

Cosmonautas do imaginário.

A deriva com nossas naus feitas de referências.

Que nosso grupo de estudos seja mais que uma oficina, que seja uma ciranda, um sabá, um veículo de transformação. Algo me diz que era assim que se criava aquilo que foi mais tarde chamado de mito, arte e ciência, antes que existissem ciência, arte ou mito.

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escrito em

há tanto tempo que nem sei mais

14 de Agosto de 2017

bAiaCu diário de bordo #2

Posted in novidades on agosto 5, 2017 by ti

AQUILO QUE VOCÊ SABE TE DÁ DIREÇÃO.

AQUILO QUE VOCÊ SENTE TE DÁ VELOCIDADE.

CONHECIMENTO É ILUSÃO assim como tudo que te dá sensação de estabilidade.

daSÍNTESE E EXPERIÊNCIA

BAIACU realizou-se no sesc Ipiranga com uma intensa agenda durante o mês de Julho. Oficinas, a Ocupação Visual (cuja exposição permanece aberta ao público até 03/09/2017) e vários bate-papos onde @s artistas mais foda dos quadrinhos estariam reunidos, mergulhados num clima vibrante de produção intensa e acessíveis, afim de ensinar algo do que aprenderam em suas jornadas. Tudo sob curadoria de Laerte e Angeli. A generosidade e a excitação dos envolvidos os fazia brilhar como faróis. E o efeito foi absolutamente contagioso. Eu e os colegas que puderam se inscrever nas oficinas e participar dos bate-papos formamos grupos de produção de quadrinhos imediatamente. Foi inevitável, a energia que se produziu durante esse encantado mês sete de doismiledezessete tornou essa produção irrefreável. Como a gravidade. Como as marés.

 

 

Meu objetivo aqui é tentar fazer uma síntese do que acredito que tenham sido os fatores mais relevantes dessa experiência, o que concilia coisas que aprendi com esses supramestres que compõem o quadro criativo e técnico da revista BAIACU, mas também daquilo que aprendi com @s coleg@s e parceir@s de curso. Fizemos uma graduação em duas semanas. Parece que convivemos por anos. O barato foi loco.

Sobre o SESC, sempre tentei – com muito esforço – manter acesa a brasa da desconfiança: A comida é boa e barata? Sim. A programação cultural e artística é acessível e impecável em excelência na maioria das vezes? Temo que deva dizer que sim novamente. Mas embora seja efetivamente a única alternativa cultural para massas nessa sampa prostituída tão baratinho por Dorianus, o cafetão com sorriso de ânus, vossa fétida excelência, o prefeito; dói creditar tanto à uma associação de comerciários, saca? Parece que algo permanece oculto na dinheirolândia… e esse algo é que o que o sesc faz, com esse grau de eficiência, de competência pra usar o termo que a turma gosta, deveria ser público e oferecido pelo estado, mas ninguém nem mesmo consegue mais visualizar essa possibilidade nem entre as pessoas com mais imaginação que você pode conhecer. E no fim, os resultados práticos que SESC oferecem são inquestionáveis. Fica a impressão de que tem visionários colaborando na organização. Lógico que não conseguiria citar todos, mas Antonio Martinelli e sua crew com certeza devem ser reconhecidos pelo que fizeram (alguém dê um aumento presse pessoal!) e o próprio Danilo Miranda parecia (mesmo que tenha entre os afazeres do seu ofício escrever belos textos apresentando o trabalho de de artistas dos mais maravilhosos provenientes dos mais diversos lugares) particularmente orgulhoso e emocionado ao introduzir os mestres da aula-magna que inaugurava a OCUPAÇÃO BAIACU na unidade Ipiranga, Laerte e Angeli, Rafael Coutinho e André Conti, na curadoria e produção editorial dessa bomba de arte que será plantada em breve… http://www.revistabaiacu.com.br/

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Caipora da Violeta posando com São Paulo Infinita de Juliana Russo Editora GG

Outra coisa que aprendi é que o nomadismo é uma cultura generosa. Talvez a perspectiva da separação convide o íntimo das pessoas a compartilharem mais de si, não sei ao certo, mas você distribui e espalha pelo mundo, pelos lugares e povos por onde passa o melhor de si. Aprendi e refleti muito sobre isso observando Juliana Russo e seu trabalho. Queria ter dito pra ela que naquela semana eu sonhei que o Itamar Assumpção estava fazendo as oficinas junto com a gente. Tenho certeza que foi por causa da citação no livro dela… ((<3))..

O sedentarismo por sua vez está radicalmente relacionado com o egoísmo e a futilidade, uma vez que nesse caso o seu lugar e as suas coisas a sua vida é mais importante que aquilo que existe e não é conhecido. Assim vive-se para preservar sua linhagem ou explorar os mistérios do mundo. Conservadorismo familiar ou a revolução pessoal de descobrir-se… e os casos surpreendentes em que a criança da família contraria os medos do pai para descobrir que descendem de uma linhagem de exploradores viajantes

Desulpem a citação disney mas depois de ver com Viola esse desenho umas setenta e sete vezes suas camadas narrativas começaram a se desfolhar e assumir outras significâncias… o ponto é que por vivermos no coração-constructo da babilônia isso não significa que o nomadismo e formas horizontais de convivência e colaboração estão desaparecidas ou ausentes, pelo contrário: estão se multiplicando e provavelmente são nossa única saída pra efetivamente resolver o angu de caroço da sociabilidade. É importante dizer isso por que as águas revoltas que citei no Diário de bordo #1 só estão revoltadas porque tem várias ondas de fascismo, hipocrisia e conivência quebrando aqui e acolá. E tem um discurso que é construído diariamente em uma centena de títulos e publicações diferentes, sobretudo esse blend podre de jornalismo e publicidade que define o que se entende no geral por “mídia”, que acaba por formar uma narrativa leviatânica de normalidade que faz volta e meia você escutar do uber que que te leva ou do colega de serviço no elevador ou do companheiro de transporte público que só os militares é que dão jeito no país ou que bandido bom é enfim você já tá ligado…

 

 

