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Escafandro – RegisY.

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on janeiro 30, 2018 by PRFSSOR-Regiz-Y.

Começo este post psicodelicamente com Flight of The Conchords (2007-2009) na série do Legião(2017). Não é bem assim, calma, explica direito professor? Ah do Flight é só o Jemaine Clement como Oliver Bird.

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notinha: Aliás isto aqui é um Concorde. O voo dos concordes de acordes é a brincadeira que eles fazem com o nome da banda. Como os Beatles, que juntaram a palavra Beat com Beetles, Besouros.

Um mutante cuidador de outros mutantes, mas acaba se perdendo dentro de seus poderes telepáticos congelantes, uma espécie de buraco de minhoca do coelho da Alice, seu poder ativa uma defesa levando-o para seu safe place, um local aquático congelado em que ele pode bebericar seus drinks e ouvir ragtimes e música clássica de seu agrado. Jemaine e sua dança sensual, Oliver Bird dentro do Escafandro escapando a loucura de um mundo que os odeia que ele jurou proteger. A única questão é que ele não se lembra disso. Um poder que o faz esquecer memórias, como esqueceu sua esposa e seu passado, muito parecido com o fator de cura de um certo James Howlett, que o protege de memórias negativas.

O que é um Escafandro?

Quem é o pai?

Quem tá por fora?

Quem é que joga fumaça pro alto?

Legião, David Haller, filho de Charles Francis Xavier e Gabrielle Haller. Gabrielle conheceu Erik e Charles num centro de recuperação de pessoas afetadas pela Segunda Guerra, por ser Israelense e Judia ficou presa durante o regime nazista. Legião foi criado pela lendária e marcante fase 80s dos X-Men, por Chris Claremont e Bill Sienkiewicz, nos Novos Mutantes 25 (1985). Seus poderes são extremamente complexos, pois ele abriga em sua mente múltiplas personalidades, e cada uma dessas personalidades são mutantes com vontades próprias, mas na realidade ele é diagnosticado com esquizofrenia. Muito irônico ele ser filho do mais poderoso telepata mutante. No começo sua mente abrigava três personalidades centrais, Jemail Karami, JackWayne, and Cyndi, telepata, telecinético e pirocinética respectivamente.

Dentro do escafandro está o mergulhador, que em busca do desconhecido parte sem saber do futuro, entra dentro d’água, para encontrar seus amores. Suas amoras. Mulher e Filha sereias de um vasto mundoceano que está no futuro que estaria por vir. Assim como os poderes do Legião sonhar outro mundo, é o que ele faz mais de uma vez no universo dos mutantes, quando reescreve a Dinastia (M)utante ou quando assassina seu pai sem querer querendo e cria a Era do Apocalypse.

Soñé otro mundo tan lejos y tan cerca
Soñé otro viaje cuatro caminos cinco destinos
Soñé la risa soñé la ilusión
Soñé otro mundo
Soñé menos joda
Soñé una mañana que
Al fin se podía
Soñé de un amor de noche y de día
Soñé la fortuna soñé la alegría
Soñé de la luna que no se rendía
Y que a mi gato le decía
Calavera no llora
Serenata de amor
Calavera no llora
No tiene corazon
Soñé sin guerra
Soñé sin temores
Soñé sin vallas
Soñé sin palizas
Soñé una faena que nunca se acaba
Soñé una verbena que siempre otra vez
Calavera no llora

Amora. Namora. que não é a mesma persona de Marrina, mutante que também integrou a Tropa Alfa ou a Tropa Gama, não tenho certeza no momento, seriam as contrapartes femininas do Príncipe Namor citado no post anterior. Marrina Smallwood (1983), criada por John Byrne. Ah Marrina não é mutante mas sim uma alien da raça Plodex. Namora (1947) seu nome original seria Aquaria Nautica Neptunia, mas Namora ficou mais fácil e parecido com Namor.

 

Um náufrago perdido numa ilha mental isolada.

Pro mundo inteiro ir dormir e a gente acordar. Pro dia nascer feliz.

E de lá vou translucir telepaticamente Pablo Neruda mas una vez. una vez mas. mas. mas…

A Canção desesperada

Emerge sua recordação sobre a noite em que eu estou

No nó no rio do mar lamenta obstinado.

Abandonado como as docas ao amanhecer

É hora de partir! Abandonado!

Sob meu coração pétalas frias me lavam

O fosso de escombros, feroz curva de náufragos!

Em você se acumularam as guerras e os voos

De você bateram as asas dos pássaros cantores

Tudo que cê tragou, assistindo lá do alto

Como o mar, como o tempo, tudo em você foi naufrágio!

Era a hora alegre do ataque e do beijo.

A hora do estupor que ardia como um farol.

Ansiedade de piloto, fúria de um mergulhador cego

embriagado e turvo de amor, tudo em você foi um naufrágio!

E na infância das névoas da minha alma alada y querida

Descobridor dos sete mares perdido, tudo em você foi um naufrágio!

Você veio da dor, e se agarrou ao desejo.

Você caiu na tristeza, tudo em você foi um naufrágio!

Eu desconstruí uma muralha do rei das sombras,

eu fui além do desejo e do ato.

A minha Carne que amei y perdi,

a você nesta hora úmida, evoco y canto.

Como um copo encheu minha tristeza infinita,

y  como o infinito te trincou como um copo.

Era negra, saudade negra das ilhas,

y ali, mulher de amor, me acolheu nos teus braços

Era a sede e a fome, y você foi a fruta.

Era o duelo das ruínas, y você foi o milagre

A mulher não sei como você me segurava

na terra da tua alma, y na cruz dos seus braços!

Meu desejo por você foi terrível e  de pavio curto

o mais revoltoso y ébrio, o mais apertado e ávido.

Cemitério de beijos, ainda há fogo em suas tumbas,

ainda os cachos, queimavam, das picadas dos pássaros

Da boca mordida, dos membros beijados,

dos dentes famintos, dos corpos trançados

A cópula louca de esperança e esforço

em que nos laçamos e desesperamos

Y a ternura, leve como água y farinha

Y a palavra proferida apenas pelos lábios

Esse foi o meu destino e em minha viagem  meu anseio

y meu anseio se perdeu, tudo em você foi naufrágio!

No fosso dos escombros, despejava tudo em ti

que dor não expressava, que ondas não te afogaram.

De tombo em tombo não acendia e nem bolava

de pé como um marinheiro na proa dum barco

Não floresci pelos cantos, nem rompi as correntes

No fosso de escombros, poço aberto y amargo

Pálido mergulhador cego, desmaiado miserável

descobridor dos sete mares perdido, tudo em você foi um naufrágio!

É hora de partir, a dura e fria hora

que a noite se sujeita todo dia

O cinturão barulhento do mar raspando na costa

Surgem frias estrelas, emigram os pássaros preto

Abandonado como as docas ao amanhecer.

Só a sombra trêmula se retorce nas minhas mãos

Ah mas além de tudo. Ah mas além de tudo.

É hora de partir. Abandonado!

Eu em descascando batatas no porão de algum navio pirata.

Estou literalmente descascando batatas.

O escafandro está associado a esta imobilidade, estar entre-terras,  terramar, bem depois de onde fica além mar, e ali dentro, movimentos restringidos dentro da armadura, um corpo pesado que consegue andar no fundo do oceano. O filme O Escafandro e a Borboleta (2007), Le scaphandre et le papillon, filme autobiográfico do editor Jean Dominique Bauby, que fica paralisado após  sofrer um grave acidente vascular cerebral e entrou em coma, e assim perde a capacidade de falar e se movimentar, associada a síndrome do encarceramento, na qual há incapacidade de movimentação mas que as faculdades mentais se mantêm perfeitas. Escreve o  livro que tem o mesmo nome do filme, com a ajuda de uma fonoaudióloga. Dessa forma, cria um mundo próprio de seus anseios internos, é a Borboleta que um dia precisou fugir de si e voar. O escafandro, representa o peso imóvel de um mergulhador, um fardo injusto para um jornalista que precisa estar em movimento. Pensamento leve para colher no dia.

Navegador que vai ao fundo do mar. Il Fondo al mare. Como no post anterior, as brujas que vivem nas pedras entoando Silfos e Gênios dos ventos para que comandem as salamandras d’água e salamandras do fogo.O Rei dos Silfos, Paralda que faz bater as portas e as janelas, que batem nos batentes, e faz as velas içarem e levarem os barcos. E ali movem as Ondinas, as nereidas as elementais das águas. Dríades no fundo das algas, aquele elemento verde que compõem os outros elementos.  O licor vivo vermelho cor de sangue, o sangue que corre nas veias abertas de todo o planeta. Em minhas magias com ervas, colonbian gold, green lemon, blue dream, sensi star, strawberry cough, purple kush, and the golden curry. As Brujas de Zugarramurdi (2013), do diretor Àlex de La Iglesia, elementos fantásticos para um filme de bruxa, Baba Yaga, Espãna, Pazuzu, Exorcismos, corpos desnudos, liquore strega, Bob Sponja, Alien, homem invisível, miss daisy, GTA San Andreas, Dylan Dog, Frida Kahlo, FIFA 14 e por aí vai, só vendo para entender do que se trata.

A cadeia da vida que engloba todos os seres que tem sangue vivo, vermelho verde e amarelo ouro. Representam a unificação do povo africano,  pelo Imperador Menelik I. O sangue dos mártires pan-africanos, a vegetação abundante e cheia de vida e a riqueza dourada e I-vital. E nós enquanto fauna nadamos num rio emaranhado de veias e artérias. E mamam no peito da mama terra, Pachamama. E nanam neste mesmo lugar  para sentir o calor dos corpos suados. Os animais em conjunto começam sua cantoria, uma ópera de caos e cacofonia.

E hoje que não é dia 20/01, dia da falta de restrições, um desaniversário; o dia mais importante de todos para mim, que espero toda virada de ano, desses genios que amo, contemporaneo y caótico ! Que transforma os sonhos na realidade, realidade que ñ existe,subjetiva e vive no nosso inconsciente, no mundo onírico de nossas personalidades! ” Pensamento selvagem ‘ é sincronico e diacronico ao mesmo tempo” Minhas maiores inspirações de vida, Os palhaços de Fellini sempre me faz pensar em meu pai Carlitos “Meu pai era o carlito e está vivo no infinito/ E Se Vestia bem um palhaço bem bonito”

Animais como um papai e uma mamãe recebendo seu filhote..


Fellini é minha infancia memória – olho, se reconhecer, ” Ser pai meu pai seu pai” 

Nós somos como o sonhador que sonha e então vive dentro do sonho. Mas quem é o sonhador? – Twin Peaks 2017, sonho de Gordon Lynch”Cole

Mudando de assunto também, mas esta cena marca minha infância, regredindo um pouco dentro de minha memória cam, quando jogava bola ali por aquelas ruas, santa ifigênia e rua vitória. Rato do centro conheço essas ruas como a palma de minha mão.

Carlitos. Meu pai.

Lynch é o cara que entra psicologicamente na sua cabeça, é a jornada de Buda contra o tempo, sempre me fez adentrar profundamente em meus sonhos e anotá-los analisa-los e ainda adormecido num caderno a cabiceira da cama deixar lá minhas notas. No hay banda nesta dolce vita. “As idéias são como peixes. Podemos encontrá-los à superfícies das águas, mas lá embaixo, nas profundezas, é que eles são maiores. E sabem qual é a principal isca para os apanhar? O desejo. Temos que desejar as idéias. É o desejo que traz cá pra cima esses peixes graúdos.”David Lynch
“Você existe apenas naquilo que faz” Federico Fellini

Meu pai veio de aruanda E a nossa mãe é a yansã.

Ser pai meu pai seu pai

E o palhaço é Chacrinha, também do mesmo dia. Velho guerreiro, como todos os palhaços santos dos circos mambembe de vida precária versus a satisfação do espetáculo.

Chacrinha continua
Balançando a pança
E buzinando a moça
E comandando a massa
E continua dando
As ordens no terreiro

Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Terezinha
Aquele abraço!

Vou aproveitar para voltar mais no tempo ainda, e adentrar o dia anterior. 19 de Janeiro, ferinhas que compõem esta data que gostaria de mencionar:

1-Feijão meu amigu

2-Janis Joplin

3-Edgar Allan Poe

a trinca pratríade patríde da alegria melancolica dia dos sonhos e visões cogumelos

Aproveito para anexar um trampo que fiz pra faculidade de Letras aí, está em Inglês. Mas me dou ao trabalho de me retraduzir, é uma adaptação do Coração Delator, publicado pela primeira vez em 1843 em uma revista de Boston. É um Storyboard que tirei a pior nota possível, mas eu gostei, pode notar a intertextualidade Charlie Browniana. Lembra muito uma outra hq minha que jápostestei aqui pelo blog.

O Coração Contador de Edgar Allan Poe by Régish – Eu tive perdido o controle de minha mente! Escute! Escute! E eu lhe contarei como isso aconteceu! Seu olhos eram como de um urubu! Toda noite lá pela meia noite! Eu ia e ficava lá silenciosamente, assistindo o seu sono! Eu era amigável com o velho o quanto eu poderia ser, e cuidadoso e amoroso. A hora tinha chegado! Eu corri para dentro do quarto, choramingando. Morra! Morra! E ali ele estava morto! Seu olho de abutre não poderia mais me incomodar nunca mais! Primeiro eu cortei fora a cabeça. E puxei tres tábuas do chão, coloquei os pedaços do corpo ali! Enquanto eu terminava este meu trabalho. Eu ouvi alguém na porta! Knock ! Knock! Knock! on heavens door.

