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Escafandro – RegisY.

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on janeiro 30, 2018 by PRFSSOR-Regiz-Y.

Começo este post psicodelicamente com Flight of The Conchords (2007-2009) na série do Legião(2017). Não é bem assim, calma, explica direito professor? Ah do Flight é só o Jemaine Clement como Oliver Bird.

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notinha: Aliás isto aqui é um Concorde. O voo dos concordes de acordes é a brincadeira que eles fazem com o nome da banda. Como os Beatles, que juntaram a palavra Beat com Beetles, Besouros.

Um mutante cuidador de outros mutantes, mas acaba se perdendo dentro de seus poderes telepáticos congelantes, uma espécie de buraco de minhoca do coelho da Alice, seu poder ativa uma defesa levando-o para seu safe place, um local aquático congelado em que ele pode bebericar seus drinks e ouvir ragtimes e música clássica de seu agrado. Jemaine e sua dança sensual, Oliver Bird dentro do Escafandro escapando a loucura de um mundo que os odeia que ele jurou proteger. A única questão é que ele não se lembra disso. Um poder que o faz esquecer memórias, como esqueceu sua esposa e seu passado, muito parecido com o fator de cura de um certo James Howlett, que o protege de memórias negativas.

O que é um Escafandro?

Quem é o pai?

Quem tá por fora?

Quem é que joga fumaça pro alto?

Legião, David Haller, filho de Charles Francis Xavier e Gabrielle Haller. Gabrielle conheceu Erik e Charles num centro de recuperação de pessoas afetadas pela Segunda Guerra, por ser Israelense e Judia ficou presa durante o regime nazista. Legião foi criado pela lendária e marcante fase 80s dos X-Men, por Chris Claremont e Bill Sienkiewicz, nos Novos Mutantes 25 (1985). Seus poderes são extremamente complexos, pois ele abriga em sua mente múltiplas personalidades, e cada uma dessas personalidades são mutantes com vontades próprias, mas na realidade ele é diagnosticado com esquizofrenia. Muito irônico ele ser filho do mais poderoso telepata mutante. No começo sua mente abrigava três personalidades centrais, Jemail Karami, JackWayne, and Cyndi, telepata, telecinético e pirocinética respectivamente.

Dentro do escafandro está o mergulhador, que em busca do desconhecido parte sem saber do futuro, entra dentro d’água, para encontrar seus amores. Suas amoras. Mulher e Filha sereias de um vasto mundoceano que está no futuro que estaria por vir. Assim como os poderes do Legião sonhar outro mundo, é o que ele faz mais de uma vez no universo dos mutantes, quando reescreve a Dinastia (M)utante ou quando assassina seu pai sem querer querendo e cria a Era do Apocalypse.

Soñé otro mundo tan lejos y tan cerca
Soñé otro viaje cuatro caminos cinco destinos
Soñé la risa soñé la ilusión
Soñé otro mundo
Soñé menos joda
Soñé una mañana que
Al fin se podía
Soñé de un amor de noche y de día
Soñé la fortuna soñé la alegría
Soñé de la luna que no se rendía
Y que a mi gato le decía
Calavera no llora
Serenata de amor
Calavera no llora
No tiene corazon
Soñé sin guerra
Soñé sin temores
Soñé sin vallas
Soñé sin palizas
Soñé una faena que nunca se acaba
Soñé una verbena que siempre otra vez
Calavera no llora

Amora. Namora. que não é a mesma persona de Marrina, mutante que também integrou a Tropa Alfa ou a Tropa Gama, não tenho certeza no momento, seriam as contrapartes femininas do Príncipe Namor citado no post anterior. Marrina Smallwood (1983), criada por John Byrne. Ah Marrina não é mutante mas sim uma alien da raça Plodex. Namora (1947) seu nome original seria Aquaria Nautica Neptunia, mas Namora ficou mais fácil e parecido com Namor.

 

Um náufrago perdido numa ilha mental isolada.

Pro mundo inteiro ir dormir e a gente acordar. Pro dia nascer feliz.

E de lá vou translucir telepaticamente Pablo Neruda mas una vez. una vez mas. mas. mas…

A Canção desesperada

Emerge sua recordação sobre a noite em que eu estou

No nó no rio do mar lamenta obstinado.

Abandonado como as docas ao amanhecer

É hora de partir! Abandonado!

Sob meu coração pétalas frias me lavam

O fosso de escombros, feroz curva de náufragos!

Em você se acumularam as guerras e os voos

De você bateram as asas dos pássaros cantores

Tudo que cê tragou, assistindo lá do alto

Como o mar, como o tempo, tudo em você foi naufrágio!

Era a hora alegre do ataque e do beijo.

A hora do estupor que ardia como um farol.

Ansiedade de piloto, fúria de um mergulhador cego

embriagado e turvo de amor, tudo em você foi um naufrágio!

E na infância das névoas da minha alma alada y querida

Descobridor dos sete mares perdido, tudo em você foi um naufrágio!

Você veio da dor, e se agarrou ao desejo.

Você caiu na tristeza, tudo em você foi um naufrágio!

Eu desconstruí uma muralha do rei das sombras,

eu fui além do desejo e do ato.

A minha Carne que amei y perdi,

a você nesta hora úmida, evoco y canto.

Como um copo encheu minha tristeza infinita,

y  como o infinito te trincou como um copo.

Era negra, saudade negra das ilhas,

y ali, mulher de amor, me acolheu nos teus braços

Era a sede e a fome, y você foi a fruta.

Era o duelo das ruínas, y você foi o milagre

A mulher não sei como você me segurava

na terra da tua alma, y na cruz dos seus braços!

Meu desejo por você foi terrível e  de pavio curto

o mais revoltoso y ébrio, o mais apertado e ávido.

Cemitério de beijos, ainda há fogo em suas tumbas,

ainda os cachos, queimavam, das picadas dos pássaros

Da boca mordida, dos membros beijados,

dos dentes famintos, dos corpos trançados

A cópula louca de esperança e esforço

em que nos laçamos e desesperamos

Y a ternura, leve como água y farinha

Y a palavra proferida apenas pelos lábios

Esse foi o meu destino e em minha viagem  meu anseio

y meu anseio se perdeu, tudo em você foi naufrágio!

No fosso dos escombros, despejava tudo em ti

que dor não expressava, que ondas não te afogaram.

De tombo em tombo não acendia e nem bolava

de pé como um marinheiro na proa dum barco

Não floresci pelos cantos, nem rompi as correntes

No fosso de escombros, poço aberto y amargo

Pálido mergulhador cego, desmaiado miserável

descobridor dos sete mares perdido, tudo em você foi um naufrágio!

É hora de partir, a dura e fria hora

que a noite se sujeita todo dia

O cinturão barulhento do mar raspando na costa

Surgem frias estrelas, emigram os pássaros preto

Abandonado como as docas ao amanhecer.

Só a sombra trêmula se retorce nas minhas mãos

Ah mas além de tudo. Ah mas além de tudo.

É hora de partir. Abandonado!

Eu em descascando batatas no porão de algum navio pirata.

Estou literalmente descascando batatas.

O escafandro está associado a esta imobilidade, estar entre-terras,  terramar, bem depois de onde fica além mar, e ali dentro, movimentos restringidos dentro da armadura, um corpo pesado que consegue andar no fundo do oceano. O filme O Escafandro e a Borboleta (2007), Le scaphandre et le papillon, filme autobiográfico do editor Jean Dominique Bauby, que fica paralisado após  sofrer um grave acidente vascular cerebral e entrou em coma, e assim perde a capacidade de falar e se movimentar, associada a síndrome do encarceramento, na qual há incapacidade de movimentação mas que as faculdades mentais se mantêm perfeitas. Escreve o  livro que tem o mesmo nome do filme, com a ajuda de uma fonoaudióloga. Dessa forma, cria um mundo próprio de seus anseios internos, é a Borboleta que um dia precisou fugir de si e voar. O escafandro, representa o peso imóvel de um mergulhador, um fardo injusto para um jornalista que precisa estar em movimento. Pensamento leve para colher no dia.

Navegador que vai ao fundo do mar. Il Fondo al mare. Como no post anterior, as brujas que vivem nas pedras entoando Silfos e Gênios dos ventos para que comandem as salamandras d’água e salamandras do fogo.O Rei dos Silfos, Paralda que faz bater as portas e as janelas, que batem nos batentes, e faz as velas içarem e levarem os barcos. E ali movem as Ondinas, as nereidas as elementais das águas. Dríades no fundo das algas, aquele elemento verde que compõem os outros elementos.  O licor vivo vermelho cor de sangue, o sangue que corre nas veias abertas de todo o planeta. Em minhas magias com ervas, colonbian gold, green lemon, blue dream, sensi star, strawberry cough, purple kush, and the golden curry. As Brujas de Zugarramurdi (2013), do diretor Àlex de La Iglesia, elementos fantásticos para um filme de bruxa, Baba Yaga, Espãna, Pazuzu, Exorcismos, corpos desnudos, liquore strega, Bob Sponja, Alien, homem invisível, miss daisy, GTA San Andreas, Dylan Dog, Frida Kahlo, FIFA 14 e por aí vai, só vendo para entender do que se trata.

A cadeia da vida que engloba todos os seres que tem sangue vivo, vermelho verde e amarelo ouro. Representam a unificação do povo africano,  pelo Imperador Menelik I. O sangue dos mártires pan-africanos, a vegetação abundante e cheia de vida e a riqueza dourada e I-vital. E nós enquanto fauna nadamos num rio emaranhado de veias e artérias. E mamam no peito da mama terra, Pachamama. E nanam neste mesmo lugar  para sentir o calor dos corpos suados. Os animais em conjunto começam sua cantoria, uma ópera de caos e cacofonia.

E hoje que não é dia 20/01, dia da falta de restrições, um desaniversário; o dia mais importante de todos para mim, que espero toda virada de ano, desses genios que amo, contemporaneo y caótico ! Que transforma os sonhos na realidade, realidade que ñ existe,subjetiva e vive no nosso inconsciente, no mundo onírico de nossas personalidades! ” Pensamento selvagem ‘ é sincronico e diacronico ao mesmo tempo” Minhas maiores inspirações de vida, Os palhaços de Fellini sempre me faz pensar em meu pai Carlitos “Meu pai era o carlito e está vivo no infinito/ E Se Vestia bem um palhaço bem bonito”

Animais como um papai e uma mamãe recebendo seu filhote..


Fellini é minha infancia memória – olho, se reconhecer, ” Ser pai meu pai seu pai” 

Nós somos como o sonhador que sonha e então vive dentro do sonho. Mas quem é o sonhador? – Twin Peaks 2017, sonho de Gordon Lynch”Cole

Mudando de assunto também, mas esta cena marca minha infância, regredindo um pouco dentro de minha memória cam, quando jogava bola ali por aquelas ruas, santa ifigênia e rua vitória. Rato do centro conheço essas ruas como a palma de minha mão.

Carlitos. Meu pai.

Lynch é o cara que entra psicologicamente na sua cabeça, é a jornada de Buda contra o tempo, sempre me fez adentrar profundamente em meus sonhos e anotá-los analisa-los e ainda adormecido num caderno a cabiceira da cama deixar lá minhas notas. No hay banda nesta dolce vita. “As idéias são como peixes. Podemos encontrá-los à superfícies das águas, mas lá embaixo, nas profundezas, é que eles são maiores. E sabem qual é a principal isca para os apanhar? O desejo. Temos que desejar as idéias. É o desejo que traz cá pra cima esses peixes graúdos.”David Lynch
“Você existe apenas naquilo que faz” Federico Fellini

Meu pai veio de aruanda E a nossa mãe é a yansã.

Ser pai meu pai seu pai

E o palhaço é Chacrinha, também do mesmo dia. Velho guerreiro, como todos os palhaços santos dos circos mambembe de vida precária versus a satisfação do espetáculo.

Chacrinha continua
Balançando a pança
E buzinando a moça
E comandando a massa
E continua dando
As ordens no terreiro

Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Terezinha
Aquele abraço!

Vou aproveitar para voltar mais no tempo ainda, e adentrar o dia anterior. 19 de Janeiro, ferinhas que compõem esta data que gostaria de mencionar:

1-Feijão meu amigu

2-Janis Joplin

3-Edgar Allan Poe

a trinca pratríade patríde da alegria melancolica dia dos sonhos e visões cogumelos

Aproveito para anexar um trampo que fiz pra faculidade de Letras aí, está em Inglês. Mas me dou ao trabalho de me retraduzir, é uma adaptação do Coração Delator, publicado pela primeira vez em 1843 em uma revista de Boston. É um Storyboard que tirei a pior nota possível, mas eu gostei, pode notar a intertextualidade Charlie Browniana. Lembra muito uma outra hq minha que jápostestei aqui pelo blog.