Nesse contexto surge a Baiacu tocando esse tema nevrálgico: o discurso. Dizem que a sugestão de pauta foi dada por Angeli, o único cara que consegue falar menos que o Rafael Sica, e que fez questão de entrar mudo e sair calado todas as vezes. Ensinando pra gente que as palavras são supervalorizadas e que não precisa entrar na na febre da tagarelice on câmeras pra construir uma narrativa forte e relevante. Fazer um contra discurso eficiente não é só falar contra, mas narrar de outra forma. Sair do jogo narrativo do opressor, escapar e transpassar sua lógica criando outros caminhos. Angeli foi o que menos disse e ao mesmo tempo sua voz foi a que soou mais alta. Um grito. Sujo e carregado de reverb. Amálgama de loucura e lucidez, clareza e confusão, autodestruição e sobrevivência. A folha paga o cara há décadas e não chega nem perto de entender o seu trabalho. Toda vez que escrevo revista baiacu no google fico meio puto porque logo abaixo do site da revista (já colei o link uma par de vezes por aí) aparece uma matéria muito bosta da folha cujo título é Laerte e Angeli deixam de lado o humor escrachado… óbvio que não abri essa merda pra ler, mas é inevitável não pensar que eles largaram o humor escrachado há anos… há, tipo, vários anos! Ai ai ai esse troço que chamam de jornalismo por aqui é esquisito dimai fi…

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Mas enfim, voltando ao que interessa.

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Essa é a segunda parte dos diários de bordo. Logo mais postarei a terceira e última, com um resumo dos conteúdos das oficinas. Ainda estou estudando como compartilhar com vocês as imagens, não sei se monto um flicker ou instangram só pra isso e só colo os links aqui, como sou toscão com o computador provavelmente precisaria de ajuda pra fazer isso… e não quero demorar mais pra publicara  bagaça toda. É provável que eu suba algumas por aqui mesmo. Logo mais porque agora vou sair pra me encontrar com os colegas de oficina pra desenhar um pouco em conjunto lá no centro cultura são paulo.

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continua…

 

BAIACU diÁrio de bordo #1

Posted in novidades on julho 24, 2017 by ti

Massacre-Eldorado-do-Carajás

Se você você estiver entre os troncos de Marabá, é importante dizer que não falará nada. O silêncio irrompe sobre ti. E tu percebe que não é nada. Não é um indivíduo. É parte de um sistema maior que independe da tua vontade. Há de se desapegar do controle do desejo. De ser quem tu pensa que é. O problema dos discursos é que as pessoas acham que são criações individuais. Mas não. Discursos são as formas pelas quais os fantasmas e as egrégoras falam. Discursos são vazamentos no encanamento do pensar. Eles revelam aquilo que é criado psiquicamente não por um agente, mas por um coletivo. Há quem só retransmita e há quem vive de gerar ruído, de fazer interferência, de testar outras sintonias.

Em contraparte, fluir com a correnteza não é necessariamente ser passivo. A passividade tem sua própria tática. A paz requer uma sofisticada estratégia.

O caminho da água perpassa o conflito. Não seja atroz. Recuse a violência. Combata para destruir a vontade primal que o oponente tem de combater. Crie saídas, sonhos e soluções. Invente seu próprio túnel pra fora do labirinto. Não percorra velhos caminhos. Transpasse. Invada. Ocupe. Resista. Insista. Procure a brecha na cerca. Pule o muro. Seja melhor sendo só você. Apesar de si e de suas expectativas. Supere as exigências desprezando-as. Conquiste a primazia da sua própria excelência. Torne-se aquilo que deseja… Ou só seja um pé, cara. Resgate aquela pessoa que tu era com seis, sete, nove anos, procure onde ela esta viva em ti (se você está vivo é porque ela está lá em algum lugar) e a faça sair do armário. Assuma na vida adulta quem você foi na infância. Incorpore aquela parte de si. A parte artista selvagem sem respeito por nada. Tenha no horizonte que você nunca será tão sábio quanto já foi antes da vida adulta. Lembre disso pra aproximar-se dessa sabedoria. Tudo o que já fomos ainda vive em nós. O caminho do aprimoramento é feito de resgate e transformação.

Bom, esse primeiro registro quer compartilhar algo do que aprendi nessa imersão inflando entre baiacus em águas revoltas. Travei contato com artistas que já admirava há muito tempo. Em vários momentos minha tietagem simplesmente transbordou e se esparramou pelas relações e diálogos que travei. Ainda assim, as parcerias foram mais que demasiado produtivas, mas essencialmente transformadoras e o  aprendizado dos mais ricos que já tive na vida. Sinto que embriões gigantes estão chutando no útero. Sinto que algo lindo vai nascer. Isso me preenche de alegria e força. Enquanto a vida na notíciolândia parece mais desoladora do que nunca, e mesmo sem muita perspectiva de como arcar com meus boletos, sinto de perto o cheiro de um delicioso banquete assando no forno. Inseguro e incerto, vinha bradando há muito tempo que não há nada a temer, mas agora realmente não tenho mais nenhum medo.

Guazzelli, Fabio Zimbres, Pedro Franz, Juliana Russo, Rafael Sica, Marina Paraizo, Gabriel Góes, Laura Lannes, Ilan Manouach, Power Paola, Rafael Coutinho, Laerte, Angeli, Bela, André Conti, Paula Puiupo, Ian Indiano, Diego Gerlach, Julia Baltazar, Mateus Acioli e mais uma penca da Baiacu ou do SESC que fizeram isso acontecer e eu não to citando: OBRIGADO. Amo muito que vocês existam no mesmo mundo que eu.

Gratidão imensa e reverência máxima aos mestres do Kung Fu Baiacu

http://www.revistabaiacu.com.br/

SIMPATIA DE VIOLETA do Doutor Boo-Yah-Yah-Suoka e Prof.Tyberius A.Bear

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on setembro 26, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

 

SIMPATIA DE VIOLETA

retirado do livro: Livro de Feitiços Voodoo do Doutor Cobra. 2000. St. Martin’s Press.

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“José Newton já dizia, se subiu tem que descer.”