Três homens estavam na porta. três oficiais de polícia. Minha cabeça doía e eu ouvia um estranho som dentro de meus ouvidos! TUM TUM TUM. TUM TUM TUM. Mais e mais alto.TUM TUM TUM. Mais e mais alto! “Sim! Sim, eu matei ele. Puxe estas tábuas e você verá ! Veja ! Eu matei ele. Mas porque este coração dele não para de bater !? Porque não PÁRA?! FIM!

Isto tudo me fez lembrar do post anterior, no qual ainda preciso acrescentar esta imagem importante para a mitologia das Naiades. A estória de Hylas, muito amigo de Hércules, um amor e amizade até maior do que eles podiam controlar, foi sequestrado pelas Naiades, Ninfas de água doce do rio por causa de sua beleza e nunca mais foi encontrado. Se falava muito sobre a amizade dos dois. Na imagem vemos a Naiade Dryope se apaixonando por Hylas, diz-se que foi aí que ele realmente desapareceu, como o Amor, o amor verdadeiro tão difícil de encontrar e por isso pode desaparecer sem deixar vestígios. Há quem diga que ele transformou-se no ECO, as mesmas Naiades que o sequestraram fizeram que sempre quando Hércules estava procurando seu amigo, ele gritaria: – Hylas! E ele ouviria seu nome, mas como o eco seu nome voltaria: -Hylas!

A Naiad or Hylas with a Nymph by John William Waterhouse (1893)

Amantide – Scirocco (1987) um filme oitentasso que ficou como Sahara Heat, Calorzao do Saara, dirigido por Aldo Lado, que se passa quando a fotógrafa Lea visita Alfredo, que trabalha no Marrocos, mas devido ao machismo da região é sempre olhada pelo canto do olho, por ser uma mulher independente e fotógrafa.

A palavra Amant, encontra-se dentro da palavra, adiciona-se o sufixo “-ide” ; dessa forma formando o nome de componentes químicos como oxigenio e óxido. Scirocco é um tipo de vento quente, geralmente cheio de pó ou chuva, que vem do Norte da África e cruza o Mar Mediterrâneo para o Sul da Europa. Scirocco é a cultura que vem do Marrocos, como o vento típico somente desta encruzilhada.

Rare Orchid Mantis

 

Misturas genéticas, Yokais, Louva – Deuses, é isso que aí eu retomo o começo do post que tá tudo misturado… memo mome.. Nemo.. Metamorfoseando em um belíssimo pássaro pica pau macaco leão doirado com testa di tigre… Prometemos…

Antonio Ligabue – Testa di Tigre (1940). Ligabue fora transferido de escola  para deficiente mentais a instituições psiquiátricas e de lá para manicômios onde fica até o fim de sua vida, nasceu na Suíça mas pintava o que observava e vivia de forma bem primitivista na Itália.

 

Amantide também é o Louva Deus, amanti de religiosidade. Mistura genética e fritura cultural, como citado no calorzão que encontramos nos países quentes, como no calorzão de hoje tipo ônibus em Marrocos que socorram meram me mera delavera delaberaberabom… que? tra tra tra duçicion bilingual by regizin de macaco macacos me mordam

Tendríais que ver el corro por la calle del cuello – cê tinha que me vê pulando pelas ruas de pescoço
Imitando imitando los pájaros de alto vuelo volando – Imitando imitando  pássaros voando altão vuando
Tendríais que ver a los chavales por la calle armando bronca – Tinha que ver as mulekada tomando bronca na rua
Vacilando al son de la beraberaboom – Vacilando ao som da veraveraboom
Pensamientos pintados de color azul y gris azul y gris, – Pensamentos pintador de cor azul y cinza azul y gris
Prisioneros de la noche amantes del pan pan y al vino vino – Prisioneiros da noite amantes do pão y Vinho vinhoypão
Vino viene, vino va – Vinho vem, Vinho vai
Por el barrio marinero la gente viene y va – Pelo Bairro Marinheiro a gente vem e vai
De arriba abajo va – pra cima pra baixo vai
Por el barrio marinero la gente viene y va – Pelo Bairro Marinheiro a gente vem y vai
De arriba a abajo va – de cima pra baixo vai vai vai
Aquí no hay banderas solo hay realidad – aqui não tem bandeiras só realidade truta
Tendríais que ver a los dinosaurios de la plaza – Cê tinha que ver os dinossauros na praça
Soltando el alma – soltando a alma
Si no tienes donde buscar y no encuentras – se cê não tem onde buscar e não encontra
A escudellers vente a danzar baila – Os palhaços vem dançar  e bailar
Y aquí no hay tiempo ni hora ni trampa ni cartón – y aqui não há tempo nem hora  nem atrampalho nem cartão
Y aquí no hay tiempo ni hora ni trampa ni cartón – y aqui não há tempo nem hora  nem atrampalho nem cartão
Y aquí no hay tiempo ni hora ni trampa ni cartón – y aqui não há tempo nem hora  nem atrampalho nem patrão
Que la gente anda suelta y de colocón. – Que todo mundo anda junto  solto y colocadão

esse álbum do Macaco chama-se El mono en el ojo del tigre

Tem também um filme sobre L’Amantide (1977) que não faço idéia do que se trata. Aliás já não sei mais que assunto estou falando, estrofalando, escooufalandro, escafandro..Isso.era isso…. escafandro

Bidoni Sardegna, sala della Casa della Strega museo

Eu que já não saio mesmo de casa para ficar numa paz vendo filme e tomando vinho, sempre tenho coisas a fazer, como este post por exemplo….generic excuses…generic excuses…generic excuses…melhor agora que tenho um bebe para cuidar!

Agora como já não tenho mais o que complementar este post, vou postar um gibizão na íntegra que o tibes ficou pedindo implorando para por. Uma história do Namor que tem um Hipocampo, e blá blá blá….etc..

mas ae vai… leia ouvindo este Bowie aqui..q nasceu dia 08 de Janeiro tb… e está de paiaço

   

 

Termino este post pedindo um cafézinho.

 

Dentro d’água – Régis Y.

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on janeiro 27, 2018 by PRFSSOR-Regiz-Y.

“E se ninguém vem buscá-lo, não haverá memória. Somente Lendas”

Do lado de cá um Caprino, um Bode, um Baphomet, a estrela da manhã que alcança o céu como um cometa, como o Bode escalando as montanhas de forma arriscada e malabarística, um trapezista de um circo natural.

De outro lado este Hipocampo, metade bode e metade peixe, submersso dentro d’água; os acompanhantes das Nereidas e os responsáveis pela tração da carruagem de Poseidon.

 

 

 

aigikampoi (Bode com rabo de Peixe)

 

 

 

Aigipan – Quando os Deuses fugiram do monstro Typhoeus, e se esconderam em suas formas animais, Aigipan se transformou num Bode com rabo de Peixe. Dessa forma ele recupera os tendões das mãos e pés de Zeus, que haviam sido roubadas pelo monstro gigante, Zeus o recompensa com a constelação de capricórnio no céu. :O !

O Hipocampo também é a parte do cérebro responsável pelo armazenamento da memória, tem este nome devido a sua semelhança com um cavalo marinho.

Da ponte prá cá e da ponte prá lá, estão as águas turbulentas, o útero que armazena a vida cheia de líquido amniótico que armazena informações. Traficando informação do sexo a carne, do cérebro a memória, do parto à Terra. A transição, são os ventos da mudança trazendo as ondas.

“Eu nunca tive bicicleta ou vídeo-game, agora eu quero o mundo igual cidadão Kane. Da ponte pra cá antes de tudo é uma escola, minha média é dez, nove e meio nem rola”

Aquaman, criado por Paul Norris e Mort Weisinger em 1941, Arthur Curry, abandonado pela Rainha dos Oceanos, Atlanna que ao se apaixonar pelo humano da superfície, Tom Curry, dão a luz ao filho bastardo de Atlântida. Consequentemente, em um futuro próspero o Rei desta Atlântida perdida no imaginário da humanidade, retornará. Com poderes aquáticos, resistência, força, exímio nadador e comunicação telepática com todos seres aquáticos e além de seu cetro de Poseidon, que lhe garante hidrocinese. É o Aquaman de que ouvimos piadas, que integra a Liga da Justiça e os Super amigos do desenho.

Sua estória entrelaça-se com outro personagem, Namor o Príncipe Submarino, da Marvel. Criado por Bill Everett em 1939, foi resgatado por Stan Lee e Jack Kirby para uma história com o Quarteto Fantástico, na qual ele buscando uma esposa encontra em Sue Richards “a fêmea ideal”. Mestiço como Aquaman, entre duas raças Homo Mermanus, sua mãe a Princesa Fen também de Atlântida, seu pai Homo Sapiens Sapiens, o humano Leonard Mckenzie. Este viria a ser o primeiro mutante, Homo Superior do universo Marvel.

 

Ambos heróis incompreendidos pela superfície, algumas vezes revoltosos contra os seres que vivem na terra. Ambos abençoados por Poseidon, o verdadeiro Rei dos Mares. Ambos mostram seu caráter ecológico indo contra a capacidade destrutiva dos seres humanos, que poluem os oceanos e caçam predatoriamente animais aquáticos.

Erik Alos – Spongebob Bp Oil Spill

Nas profundezas dos oceanos escondem-se vilões para os seres da superfície.

O próprios tubarões e baleias que têm suas barbatanas cortadas em rituais humanos cruéis.

Como o boto no Brasil, que tem seus testículos cortados. O galanteador boto cor de rosa, que na mitologia brasileira transforma-se em homem para seduzir as mulheres dos homens da terra.

É a revolta do Mar contra a humanidade, é o Tsunami (津波)

A onda monstruosa, quando o mar revoltoso está cansado da humanidade, Poseidon manda seus filhos dentro das ondas, como em Ponyo de Hayao Miyazaki (2008). Uma estória de amor, ainda assim mais bonita que a Pequena Sereia da Disney (1989); de duas crianças de 5 anos que se amam,  Ponyo uma Sereia, uma Nereida, filha de um louco marinheiro e da Deusa dos Mares, Granmamare, uma mistura de deusa Italiana com Nórdica, algo como uma deusa dos mares pré histórica. A história trata do  amor proibido de um criança peixe e uma criança humana, a revolta dos oceanos a tudo isso, chega a misturar os DNAs de ambos, e transforma a terra de volta na era devoniana pré-histórica dos Oceanos, fauna e flora ancestral involuída, gigantescos leviatãs passeiam pelos Oceanos novamente.

Oceano ( Hai Kai de Ency Bearis, tranduzido por mim Régis Y.)

Oceano Adorável

Cena Mavilhável

Não me venham com Tsunamis

A real Pequena Sereia de Hans Christian Andersen de 1837, tem sua origem real numa fábula italiana. Em minha Luna de Miele, conheci a Sicília, e lá conheci a verdadeira estória destes seres aquáticos humanoides que acalentam os corações dos amantes das praias e oceanos, do calor do Sol batendo na água salgada, gélida e misteriosa.

Que tanto inspiram poetas pela sua beleza pura e com com sua destruição irrefreável. Viaggio in Italia(1954), de Rosselini com Ingrid Bergman, um casal que vai para Itália e tem revelações sobre si e seu casamento, belíssimo trabalho artístico mostrando paisagens de Nápoles.

O Grande Oceano ou Foi Somente Onda (de Pablo Neruda – Cassiano, traduzido por mini-mim again)

Se dos teus dons e tuas destruições, Oceano,
as minhas mãos
pudessem separar uma medida, uma fruta, um fermento
escolheria seus repouso distante, as linhas do seu aço,
sua extensão vigiada pelo ar e pela noite,
e a energia do seu idioma branco
que destrói e derruba suas colunas
em sua própria pureza demolidora.

Foi somente onda com seu peso ensalado
que tritura as costas e produz
a paz arenosa que rodeia o mundo:
é o volumoso centro da força,
a potência extendida das águas,
a imóvel solidão cheia de vida.
Tempo, tal vez, copo americano cheio de vinho
todo movimento, unidade pura
no selo da morte tem vísceras verdes
das brasas escaldantes a totalidade.

Do braço submergido que levanta una gota
não fica senão um beijo do Sal.
Dos corpos dos homens
em suas orelhas-margens, uma úmida fragrância
da flor molhada permanece.
Tua energia parece deslizar sem se gastar,
parece retornar ao seu repouso.

A onda que desprende,
arco de identidade, pluma estrelada,
quando  depenou foi só como espuma,
e regressou e nasceu sem se consumir

Toda sua força volta a ser origem.
Só entrega despojos triturados,
cascas que se separaram de seu carregamento
que expulsam a ação de sua abundancia,
todo aquele que deixou de ser cardume.

Tua estátua está extendida a mais alta das ondas.

Viva e ordenada como o peito e o manto
um só ser e suas respirações,
em sua matéria como luz içadas,
planícies levantadas pelas ondas,
formam a pele nua do planeta.
Cometa em seu próprio ser e sua substancia.