O Coração Contador de Edgar Allan Poe by Régish – Eu tive perdido o controle de minha mente! Escute! Escute! E eu lhe contarei como isso aconteceu! Seu olhos eram como de um urubu! Toda noite lá pela meia noite! Eu ia e ficava lá silenciosamente, assistindo o seu sono! Eu era amigável com o velho o quanto eu poderia ser, e cuidadoso e amoroso. A hora tinha chegado! Eu corri para dentro do quarto, choramingando. Morra! Morra! E ali ele estava morto! Seu olho de abutre não poderia mais me incomodar nunca mais! Primeiro eu cortei fora a cabeça. E puxei tres tábuas do chão, coloquei os pedaços do corpo ali! Enquanto eu terminava este meu trabalho. Eu ouvi alguém na porta! Knock ! Knock! Knock! on heavens door.

Três homens estavam na porta. três oficiais de polícia. Minha cabeça doía e eu ouvia um estranho som dentro de meus ouvidos! TUM TUM TUM. TUM TUM TUM. Mais e mais alto.TUM TUM TUM. Mais e mais alto! “Sim! Sim, eu matei ele. Puxe estas tábuas e você verá ! Veja ! Eu matei ele. Mas porque este coração dele não para de bater !? Porque não PÁRA?! FIM!

Isto tudo me fez lembrar do post anterior, no qual ainda preciso acrescentar esta imagem importante para a mitologia das Naiades. A estória de Hylas, muito amigo de Hércules, um amor e amizade até maior do que eles podiam controlar, foi sequestrado pelas Naiades, Ninfas de água doce do rio por causa de sua beleza e nunca mais foi encontrado. Se falava muito sobre a amizade dos dois. Na imagem vemos a Naiade Dryope se apaixonando por Hylas, diz-se que foi aí que ele realmente desapareceu, como o Amor, o amor verdadeiro tão difícil de encontrar e por isso pode desaparecer sem deixar vestígios. Há quem diga que ele transformou-se no ECO, as mesmas Naiades que o sequestraram fizeram que sempre quando Hércules estava procurando seu amigo, ele gritaria: – Hylas! E ele ouviria seu nome, mas como o eco seu nome voltaria: -Hylas!

A Naiad or Hylas with a Nymph by John William Waterhouse (1893)

Amantide – Scirocco (1987) um filme oitentasso que ficou como Sahara Heat, Calorzao do Saara, dirigido por Aldo Lado, que se passa quando a fotógrafa Lea visita Alfredo, que trabalha no Marrocos, mas devido ao machismo da região é sempre olhada pelo canto do olho, por ser uma mulher independente e fotógrafa.

A palavra Amant, encontra-se dentro da palavra, adiciona-se o sufixo “-ide” ; dessa forma formando o nome de componentes químicos como oxigenio e óxido. Scirocco é um tipo de vento quente, geralmente cheio de pó ou chuva, que vem do Norte da África e cruza o Mar Mediterrâneo para o Sul da Europa. Scirocco é a cultura que vem do Marrocos, como o vento típico somente desta encruzilhada.

Rare Orchid Mantis

 

Misturas genéticas, Yokais, Louva – Deuses, é isso que aí eu retomo o começo do post que tá tudo misturado… memo mome.. Nemo.. Metamorfoseando em um belíssimo pássaro pica pau macaco leão doirado com testa di tigre… Prometemos…

Antonio Ligabue – Testa di Tigre (1940). Ligabue fora transferido de escola  para deficiente mentais a instituições psiquiátricas e de lá para manicômios onde fica até o fim de sua vida, nasceu na Suíça mas pintava o que observava e vivia de forma bem primitivista na Itália.

 

Amantide também é o Louva Deus, amanti de religiosidade. Mistura genética e fritura cultural, como citado no calorzão que encontramos nos países quentes, como no calorzão de hoje tipo ônibus em Marrocos que socorram meram me mera delavera delaberaberabom… que? tra tra tra duçicion bilingual by regizin de macaco macacos me mordam

Tendríais que ver el corro por la calle del cuello – cê tinha que me vê pulando pelas ruas de pescoço
Imitando imitando los pájaros de alto vuelo volando – Imitando imitando  pássaros voando altão vuando
Tendríais que ver a los chavales por la calle armando bronca – Tinha que ver as mulekada tomando bronca na rua
Vacilando al son de la beraberaboom – Vacilando ao som da veraveraboom
Pensamientos pintados de color azul y gris azul y gris, – Pensamentos pintador de cor azul y cinza azul y gris
Prisioneros de la noche amantes del pan pan y al vino vino – Prisioneiros da noite amantes do pão y Vinho vinhoypão
Vino viene, vino va – Vinho vem, Vinho vai
Por el barrio marinero la gente viene y va – Pelo Bairro Marinheiro a gente vem e vai
De arriba abajo va – pra cima pra baixo vai
Por el barrio marinero la gente viene y va – Pelo Bairro Marinheiro a gente vem y vai
De arriba a abajo va – de cima pra baixo vai vai vai
Aquí no hay banderas solo hay realidad – aqui não tem bandeiras só realidade truta
Tendríais que ver a los dinosaurios de la plaza – Cê tinha que ver os dinossauros na praça
Soltando el alma – soltando a alma
Si no tienes donde buscar y no encuentras – se cê não tem onde buscar e não encontra
A escudellers vente a danzar baila – Os palhaços vem dançar  e bailar
Y aquí no hay tiempo ni hora ni trampa ni cartón – y aqui não há tempo nem hora  nem atrampalho nem cartão
Y aquí no hay tiempo ni hora ni trampa ni cartón – y aqui não há tempo nem hora  nem atrampalho nem cartão
Y aquí no hay tiempo ni hora ni trampa ni cartón – y aqui não há tempo nem hora  nem atrampalho nem patrão
Que la gente anda suelta y de colocón. – Que todo mundo anda junto  solto y colocadão

esse álbum do Macaco chama-se El mono en el ojo del tigre

Tem também um filme sobre L’Amantide (1977) que não faço idéia do que se trata. Aliás já não sei mais que assunto estou falando, estrofalando, escooufalandro, escafandro..Isso.era isso…. escafandro

Bidoni Sardegna, sala della Casa della Strega museo

Eu que já não saio mesmo de casa para ficar numa paz vendo filme e tomando vinho, sempre tenho coisas a fazer, como este post por exemplo….generic excuses…generic excuses…generic excuses…melhor agora que tenho um bebe para cuidar!

Agora como já não tenho mais o que complementar este post, vou postar um gibizão na íntegra que o tibes ficou pedindo implorando para por. Uma história do Namor que tem um Hipocampo, e blá blá blá….etc..

mas ae vai… leia ouvindo este Bowie aqui..q nasceu dia 08 de Janeiro tb… e está de paiaço

   

 

Termino este post pedindo um cafézinho.

 

Dentro d’água – Régis Y.

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on janeiro 27, 2018 by PRFSSOR-Regiz-Y.

“E se ninguém vem buscá-lo, não haverá memória. Somente Lendas”

Do lado de cá um Caprino, um Bode, um Baphomet, a estrela da manhã que alcança o céu como um cometa, como o Bode escalando as montanhas de forma arriscada e malabarística, um trapezista de um circo natural.

De outro lado este Hipocampo, metade bode e metade peixe, submersso dentro d’água; os acompanhantes das Nereidas e os responsáveis pela tração da carruagem de Poseidon.

 

 

 

aigikampoi (Bode com rabo de Peixe)

 

 

 

Aigipan – Quando os Deuses fugiram do monstro Typhoeus, e se esconderam em suas formas animais, Aigipan se transformou num Bode com rabo de Peixe. Dessa forma ele recupera os tendões das mãos e pés de Zeus, que haviam sido roubadas pelo monstro gigante, Zeus o recompensa com a constelação de capricórnio no céu. :O !

O Hipocampo também é a parte do cérebro responsável pelo armazenamento da memória, tem este nome devido a sua semelhança com um cavalo marinho.

Da ponte prá cá e da ponte prá lá, estão as águas turbulentas, o útero que armazena a vida cheia de líquido amniótico que armazena informações. Traficando informação do sexo a carne, do cérebro a memória, do parto à Terra. A transição, são os ventos da mudança trazendo as ondas.

“Eu nunca tive bicicleta ou vídeo-game, agora eu quero o mundo igual cidadão Kane. Da ponte pra cá antes de tudo é uma escola, minha média é dez, nove e meio nem rola”

Aquaman, criado por Paul Norris e Mort Weisinger em 1941, Arthur Curry, abandonado pela Rainha dos Oceanos, Atlanna que ao se apaixonar pelo humano da superfície, Tom Curry, dão a luz ao filho bastardo de Atlântida. Consequentemente, em um futuro próspero o Rei desta Atlântida perdida no imaginário da humanidade, retornará. Com poderes aquáticos, resistência, força, exímio nadador e comunicação telepática com todos seres aquáticos e além de seu cetro de Poseidon, que lhe garante hidrocinese. É o Aquaman de que ouvimos piadas, que integra a Liga da Justiça e os Super amigos do desenho.

Sua estória entrelaça-se com outro personagem, Namor o Príncipe Submarino, da Marvel. Criado por Bill Everett em 1939, foi resgatado por Stan Lee e Jack Kirby para uma história com o Quarteto Fantástico, na qual ele buscando uma esposa encontra em Sue Richards “a fêmea ideal”. Mestiço como Aquaman, entre duas raças Homo Mermanus, sua mãe a Princesa Fen também de Atlântida, seu pai Homo Sapiens Sapiens, o humano Leonard Mckenzie. Este viria a ser o primeiro mutante, Homo Superior do universo Marvel.

 

Ambos heróis incompreendidos pela superfície, algumas vezes revoltosos contra os seres que vivem na terra. Ambos abençoados por Poseidon, o verdadeiro Rei dos Mares. Ambos mostram seu caráter ecológico indo contra a capacidade destrutiva dos seres humanos, que poluem os oceanos e caçam predatoriamente animais aquáticos.

Erik Alos – Spongebob Bp Oil Spill

Nas profundezas dos oceanos escondem-se vilões para os seres da superfície.

O próprios tubarões e baleias que têm suas barbatanas cortadas em rituais humanos cruéis.

Como o boto no Brasil, que tem seus testículos cortados. O galanteador boto cor de rosa, que na mitologia brasileira transforma-se em homem para seduzir as mulheres dos homens da terra.

É a revolta do Mar contra a humanidade, é o Tsunami (津波)

A onda monstruosa, quando o mar revoltoso está cansado da humanidade, Poseidon manda seus filhos dentro das ondas, como em Ponyo de Hayao Miyazaki (2008). Uma estória de amor, ainda assim mais bonita que a Pequena Sereia da Disney (1989); de duas crianças de 5 anos que se amam,  Ponyo uma Sereia, uma Nereida, filha de um louco marinheiro e da Deusa dos Mares, Granmamare, uma mistura de deusa Italiana com Nórdica, algo como uma deusa dos mares pré histórica. A história trata do  amor proibido de um criança peixe e uma criança humana, a revolta dos oceanos a tudo isso, chega a misturar os DNAs de ambos, e transforma a terra de volta na era devoniana pré-histórica dos Oceanos, fauna e flora ancestral involuída, gigantescos leviatãs passeiam pelos Oceanos novamente.

Oceano ( Hai Kai de Ency Bearis, tranduzido por mim Régis Y.)

Oceano Adorável

Cena Mavilhável

Não me venham com Tsunamis

A real Pequena Sereia de Hans Christian Andersen de 1837, tem sua origem real numa fábula italiana. Em minha Luna de Miele, conheci a Sicília, e lá conheci a verdadeira estória destes seres aquáticos humanoides que acalentam os corações dos amantes das praias e oceanos, do calor do Sol batendo na água salgada, gélida e misteriosa.

Que tanto inspiram poetas pela sua beleza pura e com com sua destruição irrefreável. Viaggio in Italia(1954), de Rosselini com Ingrid Bergman, um casal que vai para Itália e tem revelações sobre si e seu casamento, belíssimo trabalho artístico mostrando paisagens de Nápoles.

O Grande Oceano ou Foi Somente Onda (de Pablo Neruda – Cassiano, traduzido por mini-mim again)

Se dos teus dons e tuas destruições, Oceano,
as minhas mãos
pudessem separar uma medida, uma fruta, um fermento
escolheria seus repouso distante, as linhas do seu aço,
sua extensão vigiada pelo ar e pela noite,
e a energia do seu idioma branco
que destrói e derruba suas colunas
em sua própria pureza demolidora.