(Como Vovó Já Dizia – Raul Seixas)

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Já dizia o Vuduísta de New Orleans, o Doutor Yah Yah, que VIOLETAS são excelentes amuletos protetores para evitar e derrotar qualquer doença ou machucado. Ele acreditava que essas lindas florezinhas roxas emanavam poderosas vibrações curativas. (repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -healing hoodoo-healing hodoo-healing hoodoo).

Para harmonizar com os benefícios destas vibrações, coloque algumas Violetas numa bolsinha de flanela vermelha, amarre bem a abertura, com um barbante de algodão e use-a em volta de seu pescoço para proteção. Troque as flores dentro da bolsinha a cada 7 semanas. Para atingir uma maior potência, salpique algumas Violetas dixavadas em cada canto de seu quarto em sua casa.

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Doutor Yah-Yah violou a tradição de que todos os Mestres Voodoo eram livres, por que ele mesmo era um escravo, cujo nome real era George Washington. Seus talentos incluíam leituras da sorte e cura. Sua carreira veio a tona no fim de 1861, contudo, quando ele foi preso por vender veneno a um comerciante de frutas Italiano, que tinha pego a poção para dar a um químico, que por sua vez aceitou-a como uma cura para o reumatismo. O mestre do Doutor Yah-Yah teve de pagar uma alta multa para soltá-lo e então enviá-lo de barco para o fim de sua vida trabalhando numa plantação de violetas.

Não se deixe levar pela ideia de que você tem de aprender tudo de uma vez, para manter-se junto do resto da comunidade. Não existe uma corrida! Você se sentirá muito menos sobrecarregado se você se focar em um ou dois temas por quanto tempo for necessário. Esta jornada é sobre preencher você mesmo, e não preencher as expectativas das outras pessoas. Lembre-se sempre haverá MÁGICKA nos processos. O seu café-da-manhã-sinta-se-bem é um ritual de alegria. Arrumar sua cama é a dedicação para clarear e acalmar a mente. Varrer a casa é capturar & banir pequenos diabretes e homúnculos parasitários que se encostam na gente roubando a energia do ambiente. Andar para o trabalho ou para escola todo dia é uma afirmação de suas intenções para alcançar o futuro.

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -magick-magick-magick)

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -feelgudbreakfast-feelgudbreakfast-feelgudbreakfast)

NOM VANITAS EST.

NOTHING IS MEANINGLESS.

NADA É SEM SIGNIFICADO.

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olha o tibs chegando aí devagar devagarinho no post…

ORAÇÃO PRO ALÉM

Minha mãe, meu pai, meus avós, meus ancestrais. Todos os saberes primordiais, a força radical. Herança. Unganga, Palo, minha voz, Criumba, Winti, meu nome, Catimbó, Cabula, Babassuê, Kimbanda e Maria Lionza, Capoeira e Maculelê. Abakua, todos os deuses gatos, ganja de Pukumina, Cybersansara, culto de São Gonçalo,  os correlários de Santo Amaro, O que você lança? Já parou pra se perguntar quem é você? O cheiro de azeite de dendê. Fumaça. Pajelança. Não confunda voodoo com hoodoo nem olho de Agamotto  com olho do Rá. Enquanto eu olho pra Hórus, tem quem ora pra uruca  e pede pelo amor de deus por mais desgraça. E macumba é só um jeito de falar tambor. E batuque é religião sim, assim como Jarê e Tererecô, os cultos de Jurema e do Bosque Sagrado. No Caribe, como em outras culturas de diáspora, não se distingue muito bem o que é o nome da entidade do que é o nome da prática. Originária de Gana, África, a Obeah de Trinidad y Tobago e outras ilhas caribenhas próximas diferenciava-se consideravelmente de localidade para localidade. A feitiçaria é uma forma de religiosidade que respeita e considera a autonomia de seus praticantes. Posso ser/fazer Obeah sem jamais tratar com wintis relacionados a outros obeahmans. Cada qual faz sua magia do seu jeito. O suspense & mistério quanto ao procedimento é recurso narrativo, objeto de pesquisa ou instrumento de poder, de dominação da ação alheia. Sabendo disso, é só libertar-se de culpa e medo. Agora, se Papa Bones, Barão Samedi e Exú Caveira são diferentes alcunhas pra mesma entidade, se são diferentes formas da mesma força, ou se encontram-se os 3 às quintas-feiras pra jogar dominó entre corvos falantes e serpentes carinhosas, só tem realmente um jeito de saber, e é aproximando-se pra escutar sua voz. Suas vozes na sua voz. Sua voz sendo muitas vozes dentro da sua voz. A voz da sua mãe, do seu pai, dos seus avós. Yorka, seus antepassados. Memória ancestral. Seus segredos e fofocas. Obi, a força criadora da natureza, emanando quintessência, exalando feito perfume todos os saberes primordiais que do outro lado do muro são fruto proibido. Elos primievos. O caminho sagrado de Hoggoth. O lugar de poder não tem poder por si só. O poder do lugar vem da postura de quem está lá. Onde e como a alma  fica protegida. A alma é água. Condutora e transmissora de vidas. Kra. Tanto pra saber. Tanto pra imaginar. Minha fé, é pra mim, assim tão sagrada, que nunca se curvaria à fé de outrem. A fé que move o juggernaut esmagando fiéis sob seus pés é contraditória como qualquer fundamentalismo teocrático. Até Caim vai se tocar que cyttorak não é o canal ideal pra andar, porque o caminho irrefreável do fanático não é abastecido por uma rocha mística mas pelo medo de falhar. Medo vira ódio. Ódio vira violência. Violência vira medo. Mas um sábio mano meu disse que medo é ausência de fé; como então explicar tanta incompetência religiosa? É que nem sempre algo é o que parece. E o ilusionista vê o que acontece através do véu dos truques e dos espelhos e toda ilusão perece ante a graça da sua percepção. O olho do mago sabe que o que muitos alegam ser fé, na verdade é só certeza. Uma certeza covarde e desesperada, às vezes um pouco mais outras vezes um pouco menos… Nesse jogo de ilusionismo religioso e discursivo, não raro um torna-se instrumento da fé do outro. A tal da regência. Dizer para o outro como ele deve entender, como ele deve sentir, como ele deve saber. Bonecos de pregação alheia. Uma ferramenta cujo único deus é a mão que a opera. Amar deus e uns aos outros somente é possível obedecendo exclusivamente a si mesmo. Conhecendo de onde vem cada impulso íntimo. Erguendo a cabeça. Ori. Axé. Minha deusa é minha mulher. Deusa materializada, divinizada pelo encontro de um corpo inacreditável com um olhar incrédulo. O mojo de mama Juju, Gris-Gris moara e seu gran grimoire, casamento do céu com o inferno, faz filho, goza e chora na terra, todo dia nova Encantaria, todo dia cantoria, todo dia café, cafuné e zombaria. O riso mais verbo põe magia em feitiçaria. Bruta como uma flor, delicada como infantaria, ensina que a MÁGICKA, a magia potencial, essa poderosa energia, é coisa que vem de dentro do ventre, de trás do ás de copas, onde vivem cegonhas e se celebra a bruxaria. As três feito uma. Muié, véia, donzela. Tá posto o panteão, o altar e a adoração. Simples como quem põe a mesa pra comer um pão. Toda culinária é feitiçaria, também toda arte e toda paixão. Fé pura e intensa não se mancha com discurso nem explicação. Nem amor sagrado carece expiação. No máximo uns versos, um poema, uma canção. Uma prece, uma reza, vela acesa na viela, presentes em encruzilhadas, descoberta, acaso, sincronia, intersecção. Respeito profundo, calma e silêncio, oração. Então pelas mães, ancestrais, pelos saberes primordiais, faço essa do fundo do peito. Sem pressa. Sem fazer preza. Obrigado.  Sou muito grato mesmo, de coração. Por me fazer refletir, por me deixar relembrar, deuses lhe paguem, deusas lhe protejam, totens te inspirem pra que também aprendam e não se esqueçam. & se for pra pedir ou querer algo, que seja além do bem, enxergar mais além. Amém.