Enxágua a curvatura do silencio.

Com teu sal e mel que fazem tremer o copo,
a cavidade universal d’água,
e nada lhe falta em seu caráter-cratéra
desolado, num vaso fechado:
cumes vazios, cicatrizes, sinais
que vigiam o ar mutilado.

Tuas pétalas palpitam contra o mundo,
chacoalham seus cereais submarinos,
as suaves óvulas que cavalgam a ameaça,
navegam e pululam nas escolas,
y só sobem aos fios das redes
por um relâmpago morto de escamas,
um milíltro da distancia
de suas totalidades cristalinas.

Quem é Colapesce ?

-resumindo sua estória-

a Sícilia é uma ilha com três pontas, de lá vem sua bandeira a Trinacria (a estrela com três pontas),

três pontas….hehe…..

Representada: pela cabeça cortada da Medusa, decapitada pela deusa Athenas a protetora e matrona da região, circundada por três pernas dobradas e três ramos de trigo, o trigo que representa a fertilidade, as três pernas representam as três regiões italianas, as três pontas de um triângulo: Peloro, Passero e Lilibeo. A mulher representa a beleza dessas regiões, a cabeça da Medusa é o que afasta os inimigos, pois as cobras em sua cabeça transformam os inimigos em pedra, as diversas pedras, ondas e  vulcões que circundam a Sicília.

Fertilidade e proteção, começa assim minha viagem a Itália, my Trip to Italy (2014) com Steve Coogan e Rob Brydon (que já foram citados em post anterior) Eu, professor de Inglês, sem poder falar Inglês, pois era difícil encontrar alguém que parlasse angleise, misturando Português, Espanhol e Italiano, Dante com Machado de Assis, Neruda e Shakespeare, de lá o amor e aqui o presente com minha filha em meu colo, minha filha Naia.

Passado, Presente e Futuro. Eu era um Strega, eu sou um e sempre serei um bruxo. Ser Pai, sou pai e meu pai. A barriga de minha esposa cheia de um bebezinho que seria pura alegria no passado e deslumbre para os dias que viriam.

 

 

 

Antes de adentrar o universo aquático anunciado vale citar o Monstro da Lagoa Negra, Creature from the Black Lagoon (1954), e estes seres d’água, que circundam muito do imaginário dos mares. No He-man, temos o Mer-Man e nas estórias de Hellboy, Abe Sapien que integra o Bureau of Paranormal Research and Defence. Os Dagon e demais seres Cthulhianos da mitologia Lovecraftiana. Merfolks, Merpeople, pessoas sereias, que aparecem também em Harry Potter, e em quase todos RPGs, que são as lágrimas de Poseidon, os filhos do mar.

Gojira (1954), Godzilla também reptiliano, parte aquático, chega dos mares. Para anunciar a história do menino que amava o mar:

COLAPESCE

Livre adaptação por mim mesmo:

Nicola, ou Cola como era conhecido, era um rapaz que nasceu há muito tempo atrás, nesta ilha junto ao mar, numa Sicília habitada por marinheiros, pescadores e trovadores (há duas versões, a de Nápoles e esta aqui que é da Sicília)  ele adorava os oceanos e passava tardes inteiras dentro d’ água, por isso o apelidaram de Cola-Peixe, Colapesce. Filho de um pescador aprendeu a amar o mar e a nadar junto de seu pai, sua mama sempre gritava: -“Cola saia já da água, ou vai se tornar um peixe”. Eis que então, recebe uma proposta irrecusável do rei, que sabia que no fundo do mar existia uma enorme fortuna não descoberta ainda, a ambição dos homens aflora-se da maneira que Cola nunca esperou. As fofocas sobre sua habilidade de nadar até as profundezas se espalhou e chegou ao conhecimento deste Rei. A ilha da Sicília é sustentada por três colunas gigantescas que se extendem desde o fundo do oceano até as três pontas da ilha, e em cada um de seus pilares há riquezas inconcebíveis. E lá foi Cola, a pedido do rei investigar, de lá ele retorna com a informação de que a Sicília é sustentada por estas três colunas, e existem riquezas ao redor destas, Cola traz uma taça para provar o que havia visto, mas um dos pilares está sendo destruído pela lava do vulcão e logo a ilha iria afundar. O Rei sem pestanejar requer os tesouros, e não se importa com o destino da submersão da ilha, joga uma moeda e força Cola a buscá-la. Colapesce cansado da ambição do Rei e dos homens que queriam que ele trouxesse mais e mais riquezas, acaba ficando para sempre na terceira coluna, que já quebrada pois esta havia sido consumida pelas brasas da lava; segura-a. E lá ele vive até hoje protegendo e prevenindo a ilha de se submergir, e se há um terremoto ou algum vulcão entrando em erupção, é somente Cola mexendo-se para coçar seu nariz, ou alongando-se, hoje se assemelha mais a um peixe com escamas e guelras como sua mãe profetizara.

Esta é a Sicília na Itália, de onde vem também Don Corleone, o Grande Chefão do filme Godfather (1972) de Francis Ford Coppola, a região das máfias, do Grande Don que protege seu povo, populista e violento em seu aspecto negativo, mas protetor em seu caráter. Um local que mostra bem a mistura de duas culturas presentes na ilha; a Grega e a Italiana. A terra das primeiras bruxas, nonnas pré-históricas, bruxas da caverna como Lilith a Primeira mulher, parte humana e parte animal. Como as sereias, as nereidas e as naiades; parte peixe parte humana, que vêm da mitologia grega representar a força feminina, a força das ondas do mar. O farol que guia os barcos para saírem da escuridão do Oceano.

Eu vejo a luz –  I SEE THE LIGHT.

E dessa fusão cultural, a magia exala pelos poros nesta parte do planeta.

As culturas só fazem sentido quando juntas e misturadas:

A stregoneria italiana que é a magia primitiva citada anteriormente, é o conhecimento das antigas bruxas (Stregas). Conhecimento de receitas, de infusões, figas, mixturinhas finas que criam vida, que criam magia, que criam o equílibrio entre bem e mau, entre criação e destruição. As mulheres bruxas, Medusa e Atenas; Diana a Deusa da Caça e Dianus Luciferum, o deus das florestas muito associado a Pan, com cabeça e patas de bode; muito relacionado as caças as bruxas, de mulheres que se encontravam com o deus das florestas. Homem e e Mulher que em seu cerne evolutivo se misturam e procriam, dois opostos atrativos, o bem e o mau que equilibram o planeta.

Adendo ao mantra Makaraal Shivaya Namaha, para que as coisas cheguem, para que as coisas fluam pelo caminho certo; nesta minha viagem minha mala desapareceu e o mantra me ajudou a ter a paz no coração uma paz em meio ao caos, na ansia de recuperá-la e de certa forma aceitar sua perda. Não apareceu mas o amor dentro de meu coração floresceu mais forte do que nunca.

Chego nas Naiades, as ninfas de água doce, diferentes das Sereias ou Nereidas que são da água salgada.

As Naiades se subdividem em diversas categorias:

Crineias: Naiades das fontes

Limneidas: Naiades dos lagos

Pegeias: Naiades das nascentes

Potamides: Naiades dos rios

Eleionomaes: Naiades dos Pântanos

E nós esperamos 40 semanas para o resultado da fertilidade do trigo e do canto das sereias

Sobre esperar minha bebezinha…

O meu amor sai de trem por aí
E vai vagando devagar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
Que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
Quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer

Olho no olho
E flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
Vem, vai, vem mais

E das Naiades vem o nome de minha filha: Naia e segue seus vários significados

Na realidade, este belíssimo nome veio por parte da minha amada esposa pesquisadora, paleontóloga, arqueóloga e psicóloga GF, ela descobriu a seguinte matéria: Em 15 de maio de 2014; a mais recente descoberta de um esqueleto humano com mais de 12 mil anos, no México em uma gruta submersa, uma cova subaquática; na península de Yucatán. Que compartilha de características dos indígenas americanos (atuais grupos indígenas da América). Contrariando a teoria do crânio de Lucy, Luzia, que assemelhava-se a crânios similares aos crânios de melanésios (aborígenes) e africanos mais antigos. De modo geral, esta nova descoberta refutaria a teoria de que houve ondas migratórias de mais de um mesmo grupo biológico da Ásia para a América, sendo que apenas um mesmo grupo biológico teria povoado o continente vindos pela Beríngia (região entre o estado do Alaska, nos EUA, e a Sibéria, na Rússia). Apelidada de Naia em homenagem as Naiades gregas, pois eram ninfas de água doce.

17 de janeiro tb é Jorge Mautner dia do peso-pesado

Atrás do arranha-céu tem
o céu, tem o céu
E depois tem outro céu sem
estrelas
Em cima do guarda-chuva tem
a chuva, tem a chuva
Que tem gotas tão lindas que
até dá vontade de
Comê-las

No meio da couve-flor tem
a flor, tem a flor
Que além de ser uma flor tem
sabor
Dentro do porta-luvas tem a luva,
tem a luva
Que alguém de unhas negras
e tão afiadas
Esqueceu de por
No fundo do pára-raio tem
o raio, tem o raio
Que caiu da nuvem negra do
temporal
Todo quadro-negro é todo
negro é todo negro
Eu escrevo seu nome nele só
pra demonstrar
O meu apego
O bico do beijar flor, beija-flor,
beijar flor
E toda fauna flora gata de amor
Quem segura o porta estandarte
tem a arte, tem a arte
E aqui passa com raça
eletrônico o maracatu
atômico

Minha filha Naia nasceu! Meus amores Gabi e Naia! 17 janeiro jim carrey, andy kauffman, al capone, james earl jones (darth vader), muhamad ali, françoise hardy, shabba ranks, susanna hoffs do The Bangles, eartha kitt (mulher gato negra do bats-60s)

obrigado Mayor Adam West (RIP)

“Quem não quer ouvir sapos não frequenta a lagoa, monge budista incendeia em cima da canoa” PRFSSOR RGIZ

Tnx not dead obrigadx a todx tudo junto misturado saiu essa nossa mixturinha fina café preto o céu terramar dentro d’água alga como ferro fogo sangue vinho carne soul e espirítos orixás amigxs que me pretegem sem pensar nem pensar enquanto quem pensa que pensa pensa sem nem pensar o prato mais caro do banquete é o que se come cabeça de gente que pensa que pensa sen pensar antropofagicamente um canibal

pai oxalá vai me ajudar

booyakasha

A sequência disto já é fora das águas, é adaptação a terra. O bebe que sai a procura de uma luz em sua embarcação uterina, acostumado a viver dentro das águas, ser aquático que se escolhe viver na superfície por amor. E mãe terra parindo a água, parindo Naia. Respeito ao parto e respeito ao corpo das mulheres.

Finalizando e correlacionando aos assuntos abordados, posto esta imagem retirada de uma pintura de uma artista que se chama Juliaro do blog:

http://palomailustrada.blogspot.com.br/2011/08/pachama-pariendo-sirenas.html

Que aqui coloco para respeitar os direitos autorais da artista.

Explica justamente o processo, o meu e de muitas outras pessoas, meu e de minha esposa até a chegada do nosso bebezinho feito de amor. A Pachamama, a mãe terra parindo a água, as sirenas que representam a água de lá saindo e adentrando nosso mundo, como parte essencial da vida.

da Água.

da Terra.

somos nós.

Somos todos um.

SIMPATIA DE VIOLETA do Doutor Boo-Yah-Yah-Suoka e Prof.Tyberius A.Bear

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades on setembro 26, 2016 by PRFSSOR-Regiz-Y.

 

SIMPATIA DE VIOLETA

retirado do livro: Livro de Feitiços Voodoo do Doutor Cobra. 2000. St. Martin’s Press.

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“José Newton já dizia, se subiu tem que descer.”

(Como Vovó Já Dizia – Raul Seixas)

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Já dizia o Vuduísta de New Orleans, o Doutor Yah Yah, que VIOLETAS são excelentes amuletos protetores para evitar e derrotar qualquer doença ou machucado. Ele acreditava que essas lindas florezinhas roxas emanavam poderosas vibrações curativas. (repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -healing hoodoo-healing hodoo-healing hoodoo).

Para harmonizar com os benefícios destas vibrações, coloque algumas Violetas numa bolsinha de flanela vermelha, amarre bem a abertura, com um barbante de algodão e use-a em volta de seu pescoço para proteção. Troque as flores dentro da bolsinha a cada 7 semanas. Para atingir uma maior potência, salpique algumas Violetas dixavadas em cada canto de seu quarto em sua casa.

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Doutor Yah-Yah violou a tradição de que todos os Mestres Voodoo eram livres, por que ele mesmo era um escravo, cujo nome real era George Washington. Seus talentos incluíam leituras da sorte e cura. Sua carreira veio a tona no fim de 1861, contudo, quando ele foi preso por vender veneno a um comerciante de frutas Italiano, que tinha pego a poção para dar a um químico, que por sua vez aceitou-a como uma cura para o reumatismo. O mestre do Doutor Yah-Yah teve de pagar uma alta multa para soltá-lo e então enviá-lo de barco para o fim de sua vida trabalhando numa plantação de violetas.