Foi somente onda com seu peso ensalado
que tritura as costas e produz
a paz arenosa que rodeia o mundo:
é o volumoso centro da força,
a potência extendida das águas,
a imóvel solidão cheia de vida.
Tempo, tal vez, copo americano cheio de vinho
todo movimento, unidade pura
no selo da morte tem vísceras verdes
das brasas escaldantes a totalidade.

Do braço submergido que levanta una gota
não fica senão um beijo do Sal.
Dos corpos dos homens
em suas orelhas-margens, uma úmida fragrância
da flor molhada permanece.
Tua energia parece deslizar sem se gastar,
parece retornar ao seu repouso.

A onda que desprende,
arco de identidade, pluma estrelada,
quando  depenou foi só como espuma,
e regressou e nasceu sem se consumir

Toda sua força volta a ser origem.
Só entrega despojos triturados,
cascas que se separaram de seu carregamento
que expulsam a ação de sua abundancia,
todo aquele que deixou de ser cardume.

Tua estátua está extendida a mais alta das ondas.

Viva e ordenada como o peito e o manto
um só ser e suas respirações,
em sua matéria como luz içadas,
planícies levantadas pelas ondas,
formam a pele nua do planeta.
Cometa em seu próprio ser e sua substancia.

Enxágua a curvatura do silencio.

Com teu sal e mel que fazem tremer o copo,
a cavidade universal d’água,
e nada lhe falta em seu caráter-cratéra
desolado, num vaso fechado:
cumes vazios, cicatrizes, sinais
que vigiam o ar mutilado.

Tuas pétalas palpitam contra o mundo,
chacoalham seus cereais submarinos,
as suaves óvulas que cavalgam a ameaça,
navegam e pululam nas escolas,
y só sobem aos fios das redes
por um relâmpago morto de escamas,
um milíltro da distancia
de suas totalidades cristalinas.

Quem é Colapesce ?

-resumindo sua estória-

a Sícilia é uma ilha com três pontas, de lá vem sua bandeira a Trinacria (a estrela com três pontas),

três pontas….hehe…..

Representada: pela cabeça cortada da Medusa, decapitada pela deusa Athenas a protetora e matrona da região, circundada por três pernas dobradas e três ramos de trigo, o trigo que representa a fertilidade, as três pernas representam as três regiões italianas, as três pontas de um triângulo: Peloro, Passero e Lilibeo. A mulher representa a beleza dessas regiões, a cabeça da Medusa é o que afasta os inimigos, pois as cobras em sua cabeça transformam os inimigos em pedra, as diversas pedras, ondas e  vulcões que circundam a Sicília.

Fertilidade e proteção, começa assim minha viagem a Itália, my Trip to Italy (2014) com Steve Coogan e Rob Brydon (que já foram citados em post anterior) Eu, professor de Inglês, sem poder falar Inglês, pois era difícil encontrar alguém que parlasse angleise, misturando Português, Espanhol e Italiano, Dante com Machado de Assis, Neruda e Shakespeare, de lá o amor e aqui o presente com minha filha em meu colo, minha filha Naia.

Passado, Presente e Futuro. Eu era um Strega, eu sou um e sempre serei um bruxo. Ser Pai, sou pai e meu pai. A barriga de minha esposa cheia de um bebezinho que seria pura alegria no passado e deslumbre para os dias que viriam.

 

 

 

Antes de adentrar o universo aquático anunciado vale citar o Monstro da Lagoa Negra, Creature from the Black Lagoon (1954), e estes seres d’água, que circundam muito do imaginário dos mares. No He-man, temos o Mer-Man e nas estórias de Hellboy, Abe Sapien que integra o Bureau of Paranormal Research and Defence. Os Dagon e demais seres Cthulhianos da mitologia Lovecraftiana. Merfolks, Merpeople, pessoas sereias, que aparecem também em Harry Potter, e em quase todos RPGs, que são as lágrimas de Poseidon, os filhos do mar.

Gojira (1954), Godzilla também reptiliano, parte aquático, chega dos mares. Para anunciar a história do menino que amava o mar:

COLAPESCE

Livre adaptação por mim mesmo:

Nicola, ou Cola como era conhecido, era um rapaz que nasceu há muito tempo atrás, nesta ilha junto ao mar, numa Sicília habitada por marinheiros, pescadores e trovadores (há duas versões, a de Nápoles e esta aqui que é da Sicília)  ele adorava os oceanos e passava tardes inteiras dentro d’ água, por isso o apelidaram de Cola-Peixe, Colapesce. Filho de um pescador aprendeu a amar o mar e a nadar junto de seu pai, sua mama sempre gritava: -“Cola saia já da água, ou vai se tornar um peixe”. Eis que então, recebe uma proposta irrecusável do rei, que sabia que no fundo do mar existia uma enorme fortuna não descoberta ainda, a ambição dos homens aflora-se da maneira que Cola nunca esperou. As fofocas sobre sua habilidade de nadar até as profundezas se espalhou e chegou ao conhecimento deste Rei. A ilha da Sicília é sustentada por três colunas gigantescas que se extendem desde o fundo do oceano até as três pontas da ilha, e em cada um de seus pilares há riquezas inconcebíveis. E lá foi Cola, a pedido do rei investigar, de lá ele retorna com a informação de que a Sicília é sustentada por estas três colunas, e existem riquezas ao redor destas, Cola traz uma taça para provar o que havia visto, mas um dos pilares está sendo destruído pela lava do vulcão e logo a ilha iria afundar. O Rei sem pestanejar requer os tesouros, e não se importa com o destino da submersão da ilha, joga uma moeda e força Cola a buscá-la. Colapesce cansado da ambição do Rei e dos homens que queriam que ele trouxesse mais e mais riquezas, acaba ficando para sempre na terceira coluna, que já quebrada pois esta havia sido consumida pelas brasas da lava; segura-a. E lá ele vive até hoje protegendo e prevenindo a ilha de se submergir, e se há um terremoto ou algum vulcão entrando em erupção, é somente Cola mexendo-se para coçar seu nariz, ou alongando-se, hoje se assemelha mais a um peixe com escamas e guelras como sua mãe profetizara.

Esta é a Sicília na Itália, de onde vem também Don Corleone, o Grande Chefão do filme Godfather (1972) de Francis Ford Coppola, a região das máfias, do Grande Don que protege seu povo, populista e violento em seu aspecto negativo, mas protetor em seu caráter. Um local que mostra bem a mistura de duas culturas presentes na ilha; a Grega e a Italiana. A terra das primeiras bruxas, nonnas pré-históricas, bruxas da caverna como Lilith a Primeira mulher, parte humana e parte animal. Como as sereias, as nereidas e as naiades; parte peixe parte humana, que vêm da mitologia grega representar a força feminina, a força das ondas do mar. O farol que guia os barcos para saírem da escuridão do Oceano.

Eu vejo a luz –  I SEE THE LIGHT.

E dessa fusão cultural, a magia exala pelos poros nesta parte do planeta.

As culturas só fazem sentido quando juntas e misturadas:

A stregoneria italiana que é a magia primitiva citada anteriormente, é o conhecimento das antigas bruxas (Stregas). Conhecimento de receitas, de infusões, figas, mixturinhas finas que criam vida, que criam magia, que criam o equílibrio entre bem e mau, entre criação e destruição. As mulheres bruxas, Medusa e Atenas; Diana a Deusa da Caça e Dianus Luciferum, o deus das florestas muito associado a Pan, com cabeça e patas de bode; muito relacionado as caças as bruxas, de mulheres que se encontravam com o deus das florestas. Homem e e Mulher que em seu cerne evolutivo se misturam e procriam, dois opostos atrativos, o bem e o mau que equilibram o planeta.

Adendo ao mantra Makaraal Shivaya Namaha, para que as coisas cheguem, para que as coisas fluam pelo caminho certo; nesta minha viagem minha mala desapareceu e o mantra me ajudou a ter a paz no coração uma paz em meio ao caos, na ansia de recuperá-la e de certa forma aceitar sua perda. Não apareceu mas o amor dentro de meu coração floresceu mais forte do que nunca.

Chego nas Naiades, as ninfas de água doce, diferentes das Sereias ou Nereidas que são da água salgada.

As Naiades se subdividem em diversas categorias:

Crineias: Naiades das fontes

Limneidas: Naiades dos lagos

Pegeias: Naiades das nascentes

Potamides: Naiades dos rios

Eleionomaes: Naiades dos Pântanos

E nós esperamos 40 semanas para o resultado da fertilidade do trigo e do canto das sereias

Sobre esperar minha bebezinha…

O meu amor sai de trem por aí
E vai vagando devagar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
Que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
Quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer

Olho no olho
E flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
Vem, vai, vem mais

E das Naiades vem o nome de minha filha: Naia e segue seus vários significados

Na realidade, este belíssimo nome veio por parte da minha amada esposa pesquisadora, paleontóloga, arqueóloga e psicóloga GF, ela descobriu a seguinte matéria: Em 15 de maio de 2014; a mais recente descoberta de um esqueleto humano com mais de 12 mil anos, no México em uma gruta submersa, uma cova subaquática; na península de Yucatán. Que compartilha de características dos indígenas americanos (atuais grupos indígenas da América). Contrariando a teoria do crânio de Lucy, Luzia, que assemelhava-se a crânios similares aos crânios de melanésios (aborígenes) e africanos mais antigos. De modo geral, esta nova descoberta refutaria a teoria de que houve ondas migratórias de mais de um mesmo grupo biológico da Ásia para a América, sendo que apenas um mesmo grupo biológico teria povoado o continente vindos pela Beríngia (região entre o estado do Alaska, nos EUA, e a Sibéria, na Rússia). Apelidada de Naia em homenagem as Naiades gregas, pois eram ninfas de água doce.

17 de janeiro tb é Jorge Mautner dia do peso-pesado

Atrás do arranha-céu tem
o céu, tem o céu
E depois tem outro céu sem
estrelas
Em cima do guarda-chuva tem
a chuva, tem a chuva
Que tem gotas tão lindas que
até dá vontade de
Comê-las

No meio da couve-flor tem
a flor, tem a flor
Que além de ser uma flor tem
sabor
Dentro do porta-luvas tem a luva,
tem a luva
Que alguém de unhas negras
e tão afiadas
Esqueceu de por
No fundo do pára-raio tem
o raio, tem o raio
Que caiu da nuvem negra do
temporal
Todo quadro-negro é todo
negro é todo negro
Eu escrevo seu nome nele só
pra demonstrar
O meu apego
O bico do beijar flor, beija-flor,
beijar flor
E toda fauna flora gata de amor
Quem segura o porta estandarte
tem a arte, tem a arte
E aqui passa com raça
eletrônico o maracatu
atômico

Minha filha Naia nasceu! Meus amores Gabi e Naia! 17 janeiro jim carrey, andy kauffman, al capone, james earl jones (darth vader), muhamad ali, françoise hardy, shabba ranks, susanna hoffs do The Bangles, eartha kitt (mulher gato negra do bats-60s)

obrigado Mayor Adam West (RIP)

“Quem não quer ouvir sapos não frequenta a lagoa, monge budista incendeia em cima da canoa” PRFSSOR RGIZ

Tnx not dead obrigadx a todx tudo junto misturado saiu essa nossa mixturinha fina café preto o céu terramar dentro d’água alga como ferro fogo sangue vinho carne soul e espirítos orixás amigxs que me pretegem sem pensar nem pensar enquanto quem pensa que pensa pensa sem nem pensar o prato mais caro do banquete é o que se come cabeça de gente que pensa que pensa sen pensar antropofagicamente um canibal

pai oxalá vai me ajudar

booyakasha

A sequência disto já é fora das águas, é adaptação a terra. O bebe que sai a procura de uma luz em sua embarcação uterina, acostumado a viver dentro das águas, ser aquático que se escolhe viver na superfície por amor. E mãe terra parindo a água, parindo Naia. Respeito ao parto e respeito ao corpo das mulheres.

Finalizando e correlacionando aos assuntos abordados, posto esta imagem retirada de uma pintura de uma artista que se chama Juliaro do blog:

http://palomailustrada.blogspot.com.br/2011/08/pachama-pariendo-sirenas.html

Que aqui coloco para respeitar os direitos autorais da artista.

Explica justamente o processo, o meu e de muitas outras pessoas, meu e de minha esposa até a chegada do nosso bebezinho feito de amor. A Pachamama, a mãe terra parindo a água, as sirenas que representam a água de lá saindo e adentrando nosso mundo, como parte essencial da vida.

da Água.

da Terra.

somos nós.