Tiago Abreu

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Terry Gi.lliam Vs. Zack Snydr Vs. SM. VS. B. Vs. Gradmasta Professa Boo Ya Régiz

Posted in novidades on setembro 2, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

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Hello sou eu Deus de novo, possuindo corpos alheios e estragando a vida de virgens inocentes. Tentando me comunicar com vocês novamente, mas ultimamente anda cada vez mais difícil, existe um tal de Terry Gilliam por aí, tentando deturpar todos os seus sonhos, seja como a água já disse Bruce Lee, tão lindo, forte e belo como Muhammad Ali. Bom deixo esse post transmidiako, transmidiartico, transmirdiadico, bosta não sei escrever essa merda… Que seus sonhos se realizem e nada é verdade, tudo é permitido, como diria aquele meu filho cabeludo…O tema de hoje criançada é como ficar quietinho  ouvir mais.

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Neomitosofia trazendo em primeira mão o que nenhum outro canal de quadrinhos divulgou, no qual o Sr. Zack Snyder vulgo o diretor de Watchmen, 300, Superman vs. Batman (2016) fez alguns comentários a respeito do gênio único Terry Gilliam. A polêmica surgiu quando em entrevista Zack Snyder abriu a boca de bueiro para falar sobre Terry “Monty Phyton”Gilliam; cagou pela boca o seguinte: “Yeah, os fãs teriam derrubado um castelo com essa. Então, honestamente, eu fiz o “Watchmen”sozinho. É provavelmente o filme que eu fiz que mais gosto. E eu amo os quadrinhos e amo tudo sobre o filme. Eu amo o estilo. Eu amo muito e foi um trabalho de amor. ( pé no saco..) E eu fi-lo porque eu sabia que o studio iria fazê-lo de qualquer forma. Então, eu finalmente fiz para salva-lo dos Terry Gilliams deste mundo”

………INTERVENZZIONE BY PAPA BREU, vemcunoiz q o papai sabe o que diz>>;

a questão não é a rivalidade entre estética marvel/DC, a questão é falar de Zack Snyder como o grande bostalhão que é. Mta gente encantada com o espetáculo caleidoscópio das imagens processadas em GCI acaba convencida d q por exemplo watchmen é um bom filme, porque reproduz a estética de ALGUNS TRECHOS dos quadrinhos com imensa fidedignidade. Mas a semelhança (supondo que fosse esse um critério pra tornar um filme, ou qualquer adaptação, uma boa obra) nunca vai além de algumas imagens, como colagens animadas flutuantes, enquanto o enredo, a trama, a história.. bem, quem liga pra história quando se tem alguns milhões pra investir em publicidade, certo? E ele mesmo disse que os produtores de hollywood iam fazer de qualquer jeito, então é isso, Watchmen foi feito porque os cheques ja estavam assinados mesmo, então whatahell… A garotada nerd empolgada com esquadrão suicida que o diga… mas aprendam essa de alguem que ouviu isso da boca de um cineasta, existe um ditado em hollywood que diz “QUEM TEM BOA PUBLICIDADE NÃO PRECISA TER UM BOM FILME”, por isso é mais importante investir nos trailers e nas suas campanhas de divulgação.

Ah, e só mais uma palavrinha ou duas sobre zack snyder: É um diretor de videoclipes. Seus filmes são videoclipes de duas horas. Só que num videoclipe você tem a música ajudando a contar a história, e nos filmes não. Nas adaptações temos a memória das HQs ajudando a contar a história, mas percebam que é a memória, não as HQs. Évocês! Zack Snyder conta com a boa vontade dos fans pra fazer bons filmes. Como dizem por aí, é fácil mentir porque a maioria das pessoas está louca pra escutar aquilo que desejam escutar, ver o que querem ver. Então é só farejar essas intenções e sugerir isso pra elas, voilá, o expectador faz todo o resto com sua imaginação. Seria até legal se não fosse pura enganação orquestrada por preguiçosos filhos da puta com o cú entupido de tanto dinheiro. Agora, os gibis não ligam pros filmes. Os gibis são soberanos em seu próprio reino. Tão cagando e andando pra bilheteria e mesmo com toda essa grana no vai e vem dos blockbusters continua sendo uma arte marginal e difícil pra caramba de ser feita, mas que sobrevive a plenos pulmões com sempre mta coisa boa e criativa e nova sendo produzida, dentro e fora do eixo MARVEL/DC. Zack Snyder não sabe de nada disso. É um resumidor de conteúdos. Um burocrata da arte. Lembrem-se do que Banksy disse a Mr. Brainwash em Exit Through the Gift Shop, “esse filme está uma bosta. Porque parece um videoclipe de duas horas”. Foi por isso que trocaram de papeis pra Banksy dirigir um bom filme sobre brainwash. Essa é outra história, claro; mas pra mim, a última vez que eu vi alguma coisa de que gostei de Zack Snyder, foi sua abertura de Dawn of Dead, com trilha de Jhonny Cash Mans Come around, mas depois disso never more & tenho dito