Não se deixe levar pela ideia de que você tem de aprender tudo de uma vez, para manter-se junto do resto da comunidade. Não existe uma corrida! Você se sentirá muito menos sobrecarregado se você se focar em um ou dois temas por quanto tempo for necessário. Esta jornada é sobre preencher você mesmo, e não preencher as expectativas das outras pessoas. Lembre-se sempre haverá MÁGICKA nos processos. O seu café-da-manhã-sinta-se-bem é um ritual de alegria. Arrumar sua cama é a dedicação para clarear e acalmar a mente. Varrer a casa é capturar & banir pequenos diabretes e homúnculos parasitários que se encostam na gente roubando a energia do ambiente. Andar para o trabalho ou para escola todo dia é uma afirmação de suas intenções para alcançar o futuro.

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -magick-magick-magick)

(repita 3vzs susssurros like peanut&pickles: -feelgudbreakfast-feelgudbreakfast-feelgudbreakfast)

NOM VANITAS EST.

NOTHING IS MEANINGLESS.

NADA É SEM SIGNIFICADO.

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olha o tibs chegando aí devagar devagarinho no post…

ORAÇÃO PRO ALÉM

Minha mãe, meu pai, meus avós, meus ancestrais. Todos os saberes primordiais, a força radical. Herança. Unganga, Palo, minha voz, Criumba, Winti, meu nome, Catimbó, Cabula, Babassuê, Kimbanda e Maria Lionza, Capoeira e Maculelê. Abakua, todos os deuses gatos, ganja de Pukumina, Cybersansara, culto de São Gonçalo,  os correlários de Santo Amaro, O que você lança? Já parou pra se perguntar quem é você? O cheiro de azeite de dendê. Fumaça. Pajelança. Não confunda voodoo com hoodoo nem olho de Agamotto  com olho do Rá. Enquanto eu olho pra Hórus, tem quem ora pra uruca  e pede pelo amor de deus por mais desgraça. E macumba é só um jeito de falar tambor. E batuque é religião sim, assim como Jarê e Tererecô, os cultos de Jurema e do Bosque Sagrado. No Caribe, como em outras culturas de diáspora, não se distingue muito bem o que é o nome da entidade do que é o nome da prática. Originária de Gana, África, a Obeah de Trinidad y Tobago e outras ilhas caribenhas próximas diferenciava-se consideravelmente de localidade para localidade. A feitiçaria é uma forma de religiosidade que respeita e considera a autonomia de seus praticantes. Posso ser/fazer Obeah sem jamais tratar com wintis relacionados a outros obeahmans. Cada qual faz sua magia do seu jeito. O suspense & mistério quanto ao procedimento é recurso narrativo, objeto de pesquisa ou instrumento de poder, de dominação da ação alheia. Sabendo disso, é só libertar-se de culpa e medo. Agora, se Papa Bones, Barão Samedi e Exú Caveira são diferentes alcunhas pra mesma entidade, se são diferentes formas da mesma força, ou se encontram-se os 3 às quintas-feiras pra jogar dominó entre corvos falantes e serpentes carinhosas, só tem realmente um jeito de saber, e é aproximando-se pra escutar sua voz. Suas vozes na sua voz. Sua voz sendo muitas vozes dentro da sua voz. A voz da sua mãe, do seu pai, dos seus avós. Yorka, seus antepassados. Memória ancestral. Seus segredos e fofocas. Obi, a força criadora da natureza, emanando quintessência, exalando feito perfume todos os saberes primordiais que do outro lado do muro são fruto proibido. Elos primievos. O caminho sagrado de Hoggoth. O lugar de poder não tem poder por si só. O poder do lugar vem da postura de quem está lá. Onde e como a alma  fica protegida. A alma é água. Condutora e transmissora de vidas. Kra. Tanto pra saber. Tanto pra imaginar. Minha fé, é pra mim, assim tão sagrada, que nunca se curvaria à fé de outrem. A fé que move o juggernaut esmagando fiéis sob seus pés é contraditória como qualquer fundamentalismo teocrático. Até Caim vai se tocar que cyttorak não é o canal ideal pra andar, porque o caminho irrefreável do fanático não é abastecido por uma rocha mística mas pelo medo de falhar. Medo vira ódio. Ódio vira violência. Violência vira medo. Mas um sábio mano meu disse que medo é ausência de fé; como então explicar tanta incompetência religiosa? É que nem sempre algo é o que parece. E o ilusionista vê o que acontece através do véu dos truques e dos espelhos e toda ilusão perece ante a graça da sua percepção. O olho do mago sabe que o que muitos alegam ser fé, na verdade é só certeza. Uma certeza covarde e desesperada, às vezes um pouco mais outras vezes um pouco menos… Nesse jogo de ilusionismo religioso e discursivo, não raro um torna-se instrumento da fé do outro. A tal da regência. Dizer para o outro como ele deve entender, como ele deve sentir, como ele deve saber. Bonecos de pregação alheia. Uma ferramenta cujo único deus é a mão que a opera. Amar deus e uns aos outros somente é possível obedecendo exclusivamente a si mesmo. Conhecendo de onde vem cada impulso íntimo. Erguendo a cabeça. Ori. Axé. Minha deusa é minha mulher. Deusa materializada, divinizada pelo encontro de um corpo inacreditável com um olhar incrédulo. O mojo de mama Juju, Gris-Gris moara e seu gran grimoire, casamento do céu com o inferno, faz filho, goza e chora na terra, todo dia nova Encantaria, todo dia cantoria, todo dia café, cafuné e zombaria. O riso mais verbo põe magia em feitiçaria. Bruta como uma flor, delicada como infantaria, ensina que a MÁGICKA, a magia potencial, essa poderosa energia, é coisa que vem de dentro do ventre, de trás do ás de copas, onde vivem cegonhas e se celebra a bruxaria. As três feito uma. Muié, véia, donzela. Tá posto o panteão, o altar e a adoração. Simples como quem põe a mesa pra comer um pão. Toda culinária é feitiçaria, também toda arte e toda paixão. Fé pura e intensa não se mancha com discurso nem explicação. Nem amor sagrado carece expiação. No máximo uns versos, um poema, uma canção. Uma prece, uma reza, vela acesa na viela, presentes em encruzilhadas, descoberta, acaso, sincronia, intersecção. Respeito profundo, calma e silêncio, oração. Então pelas mães, ancestrais, pelos saberes primordiais, faço essa do fundo do peito. Sem pressa. Sem fazer preza. Obrigado.  Sou muito grato mesmo, de coração. Por me fazer refletir, por me deixar relembrar, deuses lhe paguem, deusas lhe protejam, totens te inspirem pra que também aprendam e não se esqueçam. & se for pra pedir ou querer algo, que seja além do bem, enxergar mais além. Amém.

Tiago Abreu

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VerSOs CinoCÉfALoS…….. frAgmenTos de LAmEntos LiCAnTróPicOs..

Posted in Cantos Pré-Históricos, Monstros no Espelho, MUTANTES on agosto 31, 2015 by ti

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Lobo – Segundo o manual de sonhos arquetípicos de C.Jung; sua imagem está associada a sombra da psiquê, normalmente representando crueldade; engano; desconfiança; esperteza; habilidade; avidez; astúcia.

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O DOMÍNIO DA FORMA HUMANA

Saber identificar / sentir o que é intrinsecamente humano. Ser um ser humano.

Sentir o cheiro do ar mudar conforme mudam as estações. Identificar uma planta com sede ou a morte se instalando numa forma de vida, só de olhar. Saber o que te faz mal em cada caso de doença. Sentir na salivação, na textura bucal, a composição das coisas que pode farejar… Conhecer sensorialmente a fundo, só deixando a intuição trabalhar livre, em conjunto com o corpo. Laboratório de perícia do lado de dentro da pele. Detector de mentiras vivo. Tantos patifes pra desmascarar…

Sentir afeto pelo que é bem diferente mas sente igual. Sentir afeto pelo que é semelhante e sente bem diferente. Sentir certa aversão ou paixão pelo igual.

Transformar-se.

Maravilhar-se.

Aprender.

Ensinar.

E o poder de alienar-se de tudo; o poder de contrariar tudo isso:

A civilização.

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“ser feliz é bem possível; a lua cheia me reduz a pedacinhos” ❤ Itamar Assumpção, SUTIL

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Minha parceira é companheira de muitas voltas, travessias, jornadas e também dalgumas presepadas. As vezes fica preocupada comigo, por causa desse espectro sombrio que evapora dos meus poros e tensiona com meus tendões e face meu entendimento do mundo pruma pulsão sexual pela pira mortuária gigante que o planeta se tornará um dia. Quer dizer, ela só me diz com carinho e bem querer que eu deixo a testa franzida demais… Mas a questão é justamente essa. Como a pele se franze sobre nossos ossos? E por que?

MOLg.H - Cópia só o fim do mundo de novo#1

Sou alguém como tantos outros que caminha verdadeiramente um caminho de virtude. Que todos os dias acorda e renova um contrato consigo de manter-se íntegro, verdadeiro e de propagar e compartilhar só o conhecimento que leva à liberdade, felicidade e aprimoramento. Mas tenho um tesão danado pelo fim de tudo. A destruição é um grande afrodisíaco. A violência me encanta. O armagedom e suas pretensas apoteoses, o apocalipse e suas promessas de revelação. A paz reinante no dia depois do cessar definitivo do choro irritante do homem. O destino derradeiro que enfim irá nos embalar. Luto entretanto com todas as minhas vontades pra não incorrer na melancolia ou – ainda pior – no fatalismo. Não sou um suicida. Apesar de reunir como que por magnetismo natural uma imensa energia entrópica ao redor do meu corpo (que faz minhas roupas se desgastarem e apodrecerem com uma celeridade inacreditável e/ou os mais diversos objetos simplesmente quebrarem, pifarem, encrencarem quando na minha companhia), nunca poderia ser um suicida. A maravilha da vida continua a encantar-me, sim, a despeito do ódio batendo ao portão todos os dias, enviando as contas dos meus descuidos por baixo da porta. Vou viver. Tenho a terra sob meus pés e a terra sob meus pés tem a mim e essa relação realizar-se-á pelo estapeamento constante das minhas caminhadas. Não desertarei do mundo, não o deixarei pras serpentes e vermes e ratos que se multiplicam sem parar, não facilitarei pras fardas cinzas vomitadas em linhas de produção. Mas não sem sequelas. As vezes a pele dobra e desdobra, e fica meio amarrotada por dentro. Fica meio justa demais. Fica tensionando a expressão, como pessoas suportando um sorriso pra foto por tempo demais. As vezes há inflamação no vinco do espírito, como um espinho cravado na pata da alma amarrotada.

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Dominar a forma humana é humanizar-se. Sintonizar-se com o que é bom e positivo e natural. Não as naturalizações ilusórias da modernidade, publicidade da babilon, putaria bagaceira… Não aquilo que é imposto e vendido como “natural”, mas natural enquanto cultura emergente, as manifestações que florescem de baixo pra cima, a maneira anti-hierárquica do mundo bruto e verdadeiro. O modo da rocha, do tronco, da raiz e do broto, o modo do ronco das feras.

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Minha parceira, bruxa que é desde sempre, me disse que pra ficar vivo sem sucumbir a nenhuma dessas patéticas formas de desmorte em vida, tais como a burocratização da alma, a coisificação social, as pirâmides de culto à grana, o empreendedorismo vodu etc&tal; é preciso encantar-se permanentemente. Permanecer encantando-se. O encantamento é o despertar da ilusão. O sistema de domínio empilha tantas camadas de ilusão de controle para a finalidade de consumo, que seu próprio projeto de marketing globalizante torna inviável para seres humanos viverem por muito tempo nesse ambiente sem adoecer. A saída do vampiro-babilon é duas: Normalizar a doença. E desumanizar o máximo de pessoas que puder. Mas não no nosso turno beibe… a gente vai assar marshmallows numa fogueira de cabeças vampirescas antes de amanhecer. Nós lembramos dos feitiços, então é nossa obrigação proteger o solo primordial dos vamps… a lua vem, a lua vai, ensinamento e amor são dons que doem pa carai, mas entre uma cicatriz e outra, desmorto, zumbi e vamp, invariavelmente, diante do ashanti consciente, cai.