Somos todos um.

NeoMitoSofia: Perversões

Posted in novidades, produção NMS, vídeos on agosto 27, 2017 by plauns

“NeoMitoSofia, primeiro vídeo: perversões humanas, perversões do mundo atual, perversões contemporâneas”. Assim começamos o primeiro bate-papo filmado (com intensão de publicar) que nosso grupo fez desde sua formação.

A história da criação desse vídeo começa com o grupo, já que mesmo nos primeiros encontros pensávamos em gravar o áudio (com algumas tentativas falhas), ou o vídeo, ou algum outro tipo de registro que não fosse formado só por palavras escritas.

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Por volta de 2014 (5 anos após a criação do nosso site), começamos a discutir com mais frequência a possibilidade de criarmos um vídeo a partir de nossos encontros. Após alguns testes de gravação, desenvolvemos um roteiro para tratarmos do tema Violência (ainda não filmado); nessa mesma época, em uma tarde que o grupo infelizmente não estava com o núcleo completo, estávamos conversando sobre as Perversões e após algum tempo de conversa resolvemos registrar ela em vídeo. Então em 2016 finalmente nos debruçamos no material filmado e fizemos a primeira passagem da edição (o que durou 3 longas tardes de decisões de corte e referências visuais inseridas), mas ainda faltava tratar o vídeo, o áudio e o texto das legendas. Um ano após essa primeira edição o vídeo ficou pronto, foi encaminhado para o núcleo fazer os últimos comentários, para podermos publicar e divulgar.

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Como o título e a introdução deixam claro, o assunto da vez são as Perversões. No vídeo tentamos tratar esse assunto através de mídias (filmes, quadrinhos, séries, músicas…), exemplificando o que entendemos como perversões; sejam elas sexuais, políticas, econômicas, religiosas… Como o nosso mote é “Trocando dados e combatendo a escória”, além das referências (troca de dados), acrescentamos também, dúvidas e críticas direcionadas aos perversos (nossa forma principal de combater a escória).

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A Lenda de Jubiros & Jibérion

Posted in Imaginarium on setembro 27, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

Esta lenda tem muitos nomes, como todas a palavras podem ter muitos significados. A NMS Crew, ou Eqipe, Team, group, tem linguisticamente discutido muitas palavras: Cultura, Contexto, Conteúdo, Propaganda, Amor, por um lado pejorativo, por outros carrega sentidos tão ultrapassados e escrotos, como bichos escrotos de contos de fadas,  como que a palavra “estupro” pode ser uma cultura, como a cultura humana se rebaixa e transforma hábitos, tradição e cultura em coisas tão carregadas de negatividade.

Gotta Live the positive way. unkle régis in da house YO!

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A LENDA DE JUBIROS E JIBÉRION

(Trad. Régis Yasuoka do conto dos Irmãos Grimm)

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(para meus amig@s T,J&V) provavelmente o tibs vai complementar o post com alguma coisa mais pra frente…

A lenda de Jubiros e Jibérion, ou a Lenda de Jorinda and  Jorindel, ou Jorinde und Joringel, ou A Flor Violeta, ou a Flor do Orvalho,  escolha como desejar só sei que foi assim

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Era uma vez um castelo tão velho que ficava sempre ali parado e pesado no meio de uma floresta densa, e nesse castelo vivia uma velha fada malvada. Todos os dias ela voava na forma de uma coruja  e se esgueirava na forma de uma gata, mas as noites ela voltava a ser uma velha de novo. Quando algum jovem do sexo masculino se aproximava a alguns passos perto do castelo, ele se congelava e não podia dar mais nem um passo, até que ela viesse e o libertasse: mas se alguma jovem donzela se aproximasse, elas se transformavam imediatamente em pássaros; e a fada vinha e as botava dentro de uma gaiola e a pendurava na câmara do castelo. Ela já tinha setecentas gaiolas penduradas no castelo, e todas com belíssimas passarinhas dentro.

Agora vou lhe contar também, que existia uma moça que se chamava Jubiros: ela a mais bonita ali do Reino do Rei Johnny Days; e também tinha um professor chamado Jibérion que gostava muito dessa moça, e eles planejavam se casar. Um dia eles foram passear pela floresta para que pudessem ficar a sós. Então Jibérion disse, “Temos que tomar cuidado pra não chegarmos perto do castelo”. Era um maravilhoso entardecer, 18 horas ali naquela região fica tudo meio congestionado, os últimos raios do sol que se punham brilhava através dos longos galhos daquelas árvores adentrando o verde pantânoso, e pássaros azuis bluejays cantavam lamentosamente dos mais altos galhos.

Jubiros sentou pra admirar o sol; Jibérion sentou a seu lado; ambos se sentiram tristes, eles não sabiam porque. Sentiram-se que fossem se separar para sempre. Eles deram mais uma caminhada e perceberam que haviam perdido o caminho de volta.

O Sol estava desaparecendo bem rápido, e metade de seu círculo já tinha desaparecido através da colina: Jibérion olhou para trás e percebeu que sem querer querendo, eles haviam sentado bem perto das velhas paredes do castelo, ele encolheu de medo, ficou pálido, bem acovardado. Jubiros estava cantando;

“A Pomba-Gira piando no Borrifo do Salgueiro,

Mas que lindo-dia! Lindo-dia!

Ele chora pelo fato

De seu adorado amado.

Lindo-dia!”

A música parou de repente. Jibérion se virou para ver porque,  no lugar de Jubiros tinha uma rouxinol; e sua música terminou com um lamentoso jub, jub, jub. Uma coruja de olhos flamejantes voou tres vezes em volta deles, e tres vezes ela gritou uwhu !uwhu! uwhu!

Jibérion não conseguia se mover: fixou-se como um golem de pedra, e não conseguia nem falar, nem chorar, nem mexer uma mão ou um pé. E agora já não havia mais sol; a escura noite havia chegado; a coruja voou para um arbusto; e logo após a velha fada apareceu, pálida e magra, com olhões esbugalhados, e um nariz e queixo que quase se encontravam.

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Jibérion congelado paralisado como se num passe de break.

Ela murmurou alguma coisa para ela mesma, agarrou a Rouxinol, e saiu fora com ela na mão. Pobre Jibérion viu sua Jubinol ser levada – o que ele podia fazer? Ele não conseguia nem sair do lugar em que estava. Por fim a fada apareceu de novo, e cantou com sua voz rouca,

“Prenda o preso bem depressa,

E sua sorte bem escassa,

Fique aí! Vai ficar !

Quando a simpatia encanta ela,

Como um pássaro canta ela,

E se esconde! Foge dela!”

Por um momento Jibérion se viu livre. Então caiu de joelhos diante da fada, que mais parecia uma bruxa, e pediu para ela devolver sua amada Jubiros: mas ela disse que ele nunca mais veria ela de novo e vazou, saiu fora mais uma vez.

Ele rezou para Jah, ele chorou, resmungou, mas tudo em vão. “O que que eu vou fazer?”

Ele não podia voltar para sua própria casa sem Jubiros, então ele foi para um vilarejo vizinho, arrumou um trampo de cuidador de cachorros e ovelhas. Ele corajosamente muitas vezes andava com seus cães rosnando nas redondezas das muralhas do castelo que ele tanto odiava. Milagrosamente uma noite, ele teve um sonho  em que achava uma linda flor roxa, e no meio desta uma pérola brotava; ele sonhou que pegava a flor, e ia com ela em mãos para dentro do castelo, e em tudo que ele encostava a flor, começava a se desenfeitiçar, e assim ele encontrava sua querida Jubiros de novo.

De manhã quando ele acordou, ele começou a procurar no Vale do Anhangabaú por sua preciosa flor de cor violeta; e oito dias se passaram em que el ficou procurando em vão: mas no nono dia numa manhã se bem me lembro, ele encontrou sua maravilhosa flor Violeta; e no meio desta existia mesmo um orvalho tão grande quanto uma pérola preciosa.

Então ele colheu a flor-menina-Violeta, e foi em direção a seu destino, dia e noite até chegar de volta no castelo. Andou mais que cem passos para a perto do castelo e percebeu que não estava mais paralisado, até que chegou na porta.

Jibérion muito contente de ver toda sua façanha: encostou na porta com a flor, e isso logo se abriu, e assim já foi se aprochegando para a corte do castelo, até que ouviu o som de milhares de pássaros cantando.

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Ali ele viu em uma câmara onde ficava a fada bruxa velha, os setecentos pássaros cantando em suas setecentas gaiolas. Quando a bruxa viu Jibérion ela ficou super brava, e gritou de raiva; mas ela não conseguia se aproximar mais dele; a flor em suas mãos o protegia. Ele olhou em volta todo malandrão agora, essa bruxa vai se ver, procurou um rouxinol, mas encontrou tantos, que ele não poderia nem saber qual era Jubiros. Enquanto pensava o que fazer, ele viu que a velha pegou uma das gaiolas e se preparava para arredar o pé pela porta. Ele pulou para cima dela, mas hoje acredito que ele praticamente voou para lá e encostou a gaiola com sua flor, – e sua Jubiros apareceu diante dele novamente. Ela atirou-se num abraço em volta de seu pescoço e se olharam como se o tempo tivesse parado naquele por do sol na floresta.

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Então como um justiceiro ele encostou sua florzinha violeta em todas as outras gaiolas, para que todas pudessem voltar a suas verdadeiras formas; levou sua Jubiros e sua Florzinha Violeta que havia se transformado numa linda menina e a pérola de orvalho que nascia era um dente que saia do meio de suas gengivas, e assim viveram felizes juntos por muitos e muitos anos num Rainbow Country.

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falou meu nome aqui estou, Papa Dipz answering that question who let da birds out hu hu who let da frogs out hu hu hu abrindo as gaiolas do coração e enfiando o dedinho pra brincar com bico de papagaio, homenageando mortos e vivos & amaldiçoando mortos-vivos com versos escangalhados oh sim eu estou tão cansado mas não o bastante pra não trilar o meu trinado, por isso ofereço esses versos pouco treinados  que se declamados certamente seriam desafinados, mas que foram brevemente compartilhados ao redor de uma fogueira na ocasião em que foram registrados nos idos de 16.6.14 as 2:O6 & quase 3 anos passados, enquanto alguém que sabia falar como e com os pássaros se preparava pra alçar vôo e migrar pras paragens do outro lado. Aos vôs que partiram em revoada vai essa, meu blues pros ancestrais, conforme fora uma vez rabiscado:

Tem dias em que tudo o que há me parece mei´ dividido/  Tempero profundo carinho com algo que me deixa aflito/ E no auge do meu sofrimento o dia parece mais divertido/ Você, sujeita de cores, me diz que a vida é pra já e que está pensando em filho/ Eu, P.B. rabugice, deixo manchas com meu silêncio e fantasio com infanticídio/ Você pensando no céu, eu cuidando do piso. Você insistindo nisso e eu repensando naquilo.

Nosso caso – pensa, atenta, reflete – parece em tese louco delírio; mas – percebe, sente; fareja – em sentimento tem o tino pro certo, LÍVIDO ALÍVIO pra, escrava do próprio poder, civilizikaultura violenta do anacronismo. Afim eu tô doutro modo, em paz; mas das veiz faz falta um colírio pra dor pro cansaço prum mundo cada vez mais fora dos trilhos, pro arregaço estafante dum cotidiano tão injusto e doído.

Se tudo fosse sempre mais fácil, diz que a vida perdia o brilho, mas talvez isso seja só nóia, a tal da vozinha do grilo. Ensinar a carne do corpo a aprender a língua do espírito. Ensinar a arte do copo a não ser instalação de suicídio. Brasa, fogueira e fumaça também servem pra espantar mosquitos. Um braseiro pra deuses no peito põe em uivo o que podia ser grito. Remédio pro desespero faz lembrar de enxergar o infinito e de que tudo sempre repete, até o abraço amigo. E quando digo que até logo e até mais lembro que o tempo é bem esquisito. Espremido entre o vais e o fico. Conciso entre a asa e o bico.