Terry simplesmente respondeu, durante as filmagens do incrível, Teorema Zero (2013), com Christopher Waltz, um futuro distópico a lá Transmetropolitam : – “Eu sempre senti que essa não era a maneira de espremer o filme em 2,5 horas como se fosse qualquer coisa.

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-Eu acho que nós escrevemos uma boa versão, mas eu acho que precisa de mais tempo para funcionar.” E back in the 80s, Terry e Alan Moore já haviam combinado de que Watchmen não iria ser filmado, back in the day…na sua versão, Ozymandias, consequentemente ao lançar o falso ataque alien no mundo, convence Dr. Manhattan a volta no tempo e evitar a sua própria criação, criando um linha do tempo alternativa para os personagens que outrora haviam existido.

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Realidade alternativa de Watchmen criada para os novos 52, da direita para esquerda vemos Dr. Manhattan, Rorschach, Nite Owl e O Comediante.

Com a  mesma pretensão, Zack Snyder mais uma vez, foi tentar concretizar o sonho de todo FilmMaker, filmar Batman Contra Superman, abrasileiradamente falando “…um balaio de gato, misturaram várias histórias e no fim os coadjuvantes roubam a cena. Mas para o grande público que não teve oportunidade de ler as hqs, deve ter convencido.” palavras de um sábio amigo Ricq Ri.

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O Resumo da öpera ção: e xplicação q eles param de brigar sem sentido nenhum tipo; o nome da mãe é o mesmo, personagens que já passaram pelas mãos de Alan Moore, Neil Gaiman, Grant Morrison, acabar assim. Pareço a inquisição espanhola.

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Escutei ontem um fan dizendo “Batman, o maior detetive do mundo, passa o filme inteiro seguindo uma pista errada”. SAY WHAAAAA!?!?! Cum´Again: O B. Mr Batman o maior detetive do mundo era mais perdido que cego em tiroteio, q morcego de madame, pior batman da historia esse ben afleck … Mas afinal: O que é um Afleck…palavras de Adam Mayor West

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Vamos lembrar um cadinho a genialidade da piada do filme Deadpool, que cita uma sketch das mais antigas do Monty Phyton.

e agora começa a diversão sobre todo eso…segura na pressão…

é que vi=vimos o filme e ele era pessimo e só se confirmou, esse superman tb não convence, ponto positivo o melhor alfred é o Jeremy Irons, ele nasceu pra brigar com uns caras de bengala ex agente da interpool MI-16,melhor alfred, pressão pura, como aquele Alfred do Beware the Batman e muitos outros caçadores de emoções como Michael Caine.

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O humor que Monty Pyhton criou tendeu a revolução da forma, o formato das piadas não é aquele seguido pelo opressor, trocamos um Lex Luthor Breaking Bad Trumbo, por um o lex luthor  cópia de gene hackman da cópia do Kevin Spacey que copiou ele o muleque devia ter ficado só no Zombieland q ele mandou bem, muleke não pois ele não é mais.

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A mulher maravilha tava legal, mas o roteiro estava péssimo sem sentido nenhum, o batman acreditar numa visão, tentaram juntar akela HQ da nossa época da morte do superman com o cavaleiro das trevas meia boca, o ben afleck tava tentando imitar o Christian Bayle por isso ficou ruim.

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Kevin Smith soube retratar muito bem quem é Ben Affleck no filme Mallrats (1995) Barrados no Shopping, os heróis batmíticos Jay e Silent Bob enfrentam o almofadinha dos anos 90. Ben Affleck que demolizou o Demolidor,agora é o Batman, no novo filme de Snyder. Ben Affleck representa muito bem o nerd reaça riquinho, que gosta de ter as melhores estatuetas de heróis, gibis intactos em seu armário, atuação pouco convincente.

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Só resta terminar com uma piada e que a DC comics se salve, pois não foi também com Suicide Squad, pois além de buscarem treta com o Homem da Casa das Idéias, Stan Lee, o filme não foi satisfatório, pena para o bom conjunto de atores que o compuseram. E desculpas aos criadores do Batman e de Superman, que não podem se defender; Bill Finger and Bob Kane (1939) e Joe Shuster and Jerry Siegel (1933), termino curto e grosso e rapidinho como The Flash, que não tem filme ainda. Come on Bitches burn me. Better have my Money bitch.

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DETRÀS DAS GRADES _ INTERVALO COMERCIAL & MENSAGEM DOS ANUNCIANTES

Posted in 1 Mapa dos Informes, informes do NMS, novidades, produção NMS on setembro 1, 2016 by ti

“Um personagem levantou-se e disse. Isto é uma história. E eu disse. Sim. É uma história. Por isso podem ficar tranquilos nos seus postos. A todos atribuirei os eventos previstos, sem que nada sobrevenha de definitivamente grave. Outro ainda disse. E falamos todos ao mesmo tempo. E eu disse. Seria bom para que ficasse bem claro o desentendimento. Mas será mais eloquente. Para os que crêem nas palavras. Que se entenda o que cada um diz. Entrem devagar. Enquanto um pensa, fala e se move, aguardem os outros a sua vez. O breve tempo de uma demonstração.”