“footnote to howl” by allen ginsberg
Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy!
Holy! Holy! Holy! Holy! Holy! Holy!
The world is holy! The soul is holy! The skin is holy!
The nose is holy! The tongue and cock and hand
and asshole holy!
Everything is holy! everybody’s holy! everywhere is
holy! everyday is in eternity! Everyman’s an
angel!
The bum’s as holy as the seraphim! the madman is
holy as you my soul are holy!
The typewriter is holy the poem is holy the voice is
holy the hearers are holy the ecstasy is holy!
Holy Peter holy Allen holy Solomon holy Lucien holy
Kerouac holy Huncke holy Burroughs holy Cassady
holy the unknown buggered and suffering
beggars holy the hideous human angels!
Holy my mother in the insane asylum! Holy the cocks
of the grandfathers of Kansas!
Holy the groaning saxophone! Holy the bop
apocalypse! Holy the jazzbands marijuana
hipsters peace & junk & drums!
Holy the solitudes of skyscrapers and pavements! Holy
the cafeterias filled with the millions! Holy the
mysterious rivers of tears under the streets!
Holy the lone juggernaut! Holy the vast lamb of the
middle class! Holy the crazy shepherds of rebellion
Who digs Los Angeles IS Los Angeles!
Holy New York Holy San Francisco Holy Peoria &
Seattle Holy Paris Holy Tangiers Holy Moscow
Holy Istanbul!
Holy time in eternity holy eternity in time holy the
clocks in space holy the fourth dimension holy
the fifth International holy the Angel in Moloch!
Holy the sea holy the desert holy the railroad holy the
locomotive holy the visions holy the hallucinations
holy the miracles holy the eyeball holy the
abyss!
Holy forgiveness! mercy! charity! faith! Holy! Ours!
bodies! suffering! magnanimity!
Holy the supernatural extra brilliant intelligent
kindness of the soul!

kyno

São Cristóvão – aquele que carrega cristo nos ombros. Era um monstro com cabeça de cão, que além de lobisomem era gigante, mas do tipo clássico com um bom coração.

el licantropunk

foto por alexandre lamalhama fejones

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As vezes o melhor que se pode fazer por alguém é deixar ser o monstro que, pela sua estranheza, nos parece estar inclinado a ser, sem medo de ferir-se. Aceitar as idiossincrasias e rompantes de raiva e fúria, amar sem civilizar. Enamorar-se não do potencial do parceiro para ser um bom marido/esposa/amigo(a); mas por sua própria selvageria. As vezes devemos fazer isso internamente, conosco mesmo. Aceitar que nossa pulsão por sangue pode ter fundamento ou pode ser ecos de pensamentos soltos, ideias vivas perambulando pela cidade… Resistir sim. Seguir no caminho do bem. Mas entendendo a si. Desvendando seus sentimentos e apetites. Descobrindo suas emoções e distinguindo-as entre intenções e desejos. Nas vísceras sabemos o que é certo. No diálogo sem pé nem cabeça dos loucos, caráter – bom ou mal – nenhum passa despercebido. A alma não tem segredo que o comportamento não revele. Observar. Estar atento a si mesmo. Nunca desumanizar-se. Nunca insensibilizar-se. Nem pro pior de si. Não há corruptos e íntegros. Há momentos de integridade e momentos de corrupção. Integridade é uma escolha a ser tomada a cada nova manhã. E durante o dia, deverá ser reforçada várias vezes.

<p><a href=”https://vimeo.com/27657792″>Howl</a&gt; from <a href=”https://vimeo.com/nataliebet”>Natalie Bettelheim</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

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Há gente pra quem a humanidade não é algo terminado.

Ser alguém. Estar vivo. Ser bicho-homem não é o mesmo que ser gente.

Olhando animais nos shoppings PIG CITY porcos alegres amontoados.

Pelas ruas, furtivo, entre lixo caça & habita outrem diferente.

Há dos que sentem comigo e compartilham a licantropia.

Cães por melhores amigos e uma matilha que inclui a família.

Pelo grosso, longo e preto faz a forragem da pele.

A fuça, os dentes, as unhas mei´q estabelecem o que acontece.

Mas de gravata na racistolândia até monstro sai bem na foto.

Nos palcos do dia a dia, ter mil faces – nação: Ama ou sufoco.

Fascistas falam tanta bosta que quase tudo perde o foco.

Pseudociência versus pseudofé invadem até meu ócio.

Entre o corpo, a alma e o lobo, não há descanso, não há divórcio.

Assim como não haverá jamais entre o cão-diabo e deus, seu sócio.

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ACORDA CEDO VAI TRABALHAR

SEMPRE ONDE HÁ MULTIDÕES & INTENSO CONTATO HUMANO

PROFESSOR, CAMELÔ, PIXADOR, BADERNEIRO, RIMADOR.

AJEITA A CARA VAI ATRASAR

A PELE MEI´TORTA, CASACO DO AVESSO, SEMBLANTE TENSO CHEGANDO

JÁ FALÔU. CALÔU. ENFEZÔ. FECHÔ VERDADEIRO OPOSITOR.

A NOITE A PELE PARECE NÃO AGUENTAR

ESCOLHE ENTRE CELA E CAÇA, DECIDE PASSAR UIVANDO

JA MATÔU. CAÇÔU. RASTREÔU. COMEU LIGEIRO ATÉ SEU AMOR.

MAS A CIDADE NÃO TE DEIXA VIRAR.

NORMOSE É O OLHAR DA MEDUSA QUE A TODOS VAI CONGELANDO.

ATUÔU. INTERPRETÔU. FEZ Q SOU, FAZER Q SEI VIVER VIDA SEM DOR.

A LUA VELOZ NÃO VAI ESPERAR.

APROVEITA ENTÃO A SOMBRA DA LUA NOVA. NO CICLO TAMBÉM HÁ DESCANSO.

BAIXÔU. LEVOU PAR DE NOITE PRO LOBO DE DENTRO VOLTAR A FALAR DE NOVO.

ATÉ A CRESCENTE SE INSINUAR.

SENTE ENTÃO UM OTIMISMO. ENTUSIASMO DESABROCHANDO.

COMEÇÔU. VIRÔU. ESPERÔU O CONTRÁRIO DO AVESSO OUTRO POUCO.

A VIDA PERMANENTE TRANSFORMAR.

CADA MANHÃ DECIDIR NÃO AO MONSTRO INDA Q PERMANEÇA ESTRANHO.

NO BOLOLÔ DO BÔNUS DE DIAS ESTREMEÇO O ARDOR DO ATOR.

ATÉ O LUAR PARECER UM OLHAR.

SOMBRIO & PROFUNDO & SINISTRO CONVIDANDO MEU PIOR PRA BAILAR.

E O BICHO A BESTA FERA INSISTIR EM SAIR PRA BRINCAR

AS CORES SERÃO MAIS VIVAS COMO DA SALIVA EVAPORANDO

GOZÔU. PERTÔU. GARRÔU FORTE PRESA GUERREIRA. ESTRANGULÔU.

A CHEIA VAI RAIAR…

POR TRÁS DAS NUVENS DOS PRÉDIOS, JÁ ESTÁ LÁ.

MESMO QUE A FUMAÇA DA VÃ CIVILIZAÇÃO PONHA UMA CORTINA ENTRE ELA E O CÉU,

ELA TÁ LÁ…

ATIÇANDO O LOBO DE DENTRO PRA FORA DA TOCA PASSEAR.

BRINCAR DE CAÇAR DESGRAÇADOS QUEBRAR SEUS PESCOÇOS & CAGAR

NOS SEUS RESTOS E NAS FOTOS DE FUNCIONÁRIO DO ANO.

AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR. AMOR À FLOR.

AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR. A MONSTRA FLOR.

O ODOR. O NEGROR. O CALOR.

 AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR.

 AMOR. A FLOR.

AMOR. DOR. ARDOR. MOTOR.

A MONSTRA FLOR.

AMOR. DOR. O ODOR. O ODOR.

O NEGROR. O CALOR.

A MONSTRA FLOR.


Post Hackeado por Régis Y. Intervenção sonora: Te quero te quero querendo quero bem quero te quero querendo quero bem. Chiclete chiclete, mastigo dor e dor clete chiclete, mastigo dor e dor. Te choro te choro, chuvinha chuviscou. Choro te choro, chuvinha chuviscou. Chamego chamego, me deixa me deixou.Mego chamego, me deixa me deixou. A dor a dor, a dor a dor.

O Incrivel Cabeça de Parafuso_20130901_0035

Fuça negra. Barba crespa.

Santo Chaney abençoa meu sorriso

[cheio de dentes

& conciso

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sampa – lua cheia; fins de agosto de 2015

Pedras que Cantam – A Lenda do Ingá Régis Y.

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades, Textos on junho 15, 2015 by PRFSSOR-Regiz-Y.

Este post começa com nosso amigo hippie Chester,  amigo do Monstro do Pântano, Allec Holland, cantarolando algumas canções marcantes dos 50, 60, 70’s. Acabou de colher frutos que caíram das costas do Monstro do Pântano, frutos com poder alucinógeno e psicódelico, que deixam qualquer cogumelo de zebu para trás. É o xamanismo das plantas, da terra e do espaço em una comunhão, Lula Cortês declarou  “comíamos cogumelos mais como licença poética mental.”  A Pedra do Ingá, localizada em Ingá do Bacamarte, Paraíba, tem uma série de inscrições pré-históricas, provavelmente feitas em rituais nativos mágico-religiosos, diversas estórias e especulações foram feitas sobre como foram criadas e seus significados.

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The Beatles-Strawbery Fields Forever (1967)

The Supremes-Stop In the Name of Love (1965)

Dale Evans & Roy Rogers-Happy Trails (1952)

Bee Gees-Tragedy (1979)

Como havia dito no post anterior, eu estava ali em minhas férias observando a Ilha da Tartaruga.
Daí eu parti para conhecer as pedras do Ingá, as pedras que cantam e contam uma estória estelar,  onde fui conhecer e estudar um pouco dessa parte da história do Brasil e prá não dizer do mundo. Hieróglifos Fenícios, sinais interplanetários, estudos sobre constelações, e um mistério que ainda não têm explicação, datam aproximadamente mais de 6.000 anos. Para explicar e aprofundar o estudo neomitósofico sobre estas, começarei com o álbum de Zé Ramalho e Lula Côrtes. O Paêbiru (1975), ou o Caminho da Montanha do Sol caminho que se estendia por mais de mil e duzentos quilômetros da costa brasileira do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. Da Paraíba, pelo Chilê para o Peru, e Paraguai, um caminho secreto como o Caminho de Eldorado, a volta pra casa, o caminho da terra prometida. Os índios acreditam que o santo interplanetário, Sumé teria ido de norte a sul, mata adentro pela milenar trilha “Paêbirú” – em tupi-guarani, “O Caminho da Montanha do Sol”.

Poder dormir
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz pra se morrer em paz

Mas voltando para Zé Ramalho, o disco se concentra nas Pedras do ingá, município de Ingá, no interior da Paraíba, que é hoje um dos monumentos arqueológicos mais significativos do mundo. Ingá fica a sudeste de Campina Grande, vizinha de Lagoa Grande terra de Jackson do Pandeiro.

O disco também fala de mitologias brasileiras e ameríndias, que são os índios creditados ter descendência asiática. e africanas como, Iemanjá. Eu e minha companheira, no dia dos namorados, fomos lá visitar. Na capa Zé e Lula aparecem ao lado de um negativo para mostrar a profundeza com qual foram talhadas as inscrições, que se assemelhavam muito ao alfabeto Fenício.

Ficaram parecidos com Smurfs.

Lula Cortês & Zé Ramalho - Paêbirú Silva_Ramos,_Pedra_da_Gavea,_interpretation

Aqui eu também copiando a capa:

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O disco foca-se numa das possíveis teorias sobe as inscrições das pedras, que seria a Lenda de Sumé, uma epopéia interplanetária dessa entidade mitológica indígena, que teria sido um um índio, santo e extra-terretre evoluído, associado agumas vezes com São Tomé, que tentava chegar ao Paraguai, fugindo dos guerreiros Tupinambás, e assim por meio de magia e conhecimentos extra terrenos, conseguiu detalhar e entalhar nas pedras, sua trajetória.


Sumé o cariri / fica perto desse mar
Fica perto da tranqüilidade
Da tranqüilidade desse mar
Peixe de pedra e espinhos no homem de ferro
Igualdade

Entre a luz e a linha reta que delineita o horizonte – bis
Pelo Vale de Cristal
Acredite se quiser

O viajante lunar desceu num raio laser
Num radar
Com sua barba vermelha desenha no peito a Pedra do Ingá – bis

Sumé dizei a flor
A mim mesmo e a meu irmão
Que mensagens / que caminhos

Que traços estão nesse chão?
Onde fica tua estrela?
Quanto é daqui para Marte?
Quanto pra Plutão?

 

Ficha Técnica e Informações sobre o Disco:

Zé Ramalho e Lula Côrtes – Paêbiru (1975)  

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Enquanto o punk rock rolava nas vitrolas dos anos 70, transformando a psicodelia sessentista em garagera, Zé e Lula mostravam um nordeste lisérgico. Com influências de Crosby, Stills, Nash and Young, T-Rex, Captain Beefheart, Grand Funk Railroad e The Byrds.O LP duplo, com onze faixas e inicialmente com 1300 exemplares. Acontece um acidente em Recife, que transforma o álbum em achado arqueológico, juntamente com a fita master da gravação, mil discos foram levados pela enchente. Hoje em dia encontramos essas preciosidades, valendo quatro mil reais em sebos.  O disco é miscelânea mestiça de sons, passando do rock psicodélico, folk, jazz , ritmos regionais do Nordeste Brasileiro, cultura africana fundida à sonoridade dos indígenas. As composições são de Lula Côrtes e Zé Ramalho, conta com a participação de renomados nomes, fazendo esse ritual fonográfico estão também: Geraldo Azevedo  e Alceu Valença que toca num papel de celofane: “- Participei de Paêbirú. Dei uns gritos lá”, diz Alceu. E daí o udigrudi nordestino tomou forma com bandas que se seguem: Ave Sangria, Marconi Notaro, Flaviola & O Bando do Sol, Aristides Guimarães.