E quando da vida o corpo estrito se vai, surgem outros corpos pro vivo, passa a viver nas histórias e na memória dos entes queridos. Todos mudamos com nossas lembranças, de sonho em sonho transito. Tento desvendar em meu peito deus como fé, ópio ou mito; ficam lições, olhares, caminhos e pessoas que são como abrigos. Esforço de dizer “eu te Amo” e a troca disso por mimos. O Amor é apesar de palavras, tá na lágrima, no brinde e no pito. E até nas quietudes pode-se ouvir o som brando do respiro & pelo ar que nos entra e sai fica o dito pelo não dito.

para Arão e Naum que logo serão 1

SIMPATIA DE VIOLETA do Doutor Boo-Yah-Yah-Suoka e Prof.Tyberius A.Bear

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on setembro 26, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

 

SIMPATIA DE VIOLETA

retirado do livro: Livro de Feitiços Voodoo do Doutor Cobra. 2000. St. Martin’s Press.

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“José Newton já dizia, se subiu tem que descer.”

(Como Vovó Já Dizia – Raul Seixas)

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Já dizia o Vuduísta de New Orleans, o Doutor Yah Yah, que VIOLETAS são excelentes amuletos protetores para evitar e derrotar qualquer doença ou machucado. Ele acreditava que essas lindas florezinhas roxas emanavam poderosas vibrações curativas. (repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -healing hoodoo-healing hodoo-healing hoodoo).

Para harmonizar com os benefícios destas vibrações, coloque algumas Violetas numa bolsinha de flanela vermelha, amarre bem a abertura, com um barbante de algodão e use-a em volta de seu pescoço para proteção. Troque as flores dentro da bolsinha a cada 7 semanas. Para atingir uma maior potência, salpique algumas Violetas dixavadas em cada canto de seu quarto em sua casa.

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Doutor Yah-Yah violou a tradição de que todos os Mestres Voodoo eram livres, por que ele mesmo era um escravo, cujo nome real era George Washington. Seus talentos incluíam leituras da sorte e cura. Sua carreira veio a tona no fim de 1861, contudo, quando ele foi preso por vender veneno a um comerciante de frutas Italiano, que tinha pego a poção para dar a um químico, que por sua vez aceitou-a como uma cura para o reumatismo. O mestre do Doutor Yah-Yah teve de pagar uma alta multa para soltá-lo e então enviá-lo de barco para o fim de sua vida trabalhando numa plantação de violetas.

Não se deixe levar pela ideia de que você tem de aprender tudo de uma vez, para manter-se junto do resto da comunidade. Não existe uma corrida! Você se sentirá muito menos sobrecarregado se você se focar em um ou dois temas por quanto tempo for necessário. Esta jornada é sobre preencher você mesmo, e não preencher as expectativas das outras pessoas. Lembre-se sempre haverá MÁGICKA nos processos. O seu café-da-manhã-sinta-se-bem é um ritual de alegria. Arrumar sua cama é a dedicação para clarear e acalmar a mente. Varrer a casa é capturar & banir pequenos diabretes e homúnculos parasitários que se encostam na gente roubando a energia do ambiente. Andar para o trabalho ou para escola todo dia é uma afirmação de suas intenções para alcançar o futuro.

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -magick-magick-magick)

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -feelgudbreakfast-feelgudbreakfast-feelgudbreakfast)

NOM VANITAS EST.

NOTHING IS MEANINGLESS.

NADA É SEM SIGNIFICADO.

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olha o tibs chegando aí devagar devagarinho no post…

ORAÇÃO PRO ALÉM

Minha mãe, meu pai, meus avós, meus ancestrais. Todos os saberes primordiais, a força radical. Herança. Unganga, Palo, minha voz, Criumba, Winti, meu nome, Catimbó, Cabula, Babassuê, Kimbanda e Maria Lionza, Capoeira e Maculelê. Abakua, todos os deuses gatos, ganja de Pukumina, Cybersansara, culto de São Gonçalo,  os correlários de Santo Amaro, O que você lança? Já parou pra se perguntar quem é você? O cheiro de azeite de dendê. Fumaça. Pajelança. Não confunda voodoo com hoodoo nem olho de Agamotto  com olho do Rá. Enquanto eu olho pra Hórus, tem quem ora pra uruca  e pede pelo amor de deus por mais desgraça. E macumba é só um jeito de falar tambor. E batuque é religião sim, assim como Jarê e Tererecô, os cultos de Jurema e do Bosque Sagrado. No Caribe, como em outras culturas de diáspora, não se distingue muito bem o que é o nome da entidade do que é o nome da prática. Originária de Gana, África, a Obeah de Trinidad y Tobago e outras ilhas caribenhas próximas diferenciava-se consideravelmente de localidade para localidade. A feitiçaria é uma forma de religiosidade que respeita e considera a autonomia de seus praticantes. Posso ser/fazer Obeah sem jamais tratar com wintis relacionados a outros obeahmans. Cada qual faz sua magia do seu jeito. O suspense & mistério quanto ao procedimento é recurso narrativo, objeto de pesquisa ou instrumento de poder, de dominação da ação alheia. Sabendo disso, é só libertar-se de culpa e medo. Agora, se Papa Bones, Barão Samedi e Exú Caveira são diferentes alcunhas pra mesma entidade, se são diferentes formas da mesma força, ou se encontram-se os 3 às quintas-feiras pra jogar dominó entre corvos falantes e serpentes carinhosas, só tem realmente um jeito de saber, e é aproximando-se pra escutar sua voz. Suas vozes na sua voz. Sua voz sendo muitas vozes dentro da sua voz. A voz da sua mãe, do seu pai, dos seus avós. Yorka, seus antepassados. Memória ancestral. Seus segredos e fofocas. Obi, a força criadora da natureza, emanando quintessência, exalando feito perfume todos os saberes primordiais que do outro lado do muro são fruto proibido. Elos primievos. O caminho sagrado de Hoggoth. O lugar de poder não tem poder por si só. O poder do lugar vem da postura de quem está lá. Onde e como a alma  fica protegida. A alma é água. Condutora e transmissora de vidas. Kra. Tanto pra saber. Tanto pra imaginar. Minha fé, é pra mim, assim tão sagrada, que nunca se curvaria à fé de outrem. A fé que move o juggernaut esmagando fiéis sob seus pés é contraditória como qualquer fundamentalismo teocrático. Até Caim vai se tocar que cyttorak não é o canal ideal pra andar, porque o caminho irrefreável do fanático não é abastecido por uma rocha mística mas pelo medo de falhar. Medo vira ódio. Ódio vira violência. Violência vira medo. Mas um sábio mano meu disse que medo é ausência de fé; como então explicar tanta incompetência religiosa? É que nem sempre algo é o que parece. E o ilusionista vê o que acontece através do véu dos truques e dos espelhos e toda ilusão perece ante a graça da sua percepção. O olho do mago sabe que o que muitos alegam ser fé, na verdade é só certeza. Uma certeza covarde e desesperada, às vezes um pouco mais outras vezes um pouco menos… Nesse jogo de ilusionismo religioso e discursivo, não raro um torna-se instrumento da fé do outro. A tal da regência. Dizer para o outro como ele deve entender, como ele deve sentir, como ele deve saber. Bonecos de pregação alheia. Uma ferramenta cujo único deus é a mão que a opera. Amar deus e uns aos outros somente é possível obedecendo exclusivamente a si mesmo. Conhecendo de onde vem cada impulso íntimo. Erguendo a cabeça. Ori. Axé. Minha deusa é minha mulher. Deusa materializada, divinizada pelo encontro de um corpo inacreditável com um olhar incrédulo. O mojo de mama Juju, Gris-Gris moara e seu gran grimoire, casamento do céu com o inferno, faz filho, goza e chora na terra, todo dia nova Encantaria, todo dia cantoria, todo dia café, cafuné e zombaria. O riso mais verbo põe magia em feitiçaria. Bruta como uma flor, delicada como infantaria, ensina que a MÁGICKA, a magia potencial, essa poderosa energia, é coisa que vem de dentro do ventre, de trás do ás de copas, onde vivem cegonhas e se celebra a bruxaria. As três feito uma. Muié, véia, donzela. Tá posto o panteão, o altar e a adoração. Simples como quem põe a mesa pra comer um pão. Toda culinária é feitiçaria, também toda arte e toda paixão. Fé pura e intensa não se mancha com discurso nem explicação. Nem amor sagrado carece expiação. No máximo uns versos, um poema, uma canção. Uma prece, uma reza, vela acesa na viela, presentes em encruzilhadas, descoberta, acaso, sincronia, intersecção. Respeito profundo, calma e silêncio, oração. Então pelas mães, ancestrais, pelos saberes primordiais, faço essa do fundo do peito. Sem pressa. Sem fazer preza. Obrigado.  Sou muito grato mesmo, de coração. Por me fazer refletir, por me deixar relembrar, deuses lhe paguem, deusas lhe protejam, totens te inspirem pra que também aprendam e não se esqueçam. & se for pra pedir ou querer algo, que seja além do bem, enxergar mais além. Amém.

Tiago Abreu

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DETRÀS DAS GRADES _ INTERVALO COMERCIAL & MENSAGEM DOS ANUNCIANTES

Posted in 1 Mapa dos Informes, informes do NMS, novidades, produção NMS on setembro 1, 2016 by ti

“Um personagem levantou-se e disse. Isto é uma história. E eu disse. Sim. É uma história. Por isso podem ficar tranquilos nos seus postos. A todos atribuirei os eventos previstos, sem que nada sobrevenha de definitivamente grave. Outro ainda disse. E falamos todos ao mesmo tempo. E eu disse. Seria bom para que ficasse bem claro o desentendimento. Mas será mais eloquente. Para os que crêem nas palavras. Que se entenda o que cada um diz. Entrem devagar. Enquanto um pensa, fala e se move, aguardem os outros a sua vez. O breve tempo de uma demonstração.”

Lídia Jorge, O Dia dos Prodígios. 1984

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Cenário: Escuridão completa. Homem de idade indefinida aponta uma lanterna para a própria face e fala com a câmera:

– Certo, vou ser rápido! Há pouco tempo. Tudo foi tomado. A grande grade envolvendo todo o globo está há poucos passos de ser ativada. Não existirão mais áreas inexploradas. Não haverá mais vida selvagem. Tudo estará sob controle. Tudo será encerrado nas grades da civilização. Todos os momentos estarão em uma grade de horários. Toda performance estará numa grade de programações. Tudo será espetáculo.

– De todas as espécies da terra só uma seria capaz de organizar levantes que sabotasse esses planos e detonasse pra valer com as intenções e os lucros dos civilizadores da grade. Bom, talvez alguns vírus também… Mas a humanidade não só foi cooptada, como em grande parte assina o projeto de autoria dessa sinistra empreitada. Malditos monstros. Mal dá pra chamá-los de humanos. Ou seria a humanidade um germe indistinguível dessa monstruosidade? Como estados diferentes de uma mesma vida em transformação. Quando nascem são simpáticos girininhos bagunçando o berço com fofurices e de repente lá está, obedecendo um patrão, consumindo exageradamente pra compensar o desequilíbrio nocivo que sua existência gera pra natureza. Esses dizem da Terra “ela aguenta…” como quem encoraja o décimo terceiro amigo numa fila pro estupro coletivo. A Terra aguenta. Todas as usinas nucleares fissuradas, todo desmatamento pra fazer pasto transgênico, todo deserto verde de eucaliptos, todo vazamento de lixo tóxico no mar… Toda fumaça, todo barulho, toda área destruída e encapada com asfalto e concreto. Cidades como jazigos monumentais. Toda a devastação industrial. Alguém já percebeu que não existe uma refinaria que produza algo benéfico, no sentido de saudável?

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– Enfim, eu disse que seria rápido. Tenho que ser. A civilização convence as pessoas a aceitarem esse projeto com CONFORTO. Essa é a moeda. O TERROR e o MEDO só as mantêm num nível de consciência propício para acatar sem resistência ordens básicas e imediatas, mas o conforto é o que tinge em cheio o imaginário, moldando a expectativa que as pessoas têm e nutrem da vida. É assim que elas aceitam o holocausto de sonhos cotidiano. Em troca de conforto. E é claro que dizer isso acaba sendo desconfortável. Imagino receber essas palavras deva ser desconfortável. A ideia em si gera desconforto. É o lance da verdade… O que a torna tão imprescindível para a arte quanto é irrelevante para o marketing. O caso é que há pouco tempo porque a grande grade tudo fagocita. A grande engolidora. O outro lado. Logo essas palavras também serão descobertas. Então pagará por elas, ao custo de alguma pouca publicidade, em troca de espaço para anúncios e propaganda vazando mercúrio no lençol freático da verdade dessas palavras. Infectando com refeições fáceis e táxis fáceis a distância de um clique, acenando os produtos que você costuma procurar. Toda sua existência será palco do grande mercado livre da grade. As melhores ofertas para sempre pairando na frente dos seus olhos. E quando você dormir, as melhores ofertas aparecerão em seus sonhos.