Lídia Jorge, O Dia dos Prodígios. 1984

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Cenário: Escuridão completa. Homem de idade indefinida aponta uma lanterna para a própria face e fala com a câmera:

– Certo, vou ser rápido! Há pouco tempo. Tudo foi tomado. A grande grade envolvendo todo o globo está há poucos passos de ser ativada. Não existirão mais áreas inexploradas. Não haverá mais vida selvagem. Tudo estará sob controle. Tudo será encerrado nas grades da civilização. Todos os momentos estarão em uma grade de horários. Toda performance estará numa grade de programações. Tudo será espetáculo.

– De todas as espécies da terra só uma seria capaz de organizar levantes que sabotasse esses planos e detonasse pra valer com as intenções e os lucros dos civilizadores da grade. Bom, talvez alguns vírus também… Mas a humanidade não só foi cooptada, como em grande parte assina o projeto de autoria dessa sinistra empreitada. Malditos monstros. Mal dá pra chamá-los de humanos. Ou seria a humanidade um germe indistinguível dessa monstruosidade? Como estados diferentes de uma mesma vida em transformação. Quando nascem são simpáticos girininhos bagunçando o berço com fofurices e de repente lá está, obedecendo um patrão, consumindo exageradamente pra compensar o desequilíbrio nocivo que sua existência gera pra natureza. Esses dizem da Terra “ela aguenta…” como quem encoraja o décimo terceiro amigo numa fila pro estupro coletivo. A Terra aguenta. Todas as usinas nucleares fissuradas, todo desmatamento pra fazer pasto transgênico, todo deserto verde de eucaliptos, todo vazamento de lixo tóxico no mar… Toda fumaça, todo barulho, toda área destruída e encapada com asfalto e concreto. Cidades como jazigos monumentais. Toda a devastação industrial. Alguém já percebeu que não existe uma refinaria que produza algo benéfico, no sentido de saudável?

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– Enfim, eu disse que seria rápido. Tenho que ser. A civilização convence as pessoas a aceitarem esse projeto com CONFORTO. Essa é a moeda. O TERROR e o MEDO só as mantêm num nível de consciência propício para acatar sem resistência ordens básicas e imediatas, mas o conforto é o que tinge em cheio o imaginário, moldando a expectativa que as pessoas têm e nutrem da vida. É assim que elas aceitam o holocausto de sonhos cotidiano. Em troca de conforto. E é claro que dizer isso acaba sendo desconfortável. Imagino receber essas palavras deva ser desconfortável. A ideia em si gera desconforto. É o lance da verdade… O que a torna tão imprescindível para a arte quanto é irrelevante para o marketing. O caso é que há pouco tempo porque a grande grade tudo fagocita. A grande engolidora. O outro lado. Logo essas palavras também serão descobertas. Então pagará por elas, ao custo de alguma pouca publicidade, em troca de espaço para anúncios e propaganda vazando mercúrio no lençol freático da verdade dessas palavras. Infectando com refeições fáceis e táxis fáceis a distância de um clique, acenando os produtos que você costuma procurar. Toda sua existência será palco do grande mercado livre da grade. As melhores ofertas para sempre pairando na frente dos seus olhos. E quando você dormir, as melhores ofertas aparecerão em seus sonhos.

O velho fala:- Chora agora, Ri depois. Em dois takes a palavra de nosso garoto boy magia propaganda.

É isso. A grande grade. O mundo onde nada é público, tudo é particular. Tudo tem dono. Tudo tem preço. Nada tem valor. Tudo é privado e nunca há privacidade. Olhos digitais filmam tudo. Câmeras reversas vigiam permanentemente os autores abobalhados de todos os selfies do mundo. Registram a sintonia fina da expressão dos seus olhares. Conferindo o nível médio de satisfação. Batendo a meta do conforto. Aqueles planos seus, os mais ousados, já são sabidos e registrados antes mesmo que você tenha plena consciência deles. Mapeamento dos desejos. Telemetria das almas. Todas as ideias são saqueadas das mentes das pessoas antes que possam acessá-las devidamente. Porque gradear a extensão total do globo, gradear a vida selvagem, a mata exuberante, a fauna silvestre, não é o bastante. Há de se gradear a paisagem mental também. As ideias já não transitarão livres por aí, dialogando a vontade com cabeças pensantes como quem zanza por uma grande festa repleta de amigos… Não, elas serão também encerradas, concluídas, confinadas em zoophiepédias organizadas e então transformadas em produtos, em algo rentável, que possa ter materialidade ou não, mas que definitivamente tenha um preço.

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A câmera começa a se distanciar do narrador e as luzes do ambiente gradualmente começam a acender. Percebemos que ele está em um estúdio… vemos ao seu redor equipamento de filmagem, cabos de iluminação… a câmera começa a subir, como que pilotada por um drone, e o narrador, já não precisa apontar a lanterna para o próprio rosto, prossegue falando com a câmera em tom mais animado e festivo, gesticulando com os braços como se convidasse o expectador a juntar-se a ele, como se disse “Venha! Aproveite! É só esse final de semana! Promoção por tempo limitado!”… mas não é isso que ele diz:

– Então considere que essas palavras, esse texto, esse site, seus melhores feeds e filhos, suas melhores máquinas e amigos, irão se autoaniquilar com uma bomba letal de prostituição publicitária coorporativa em seis, cinco, quatro, três…

A luz aumenta a medida que ele conta, fazendo tudo perder gradativamente o foco, sendo engolfado por uma estouro branco que logo ocupa toda a tela.