Nas Paredes da Pedra Encantada, Os Segredos Talhados Por Sumé


O disco é dividido em quatro elementos, como os poderes de um Avatar, os quatro elementos da natureza: Terra, Ar, Fogo e Água, respectivamente.

No lado “Terra”, sentimos instrumentos como tambores, flautas, congas, sax alto e berimbau, o bater das asas de aves em voo. Além do tricórdio uma guitarrinha marroquina que acompanhava Lula.

No lado “Ar”, voamos com conversas, risadas, e suspiros, gargarejos, harpas e violas, okulelê e trompas marinhas.

No lado “Fogo” é o heavy, o rock e a psicodelia, a garagem suja, guitarradas elétricas  fuzz e distorcidas, teclados e órgãos Farfisa; Raga dos Raios-é um exemplo de guitarra fuzz nacional.

No lado”Água” , obviamente,  água corrente, a louvação as entidades, a renovação, fluído líquido, uma mescla com ritmos nordestinos, um repente com mantra psicodélico e dançante como o baião.

Quem sabe as profecias talhadas eram da própria jornada homérica do disco que viria ?

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‘Se os Stones gravaram na Jamaica em dois canais, por que a gente não?’

As lendas rezam ainda que a entidade, após deixar o nordeste, rumou para a Montanha do Sol, os versos cantam a saga de Sumé, “viajante lunar que desceu num raio laser e, com a barba vermelha, desenhou na Pedra do Ingá. Sumé é uma entidade mitológica que teria transmitido conhecimentos aos índios antes da chegada dos colonizadores. A crença indígena diz que, quando o pacifista Sumé se foi embora, expulso pelos guerreiros tupinambás daquelas terras, deix­ou uma série de rastros talhados em pedras no meio do caminho.#ficaadica

Diversos caminhos foram anotados, ligavam desde os Andes até o Atlântico, de São Tomé das Letras ao Peru, Passava por Assunção, Foz do Iguaçu, Alto Piquiri, Ivaí, Tibagi, Botucatu, Sorocaba, até São Paulo, um caminho mágico, outros iam para Florianópolis e Cananeia, chegava em São Paulo vazando pelo Pátio do Colégio e Rua Direita, cruzava o Vale do Anhangabaú, e desembocava no que hoje é Avenidas Consolação e Rebouças.

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Após a colonização, para diluir os valores indígenas em dogmas católicos, missionários portugueses e jesuítas santificaram Sumé, o rebatizando como São Tomé. Os rastros foram explicados, em nossa visita ao museu,  pelo guia, como que talhados por uma técnica utilizando pedras, mas feitos de uma maneira não humana, como o Monolito de 2001, Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, livro de Arthur C. Clarke, eu pensei que eles pudessem ter sido feitos da maneira como é dito na música com um raio laser, ou com um Sabre de Luz de Star Wars.

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O misterioso monolito, ornado com representações data de três a seis mil anos representando algumas constelações; a via láctea, a constelação de órion, frutas, animais, seres humanóides, répteis. O monolito que abre a mente, absorve conhecimentos do espaço e faz conexão com toda vida terrena, quem tinha esses conhecimentos, eis o Mind Fuck.

Trecho traduzido e adaptado por Régis Y.
do Livro The Call of Cthulhu and Other Weird Stories
de H. P. Lovecraft

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“Toda de uma vez minha atenção foi capturada pelo vasto e singular objeto no declive oposto, o qual cresceu vertiginosamente aproximadamente umas 100 jardas à minha frente; um objeto que brilhava ofuscando raios primordiais de uma Lua ascendente. Isto era meramente um gigantesco pedaço de Pedra, eu logo assegurei por mim mesmo; mas eu era consciente de uma impressão distinta que seu contorno e posição em todo seu conjunto não era obra da Natureza. Um escrutínio mais próximo me preencheu com sensações que eu não pude expressar; pois apesar de sua enorme magnitude, e sua posição mediante o abismo o qual havera se espreguiçado ao surgir no fundo do oceano desde que o mundo era jovem, eu percebi com uma dúvida que o estranho objeto era retangulado exato como um monolito cujo volume massivo tinha sido apresentado ao conhecimento das manufaturas dos homens e talvez à devoção das criaturas vivas e pensante.

Atordoado e assustado, ainda sem a certeza palpitante dos delirios de um cientista ou um arqueólogo, eu examinei as imediações com mais precisão. A lua, agora em seu apogeu, brilhava misteriosamente e vívida sob os altos ângulos que embebiam o desfiladeiro, e revelavam o fato de um submergido corpo afogado ao fundo, perdendo-se da vista em todas direções, e quase lambia meus pés próximo ao declive. Através do vácuo, as ondas lavavam a base do Monolito Ciclóptico; cuja superfície eu não podia traçar e nem decifrar nessas inscrições e cruas esculturas. As escrituras estavam num sistema de hieróglifos desconhecidos para mim, e diferente de qualquer coisa que eu tenha visto em livros; consistia na maior parte em Símbolos Aquáticos convencionalizados tais como peixes, enguias, polvos,crustáceos, moluscos, baleias, e similares. Diversos caracteres obviamente representando coisas marítimas desconhecidas ao homem moderno, mas cujas formas componentes eu já tinha observado nas evidentes recifes dos Oceanos.

A engenharia cai sobre as pedras

As pedras remontam muito mais que pinturas rupestres, elas falam do período pré-histórico, da formação do homo sapiens, de sua transição índigena neanderthal, para um ser mais complexo, um ser com conhecimentos cósmicos, agricultura celeste, remeto ao filme;  A Guerra do Fogo (1981) de Jean Jacques Annaud, com estréia de Ron Pearlman, o Hellboy dos cinemas, e com o ator Everett Mcgill, o Big Ed Hurley do Twin Peaks, que no momento atual está desaparecido, o filme conta a trajetória dos seres humanos em um ambiente hostil, onde os grandes animais são deuses, e a falta de compreensão sobre todo o mundo que os permeia era o enfoque principal para a sobrevivência.

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“Pois naqueles dias os deuses ainda caminhavam na Terra, e faziam seus lares nas terras quentes do Norte. (pg.38) O Rei dos Pássaros ,Histórias na Areia – prólogo de Sandman A Casa de Bonecas.

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Abaixo, um vídeo russo mostrando as pedras do Ingá com a musica do arquivo X :

Um outro filme que trata sobre inscrições e pinturas é A Caverna dos Sonhos Esquecidos de Herzog (2010).

Há gente também que pensa
Que ali o solo é sagrado
Pois o santo da descrença
Por lá teria passado
No piso há marcas de pé
Dizem que foi São Tomé
Que ali teria pisado

No entanto, um doutor falou,
Que aquilo não são pegadas,
Que a água foi quem cavou
Por vias centrifugadas
São marcas de erosão
Cavadas no turbilhão
Da força das enxurradas

Naquela Pedra do Ingá
Há muito para entender
Sobre as figuras de lá
O que pretendem dizer
Muitas especulações
Acerca das inscrições
Agora é o que vamos ver:

Meu compadre, em certa vez,
Quando viu esse letreiro
Disse:- É coisa de holandês
Vindo lá do estrangeiro
Que em passagem no Ingá
Gravaram um mapa que dá
Onde enterraram dinheiro

Certo Doutor Chovenágua
No Seridó, de passagem,
Estudando em cursos d’água
Sinais nas pedras de margem
Disse que esses indícios
Foi feito pelos fenícios
Registrando uma mensagem

O doutor Leon Clerot
Diz num livro que eu li,
Sobre quem foi o pivô
Dos entalhes que há ali:
– Todo aquele bê-a-bá
Quem fez na Pedra do Ingá
Foi o índio Cariri

Já Gabriela Martin
Versada em arqueologia
Publicou num boletim
Que aquilo era magia
Invocação, ritual,
E esse antigo cultual
Pra água se dirigia

Já disse um estudioso,
Doutor Francisco Faria,
Que esse painel suntuoso
Trata de astronomia
E a pedra vem registrar
Um calendário solar
Do povo que ali vivia

Mestre Balduíno Lélis,
Sábio de Taperoá,
Disse a mim: – Tu não reveles,
Pois eu digo o que tem lá
Contando por cada vez
Múltiplos sempre de três:
Esse é o segredo de Ingá

Cordel de Vanderley de Brito – A Pedra do Ingá – Na visão de um Sertanejo (pg. 07-09)

No caminho fomos conversando sobre as infinitas teorias sobre as pedras do Ingá, como observado no cordel acima. As referências do Cordel são: a respeito do apóstolo São Tomé, sobre as marcas em forma de pegadas que são naturais, produto do desgaste nas águas feito pelo efeito turbilhonar da água sobre a pedra. Os nativos diziam serem rastros de seu Deus Sumé. Alguns sertanejos como no cordel acreditavam que as marcas eram holandesas. O Dr. Chovenágua: refere-se ao pesquisador Ludwig Schwennhagen. Pois assim ficou conhecido entre seus amigos sertanejos devido a dificuldade de pronunciar-lhe o nome austríaco. As regiões citadas no Cordel acima: vale do Rio Seridó região que se estende na Paraíba, Cariri-Indigenas vindo do São Francisco, que foram assentados pelos colonizadores no Vale do Paraíba; Taperoá: Município da Paraíba, no vale do rio de nome igual.

Amilcar Quintella Jr. no cântico XII de seu ivro poema épico, de 1957. “A Atlântida”fala de um profeta atlante que conduz uma leva de iniciados até o rochedo do Rio Ingá e os orienta a esculpir na rocha a trajetória da Atlântida, que fora perdida nas profundezas do Oceano.

Adquiri também um exemplar do livro do mesmo autor; A Pedra do Ingá – Itacotiaras na Paraíba (2013);  Vanderley de Brito que foi um dos maiores estudiosos brasileiros sobre o assunto das Pedras, ele conhece o idioma técnico deste código mnemônico melódico: “As pedras que formam o conjunto do Ingá foram insculpidas com apurada técnica e, segundo cremos, por uma incogniscível comunidade pré-histórica que gravava duras rochas com fino acabamento e polimento. Sua simbologia e formas simétricas muito elaboradas variam entre pontos capsulares agrupados, retângulos gradeados, figuras antropomórficas, possíveis fitomorfos e zoomorfos, sulciformes, círculos pendulares, cortados, cheios, concêntricos, e diversas outras formas ambíguas.” 

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Em 29 de dezembro de 1598, os soldados liderados pelo capitão-mor da Paraíba, Feliciano Coelho de Carvalho, caçavam índios potiguares quando, eis que surgiu em meio à caatinga, nas fraldas da Serra da Copaoba , um imponente monolito  pré-histórico ininteligível para queles homens da guerra.
Feliciano mandou-os copiar todos os caracteres. Retirado do livro: Diálogos das Grandezas do Brasil (1618). Ambrósio Fernandes Brandão  estudando os hieroglifos os entendeu como “figurativos de coisas vindouras”. Um segundo monólito foi encontrado pelo padre francês Teodoro de Lucé, em 1678, em território paraibano.

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Interpretação e Pintura de Vanderley de Brito

 

O autor Vanderley de Brito diz que a pedra seria, para os nativos, um “meio de comunicação” com os deuses (ou deusas) da natureza.  Datação exata não é possível, porque o monolito está em meio ao riacho, e em dias de cheia essas pedras ficam completamente submergidas, portanto uma análise em carbono 14 também não é facilmente realizada para datá-las. “Animais de grande porte, como a preguiça e o tatu-gigante, no período mezosóico, habitaram a região: mastodontes, cavalos nativos e outros mega-animais também circulavam por aqui”. Relatos do professor Clóvis Lima dos Santos, os cojuntos e inscrições nas pedras era bem maior, ocupando área de 1.200 m², infelizmente, segundo o engenheiro Leon Clerot, em 1953, começou um processo de asfaltamento na região, que ocasionou na perda de diversos pedaços.

 

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De fato não se tem uma precisão sobre quem é o autor das inscrições da Pedra do Ingá, desde o monolito pré-histórico até diversas outras origens, como as já citadas anteriormente foram especuladas, origens de obra de engenharia extraterrestre, ou combinações matemáticas que poderiam medir as distância da terra, da lua e/ou das galáxias, também associadas aos egípcios e fenícios que tinham tecnologia, para se locomoverem de barco até a região. Desde sua relação com inscrições encontradas em Queops, no Egito, e Theotihuacan, no México, ou até mesmo coordenadas para localização do Reino Perdido de Atlântida.

Podem ser também focos de energia que alinhados, com as grandes pirâmides, do Egito e do México, e dividindo o Trópico de Câncer no meio, entre as duas pirâmides citadas, traça uma linha vertical, localiza-se abaixo a Pedra do Ingá e acima, a localização da desaparecida Atlântida. Analisando as fotos que tirei podemos chegar a diversas conclusões, pois os símbolos são até comuns aos nossos olhares, podemos ter diversas mensagens, diversos sinais futuros, ou passados, talvez uma análise da divisão dos continentes de Pangéia, Itacotiara em Tupi Guarani significa:

Ita-Pedra

Coati-Desenho rabiscado

Ara-Aquilo que voa nas alturas

Pedra com o Rabisco dos Altos, um mapa para um segredo perdido. É a pedra do Genesis, o que começou, a pedra filosofal, dos seres que viajavam pelas galáxias. “No fundo do oceano existe um baú/Que guarda o segredo almejado desde a aurora dos tempos/Por gênios, sábios, alquimistas e conquistadores/Eu conheci esse baú num estranho ritual reservado a poucos/Hoje eu posso enfim revelar que essa busca de séculos foi em vão”

Estes buracos encontravam-se em pontos espalhados da pedra, tive a informação de que se formaram a partir de Magma ou Pedra quente, que formou bolhas explodindo e formando estes buracos arredondados. Quem sabe as inscrições foram feitas com materiais efervescentes ?