O velho fala:- Chora agora, Ri depois. Em dois takes a palavra de nosso garoto boy magia propaganda.

É isso. A grande grade. O mundo onde nada é público, tudo é particular. Tudo tem dono. Tudo tem preço. Nada tem valor. Tudo é privado e nunca há privacidade. Olhos digitais filmam tudo. Câmeras reversas vigiam permanentemente os autores abobalhados de todos os selfies do mundo. Registram a sintonia fina da expressão dos seus olhares. Conferindo o nível médio de satisfação. Batendo a meta do conforto. Aqueles planos seus, os mais ousados, já são sabidos e registrados antes mesmo que você tenha plena consciência deles. Mapeamento dos desejos. Telemetria das almas. Todas as ideias são saqueadas das mentes das pessoas antes que possam acessá-las devidamente. Porque gradear a extensão total do globo, gradear a vida selvagem, a mata exuberante, a fauna silvestre, não é o bastante. Há de se gradear a paisagem mental também. As ideias já não transitarão livres por aí, dialogando a vontade com cabeças pensantes como quem zanza por uma grande festa repleta de amigos… Não, elas serão também encerradas, concluídas, confinadas em zoophiepédias organizadas e então transformadas em produtos, em algo rentável, que possa ter materialidade ou não, mas que definitivamente tenha um preço.

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A câmera começa a se distanciar do narrador e as luzes do ambiente gradualmente começam a acender. Percebemos que ele está em um estúdio… vemos ao seu redor equipamento de filmagem, cabos de iluminação… a câmera começa a subir, como que pilotada por um drone, e o narrador, já não precisa apontar a lanterna para o próprio rosto, prossegue falando com a câmera em tom mais animado e festivo, gesticulando com os braços como se convidasse o expectador a juntar-se a ele, como se disse “Venha! Aproveite! É só esse final de semana! Promoção por tempo limitado!”… mas não é isso que ele diz:

– Então considere que essas palavras, esse texto, esse site, seus melhores feeds e filhos, suas melhores máquinas e amigos, irão se autoaniquilar com uma bomba letal de prostituição publicitária coorporativa em seis, cinco, quatro, três…

A luz aumenta a medida que ele conta, fazendo tudo perder gradativamente o foco, sendo engolfado por uma estouro branco que logo ocupa toda a tela.

Fim

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Então, o mesmo homem, agora aparece no interior do que parece ser um camarim. Ele tira uma peruca e remove a maquiagem com lenços umedecidos. Percebos que ele foi minuciosamente maquiado para que sua idade fosse indistinguível e sua aparência fosse neutra, em tons de marrom e caqui nas roupas e com os traços de seu rosto atenuados. Através do espelho a sua frente ele encontra a câmera com o olhar, e retoma sua fala, primeiro com ar surpreso, depois sussurrando como se contasse um segredo, e finalmente conversando amistosamente, como se batesse um papo com um velho conhecido:

– Ainda estamos aqui? Talvez ainda haja algum tempo então pra fazer nosso próprio merchan. Quem sabe se eu propagar minha própria propaganda antes dos anunciantes eu não faça como Lucky Luke sacando mais rápido que a própria sombra? Hein? He He

– Então espere pela próxima temporada de NMS O SHOW, uma programação de receitas que nem a Palmeirinha faz melhor. Se liga aí:

Entra voz em off, tão aveludada e redonda em sua sonorização, quanto soa abestalhada em sua alegria artificial de vendedor. Na tela, uma legenda resume as principais informações de cada atração:

* A verdade sobre as raízes do HIP-HOP, um estudo histórico sobre a representação das gangues na música, TV e cinema e mais um monte de coisa relacionada com cultura do gueto em GET DOWN N STAND UP – IMAGINÁRIO DAS RUAS.. pq nem tudo acaba em pizza amizade, podiscrer amizade.

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* Um garoto que prende a respiração por muito mais tempo que você fará coisas que até Atlas duvida em A Lenda do COLAPESCE

E ainda:

* A paisagem criativa de um dos maiores gênios vivos do cinema: Terry Gillian. Em PORQUE ZACK SNYDER É NADA MAIS QUE UM BOSTALHÃO

E tem mais!

Intervenzione Clazzica de Dezzxter ZZtockman joga mais mutagen nessa feijoada. To aqui dando meus pulos, mano. Ass: Prof. Règzzzz…

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* Atendendo a pedidos dos fãs apresentaremos dois bônus tracks para a quadrilogia neomitosófica baseada na diegese das tartarugas ninja, vai ter muito tiro, porrada e bomba nos especiais Best enemies forever: SLASH AND SPIKE N PUNK N ROCKETS e BEBOP AND ROCKSTEADY FLOW FOR DESTRUCTION N IN THE MOOD FOR KILL

Você vai ficar tão estarrecido que sua cerveja vai esquentar, tão pasmo que seu fumo vai apagar, tão embasbacado que seu café vai esfriar, você não vai acreditar em seus olhos, nem os vídeos de brigas de rua na Rússia são tão assombrosos, nem pornografia gore japonesa é tão espantoso quanto

* Toda a verdade sobre as mensagens escondidas nas produções dos estúdios GHIBLI em TOTORO CONSPIRACY

* ITS PROFECY TIME! Um estudo sobre o hiper-realismo conceitual nas referências proféticas de Hora da Aventura.

* As histórias, lendas e segredos sobre andarilhos, caroneiros e errantes. Criminosos fugitivos, trambiqueiros, as raízes da cultura circense, os shows de aberrações e todo o substrato nutritivo que alimenta os nômades, os desajustados e os marginais em IMAGINÁRIO VAGABUNDO

Você não pode perder!

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* Horror e Ficção estadunidense. Ecos comentados das obras fantasmáticas de Stephen King, William Burroughs e Ray Bradbury em IMAGINÁRIO GÓTICO AMERICANO

* A satânica sexta parte do estudo sobre a banda punk MISFITS: FAMOUS MONSTERS

* Um singela homenagem ao mestre das mil faces, uma BIOGRAFIA NECROMÂNTICA de LON CHANEY

* E como se não bastasse você ainda vai ter que dar uma espiada no novo reality show que é a febre da garotada: dois irmãos, dois cientistas, dois inventores, quatro artistas, oito ficcionautas, três dimensões rompendo a barreira da quarta, tudo isso somado, temperado com matemágika e muita confusão em PLÂNCTONS RADIOATIVOS SOUTÉ LABAREDAS PRIMORDIAIS NATEVÊ AMORAS ALIENIGENAS MODIFICADAS EM UNÍSSONO ULA-ULA FRENÉTICO ATORDOANTE NATIVIDADE DE IDEIAS LONGEVAS e SINTETIZADORES PROGRAMADOS PRA PRODUZIR! Igor, pull the switch and Zás! Trás! Pláuns! Plúns! Pffffffff

Tudo isso você confere ainda nessa existência terrestre por aqui mesmo, com o patrocínio de NOCILEVER (que defende a substituição dos animais de laboratório por bebês humanos clonados – ou sequestrados do terceiro mundo), CHEFRON (que investe no genocídio de culturas tradicionais indígenas apenas com o que há de melhor da tecnologia de ponta) e NITROSOFT (quatro décadas de luta pela legalização do trabalho escravo em território Chinês – e alguns outros da Micronésia, Índia, África e Latino-América).

Corte.

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A câmera se afasta um pouco mais, e agora tudo o que antes parecia um estúdio de cinema ou tevê, revela-se um cenário montado num palco de teatro. Podemos visualizar o ambiente do camarim dividido do primeiro ambiente cenografado como um estúdio por uma fina parede de tapume. Um voz em off ressoa. Essa menos descontraída, menos alegre e abobalhada, tenta reproduzir a entonação da retórica de credibilidade e seriedade jornalística empresarial, anunciando solenemente:

– Agora com a palavra, o CEO da NeoMythoSophics Enterprises Incorporation®

Detrás das cortinas dessa grande palco de teatro com cenário de um estúdio ao redor de um cenário em seu interior aparece um senhor de suéter e óculos de grau que vem caminhando em direção da câmera e falando com ela amigavelmente, tem uma das suas mãos no bolso da calça cáqui:

– Olá, sou Goetius Autobreu – ao que entra em cena uma criancinha de sexo feminino, provavelmente entre seis ou sete anos, segurando um sorvete de casquinha em suas mãos. O homem pausa um pouco sua fala, se abaixa, ajoelhando com apenas uma das suas pernas, como se fosse um cavaleiro medieval prestando reverência, e, na altura da garotinha, brinca um pouco com ela desarrumando seus cabelos e desferindo um carinhoso mini soquinho em seu queixinho. A menina, alegre, pacata e subserviente, oferece um pouco do sorvete. O homem aceita, ficando com a ponta do nariz suja depois de dar a sua lambida. Ambos riem um pouco. Bem artificialmente, mas com uma fotografia linda. Como numa propaganda de banco. Depois ele se levanta sacando um lenço de pano do bolso, limpando o nariz enquanto a garotinha sai de cena saltitando e retomando seu olhar e sua fala para a câmera, agora com uma réstia de sorriso humanizador pairando em sua face – vocês devem se lembrar de mim da série de artigos sobre vampirismo no mundo do trabalho chamado Monstros no Espelho, ou então de curtas intervenções poéticas ao ler quadrinhos em voz alta no ônibus, metrô e outras áreas públicas. Bem talvez não… é porque quase já não há áreas públicas (meu deus como estou velho).

– As transformações geradas pelo sistema político econômico vigente o tornam apto para o extremo do seu potencial destrutivo. Mendigos serão terceirizados. Vamos privatizar até a arte marginal. Haverá uma taxa sobre cantadas improvisadas, haverá multas para vomitar na rua, diabos, haverá um contador digital de flatulência implantado no ânus de cada cidadão para quantificar os custos de sua poluição atmosférica. Os carros, é claro, continuarão a ser comercializados de forma facilitada e progressivamente mais barata. Mesmo após a invenção do teletransporte de seres humanos, nós instalaremos nossas cápsulas teletransportadoras para encurtar a distância entre o escritório e a garagem do escritório, então dirigiremos sozinhos com nosso ar condicionado para casa, onde outra cápsula teletransportadora nos desintegrará na garagem de casa para nos reintegrar direto no quarto, de forma que não precisemos perder tempo com nossa família depois do expediente.

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– Enfim, estou aqui para dizer algumas palavras sobre o mercado editorial de quadrinhos. É sabido que a NMS™ dialoga com, estimula e promove abertamente o consumo de HQs de todo gênero, tipo, sorte ou estilo, desde os primórdios de sua fundação, em meados de 1876 em Massachussetts, OhioOregon Canadá USA, mas recentemente, nesses tempos de anti-crise global, quando o próprio presidente interino da República Federativa dos Golpes Brasileiros recomenda a população de seu país, em seu discurso de posse que – eu cito as suas palavras – “não pense” apenas “trabalhe”; observamos como tendência histórica e cultural uma adesão praticamente desesperada ao modo de vida capitalista em sua expressão mais servil, onde aspectos cada vez mais íntimos da vida são convertidos em modelos de negócio como a mordida de ouroboros, a metáfora mais manjada de todas, a esfera íntima sendo encontrada, engolida, fagocitada, devorada pela perspectiva privada.

– Bom, em um panorama como esse você pode achar que um empreendimento intelectual e científico como a NeoMythoSophicus United Coorporation© ou holístico e espiritual como A Igreja Plaunstecostal NeoMitoFílica da Adoração dos X-Mens do Passado Futuro dos Últimos Dias ou mesmo musical e artístico como A N&OMIT0ZÓFUZZ Entreteniment SupahParteeeey Exxxperience 2017 tenham algum tipo de vínculo com o mercado editorial de HQs no Brasil, que receba algum incentivo financeiro ou mesmo alguns exemplares como cortesia para apreciação e crítica ou mesmo que seu trabalho editorial seja por nós apreciado.