Fim

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Então, o mesmo homem, agora aparece no interior do que parece ser um camarim. Ele tira uma peruca e remove a maquiagem com lenços umedecidos. Percebos que ele foi minuciosamente maquiado para que sua idade fosse indistinguível e sua aparência fosse neutra, em tons de marrom e caqui nas roupas e com os traços de seu rosto atenuados. Através do espelho a sua frente ele encontra a câmera com o olhar, e retoma sua fala, primeiro com ar surpreso, depois sussurrando como se contasse um segredo, e finalmente conversando amistosamente, como se batesse um papo com um velho conhecido:

– Ainda estamos aqui? Talvez ainda haja algum tempo então pra fazer nosso próprio merchan. Quem sabe se eu propagar minha própria propaganda antes dos anunciantes eu não faça como Lucky Luke sacando mais rápido que a própria sombra? Hein? He He

– Então espere pela próxima temporada de NMS O SHOW, uma programação de receitas que nem a Palmeirinha faz melhor. Se liga aí:

Entra voz em off, tão aveludada e redonda em sua sonorização, quanto soa abestalhada em sua alegria artificial de vendedor. Na tela, uma legenda resume as principais informações de cada atração:

* A verdade sobre as raízes do HIP-HOP, um estudo histórico sobre a representação das gangues na música, TV e cinema e mais um monte de coisa relacionada com cultura do gueto em GET DOWN N STAND UP – IMAGINÁRIO DAS RUAS.. pq nem tudo acaba em pizza amizade, podiscrer amizade.

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* Um garoto que prende a respiração por muito mais tempo que você fará coisas que até Atlas duvida em A Lenda do COLAPESCE

E ainda:

* A paisagem criativa de um dos maiores gênios vivos do cinema: Terry Gillian. Em PORQUE ZACK SNYDER É NADA MAIS QUE UM BOSTALHÃO

E tem mais!

Intervenzione Clazzica de Dezzxter ZZtockman joga mais mutagen nessa feijoada. To aqui dando meus pulos, mano. Ass: Prof. Règzzzz…

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* Atendendo a pedidos dos fãs apresentaremos dois bônus tracks para a quadrilogia neomitosófica baseada na diegese das tartarugas ninja, vai ter muito tiro, porrada e bomba nos especiais Best enemies forever: SLASH AND SPIKE N PUNK N ROCKETS e BEBOP AND ROCKSTEADY FLOW FOR DESTRUCTION N IN THE MOOD FOR KILL

Você vai ficar tão estarrecido que sua cerveja vai esquentar, tão pasmo que seu fumo vai apagar, tão embasbacado que seu café vai esfriar, você não vai acreditar em seus olhos, nem os vídeos de brigas de rua na Rússia são tão assombrosos, nem pornografia gore japonesa é tão espantoso quanto

* Toda a verdade sobre as mensagens escondidas nas produções dos estúdios GHIBLI em TOTORO CONSPIRACY

* ITS PROFECY TIME! Um estudo sobre o hiper-realismo conceitual nas referências proféticas de Hora da Aventura.

* As histórias, lendas e segredos sobre andarilhos, caroneiros e errantes. Criminosos fugitivos, trambiqueiros, as raízes da cultura circense, os shows de aberrações e todo o substrato nutritivo que alimenta os nômades, os desajustados e os marginais em IMAGINÁRIO VAGABUNDO

Você não pode perder!

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* Horror e Ficção estadunidense. Ecos comentados das obras fantasmáticas de Stephen King, William Burroughs e Ray Bradbury em IMAGINÁRIO GÓTICO AMERICANO

* A satânica sexta parte do estudo sobre a banda punk MISFITS: FAMOUS MONSTERS

* Um singela homenagem ao mestre das mil faces, uma BIOGRAFIA NECROMÂNTICA de LON CHANEY

* E como se não bastasse você ainda vai ter que dar uma espiada no novo reality show que é a febre da garotada: dois irmãos, dois cientistas, dois inventores, quatro artistas, oito ficcionautas, três dimensões rompendo a barreira da quarta, tudo isso somado, temperado com matemágika e muita confusão em PLÂNCTONS RADIOATIVOS SOUTÉ LABAREDAS PRIMORDIAIS NATEVÊ AMORAS ALIENIGENAS MODIFICADAS EM UNÍSSONO ULA-ULA FRENÉTICO ATORDOANTE NATIVIDADE DE IDEIAS LONGEVAS e SINTETIZADORES PROGRAMADOS PRA PRODUZIR! Igor, pull the switch and Zás! Trás! Pláuns! Plúns! Pffffffff

Tudo isso você confere ainda nessa existência terrestre por aqui mesmo, com o patrocínio de NOCILEVER (que defende a substituição dos animais de laboratório por bebês humanos clonados – ou sequestrados do terceiro mundo), CHEFRON (que investe no genocídio de culturas tradicionais indígenas apenas com o que há de melhor da tecnologia de ponta) e NITROSOFT (quatro décadas de luta pela legalização do trabalho escravo em território Chinês – e alguns outros da Micronésia, Índia, África e Latino-América).

Corte.

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A câmera se afasta um pouco mais, e agora tudo o que antes parecia um estúdio de cinema ou tevê, revela-se um cenário montado num palco de teatro. Podemos visualizar o ambiente do camarim dividido do primeiro ambiente cenografado como um estúdio por uma fina parede de tapume. Um voz em off ressoa. Essa menos descontraída, menos alegre e abobalhada, tenta reproduzir a entonação da retórica de credibilidade e seriedade jornalística empresarial, anunciando solenemente:

– Agora com a palavra, o CEO da NeoMythoSophics Enterprises Incorporation®

Detrás das cortinas dessa grande palco de teatro com cenário de um estúdio ao redor de um cenário em seu interior aparece um senhor de suéter e óculos de grau que vem caminhando em direção da câmera e falando com ela amigavelmente, tem uma das suas mãos no bolso da calça cáqui:

– Olá, sou Goetius Autobreu – ao que entra em cena uma criancinha de sexo feminino, provavelmente entre seis ou sete anos, segurando um sorvete de casquinha em suas mãos. O homem pausa um pouco sua fala, se abaixa, ajoelhando com apenas uma das suas pernas, como se fosse um cavaleiro medieval prestando reverência, e, na altura da garotinha, brinca um pouco com ela desarrumando seus cabelos e desferindo um carinhoso mini soquinho em seu queixinho. A menina, alegre, pacata e subserviente, oferece um pouco do sorvete. O homem aceita, ficando com a ponta do nariz suja depois de dar a sua lambida. Ambos riem um pouco. Bem artificialmente, mas com uma fotografia linda. Como numa propaganda de banco. Depois ele se levanta sacando um lenço de pano do bolso, limpando o nariz enquanto a garotinha sai de cena saltitando e retomando seu olhar e sua fala para a câmera, agora com uma réstia de sorriso humanizador pairando em sua face – vocês devem se lembrar de mim da série de artigos sobre vampirismo no mundo do trabalho chamado Monstros no Espelho, ou então de curtas intervenções poéticas ao ler quadrinhos em voz alta no ônibus, metrô e outras áreas públicas. Bem talvez não… é porque quase já não há áreas públicas (meu deus como estou velho).