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Aqui eu com uma espiral,  que é o símbolo dos Incas e Maias para Patchamama, a “Mãe Terra”. Patchamama ou a natureza é quem começa a vida, é a gaia, que possiblita o surgimento, possibilita o movimento, por el suelo camina mi pueblo. Patchamama te veo tan triste. Patchamama me pongo a llorar.

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Nos inscritos abaixo, podemos reparar uma forma lacertiforme, como um lagarto, os répteis da região, de acordo com Vanderley Brito, é comum notar nas pedras, figuras semelhantes aos animais e às pegadas respectivas destes, observei que existiam muitos calangos na região, de diversos tamanhos e cores. Este lagarto foi representado em sua forma, talvez por ser rastejante, isso dificulta a análise de suas pegadas. Os répteis, reptilianos, cabeças de lagarto, Devil Dinosaur, Leatherhead, e os mamíferos, humanóides, macacos, patas, pés, pegadas de onça, de ema, de veados, de lobo-guará e de anta, animais típicos brasileiros

 

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As bolinhas que aparecem frequentemente na Pedra do Ingá, podem representar a contagem de sóis ou luas, do tempo, de algo que represente a contagem da vida que segue, a grande melodia, podendo também ser notas musicais numa escala.  Figuras muito parecidas com pegadas de animais, imagens fálicas, representando a fecundação, seres humanóides, caracteres similares a alfabetos que puderam ser comparados com símbolos semelhantes na Ilha de Páscoa, e aos alfabetos fenícios e sumérios.

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Ou quem sabe tudo fora um conjunto do estudo das constelações, o eterno retorno à casa, com uma nave espacial, à volta a constelação de Órion ou à Atlântida. O desenho abaixo também se assemelha com uma botija, ou com um vestido de mulher, ou uma garrafa de goró. Uma Botija é um pote ou baú com dinheiro enterrado , ou oculto em parede, como o pote de ouro de um Leprechaum das lendas Irlandesas, podendo ser literalmente interpretado como uma passagem mágica, ou seja nave ou portal. Por avareza esses Duendes, ou espíritos de quem ocultou se manifesta em sonho para que esta possa ser resgatada e dar sossego ao dono. É comum imaginar-se no meio rural que as inscrições rupestres são sinais da presença de botijas, como as runas mágicas, que manifestam a presença destas energias. Quiçá uma nave espacial, eu e ela, ela e eu, é o amor, o primeiro avião com destino a felicidade, o início, o fim e o meio. Noite azul, pedra e chão Amigos num hotel. Muito além do céu  Nada a temer, nada a conquistar. Depois que esse trem começa andar, andar. Deixando pelo chão. Os ratos mortos na praça . Do mercado.

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Cabe a mim também analisar dois tópicos presentes nesta realidade nordestina, à da seca, que conduz multidões a correr atrás dos carro-pipas, como em Mad Max, a luta pela água, o Sertão vai virar mar e o mar vai virar Sertão, como em Deus e o Diabo na Terra do Sol. O embate do sertanejo contra a seca, disso chego na Hq de Piteco-Ingá (2013) desenhada por Shiko e que numa mistura mitológica, uma comunhão do interior rural com a préhistória, mostra a tribo de Lem, da qual fazem parte Piteco, Thuga, Beleléu e Ogra, se veêm obrigados  a começar uma peregrinação para levar a aldeia para uma nova área fértil, já que esta próxima ao rio secou, muito inspirada pela pintura de Vanderley Brito. Na véspera da partida, Thuga é sequestrada pelos Homens-Tigre e seu herói e salvador, que não quer casar, Piteco se encarrega de salvá-la. No caminho enfrentam dinossauros, folclores e mitos brasileiros, se deparam com magia e rituais, as Pedras do Ingá e a rota da peregrinação, num estilo Rastafari, sobreviventes rumo ao futuro, misturando Mad Max e Glauber Rocha.

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Testemunhem-me neste post, os que habitaram, que habitam, que habitarão as terras e as estrelas de areia.

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Ei, êta luta, êta mundo, lá, lá, rá.
Andei por cima de pedras
Pisei como um cego santo
Abandonei a familia
Alvoraçada de espanto
Seguindo caminhos duros
De serras e desencantos
Arrematando os meus versos
Nas noites sem acalanto
Carreguei meu cravinote
Só mesmo por garantia
E também minha viola

O jornalista Gilvan de Brito, no livro Viagem ao Desconhecido, registrou 114 capsulares na linha superior que emoldura o painel vertical da Pedra do ingá e, para dar a sensação a sua conjectura de ali haver uma multiplicidade por três e um calendário lunar, alega que este número multiplicado por três chegaria ao número exato do ano selênico. Por comodidade o 114 ficou convencionado, até por mim mesmo em trabalhos anteriores, mas recentemente fiz a contagem, por repetidas vezes, e só computei 112 incisões capsulares nesta linha.  (Vanderley de Brito-Pedras do Ingá:Itacotiaras na Paraíba-pg.15)

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Já em meu discernimento,

Por favor, não leve a mal,

O teor do monumento

Revela um canto tribal

Um hino de sortilégio

Da casta sacerdotal

 

Um local de cantorias

E invocações musicais

Remonta mitologias

Ritos cerimoniais

Ao som de um maracá

Ali, na Pedra do Ingá,

Registra antigos anais

 

Um código evocativo

De muita sororidade

Um cântico recitativo

À honra de divindade

Gravado por erudito

Em forma de manuscritp

Legado à posteridade

 

Mas é só uma argüição

O Ingá não se traduz

É demais uma opinião

Desta pedra que reluz

Tão esmera e vigorosa

Que até hoje, caprichosa,

Nos desafia e seduz,

 

Cordel de Vanderley de Brito – A Pedra do Ingá – Na visão de um Sertanejo (pg. 30)

As pedras do Ingá são símbolos, são matemática e magia, observadas arqueologicamente e alfabética. Que revelam o nascimento do homem sapiente, que pensa, que registra, que esculpe, que transmite as informações às seus descendentes.

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A mistura de culturas alienígenas, que vivem no meio dos seres humanos, com seus costumes e caracteres símbolos próprios. O encontro do futuro e do passado, do homem, do macaco e quem sabe raças de outras galáxias. O caminho para o espaço, o caminho para o cohecimento. O espaço a fronteira final, tão próxima e tão distante.

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Trecho traduzido e adaptado por Régis Y.
do Livro The Call of Cthulhu and Other Weird Stories
de H. P. Lovecraft

Celephaïs

E num sonho Kuranes viu a cidade no vale, e além dacosta do Oceano, e o pico cheio de neve engolindo o Mar, e as alegres galerias pintadas que navegavam no ancoradouro em direção as distantes regiões onde o Mar encontra o Céu. É lá ele era conhecido como Kuranes, pois quando acordava ele tinha outro nome[…]

[…] Então Kuranes perseguiu infrutiferamente a maravilhosa Cidade de Celephaïs e suas galerias que desembocavam para Serannian no Céu,enquanto isso via mil maravilhas e uma vez escondia-se do alto sacerdote, que tinha apar6encia indescritível, mas que usava uma suave máscara amarela sob sua cara e habitava completamente só o Monastério de Pedras Pré-históricas no frio planalto desértico de Leng (Região frequente nas obras de Lovecraft, uma espécie de portal que conecta mundos, como um platô). Nesses tempos ele começou a  sentir-se muito impaciente nestes intervalos largos do dia que ele começou a comprar drogas para conseguir dormir. Hasheesh o ajudou de forma inigualável, e uma vez o enviou  a uma parte do espaço onde não existem formas, mas gases fosforescentes que explicam segredos da existência. Um gás de coloração violeta disse a ele que esta aprte do espaço era do lado de fora do que era chamado de Infinito. O gás nunca tinha ouvido falar de planetas e organismos antes, mas identificou Kuranes meramente como um do Infinito onde Matéria, energia, e gravitação existem. Kuranes agora estava muito ansioso para retomar seus estudos nas mesquita sobre Celephaïs, e grandes doses de drogas; mas eventualmente ele já estava sem dinheiro, e não conseguia mais comprá-las. Então em um verão que ele estava fora de seu sótão de estudos, ele vagueou sem rumo através das ruas, à deriva por uma ponte par um lugar onde as casas estreitavam-se muito. E foi lá que sua satisfação surgiu, e ele conheceu o cortejo dos cavaleiros que vinham de Celephaïs para escoltá-lo para lá para sempre […]

…e que se até Batman pode utilizar um Sabre de Luz para lutar contra um tubarão recifense, é claro que este mesmo sabre pode ser utilizado para esculpir caracteres milenares pelos Deuses Astronautas Pré Históricos…

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Finalizo com estaes belíssimos versos de Fagner, pois o importante é viver e vamos pra frente.

Como Disse Doc Brown: Te vejo no Futuro.

Doc: Well, good luck. For both our sakes. See you in the future.

Quem é rico mora na praia mas quem trabalha nem tem onde morar
Quem não chora dorme com fome mas quem tem nome joga prata no ar
Ô tempo duro no ambiente, ô tempo escuro na memória, o tempo é quente

E o dragão é voraz….
Vamos embora de repente, vamos embora sem demora,
Vamos pra frente que pra trás não dá mais
Pra ser feliz num lugar pra sorrir e cantar tanta coisa a gente inventa, mas no dia que a poesia se arrebenta

É que as pedras vão canta

YOU KNOW WHAT WE SHOULD DO?

Posted in Cantos Pré-Históricos, novidades, Textos on janeiro 16, 2013 by PRFSSOR-Regiz-Y.

YOU KNOW WHAT WE SHOULD DO?

texto de Alan Moore / re-tradução de Régis Y.

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NOTHING IS TRUE. EVERYTHING IS PERMITTED

 

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Desenvolvi esta tradução do índice introdutório da revista Dodgem Logic número 3#, adaptando o texto ao máximo possível do que é e do que não é o original, re-inserindo Alan Moore como um cidadão britânico diante de nossa realidade brasileira e assim criar proximidade com o público. Já diria o velho ditado, “se Maomé não vai a montanha , a montanha vai a Maomé” e assim começa esse processo de retradução de algo intraduzível.

O novo está chegando nos 13. Feliz ano todo. Eu sei o que devo fazer. VOCÊ SABE O QUE DEVEMOS FAZER?

Lógica no carrinho de bate bate

(Dodgem ou Bumper, para quem não sabe é o carrinho de bate bate).

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A magicka é o faze o que tu queres

que é tudo da lei

De Occulta Philosophia  – de Heinrich Cornelius Agrippa’s

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que nasce

o ano da serpente

que uno lo preciente

todo lo que cambia lo hara diferente

en el año que nacio la serpientshhhi

como em 77 que originou o punk

do vagabundo a revolta

NOTHING IS TRUE.

EVERYTHING IS PERMITTED

VOCÊ SABE O QUE DEVEMOS FAZER?

Nós devemos comprar pequenos tronos para os que negam as mudanças climáticas e sepultá-los em valas ao longo da costa litorânea, ordenando as ondas a voltar. Nós devemos equipar fundamentalistas Cristãos com vários balões de Helio de modo que o arrebatamento seja compulsório. Nós devemos substituir a Família Real por vários Srs. Cabeça de Batata e então, se eles ainda não pagarem impostos, tomaremos deles seus chapéus e cachimbos ou comeremos eles assados com manteiga.

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Nós devemos descobrir onde nossas sombras vão a noite e saber que elas estão aprontando. Nós devemos fazer com que os homem-bomba suicidas visitem aquela clínica na Suíça como todo mundo. Nós devemos fazer a partícula de Higgs Boson disponíveis nas cestas básicas.

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Nós devemos aceitar que os membros de partidos de extrema direita[1] são seres humanos  e baseado nisso repatriá-los todos na Etiópia. Nós devemos demandar provas de que a humanidade jamais pôs os pés na América e que o continente é somente uma farsa tramada e elaborada pela indústria cinematográfica Espanhola do século XV. Nós devemos reduzir o risco de vespas sonolentas servindo-as de pequenas xícaras de café de vez em quando. Nós devemos transformar os terrenos excedentes das celebridades como ajuda-alimentar para o Terceiro Mundo: Soylent Green é o Bono.

Nós devemos provavelmente receber alguns royalties performáticos e talvez ganharmos prêmios televisivos pelo que aparece nas câmeras de segurança. Nós devemos sempre cumprimentar a tropa de choque com um aperto de mão no estilo maçônico[2]. Nós devemos assoar nossos narizes e nos recompor. Nós devemos nos contentar em socar o relógio, mas se eles estiver pelo chão não há nenhum mal em dar-lhe um bom pontapé na garganta. Bemvindo a Dodgem Logic.