Nessa hora a câmera dá um zoom no narrador, que passa a ser enquadrado em plano americano que vai fechando lentamente ao longo das próximas falas até chegar num zoom extremo da sua face:

Venho por meio dessa mensagem anunciar que não. Salvo algumas exceções que serão citadas no final, em primeiro lugar, o grosso dos títulos de HQs publicadas no Brasil (pelo menos a maior parte em exposição nas bancas de jornal) é realização da Panini e sua contraparte Salvat, uma multinacional que produz a toque de caixa, imprimindo com mão de obra semiescrava chinesa e cujos funcionários no Brasil (explorados e sobrecarregados invariavelmente, quando não também semiescravizados pela moda da terceirização) mal conhecem o que estão produzindo. Uma supercompanhia multinacional marcada pelo amadorismo e tosquice em sua qualidade editorial. Os erros são tão extensos, crassos e vulgares que ao invés de citá-los brevemente aqui, apresentaremos cada um deles em uma série especial de reportagens sobre as maiores cagadas editoriais do mundo dos quadrinhos há muito vistas mas jamais comentadas, dissecando e ridicularizando a absurdice da incompetência e descaso editorial em nosso canal de youtube VÊ SE PUBLICA DIREITO ESSA PORRA, Ô CARALHO. Um oferecimento de um bando de canalhas preguiçosos mal pagos da Panini/Salvat Editorial.

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O close terminou bem fechado no rosto de nosso narrador, que conclui essas últimas palavras com uma expressão ligeiramente hostil no olhar. Corte. A câmera se reposiciona. Plano americano novamente. O homem está a frente do palco agora, caminhando pelo corredor entre os bancos da audiência vazia de uma grande teatro. Retomando seu tom amigável ele retoma seu discurso, agora com ares de quem vai se despedir.

– Aproveitamos então para elogiar os heróis da resistência do mercado editorial (genuinamente) brasileiro, todos os cartunistas que publicam de forma independente e em parceria Allan Sieber, Bruno Maron, Ricardo Coimbra, André Dahmer, Daniel Lafayette, Wagner Willian, Rafael Coutinho entre tantos mais; é claro uma reverência aos grandes mestres dinossauros (Laerte, Angeli, Adão, Marcatti) e sobretudo o sempre genial, primeiro e único, maestro editor de gibi faixa preta quarto Dan, Ota Assumpção. VIDA LONGA AO OTA!

Por fim, acenando para a câmera que se distancia mais e mais ele ainda brada mais uma vez, agora lá de baixo:

– Fique ligado! Continue vidrado! Até lá…

Câmeras movidas por drones são um barato, né? Agora ele é quase um pontinho lá embaixo, mas ainda é possível ouvir sua voz:

– Compre nossa linha de canecas e camisetas! Acesse nosso site…

Agora a câmera dá um fade out pra tela em branco. A logo marca NMS se materializa toda linda numa estética minimalista onde menos é mais e ao fundo ainda se pode escutar o narrador, agora bem baixinho, dizendo:

– Dabliudabliudabliupontoneomitosofiapontowordpresspontocom…

– Acesse e concorra a prêmios…

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HOMO BABILONICUS by Tibs.A.Breu & Prof.RégizY.

Posted in MUTANTES on maio 12, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

PROFECIAS DO APOCALIPSE

Profecias do Presidente Presente do futuro, os últimos passos dos seres humanos, caminhando rumo ao apocalipse. O triunfo da vontade de uma nação de involuir. Joga fora no lixo.

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mano só dizendo q se vc fizer mesmo o post no nms dos babilon.. cola pur favor o album do imorrível.. (ele cita os vamps na última musica) disco sensacional!!! mto foda!!

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HOMO BABILONICUS
Ser um homem da Babilônia é confundir-se com qualquer homem na Babilônia. É flagrar-se exclamando pra si mesmo incrédulo “QUE DIABOS ISSO QUER DIZER?!” várias vezes por dia/mês/ano.
É dizer “NADA A VER” praquilo que causa dúvida ou espanto e bradar eficientemente “mm-hum” pra um monte de coisas que acha NADA A VER.
É submeter-se a poderes invisíveis e andar sempre com medo. É falar sem entender. É aceitar sem gostar. É ferir sem sofrer e foder sem amar. Um compromisso concreto e material com O NADA. Celebrar sua ignorância. Aplaudir a desgraça. Acha que sabe, mas só repete as manchetes e propaga boatos. Um desespero discreto por qualquer certeza, sentimento oculto mas perceptível. Muita fé, nenhuma garantia. Jamais permitir que a depressão o torne contraproducente. O homo Babilonicus não para. Empilha tijolo sobre tijolo. Põe pedra sobre pedra. Empareda as ideias vivas num constructo-prisão. Põe a natureza em cárcere privado. Faz do planeta cativeiro das águas, minerais, fauna e flora. A torre, o projeto civilizatório, a grande torre de vigilância, de onde, do alto, o trabalhador babilônico vigia e expia, sem entender porra nenhuma do que tudo o mais quer dizer. Não importa. O sentido, o significado, a significância. Nada disso importa. O que importa é o trabalho, a ilusão de mais empregos, a fé de que isso é bom. O que importa é dinheiro. Não muito [não, as fortunas, essas são doadas em sacrifício & oferenda para os arquitetos da Babilônia], o que importa é algum dinheiro. Só o necessário pra seguir escravo da própria mediocridade.

O JARDIM DAS BESTÍCIAS

voltamos a nos reunir no qg secreto comunista da nossa Liga da Bestiça, comendo pão com mortadela, e nossas camisas vermelhas que não lavamos a dias, na cabiceira estava o livrão vermelho do Mao Tse tung, e o pôster do jovem Marx anunciava a volta dos que não foram no fórum, que comece o bestiário do mimimi minimim mimimesmo

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– O que importa é os inimigos derrotados! – bradará o homo Babilonicus mais exaltado. Mas entre os seus ele também não entende a guerra. No vai-e-vem das ideologias ele se perde nas ilusões projetadas acerca de quem é aliado ou ameaça. Então traduz pra si do jeito mais fácil o inimigo como “mais fraco”. E o que importa, fora o trabalho e o dinheiro, é ver o mais fraco subjugado. Execrado. Humilhado. É poder dizer “foda-se” imaginando tantas outras vezes em que alguém lhe disse algo noutra língua estranha que provavelmente quis dizer o mesmo. É contentar-se com dar o troco indiretamente. É terceirizar algo tão íntimo e pessoal como o ressentimento, o rancor e a vingança. É afeiçoar-se à própria amargura.

13178906_10208561899301447_6444938955898511459_n repeat repeat repeat………

PAÍS BUNDA
Ser um homem da Babilônia não é só não entender ninguém. É abraçar o não entendimento, suas qualidades técnicas e suas vantagens metodológicas. É preferir não saber. É querer não entender. Bem vindos ao país Bunda visitantes de outro planeta. O informante do espaço, o espião dos americanos, o visitante tomador de formas, enganador de trouxas, trouxas no sentido Harry Potter.

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Como naquele filme de John Carpenter, The Thing (1985), O enigma de outro Mundo, a Coisa de outro mundo, Kurt Russell diz:”-Alguém aqui não é o que diz ser”, repete brilhantemente em Hateful Eight(2016) de Tarantino, alguém aqui faz parte de um esquema cósmico de possessão alienígena, demoníaca, vampirica, sugadora de energia e mudadora de forma, o sussurrante da escuridão que escraviza com a mente os mais fracos, Cytorakk o inparável, que veio do espaço inferno dimensional, a palavra Stephen e Strange se veem presente neste conto de Lovecraft – A cor que caiu do Espaço, aerolitos como aqueles do Chapolim – Hey can you think of a colour that you’ve never seen? Can you reminisce on places you’ve never been? – Nas & Damian Marley – In His Own Words

O homem da babilônia não tem irmãos, só sócios & concorrentes. Não precisa se esforçar pra enganar, o próprio ambiente – A Babilônia – faz isso por ele. Basta que não se esforce pra impedir. Basta não se importar.
O homem da Babilônia está conformado, pronto pra aceitar o pior. O homem da Babilônia está confiante, acredita que há um algo melhor, a ser construído. Melhor que a vida ao redor, em todo seu esplendor. O homem da Babilônia aposta a sua e todas as vidas na Grande Empreitada. A Empresa. A negação suprema do ócio. Só que todos os negócios estão ligados à mesma obra, a construção da torre. Civilização, sociedade, conjuntura política, realidade… tem muitos nomes nossa Babel.
& nela é proibido a verdade.
go&tiA Breu em 11/5/2016

Pare Pense Porque, volta ao brasil com P

As bestas anfíbicas que agora governam, sussurram vozes de conquista, como nessa que o Temer mudou de voz, uma possessão que agora assustadoramente vem nos assombrar. Todos calados. “A selvagem e solitária região, misteriosamente inclinando-se por detrás da casa, as pegadas na estrada, o nojo, destes sussurros imóveis no escuro, os cilindros e máquinas infernais, e acima de todos os convites para estranhas cirurgias e suspeitas viagens para longe – essas coisas, todas tão novas e decorrente sucessão, me aceleraram a mente me concedendo um poder que culminou em uma força física descomunal.”(H.P. Lovecraft – Whisperer in Darkness – pg.256)

eles dizem que não valemos nem um caralho, esses contra a corrupção batendo panelas, creem que peleam pela patria, vcs nao lutam nem pela sua mãe.

“VOCÊ VIVERÁ PARA VER O HOMEM CRIAR HORRORES PARA ALÉM DE SUA COMPREENSÃO” TESLA

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Onde se destrói o mundo em que vivo
aí estou.
Onde há destruição, aí se define meu caminho.
Onde os deuses se desmoronam é que apareço
sem rosto
atrás de suas formas feitas de noite e de medo.
Onde se morre, onde se nasce.
Onde se morre é que renasço. (MOACYR FELIX, 1964, p. 39).

Tibs e Régis de volta nárea a dupla mais dinâmica anti babilônica que Bacamarte e Chumbinho…

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O calor da Brasília, o calor da abraguilha, na navalha, na agulha, da água, da águia, Abismu, Abismundo, Abismudo. Dentro do Abismo do mundo, eles vivem, estes seres sem espinha, querem te amar, amar na marra, amarra, armar o amar, quando rolava um Diabólico e Sinistro na Cartoon Network crianças aprendem q seria preciso levar o conceito badass de sobrevivência política pra outro nível. Subjugar a família, subjugar a morte, subjugar a própria inteligência reconhecendo q empirismo e ciência é pouco mais q comer a própria meleca só pra ver q gosto tem

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BACK TO THE 90s

fechai os olhos tragai a cura mudante mutante eu vou sabotar você vai se amarrar, sabotai e amarrai, pq eu to escrevendo assim…ai.. “Você sabia que Eistein está errado, e que certos objetos e forças podem se mover com uma velocidade maior do que a da luz” (H.P. Lovecraft – Whisperer in Darkness-pg.248)

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Mais uma vez te confundindo pra poder te explicar, o que que há velhinhos com mais de 70 anos ? Novo governo de velhos caducos de volta para os anos 90, back to the 90s, Biff Turner Temer assumiu o controle do país. “O quê adianta construir a ponte do futuro com tijolos do passado?” Poeta Sergio Vaz

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Se preparando para voltar aos anos 90 com o novo Presidio presidente conhaque ugly kid joe mtv cerveja no posto fumar desesperadamente twin peaks cartuns psicoticodelicos baseado ruim inflação tabelinha de preços street fighter desemprego poster dos xmen da fase jim lee na parede ioio da coca cola discman no bolso da calça arquivo X é o tchan não é a mamãe roubadinha de queijo no mercado trombadinha trombadão independence day .cafetina cafetão… será q todos os sobreviventes do grunje tão fadados a fazer uma permanente cara de cú?

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“Ninfetas fazendo sexo

os estudantes tao no congresso

kafka fez o processo

marx o manifesto

a tela do apple quebrou no boteco

o leite da vaca pingou no seu teco”- Ninfetas (Bode e Buda)

Gasolina, garrafa, pedaço de pano
A arma do povo contra o estado é o próprio povo
Um novo homem, nova sociedade baseada em liberdade

https://kataklysma.noblogs.org/?p=3774

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Só uma co-incidência o novo filme dos X-Men serem com os Cavaleiros do Apocalipse nos anos 90 ( Sarney, Collor, Franco e Cardoso) ou mais ainda passarmos pela onda maniqueísta NÃO VAI TER GOLPE vs FORA DILMA com posteres do Capitão América: Guerra Civil ilustrando todo o cenário: DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? (ora, não me venha com essa!)

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“Aquela Sensação Aquela nostalgia” – SOM(Giraffha King e Professor Régis)

de ser assaltado na rua, me senti hoje como se alguém fosse me roubar por nada, mas ao mesmo tempo senti vontade de roubar um azeite de uma mesa, pelo simples, “por favor só não quero ter de voltar a morar com meus pais” a culpa é de quem se deputados cheiram bebem matam roubam e não vão para a prisão, é vocês tão certinhos…a culpa é do povo mesmo o triunfo super trunfo da nação, supremacia da vontade, todos calados.