– As transformações geradas pelo sistema político econômico vigente o tornam apto para o extremo do seu potencial destrutivo. Mendigos serão terceirizados. Vamos privatizar até a arte marginal. Haverá uma taxa sobre cantadas improvisadas, haverá multas para vomitar na rua, diabos, haverá um contador digital de flatulência implantado no ânus de cada cidadão para quantificar os custos de sua poluição atmosférica. Os carros, é claro, continuarão a ser comercializados de forma facilitada e progressivamente mais barata. Mesmo após a invenção do teletransporte de seres humanos, nós instalaremos nossas cápsulas teletransportadoras para encurtar a distância entre o escritório e a garagem do escritório, então dirigiremos sozinhos com nosso ar condicionado para casa, onde outra cápsula teletransportadora nos desintegrará na garagem de casa para nos reintegrar direto no quarto, de forma que não precisemos perder tempo com nossa família depois do expediente.

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– Enfim, estou aqui para dizer algumas palavras sobre o mercado editorial de quadrinhos. É sabido que a NMS™ dialoga com, estimula e promove abertamente o consumo de HQs de todo gênero, tipo, sorte ou estilo, desde os primórdios de sua fundação, em meados de 1876 em Massachussetts, OhioOregon Canadá USA, mas recentemente, nesses tempos de anti-crise global, quando o próprio presidente interino da República Federativa dos Golpes Brasileiros recomenda a população de seu país, em seu discurso de posse que – eu cito as suas palavras – “não pense” apenas “trabalhe”; observamos como tendência histórica e cultural uma adesão praticamente desesperada ao modo de vida capitalista em sua expressão mais servil, onde aspectos cada vez mais íntimos da vida são convertidos em modelos de negócio como a mordida de ouroboros, a metáfora mais manjada de todas, a esfera íntima sendo encontrada, engolida, fagocitada, devorada pela perspectiva privada.

– Bom, em um panorama como esse você pode achar que um empreendimento intelectual e científico como a NeoMythoSophicus United Coorporation© ou holístico e espiritual como A Igreja Plaunstecostal NeoMitoFílica da Adoração dos X-Mens do Passado Futuro dos Últimos Dias ou mesmo musical e artístico como A N&OMIT0ZÓFUZZ Entreteniment SupahParteeeey Exxxperience 2017 tenham algum tipo de vínculo com o mercado editorial de HQs no Brasil, que receba algum incentivo financeiro ou mesmo alguns exemplares como cortesia para apreciação e crítica ou mesmo que seu trabalho editorial seja por nós apreciado.

Nessa hora a câmera dá um zoom no narrador, que passa a ser enquadrado em plano americano que vai fechando lentamente ao longo das próximas falas até chegar num zoom extremo da sua face:

Venho por meio dessa mensagem anunciar que não. Salvo algumas exceções que serão citadas no final, em primeiro lugar, o grosso dos títulos de HQs publicadas no Brasil (pelo menos a maior parte em exposição nas bancas de jornal) é realização da Panini e sua contraparte Salvat, uma multinacional que produz a toque de caixa, imprimindo com mão de obra semiescrava chinesa e cujos funcionários no Brasil (explorados e sobrecarregados invariavelmente, quando não também semiescravizados pela moda da terceirização) mal conhecem o que estão produzindo. Uma supercompanhia multinacional marcada pelo amadorismo e tosquice em sua qualidade editorial. Os erros são tão extensos, crassos e vulgares que ao invés de citá-los brevemente aqui, apresentaremos cada um deles em uma série especial de reportagens sobre as maiores cagadas editoriais do mundo dos quadrinhos há muito vistas mas jamais comentadas, dissecando e ridicularizando a absurdice da incompetência e descaso editorial em nosso canal de youtube VÊ SE PUBLICA DIREITO ESSA PORRA, Ô CARALHO. Um oferecimento de um bando de canalhas preguiçosos mal pagos da Panini/Salvat Editorial.

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O close terminou bem fechado no rosto de nosso narrador, que conclui essas últimas palavras com uma expressão ligeiramente hostil no olhar. Corte. A câmera se reposiciona. Plano americano novamente. O homem está a frente do palco agora, caminhando pelo corredor entre os bancos da audiência vazia de uma grande teatro. Retomando seu tom amigável ele retoma seu discurso, agora com ares de quem vai se despedir.

– Aproveitamos então para elogiar os heróis da resistência do mercado editorial (genuinamente) brasileiro, todos os cartunistas que publicam de forma independente e em parceria Allan Sieber, Bruno Maron, Ricardo Coimbra, André Dahmer, Daniel Lafayette, Wagner Willian, Rafael Coutinho entre tantos mais; é claro uma reverência aos grandes mestres dinossauros (Laerte, Angeli, Adão, Marcatti) e sobretudo o sempre genial, primeiro e único, maestro editor de gibi faixa preta quarto Dan, Ota Assumpção. VIDA LONGA AO OTA!

Por fim, acenando para a câmera que se distancia mais e mais ele ainda brada mais uma vez, agora lá de baixo:

– Fique ligado! Continue vidrado! Até lá…

Câmeras movidas por drones são um barato, né? Agora ele é quase um pontinho lá embaixo, mas ainda é possível ouvir sua voz:

– Compre nossa linha de canecas e camisetas! Acesse nosso site…

Agora a câmera dá um fade out pra tela em branco. A logo marca NMS se materializa toda linda numa estética minimalista onde menos é mais e ao fundo ainda se pode escutar o narrador, agora bem baixinho, dizendo:

– Dabliudabliudabliupontoneomitosofiapontowordpresspontocom…

– Acesse e concorra a prêmios…

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