Enquanto os primatas populares que nós prometemos na última edição recuam de volta para o nevoeiro, nós tentamos duramente aliviar o seu sentido de raiva enganada e seu desapontamento, listando gargalhadas-conjuntas para os Ludistas-de-Literatura,  o supremo Robin Ince[3] vem suavizar o gradiente de sua testa franzida. Nós também rastreamos Josie Long[4] através de transações no cartão de crédito, mas mais pela sua valentia e fundamental participação no condenado filme Shawshank Redemption (Um Sonho de Liberdade-1994) como uma oferta para sua liberdade, estaria ela então, de volta conosco fazendo o que ela gosta de melhor, se é que isso é ficar algemada a um aquecedor. Em relação a essa espessa fatia de páginas extras que você está pagando e metendo o nariz nesta edição pará-choque, que contem um raro compendio de delícias. Nós temos confissões de carreiras calamitosas de policiais, instruções passo-a-passo para o satanismo do faça-você-mesmo e a rigorosa ruminação recriminatória de um urbanista trapaceiro. Nós temos decadência divina e noites abafadas em São Paulo[5] juntamente com a exploração do homem comum problemático Johnny Viable,  o João Viável, alguns graffitis glamurosos, e um tentador transfer de camiseta da caixa de crayon da voluptuosa Melinda Gebbie (desenhista da belíssima capa de Lost Girls e esposa de Alan Moore).

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“O único fato que eu posso te contar agora é que o seu avô era um cara bem comédia (Ralph Royster Doyster) , com nove amigos incluindo seu próprio reflexo no espelho.”

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Oh, Yeah, e nós estamos providenciando berçários como facilidades para ambas escolas sub-financiadas em Santo Amaro e Capão Redondo[6].

We Just called to say we Love you.

Como recompensa às inserções locais, aqui está o nosso último plano que não pode ser concebido de forma errônea de maneira nenhuma: tendo em conta que fazendo este trabalho para você mesmo, você tem de manter os baixo custos de impressão, nós precisaríamos que você pré-encomendasse algo em torno de 700 e 1.000 cópias ao preço de 2 pounds para você vender ao preço de varejo de 3,50 pounds com a sua própria colaboração incluída. As colaborações podem ser de quantas páginas você quiser ou puder bancar, e você pode também fazer o seu próprio design ou falar com os garotos do  Wallace sobre quanto eles cobram para fazer isso para você. Uma vez então, que você tem suas páginas prontas, você só precisaria enviá-las para nós para que possamos checar se você não tem nenhum artigo que comece dizendo : “Diga do que você gosta no Terceiro Reich”… depois nós lhe enviaremos de volta para que possa imprimi-lás, direcionadas em cópias para Dodgem Logic e distribuidores. Na medida em que os prazos se vão, se você quiser ser incluído na nossa psicodélica edição especial de verão 4#, a venda em Junho/Julho, suas páginas deveriam ser completadas e corrigidas pelo dia 3 de Maio. Se o prazo ficar muito apertado, então inseriríamos na nossa  edição de Agosto e Setembro, edição 5, você tem de ter suas páginas sorteadas em primeiro de Julho. Se você tiver alguma outra questão você deve entrar em contato com Queen Calluz, o qual você encontrará no ilegível endereço petite indicia (diminutamente indicado) abaixo.(abaixo em relação a revista e acima em relação meu post)

Finalmente, nas eleições de Maio, nós insistimos que você vote em alguma variedade de aparelhos elétricos quebrados, possivelmente para uma torradeira estropiada ou um controle remoto em mau funcionamento, sobre os motivos de que eles não podem fazer coisas mais piores e que eles quase de certeza não se envolveram em nenhum lobbyismo ou em despesas escandalosas, nem ter consentido intencionalmente nenhuma entrevista para William Bonner[7]. Pergunte-se, em quem você confia mais – num estagiário estrábico ou na impenetrável e enferrujada Brastemp[8] que você não usa mais.

Então, veremos todos de volta em Junho quando nós todos esperançosamente vestiremos menos roupas e viveremos numa obsoleta utopia dominada por rádios-relógio.

Alan Moore – Lorde da Dança e Monarca do Vale da Depressão[9]

Régis Y. – Lorde dos Signos e Monstro do Pântano


[1] Alan utiliza BNP que éo British National Party, que é um partido de extrema direita ingles.

[2] Freemason’s handshake

[3] Comediante britânico de stand-up comedy mais conhecido pelo seu programa na radio da BBC, participa da revista Dodgem Logic

[4] Comediante Britânica, participa da revista Dodgem Logic

[5] Alan utiliza a cidade de São Francisco

[6] Alan cita os distritos de Spring Boroughs e Semilong, que ficam em Northamptom, áreas de elevada prostituição e criminalidade. O qual realmente são ajudados por Alan Moore.

[7] Alan cita Piers Morgan, Jornalista Britânico.

[8] Alan cita Breville uma produtora de equipamentos de cozinha de Sydney, que exporta para o mundo

[9] Alan usa a palabra GLEN, que é um termo escocês para um vale estreito como uma depressão ás vezes congelada

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capa dupla da edição 3# da Dodgem Logic de 2010

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capa da primeira edição lançada da Dodgem Logic

para conferir as revistas e encomendar no site:

www.dodgemlogic.com/

2&meio Contos de Natal

Posted in Cantos Pré-Históricos, produção NMS, Textos on dezembro 24, 2011 by ti

Uma Canção Natalina (para o séc. XXI)

Um demônio nasceu

No ápice do experimento racional,

Quando o homem desceu.

E desandou o entorno.

As coisas se chocaram mais separadamente.

O Anti-Tempo na foice de Cronos.

Castre seu pai! Castre seu pai!

Sele a mácula de sua própria existência!

Os herméticos já sussurravam: “É preciso conter a humanidade…”

Asas nos pés e uma tenda de chill out para os deuses na cabeça.

Lounge para os demônios. Vampiros na discoteca.

Longe demais de casa.

Hoje o apocalipse já era.

Um demônio nasceu, cresceu e virou herói;

Decidiu ser humano enquanto os homens,

Nesses tempos desvairados,

Descobrem-se cada vez mais monstros.

As vísceras de Prometeu no bico da estrige.

Loogaroo faminta e traiçoeira…

Aproveita-se do deslumbramento do pequeno-homem pelo fogo de Prometeu.

A chama rija da solda. O fio rente do corte de Ogum.

A Máquina estatal de Guerra: TECNOLOGIA DA MORTE

Também transforma a morte em tecnologia.

Condução de energia. Transmaterialidade. Metamorfose.

O mal é sutil e carinhoso.

Toda mentira é delicada como uma punhalada lenta e certeira dada no escuro.

O bem é brutal. Algo que destrói o racional.

Destrói o social. Destrói o normal.

Demolição de ilusões.

Em tempos de termos de marketing em discussões amorosas,

Todo entendimento é lisérgico, marginalizado & banido.

O Anti-Cristo é um velho político corrupto que depois de 50 anos de carreira ainda quase se elege…

 só pra provocar.

Diske 666 para uma vida feliz.

Compre um lugar no inferno o quanto antes

{porque o Céu tá interditado

e você não quer acabar aqui…}

Prestações Eternas. Juros sobre Moléculas.

O Diabo é nosso vizinho.

Você provavelmente aluga pro Leviatã sua vaga extra na garagem.

Olhe a TV: Veja a imagem da Besta

Os crentes, evangélicos, presbiterianos, mórmons e satanistas estão certos:

O Diabo Vive. Está entre nós…

É NÓS.

Quem se exclui?

Quem esconjura essas coisas-ruins de volta pras profundezas?

Quem nega o desejo?

Quem refrea a mesquinhez?

Quem alimenta a vontade pela verdadeira construção de uma virtude?

Satã Reina.

É verdade; é verdade, eu vos digo.

Brasas e fumo na manjedoura.

E uma reza rarefeita na fumaça,

Mandando pros anjos e deuses o recado

de quem tem um bem querer mas já não tem mais saudade

pra Mike Mignola

e Flávio Colin, seu pai

.                                                                                      ti<AN – DEZ. 2008

ASCENDENDO  YUGDRASIL

O Natal diz respeito à Odin, mesmo que a maioria das pessoas ignore isso.

Uma vez por ano, ele se disfarça e desce para a terra afim de caminhar entre os homens. Ele se manifesta como um velho sujo, desses imprestáveis que costumamos ver nas ruas da cidade. A coisa dos presentes é na verdade um saque, uma forma de provar a humildade e fraternidade entre os homens de boa vontade que, gozando da bravura e liberdade de que são herdeiros natos ao nascer, habitam Sua criação.

Pois bem, como um velho maltrapilho, Odin, o pai de todos os deuses, exige para si uma prenda, e são os que cruzam com Ele que é melhor que tenham alguma oferenda para presentear, do contrário são mortos. De forma rápida e indolor, tal divindade benfazeja que É, mas ainda assim intranqüila. O tal infeliz que por falta de sorte (e/ou caráter) eventualmente destrata o Velho Odin tem seu baixo ventre aberto por uma lâmina antiga, enferrujada e um tanto cega pelas eras, e seus intestinos, membros, órgãos, pele e coração pulsantes são enrolados ao redor da mais bela e exuberante árvore da região, de forma que os enfeites rubros sirvam de exemplo à comunidade e reguem o solo fértil para tempos mais fraternos, nos quais um velho mendigo possa ser presenteado com qualquer coisa no natal. Não se engane, Odin é um deus bondoso e afetuoso para com seus filhos, visto que coloca o desenvolvimento moral desses à prova apenas uma vez por ano; entretanto, quando a humanidade torna-se enfadonha e previsível, quando ­ -como crianças teimosas- os homens insistem em recorrer nos mesmos erros: na violência vã, na passividade fria, obscura e conivente… Quando as coisas acontecem assim, o odioso velho caolho, cansado e ofendido, ultrajado pelo que se tornou a lenda de seus dias caminhando entre os homens, deve acabar pensando se mais dias como esse não são necessários para a humanidade… ou se não deveria desencanar desse macacos engenhosos de uma vez por todas e partir para longe, como os deuses Maias e Egípcios fizeram…

Mas o que vê o olho de um Deus? O que vê o pai de todos os deuses com seu único olho (aquele que resistiu ao implacável bico negro da morte fazendo-a parar justamente com a expressão do seu olhar, isso ainda nos tempos em que esteve aprisionado no seixo de Yugdrasil)? Será que vê o triste espetáculo de celebração demagoga de coisas boas? Relembrando os idos em que sacrificava os que não lhe davam qualquer coisa que fosse, como galhos soltos achados no chão, desses com algumas folhas, pouca madeira e nenhum uso a não ser o de simbolizar o bem querer de oferecer um carinho para alguém? Presentes simples. Prova de humildade.

Hoje Ele, chamado pelos cristãos de antigamente de São Nicolau, deve atingir uns poucos pobres bastardos com golpes certeiros e preguiçosos, que despedaçam de maneira irremediável e fatal como qualquer ataque divino, mas já sem interesse algum, repletos de um irritante sentimento de fartura, aborrecimento, monotonia e alguma embriaguês de sacro hidromel.

Empapuçado dessa humanidade abarrotada de peru e velhas promessas de ano novo, Santa já nem se importa em decorar as árvores com as vísceras desses infelizes despreparados de Natal. Apenas os abandona no chão para alguns intermináveis momentos de agonia e desespero antes da derradeira morte dos fracos, daqueles a quem os portões de Valhalla estarão sempre selados.

Odin não é um bonachão senhor de barbas alvas dando tapinhas em sua barriga gorda e dizendo “Ho, Ho, Ho”. Ele é implacável. E durante as festas, assim como no resto todo do ano, é comum estarmos tão deslumbrados pelo frenesi de compras e deveres morais que acabamos perdendo todo critério para a reflexão radical proposta pelo bom velhinho: Quem afinal foi “um bom garoto ou garota” durante o ano? Quem merece um presente caro e vistoso ao invés de um pedaço de carvão, como era o costume antigamente entre o Papai Noel (pais preocupado) e os maus meninos? Algo me diz que essa troca de avaliação dos comportamentos por meritocracia tá baixando consideravelmente nossos critérios éticos enquanto coletivo social… Então não se esqueçam dos maus meninos! Não presenteiem canalhas! Creio que conivência é pior que corrupção.

Cantemos noite feliz sem estarmos cegos pro mal, porque ele existe! Até durante a ceia de natal!

 Mas eu estou preparado. Joguei pedaços de unha do meu pé esquerdo (do polegar) junto ao batente da porta. E depois vou guardá-los dentro de uma meia velha (com mais uma ou duas coisinhas que podem ser úteis a qualquer indigente moribundo) e prega-la em algum lugar, de preferência entre algumas árvores… uma praça talvez… ou então a Floresta Negra da Germânia… Sei que o velho caolho ficará feliz com esse presente.

E se há alguma retribuição d’Ele, a resposta é:

É claro que não! (Quer dizer, não além do supracitado fato de ter sua vida poupada por mais um ano…).

 Feliz despretensioso Natal

E no Ano Novo, vamos tentar trocar PRÓSPERO por DONATIVO.

(E quem sabe o próximo não acaba sendo surpreendentemente mais próspero ainda?!)

Humildade Sempre

Sobrevivência Também.

Com saudades,

para todos os Amigos

Tiago Abreu

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