Antigamente com 2 reais eu ia no mercado e comprava 5 pirulitos , 3 doritos , 2 batatas , 5 biscoitos e 3 garrafas de coca cola.
Hoje em dia…
Eles botaram câmera…

e aí seus pais entram no seu quarto, imagina essa, tá loko truta…

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de volta aos 90 fiz umas rimas assim(PRFSSOR-RGIZY):

“Qc tá pensando não pode

Ve se não me fode

Dando Role de Escort

Trovao Azul nos Corte

Apreende o Passaport

Sansão que era Forte

Cos cabelo Dreadlocke

peço mais uma dose

Cachaça lá do norte

Mesmo que falte sorte

e que aborte a Dona Morte

Mesmo que se suporte

Com porte de Teletransporte

E arrombam o caixa forte

um chero de enxofre forte

mas é chiq de importe”

2 Respostas to “AS 7 fuçAs do dotô CÃo………………………(homo Canidae Santamarensis)”
PRFSSOR-Regiz-Y. Says:
maio 10, 2016 às 10:20 am e
“Language is a virus” William Burroughs The Ticket That Exploded
“This is Heavy Doc” Marty Mcfly Back To The Future
“The book will kill the edifice” Victor Hugo – The Hunchback of Notredame
“Life is a lot like Skateboarding” Lil’Wayne

ti Says:
maio 12, 2016 às 2:07 pm e
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http://yogui.co/10-estrategias-de-manipulacao-em-massa-utilizadas-diariamente-contra-voce/

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NO FUTURE

O Partido Maligno e Diabólico assume novamente. PMDB que fique bem explícito como esses cinemas do centro. Já diriam os Sex Pistols, No future. Vi isso em algum lugar…

Em uma São Paulo racista como você nunca viu, um jovem advogado comete um deslize fatal e passa a ser perseguido pelo crime organizado, na mesma noite em que a cidade é atacada.

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Ele ia andando pela rua meio apressado
Ele sabia que tava sendo vigiado
Cheguei para ele e disse: Ei amigo, você pode me ceder um cigarro?
Ele disse: Eu dou, mas vá fumar lá do outro lado
Dois homens fumando juntos pode ser muito arriscado!
Disse: O prato mais caro do melhor banquete é
O que se come cabeça de gente que pensa

agora azeitem aceitem o que escolheram a involução-uma hora chega de se fuder tanto assim. O que será que será, Será o presidente mais zuado desse país

foi um golpista. caindo no golpe

trote seu troxa…

http://radiocut.fm/audiocut/michel-temer-radio-el-mundo/

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DO PÓ VIEMOS E  AO PÓ VOLTAreMOS. Gênesis 3:19

do po ao pó ST F –  PRESTO PRONTO – ACABEI um PÓ-ST PÓS-SP – 2 mãos 2 celebros 2 celebres 5 celeiros enfurnados numa 5ª feira 4 malandros em volta para viver o golpe e vivemos  e aí a gente vem e escreve de ultima hora 0 hora valsa da horas e vai assim e deixa andar.

Quero estar, onde estão
Os sonhos desse hotel
Muito além do céu
Nada a temer, nada a combinar
Na hora de achar meu lugar no trem
E não sentir pavor
Dos ratos soltos na casa
Minha casa

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

 “Já naquela altura, depois de tanto abuso, era impossível distinguir homem do porco.” (A revolução dos bichos, George Orwell)

Esse é o golpe dos homens que queriam ser presidentes. Esse é o golpe dos homens que foram derrotados nas urnas. Esse é o golpe dos homens que não se conformaram em perder as eleições para um ex-metalúrgico. Esse é o golpe dos homens que não aceitaram a derrota para uma mulher. Esse é o golpe dos homens sérios que não levam as regras democráticas a sério. Esse é o golpe dos caciques do PSDB. Serra, Aécio, Alckimin. Esse é o golpe do homem que queria ser rei. FHC. Esse é o golpe dos traidores do PMDB. Esse é o golpe do vice-presidente que também queria ser presidente. Temer. Esse é o golpe dos congressistas da bala. Da bíblia. Do boi. Dos bancos. Da propriedade. Da família. Esse é o golpe dos lobistas infiltrados na política. Esse é o golpe dos fascistas. Esse é o golpe dos homens que pregam a tortura. Dos Bolsonaros. Esse é o golpe dos réus. Cunhas. Renans. Malufs. Esse é o golpe dos tecnocratas. Cristóvãos. Miros. Moreiras. Esse é o golpe dos homens que rasgam a constituição. Moros. Janots. Gilmares. Esse é o golpe dos moralistas sem moral. Esse é o golpe dos homens que comandam as grandes corporações. Dos barões da mídia. Dos soldados do capital financeiro-especulativo. Dos magnatas das armas. Dos monarcas do petróleo. Dos senhores da guerra. Dos soberanos do tráfico. Dos imperadores das finanças. Dos tiranos da indústria cultural. Dos magos da moeda virtual e eletrônica. Esse é golpe do velho jeito de fazer negócio dos velhos congressistas de negócios. O golpe dos eternos coronéis da política. Esse é o golpe do conservadorismo jurídico dos homens togados. Esse é o golpe dos homens da Fiesp, da Febraban e da OAB. O golpe da dominação masculina entranhada nas nossas instituições ainda patriarcais e retrógradas. Esse é o golpe dos homens que não suportam as minorias. Esse é o golpe dos homens homofóbicos. Esse é o golpe dos homens que odeiam o povo. E não suportam a diversidade. O multiculturalismo. A democracia. Esse é o golpe da mentalidade escravocrata e senhorial. Esse é o golpe dos bigodes pintados, das cabeleiras falsas, das gravatas encurtadas pairando sobre a deselegância indiscreta de suas barrigas. Esse é o golpe de homens que ostentam a cafajestice. Esse é o golpe do chauvinismo cínico. Da misoginia. Da plutocracia. Da antidemocracia. Esse é o golpe das mulheres que pensam como os piores homens. Esse é o golpe dos homens que representam o pior do homem.

Os homens que queriam ser presidentes

Fonte: ( https://ulyssesferraz.blogspot.com.br/2016/05/os-homens-que-queriam-ser-presidentes.html )
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A primeira Possessão demoníaca é só o início, mas é só o FIM…Se o chão abriu sob os seus pés. E a segurança, sumiu da faixa. Se as peças estão todas soltas. E nada mais encaixa. Ôh, crianças! Isso é só o fim. (Camisa de Vênus – Só o Fim)

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taí o golpe Tainha tá dado carimbado selado prontificado não tem mais nada somente buracos de bala no corpo, já diria Dona Florinda advertindo seu rico tesourinho contra os petistas maloqueiros: “Não se misturem com essa gentalha”
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Lugar reservado para fascistas, direitosos e olavetes

Paredão: o lugar ideal para se colocar fascistas, homófobos, latifundiários, representantes de grandes corporações, banqueiros, malandros federais e estaduais, empreiteros, vagabundos que poluem o facebosta, igrejentos, capitalistas e vermes nocivos em geral.

Lugar de todos que se aproveitam do trabalho de outros, que vivem de juros extorsivos. Lugar de vagabundos aproveitadores, empresários sacanas e nojentos em geral.

Paredão com uma bala de fuzil no meio dos cornos. E liberdade para o carrasco.

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É ÓDIO ENTRE CLASSES, NUNCA FOI CONTRA A CORRUPÇÃO !

Ode ao Burguês

Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Mário de Andrade

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mario gambezinho apaixonado ali do beco

um cão come o outro, ninguém se mexe e ninguém se machuca, nunca vamos nos dar bem cos canas, pq eles vêm e arranca nosso coro que nem cachorro.

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– É a hora de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!

Charles Baudelaire , Petits poémes en prose, 1869.

O lance é subverter assim que nem Baudelaire se entorpecer de vinho, poesia e virtude ? WTF…algo desse tipo…mas embriaguem-se. é rir pra não chorar… Mas sobretudo não parar, não se assombrar d + (golpe e usurpação política/econômica e psíquica é nada de novo no reino da babilônia) não a ponto de vacilar, não pasmar, não panguar, se manter em movimento, sair pra andar, manter-se curioso, procurando & se encontrar

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ë assim que tratamos a Babilônia, não aceito e não aguento é de noite é de dia mão na cabeça e documento, taca fogo em Babylon. Se não é agora que nos censuram agora ninguém nos segura mais !

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[França] Suspeita de sabotagem em enorme incêndio numa instalação de pesquisa da Monsanto

https://kataklysma.noblogs.org/?p=3837

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Quinteto no Outono
(2a. versão)
A Fátima Pires dos SantosI
Escrever um poema não é brincar
de ser com palavras e sons
sobre a brancura sem defesa
do papel ou da vida que não foi vivida.
No fundo dos becos sem saída
é que o poema se encontra
lado a lado com as mortes
inumeráveis e indefinidas
na mão que o escreve.
Morre e transforma-te!
Não há outro caminho:
o poema é sempre uma autópsia.II
No lixo da praça os ossos do mundo
brilham como luas doentes.
No lixo da praça o poeta
quer ser apenas um homem
com uma canção nos gatilhos
de uma revolução necessária.
No lixo da praça os ossos do mundo
brilham como luas doentes
à espera da poesia, cadela
feroz e machucada, cadela
que ao poeta se amarra
sobre o represar da vida
mais forte que as voragens
do desejo de matar-se.
No lixo da praça, o poeta e a sua poesia
perambulam entre os ossos do mundo
a violência do sol aprisionada nas luas.III
No fundo do prato havia um rosto.
Eu nunca pude decifrá-lo;
sua velocidade era diferente da minha,
nessas horas a minha esperança era
um pano velho que nem mais vestia
a fadiga da vida espantada.
No fundo do prato em meu país os ratos
usavam a cara dos poderosos
e comiam e comiam este rosto.
Um rosto que jamais sumia
diariamente enterrado e recomposto
no rosto de cada morte operária
dentro de cada coisa que eu via.
No fundo do prato havia um rosto
que eu nunca pude decifrar.
Além de mim, no entanto, ele era meu rosto, o rosto
em que nem sequer me encontrei
como quem cumpre, de fato, a sua própria lei.
(…)
In: FÉLIX, Moacyr. Antologia poética. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1993.
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INTERVENÇÃO INT(ib)ERINA
Esse é sujeito esperto & sabe bem o Q faz
Diferente do tipo Q C vê perdido numa selva de feras e animais
PQ QTO + burro 1 + idiotas ficam os demais
Seres banais D+ articulando esse leva e trás
Sociedade . Cidade. Muros de Alcatrás.
A burrice impregna mata, ruas, vielas e quintais
A saída é desligar a TV, ir pra fora, desconfiar dos jornais
Integridade ainda preserva muitos amigos do jaiz
Prisioneiros buzinam ódio em suas celas de metais
Carcereiros burocratas desviam verbas descomunais
Putas celebridades sorriem nas revistas semanais
Polícia leva tiro sempre em guerra nunca em paz
& a Babilon parece Q é eterna e até biológica, mas…
Resistir à burrice estampada em cores ao redor
Enfrentar a sandíce, ostentar a verdade
Evitar Q a base te deixe pior
Olhar para cima, levantar a cabeça
Liberto do teco, tabaco e do pó
Afie o pensamento, irmão, afie o pensamento
Sabedoria não é saber nada de cor
Pense direito, parceiro, caminhe estreito
Posicionamento só seu, seu e só
Não entra pra grupo, moleque, ninguém é normal
Fazendo o Q todos fazem sem querer fazemos o mal
Não seja vítima, amigo, não se vitimiza
Ajuda teu próximo sem sentir dó
Fica forte, fera, fica feroz
A vida não tá fácil aqui na terra de Óóó
E esteja ligeiro, colega, olho aberto
Hoje em dia não tem pipa sem camada de cerol
tibes – profetizado em 7/8/2012
“desde dois mile doze eu já sabia Q tudo ia terminar em ruína
mas Q apesar da aflição e dor, a ruína vai desbotar em flor”
FIM DE FESTA
no final ficou assim o post mano, tava cansado correndo voando tentando publicar isso ainda no dia de hj quinta 12/05/16 amanhã é Sexta feira 13? É… pesquisas rápidas, se quiserem mexer depois mandem um salve-se quem puder…já não me responsabilizo mais pelos meus posts…é o que temos pra hoje…acordando de madrugada com a mente a mil por hora..com medo que o oficial de justiça bata na minha porta e leve o meu Capital do Marx, que nem li direito durante a faculdade. boa noite com a voz do Cid Moreyra Satangoss
Meu amor por você chegou ao fim
É tudo que tenho a dizer
Também não precisa sair assim
Espere o dia amanhecer